[Resenha] #Livro 20/2018 –  Entre Quatro Paredes – O casamento perfeito ou a mentira perfeita? by B.A. Paris

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Título: Entre Quatro Paredes

 O casamento perfeito ou a mentira perfeita?

Autor(a/es): B.A. Paris

Editora: Record

Páginas: 226

Grace é a esposa perfeita.

Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.

Ela é casada com Jack, o marido perfeito.

Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.

Os dois formam um casal perfeito.

Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?

Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Entre Quatro Paredes” da autora B.A Paris, um livro de suspense do gênero thriller psicológico. O livro nos apresenta Grace, uma mulher bonita e independente que não possui ninguém nesse mundo além de sua irmã Millie, que possui Síndrome de Down, após seus pais terem rejeitado Millie e inclusive se mudado de país, após colocá-la em uma instituição/internato.

Por esse motivo, Grace sonha em encontrar o amor de sua vida em uma pessoa que seja capaz de aceitar Millie apesar de sua condição especial, e assim poder trazê-la para morar junto á ela e seu companheiro, dando a ela o quarto amarelo – sua cor favorita – dos seus sonhos.

Até que Grace conhece Jack, que parece ter saído de um de seus sonhos. Ele a trata com respeito e carinho e além de tudo, aceita sua irmã, incluindo-a em todos os seus planos futuros com  Grace. O maior deles, o de comprar uma casa para que os três possam morar juntos.

Assim, Grace e Jack se casam e então o pesadelo começa. Jack se revela uma pessoa completamente diferente da que Grace conhecia antes do casamento. Aos olhos da sociedade, Jack é perfeito. O advogado ideal que defende mulheres vítimas de relacionamentos abusivos, um marido fiel e carinhoso, e mais, com uma casa perfeita, modos perfeitos. Assim como Grace é a esposa ideal. Sempre bem vestida e educada, dona de casa com dotes colunários e de organização além do normal, uma mulher que aceitou deixar sua carreira profissional para trás para se dedicar ao marido.

Porém, dentro de casa Jack é um psicopata que coloca Grace em um jogo psicológico, tendo ela que lutar com todas as suas forças para sobreviver a esse relacionamento, sendo que a perfeição que a sociedade vê em Grace nada mais é do que parte do jogo de Jack, que esta precisa exercer com maestria para não ter que sofrer as consequências.

“Entre Quatro Paredes” é um thriller psicológico que promete muito, mas falha em entregar tudo aquilo que ele começa a construir em seus capítulos inciais.

A construção da base do livro é impecável. O suspense que a autora nos traz ao descrever a relação de Grace e Jack é realmente muito bem escrita, e as dicas que a autora vai deixando ao longo da narrativa acerca do papel de Millie nessa trama toda é ainda mais surpreendente. Devo dizer que a palavra que descreve melhor o desenvolvimento desse livro é: angustiante.

A autora sabe construir o suspense de forma que faz com que o leitor queira a todo custo chegar ao final da leitura para descobrir o que irá acontecer. “Qual será o próximo passo? Grace conseguirá sair desse relacionamento abusivo? E mais, quais as motivações de Jack? E como Millie ficará ao final disso tudo?”. E, através desses questionamentos e a necessidade de buscar respostas, a leitura flui.

A alternância de capítulos entre o passado e o presente é um dos grandes aliados da autora para nos prender na teia de suspense por ela criado, principalmente nos capítulos finais, quando estamos quase chegando ao desfecho da história.

Mas, como nada é perfeito, acredito que a autora pecou em desenvolver um personagem muito importante para a trama, especialmente considerando o papel chave que ela possui para o encerramento dos acontecimentos narrados no livro. Sua participação é essencial, mas a forma como ela acontece é muito vaga, o que deixa uma grande impressão de aleatoriedade.

Dito isso, o final do livro deixou a desejar, especialmente considerando toda a trama que foi construída desde o início do livro. Mas nem por isso deixa de ser uma leitura recomendada, especialmente para aqueles que gostam de um suspense e de um thriller psicológico. Entretanto, preciso ressaltar aqui o “trigger warnning” para pessoas que tenham sensibilidade certos tipos de temáticas como a violência doméstica e relacionamento abusivos. Nesse livro a violência se destoa por não se focar tanto na violência física, mas especialmente na psicológica.

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[E então é … Halloween!]

Olá gente!~

 Hoje vim aqui para falar de uma data comemorativa que não é tradição no Brasil, mas que está se popularizando cada vez mais, que é o Halloween!

Eu particularmente gosto bastante dessa data, especialmente quando tem festa para se fantasiar e ir! E esse ano um grupo que eu faço parte está organizando uma festa e eu estou na equipe de staffs. Está sendo meio doidera ajudar a organizar tudo, ter ideias de decoração, comida, prova de coragem e ainda, pensar em uma fantasia. Mas, motivada por essa empolgação da festa de halloween que está por vir, resolvi fazer um especial livros de terror!

Eu não leio muito livros desse gênero por motivos de: morro de medo! Mas tenho alguns aqui na minha lista para recomendar para vocês!

Um livro infanto-juvenil? Eu hein!

Coraline

O primeiro livro que trago aqui é Coraline de Neil Gaiman, que em tese se trata de um livro voltado para o público jovem, mas que eu particularmente achei bastante pesado. Ele não é exatamente um livro de grandes sustos, mas sim daqueles que em certos detalhes causam arrepios.

Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.. (retirado do skoob).

O assassino mais cruel dos cruéis.

Eu gosto muito de livros de investigação policial e de livros em série. Essa série junta muitos dos elementos que gosto em um livro e ainda, traz um dos assassinos mais cruéis dentre os assassinos da literatura.

Trata-se da série Steve Dark dos autores Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski que possui três livros: Grau 26 : A Origem, A Profecia Dark e As Revelações de Dark.

O primeiro volume da série, Grau 26: A origem, apresenta Steve Dark, um agente aposentado do FBI que volta ao trabalho para deter um assassino em série como o mundo nunca viu. Os agentes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os mais simples oportunistas do Grau 1, aos torturadores metódicos do Grau 25. O que quase ninguém sabe é que uma nova categoria está prestes ser criada.

Comandado pelo talentoso detetive Dark, um grupo de investigadores de elite segue o rastro de um assassino tão terrível — responsável por matar, violentar, mutilar, envenenar e torturar brutalmente 35 pessoas em seis países durante 23 anos — que não se encaixa em nenhum dos 25 graus de psicopatia conhecidos, obrigando a lei a criar uma nova classificação de crueldade para encaixá-lo. Seu nome é Sqweegel. Seus alvos: Qualquer um. Seus métodos: Ilimitados. Sua classificação: Grau 26.

O notável do gênero: Stephen King!

Não podemos falar de livros de terror e não mencionar o rei! Stephen King é conhecido por ser um dos mais notáveis autores de contos de horror fantástico e ficção, tendo mais de 50 livros publicados, sendo que grande parte deles foi adaptada ao cinema.

Eu li dois livros do autor: O Iluminado e Desespero.

Eu tenho um leve problema com os finais dos livros de S King, mas não posso negar que suas narrativas são realmente incríveis, principalmente quanto ao gênero que o autor é especialista.

Dentre os dois livros do autor que eu li, eu altamente recomendo a leitura de seu livro Desespero, ainda que O Iluminado seja uma obra sua mais famosa.

Thriller Psicológico.

E quando o terror não é causado por nenhum ser fantástico e nem por um serial killer, mas sim por uma pessoa ”comum” ? E uma pessoa altamente capacitada.

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Em Garota Exemplar da autora Gillian Flynn temos um thriller psicólogico daqueles de tirar o sono! O livro é um pouco parado e tem algumas coisas não muito críveis, mas é realmente muito interessante.

Baseado em fatos reais!

Um livro de terror já é assustador por si só. Mas, saber que sua história aconteceu de verdade deixa ele ainda mais horripilante, não é mesmo?

Temos aqui á exemplo o livro A Sangue Frio de Truman Capote, no estilo ficção jornalística que refere-se á um assassinato cruel de uma família, entrando nos detalhes da mente dos assassinos, que fica ainda mais assustador ao se saber que aconteceu de verdade.

E ainda, Zodíaco do autor Robert Graysmith que narra a trajetória de um assassino em série que aterrorizou os Estados Unidos, e que além de ser assustador por ser baseado em fatos reais, a leitura é ainda mais tensa quando temos a informação de que o assassino nunca foi de fato pego pela polícia, não se sabendo até hoje sua identidade.

Apesar de morrer de medo, eu confesso que até gosto um pouco do gênero. Tem outros livros que li e que poderiam ter entrado nessa lista, como por exemplo o livro Asylum da autora Madeleine Roux , dentre outros, mas optei por não deixar a lista muito grande mesmo.

Ah e ainda, minha fantasia é baseada em um dos livros que recomendei acima! Se tudo der certo, minha fantasia de Coraline vai sair!

É isso gente! Espero que todos tenham um halloween horripilante cheio de livros de terror!

[Resenha] #Livro 19/2018 –  The Accidental Movie Star by Emily Evans

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Título: The Accidental Movie Star

Autor(a/es): Emily Evans

Editora: CreateSpace Independent Publishing Platform

Páginas: 256

How did Ashley spend her summer vacation? Imagine the hottest guy in Hollywood. Do you see the girl next to him, the one handing him a cup of coffee? Yeah. That’s her.

Interning on a major motion picture is not all bad. She gets to watch some of the scenes and even offer her opinion. “That kiss looked lame. Laughably weak. There’s no chance at an MTV award with that kiss.” LOL.

Until the director says, “Hey, Intern. Yeah, you. Ashley. You’re right. So, teach Caspian how to kiss. Oh, and get in front of the camera. We’re going to need you in this next shot.”

OMG. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “The Accidental Movie Star” da autora Emily Evans. Se traduzido ao pé da letra o título em português do livro fica “A Estrela de Filmes por Acidente” ou algo do tipo. Fica complicado deduzir, e pelo que pesquisei, não há nenhuma publicação dos livros dessa autora no Brasil, por isso vou adotar nessa resenha o título dele em inglês mesmo.

 Em “The Accidental Movie Star” temos Ashley, uma menina comum, que está trabalhando  nas férias como interna em uma mega produção de um filme hollywoodiano, graças a interferência do seu pai, que é bastante conhecido no ramo – fato que Ashley deixa ‘em off’, uma vez que não quer ser tratada de forma especial ou diferente por ter um pai influente, ou ainda, que questionem seu trabalho como indigno, por ter conseguido o emprego de forma ‘não merecedora’ –.

O combinado era de que Ashley trabalharia todo dia em um setor diferente da produção, para poder sentir como é estar nos bastidores em Hollywood e assim, o estágio conseguido por seu pai iria servir para que Ashley deixasse seu currículo mais interessante para as aplicações para a faculdade.

O que Ashley não esperava  era o fato de que esse estágio mudaria sua vida para sempre, deixando-a de pernas para o ar. Já em sua chegada, seu pai envia uma limosine para buscá-la no aeroporto. A grande questão é quem mais está dentro da limosine: Caspian Thaymore, o grande queridinho de Hollywood e um dos atores mais populares do momento e, personagem principal do filme em que Ashley iria trabalhar no verão.

A relação dos dois não começa com o pé direito e diversos desentendimentos surgem entre eles, principalmente pelo fato de que Ashley não é exatamente uma menina que se deixa intimidar, especialmente por uma certa estrela de cinema, sempre soltando o verbo quanto as suas opiniões. Até o ponto em que Caz passa a clamar Ashley como sua assistente pessoal. E claro que ninguém na produção quer contrariar a grande estrela do filme, motivo pelo qual Ashley vira a ‘babá’ do famoso ator hollywoodiano.

Então, um dia, durante a gravação de uma cena em que Caz beija a atriz principal do filme, Ashley critica o beijo em voz alta, sendo ouvida pelo diretor que também compartilha de sua opinião quanto ao beijo, passando para Ashley a missão de ensinar Caz a beijar!

Entre tantas confusões causadas pelos dois e entre os dois, Caz e Ashley se aproximam e claro, vivem um grande conflito que pode ou não culminar no fim do relacionamento dos dois – que sequer havia se iniciado –. Nesse meio tempo ainda, Ashley se vê diante das câmeras, lugar que jamais se imaginou estar, virando assim uma estrela de cinema ‘por acidente’.

O que eu posso dizer sobre esse livro? Eu encontrei ele em pdf para baixar na internet e pensei: “Por que não?” e decidi ler. Se tem uma coisa que pode expressar esse livro de forma bastante precisa é: clichê, ou ainda, ‘fanfic’!

O típico ‘menina comum, menino famoso’ romance cheio de altos e baixos em que a fama e os diversos problemas que surgem com ela, como a falta de privacidade e os rumores têm o seu papel.

O livro tem uma leitura agradável, no sentido de que ela flui de forma natural e simples, sem muitas complicações. A forma narrativa da autora é concisa, sem muitas inconsistências, o que facilita a leitura.

Porém, o enredo do livro poderia apresentar muito mais, mas não o faz, e quando tenta, falha muito. Eu entendo que um bom romance adolescente, principalmente aqueles que apresentam aquele casal mais ‘inesperado’ do mundo, precisa de uma pitada de controvérsia. Eu mesma gosto muito de livros nesse sentido, eleio ainda muitas fanfics com temáticas nesse estilo. Mas, no caso de “The Accidental Movie Star” eu acredito que parte da trama poderia ser dispensada, uma vez que torna a leitura um tanto quando cansativa em alguns momentos em que tudo que eu conseguia pensar era que eu queria que Ashley e Caz parassem de ser idiotas e se acertassem logo.

Ainda assim, por mais que tenham alguns aspectos que poderiam deixar o livro bem melhor, ele é bom por inteiro. Apesar do enredo ser um pouco pobre, a caracterização dos personagens é um ponto muito positivo, principalmente a personagem principal, Ashley. Os personagens fogem um pouco do clichê esperado, o que traz diversas surpresas no decorrer da leitura.

O livro faz parte de uma ‘série’, em que outros livros que seguem essa linha do ‘’accidental’’ foram publicados pela autora, e que não são exatamente uma continuação desse pelo que entendi.

Assim, eu super recomendo a leitura dele, apesar dele não ter versão publicada no Brasil. Isso é um ponto negativo por ser difícil ter acesso ao livro. Eu mesma estou procurando os outros livros da série mas não encontro de jeito nenhum.

P.S.: Eu prometi diversas coisas no post passado e não cumpri. No fim, não resenhei nada n feriado, não li nada e só estudei. Tive uma prova nesse fim de semana e agora finalmente deu tempo para dar uma respirada. Enfim, espero conseguir estar aqui em breve com novas resenhas!

[Resenha] #Livro 18/2018 –  Fiquei Com o Seu Número by Sophie Kinsella

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Título: Fiquei Com o Seu Número

Autor(a/es): Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 488

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Fiquei Com seu Número” da autora Sophie Kinsella. A primeira vez que tive contato com essa autora foi com o livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” que li faz bastante tempo e do qual gosto muito. Assim, comecei a ler esse livro com altas expectativas.

Em “Fiquei Com o seu Número” conhecemos Poppy Wyatt, uma mulher pra lá de atrapalhada, que está prestes a se casar com o homem perfeito! Se não fosse por um pequeno contratempo: após realizar um chá da tarde em um hotel, onde reuniu as amigas para comemorar sua despedida de solteira, Poppy perdeu o anel de noivado – que é ‘apenas’ uma relíquia da família do noivo, uma tradição de anos!

E agora? Dali a alguns dias irá se encontrar com a família do noivo, os prestigiados e intelectuais Tavish, com quem Poppy não tem exatamente um relacionamento muito confortável. Isso porque Poppy sente que não está na mesma altura que a família do noivo, que são pessoas cultas, ‘estudadas’, intelectuais e praticamente celebridades.

Além disso, Poppy perdeu o celular! Como fazer para manter contato com as pessoas à sua volta, para que tenha notícias do bendito anel antes que a família do noivo – e o noivo – descubram?

Poppy então está em seu dia de sorte! Encontra um celular abandonado no hotel onde se encontra hospedada!

Decidida, Poppy pega o celular que encontra e utilizando seu número, pede que o hotel entre em contato com ela de forma urgente para que lhe informem sobre o anel. Enquanto isso, bola um plano mirabolante, em que finge ter machucado a mão para não ter que mostrar aos sogros que havia perdido o anel relíquia da família.

“Não quero entrar numa discussão sobre o motivo de estar agarrada desesperadamente a um celular qualquer que achei numa lata de lixo”

Quem não gosta nada dessa ideia é Sam Roxton, o proprietário do celular, que foi jogado no lixo por sua assistente quando esta abandonou o emprego. Tentando convencer Sam de que é essencial que o celular fique em sua propriedade, Poppy faz um acordo com ele, em que irá encaminhar sem falta tudo que for passado ao celular de sua antiga assistente, como se fizesse esse papel.

“— Perdi meu anel de noivado. — Mal consigo suportar falar em voz alta. — É muito antigo e valioso. E depois meu celular foi roubado, e fiquei completamente desesperada, então passei por uma lata de lixo e ele estava lá. No lixo — acrescento, para dar ênfase. — Sua assistente jogou o aparelho fora. Quando uma coisa vai para a lata de lixo, é pública, sabe? Qualquer um pode ficar com ela.”

A partir daí, o que se desenrola é uma grande onda de confusão, onde Poppy precisa lidar com a organização do seu casamento, uma família do noivo não exatamente calorosa, “amigas”, o papel de assistente de um homem que vive para o trabalho, e ainda, com o fato de que a empresa de Sam se encontra na encruzilhada, ao ser colocada em uma suspeita muito grave, onde sua reputação está sendo colocada a prova, o que pode levá-la à falência ou mais, até mesmo à prisão de seus chefões por corrupção.

Além disso, Poppy precisará lidar com o fato de que talvez seu noivo não seja um homem tão perfeito assim e ainda, com o fato de que ter a presença de Sam Roxton em sua vida possa ser algo que ela queira mais do que imagina.

Posso dizer, ao ler mais uma obra de Sophie Kinsella, que sou fã da escrita da autora. Seus livro apresentam bastante coisa  acontecendo ao mesmo tempo, mas sua forma de narrar não deixa com que tudo vire uma confusão para o leitor, nem que a leitura fique muito pesada ou entediante. Muito pelo contrário. A leitura do livro “Fiquei Com seu Número” é leve e flui de uma forma tão natural que as 400 e poucas páginas do livro parecem ser 100!

A única ressalva que eu tive com esse livro foi o fato de que ele poderia ter evitado um ou dois dramas que ali ocorreram.

A autora Sophie Kinsella possui protagonistas mulheres, independentes e fortes, mas  ao mesmo tempo super desajeitadas, do mesmo jeito que a mulher real, com que podemos facilmente nos identificar. Porém, com tendências à escolhas que levam sempre à uma confusão maior e maior.

O fato de a autora sempre levar suas personagens ao limite da confusão antes de tentar concluir suas narrativas pode ser um pouco cansativo para quem lê mais de um livro dela. Pode ser que eu esteja fazendo um julgamento antecipado de valores, uma vez que li apenas dois livros dela, mas posso afirmar que essa característica é bem marcante em ambos.

Fora isso, a leitura é recomendadíssima, por se tratar de um livro leve, totalmente para aqueles momentos em que precisamos de um pouco de paz, um momento para relaxar e ter algo positivo em nosso dia a dia (considerando os dias atuais que estamos vivendo, momentos assim são sempre importantes e bem-vindos!).

P.S.: Gente, sumi. Mas ando tão ocupada e paranoica com meus estudos que sempre que parava para escrever uma resenha, me sentia culpada por não estar estudando e não conseguia concluir. Essa vida de estudar e viver pra estudar está me deixando doida.

Estou tentando colocar a vida nos eixos, e acho que em breve devo conseguir! Vou tentar aproveitar o feriado para escrever e adiantar as coisas por aqui, mas não posso prometer!

Para os que resistiram às teias de aranha e ainda frequentam o blog, meu muito obrigada!

[Book Haul] Garimpando livros na promoção durante viagem, tem coisa melhor?

Olá, kika here again!~

Assim como as minhas leituras, minhas resenhas estão atrasadas também. A verdade é que meu ano está de cabeça para baixo! Estamos praticamente em outubro e eu ainda não consegui me organizar nem colocar os pingos nos is da minha vida. Estou uma bagunça só.

Só o que não muda é meu amor pelos livros e por música! Mesmo que eu esteja negligenciando um pouco minhas leituras e o blog, estou sempre pensando neles.

Chega de enrolação né?

Hoje eu trago  aqui mais uma de minhas aventuras! Além de amar ler e ouvir música, minha outra grande paixão é viajar! E nesse feriado do dia 07 de setembro, tive a oportunidade de estar viajando à Londrina/PR à passeio. Em uma visita ao shopping, enquanto meus amigos jogavam boliche, resolvi passear e conhecer a livraria do local. A livraria do shopping em que estávamos – que não lembro o nome – era uma Saraiva. Temos a Saraiva na minha cidade, mas ela se localiza em um shopping super longe de casa, então é raro que eu faça visitas à ela. Assim, aproveitei essa oportunidade em Londrina.

Já de cara, muitas promoções relativas ao aniversário da rede Saraiva. E para a felicidade da amante de livos, uma mesa de ‘bota fora’. Livros com descontos de até 80% ou mais empilhados em uma mesa com um cartaz que anunciava o desconto. Eu que não planejava comprar nenhum livro em específico, resolvi que a hora de garimpar havia chegado! E com isso, saí de lá com dois livros!

20180919_132258(0).jpgO primeiro livro é “A Caçada” do autor Clive Cussler. Confesso que não conheço o autor e nem o livro e o que me conquistou e me levou a comprá-lo foi a capa. Eu sou sim uma daquelas pessoas que ‘julga o livro pela capa’. Ou mais ou menos. Não deixo de comprar um livro que tenha uma capa simples ou até mesmo ‘feia’. Mas, não posso negar que muitas vezes, nessas garimpadas em livrarias, certas capas capturam minha atenção, me levando querer saber mais sobre o livro em questão. Esse é um desses casos.

Pelo breve que vi sobre o livro, se trata de um livro de investigação policial – meu gênero favorito – que se passa no velho oeste americano.

O segundo livro que eu comprei foge um pouco da minha zona de ‘conforto’. Apesar de eu amar livros e amar mangás, não tenho muita experiência com HQ’s. Mas, ao me deparar com o livro “O Divino”, dos artistas Asaf Hanuka e Tomer Hanuka, e do escritor Boaz Lavie, sabia que eu teria que levá-lo comigo.

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Posso dizer que o que me atraiu de fato foi a capa, que apresenta um desenho que possui traços que lembram o traçado japonês do mangá, mas com o toque característico que muito lembra o traço dos desenhos da banda Gorillaz, da qual sou fã.

Outra coisa que chama a atenção é que a capa do “HQ” – não sei ao certo se posso assim chamá-lo – é anunciado que o livro foi indicado ao Hugo Award, um dos maiores prêmios mais importantes no ramo da fantasia e ficção científica (conheci essa premiação quando falei sobre o texto “Aqueles que se Afastam de Omelas” da autora Ursula K. Le Guin, que ganhou esse prêmio no ano de 1974!!!!!).

E mais, desde o ano passado venho tentando diversificar minhas leituras o que me compilou a escolher ainda mais esse livro!

Outro fator que ajudou foi o fato de que ambos os livros estavam muito baratos. Se não me engano, estavam por menos da metade do preço! E, como eu tinha uns pontos da saraiva no meu cpf, por conta das minhas últimas compras on-line, os dois livros saíram pela bagatela de R$16,00!!!!!

P.S.: Passando para deixar aqui minhas novas aquisições e para dizer que em breve devo comentar sobre mais livros que ‘comprei’ pois devo realizar a troca de um vale-livro que ganhei de aniversário. Ademais, continuo criando forças para vencer a preguiça e minha desorganização para tentar sentar a bunda na cadeira e resenhar os livros que já li até então e continuar lendo para tentar bater minha meta de leitura que parece cada dia mais distante.

Prometo tentar encontrá-los o mais breve possível com mais livros novos e mais resenhas!!!!

[Resenha] #Livro 17/2018 –  Carta ao Pai by Franz Kafka

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Título: Carta ao Pai

Autor(a/es): Franz Kafka

Editora: Martin Claret

Páginas: 112 (a edição que eu comprei tem três livros do autor que totalizam 112 páginas, “Carta ao Pai” deve ter umas 13 páginas ao todo, mas não estou certa dessa informação.)

A Carta ao pai é uma peça fascinante da obra de Franz Kafka. Dificilmente algum filho pôde escrever ao pai carta mais pungente do que esta. Nela o grande escritor realiza um ajuste de contas memorável com o tirano familiar Hermann Kafka. O móvel do confronto é uma tentativa de casamento do filho que o pai desaprova, mas o texto abrange toda a relação entre ambos, num ritmo dolorosamente ágil. Como sempre, a capacidade de análise e argumentação do escritor surpreende. Aqui ela transforma uma carta em documento perene da literatura universal. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Carta ao Pai” do autor Franz Kafka, que acredito eu, dispensa apresentações. E, apesar disso, esse foi o primeiro livro dele que li. Na versão que eu comprei são três os ‘contos’ do autor: “Carta ao Pai”, “Artista da Fome” – que eu já li tem um tempo, mas preciso me preparar para resenhar – e a famosa obra do autor “Metamorfose”, que ainda tenho que ler.

“Carta ao Pai”, como o título do livro em si já indica, é uma carta escrita pelo autor Franz Kafka ao seu pai Hermann Kafka (1852 – 1931), na qual desabafa sobre como se sentia quanto a relação deles de pai e filho, e a forma como enxergava a figura do pai, bem como expõe o porquê de sempre ter se sentido pequeno através das nuances desse relacionamento, que nos mostra ainda, o quanto o autor se torna frágil diante de tal circunstância.

“Carta ao Pai” provavelmente deve ser o livro mais transparente e sincero do autor. Li pouco dele, mas pelo que conheço, acredito ser esse o livro no qual o autor mais colocou de si; em que mais expôs sua verdadeira forma. Aqui, Franz Kafka fala sobre seus anseios e medos, sobre o fato de sempre se sentir pequeno, fraco e fora do normal, coisas que sempre estão presentes em seus textos, mas de forma crua. Aqui, o fraco é Franz Kafka, aquele que possui medo do pai, e não um ser – personagem – que possui outras formas de escape dessa realidade.

Desde o começo, Franz Kafka deixa claro que a relação com o pai não era ideal. Nas primeiras linhas da carta temos a afirmação do autor de que tinha medo do pai.

“Querido pai,

Tu me perguntaste recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente. (…)”

Em verdade, Kafka temia muitas coisas. O medo que sentia do pai e sua relação falha com ele, era apenas um entre tantos outros fatos que o desconcertavam. Mas, podemos ver que talvez, esse relacionamento ruim fora na verdade o primeiro desses fatos.

“Eu magro, fraco, franzino, tu forte, grande, possante. Já na cabine eu me sentia miserável e na realidade não apenas diante de ti, mas diante do mundo inteiro, pois para mim tu eras a medida de todas as coisas.”

Uma das motivações da ‘carta ao pai’ vem do fato de que ao anunciar ao pai seu casamento  este reagiu de forma fria e desinteressada. Para Kafka, o medo do pai ia além das nuances físicas, ainda que fossem um fator de grande consideração. Mas iam além, no aspecto da capacidade. O pai era o provedor da família, no aspecto econômico, o que permitiu que o autor estudasse. Porém, lhe faltava a aptidão sentimental. O pai era grosseiro, frio e duro. Não apenas com o filho, mas com toda a família. Os comentários que fazia eram raramente comedidos ou pensados, sempre carregando duras críticas à todos ao seu redor.

“Seja como for, éramos tão diferentes e nessa diferença tão perigosos um para o outro, que se alguém por acaso quisesse calcular por antecipação como eu, o filho que desenvolvia devagar, e tu, o homem feito, se comportariam um em relação ao outro, poderia supor que tu simplesmente me esmagarias sob os pés, a ponto de não sobrar nada de mim…”.

Outro ponto de grande impacto entre pai e filho se dava pelo fato de Hermann Kafka não aceitar muito bem a profissão do filho. No entanto, a desaprovação se dá principalmente pelo desinteresse. Seu pai nunca se importou em parar para ler o que Kafka havia escrito.

Kafka desenvolveu ainda, diante do medo da figura do pai, sempre tão frio e autoritário, no qual faltavam momentos de afeto paternal no relacionamento entre ambos, um grande medo de firmar-se emocionalmente e constituir a própria família. O receio de se tornar como o próprio pai para sua família o impediu de casar-se, mesmo que tenha noivado por duas vezes ao longo de sua vida.  A necessidade da aprovação do pai quanto ao seu casamento também trazia ao autor uma disposição a fugir dos relacionamentos sérios e duradouros.

Para Kafka, ele nunca seria uma figura de respeito diante do pai, e nunca alcançaria o suficiente para merecer o seu respeito. E, o fato de que suas irmãs e sua mãe conseguiam desenvolver suas vidas emocionais, mesmo com a presença e o convívio com uma figura como o pai/marido, trazia uma grande culpa para Kafka – que era muito mais afetado que elas pelas atitudes do pai – , por não conseguir se adaptar e prosseguir com sua vida, e muito menos conseguir corresponder a algum tipo de afeto trazido pelo pai.

“Carta ao Pai” é um grande estudo. Franz Kafka possuía fragilidades aos montes, mas ao lermos sua carta à seu pai, encontramos o cerne da vida de um gigante da literatura. De “Carta ao Pai” muito podemos extrair. Kafka possui aquela capacidade de nos fazer conectar com seu texto. Ainda que a relação falha entre pai e filho seja muito extrema, podemos em algum momento, nem que seja por um trecho seque, nos identificar à sua história. Não apenas quanto ao medo do pai, ou quanto a existência de uma figura fria e autoritária, mas ainda, quanto às fragilidades e ansiedades que Kafka possuía e externava no que concerne à vida como um todo.

P.S.: Demorei mas apareci. Confesso que aliada à preguiça de escrever, a verdade é que estive bastante ocupada. Viajei no feriado, mas sobre a viagem eu falo logo mais, uma vez que comprei livros e devo trazer um post para falar um pouco deles – apesar de eu não tê-los lido ainda – e também, fiquei doente, precisei me reestabelecer em uma rotina pós-viagem, a bad de ter voltado bateu, dentre outras coisas. Mas a mais difícil das dificuldades – eita! – foi sentar para resenhar Kafka. A complexidade de seus textos me travou de um tanto, que ando cogitando não resenhar ou outro livro dele que li, “Um Artista da Fome”. Se já foi difícil escrever algo que preste de um livro que eu gostei, imagina de um que eu não gostei? Mas isso eu resolvo depois.

É bom estar de volta, apesar da preguiça e dos percauços!

[Resenha] #Livro 16/2018 –  O Quinto Mandamento – Caso de Polícia by Ilana Casoy

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Título: O Quinto Mandamento – Caso de Polícia

Autor(a/es): Ilana Casoy

Editora: ARX (Grupo Siciliano)

Páginas: 191

Honrar pai e mãe é o quinto mandamento bíblico, e desrespeitá-lo é inaceitável para a grande maioria das pessoas.

O que levou Suzane von Richthofen, uma aplicada estudante de direito, rica e bonita, a planejar o assassinato de seus pais e participar de cada etapa da elaboração do crime? Com faro de detetive, Ilana Casoy – presente na reconstituição do crime – segue passo a passo os bastidores desse crime monstruoso, desde sua execução até a confissão final. Ela mostra o comportamento dos assassinos – que em pouco mais de uma semana passaram de vítimas a acusados -, os depoimentos da família e o trabalho quase sem precedentes na história da polícia. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “O Quinto Mandamento – Caso de Polícia” da autora Ilana Casoy. O livro retrata uma história real, que provavelmente todos os brasileiros com idade suficiente ouviram falar, que nada mais é do que o assassinato do casal Richthofen. Quem narra a história é a criminóloga especialista em perfis psicológicos de criminosos e escritora Ilana Casoy.

O livro se encontra na categoria “jornalismo literário”, classificado como uma não-ficção, o mesmo em que se encontra o livro “A Sangue Frio”, onde Trumar Capote disseca um brutal assassinato.

O assassinato do casal Richthofen foi amplamente divulgado na mídia à época que aconteceu. Casal de classe média alta, família bem estrutura, aparentemente feliz. O crime chocou o país por sua brutalidade e ainda, pela constatação quase inacreditável da identidade dos autores do crime, que eram nada menos do que a filha do casal, Suzane, e seu namorado, juntamente com o irmão dele, conhecidos como ‘os irmãos Cravinhos’.

No livro, a autora nos apresenta os elementos que cansamos de ver na mídia, mas sob a ótica daqueles que estiveram de fato envolvidos na investigação do crime, nos dando uma visão menos sensacionalista e muito mais realista da tragédia que se anunciou na casa dos Richthofe.

De um crime bárbaro do qual não se restavam suspeitos nem testemunhas, para uma reviravolta em que os responsáveis estavam bem ali, debaixo do nariz da polícia, a autora nos mostra detalhes que estiveram presentes nos depoimentos dos jovens assassinos, montando uma imagem daquilo que foi o planejamento e a execução do crime.

Um diferencial desse livro são os trechos, em uma parte mais avançada da narrativa, quando a polícia já suspeitava dos autores do crime, mas precisava de uma confissão destes uma vez que as provas que existiam não eram suficientes para incriminá-los. A autora do livro pode – através de sua credencial, se não me engano, pois foi o que entendi da leitura do livro – acompanhar de perto a investigação, tendo acesso ao local do crime, e ainda, á delegacia de polícia, as reuniões daqueles envolvidos na investigação, e aos depoimentos de Suzane, Andreas – o outro filho do casal assassinado – e os irmãos Cravinhos.

Além disso, a autora traz em seu livro fotos da reconstituição do crime realizada pela polícia com os autores após suas confissões.

 Em verdade, o livro não traz grandes novidades para aqueles que acompanharam o caso pela mídia. Com o clamor popular, o caso foi amplamente acompanhado pelos canais de comunicação, onde detalhes da investigação foram amplamente divulgados.

Ainda assim, com os detalhes extras que as credenciais da autora trouxeram, algumas dúvidas surgiram, ao contrário do esperado, que era o de se obter respostas. Por muito, ao ler o livro, tive a mesma dúvida que a autora questiona em alguns momentos, que é quanto ao envolvimento do irmão mais novo de Suzane, Andreas Albert von Richthofen em toda a trama. Vemos através das palavras da autora um menino que tinha um amor muito grande pela irmã e uma admiraão incrível pelo namorado dela. Fatores que colocaram ele em meio á um furacão quando da investigação do assassinato de seus pais.

Outro personagem que tem destaque no livro e que eu quase não presenciei no acompanhamento da mídia quanto ao caso, é o pai dos ‘irmãos Cravinhos’ Astrogildo Cravinhos. Na época da investigação, me lembro que ele foi até mesmo cogitado como cúmplice, mas apenas essa menção a seu nome. No livro, ele tem um papel muito além. Participou ativamente durante as investigações, falou com a imprensa, dentre outras coisas.

No livro, temos ainda a visão daquela pergunta que sempre nos norteia quando lemos sobreum crime tão bárbaro quanto esse: “por que?”. Temos a questão do dinheiro e da herança, da rigidez dos pais na criação de Suzane, a proibição do namoro dos dois. Enfim, uma das questões que provavelmente jamais será satisfatoriamente respondida pois os únicos que sabem a fundo os motivos são os próprios autores do crime.

Eu achei a leitura muito interessante principalmente pelo fato de que minha área de formação é o direito, tendo feito todo meu estágio prático na área do direito criminal. Acho que talvez por esse fato, eu realmente goste de ler sobre crimes e suas investigações e saber mais a fundo sobre os detalhes de como foi feita a apuração dos fatos.

Mas, por se tratar de – infelizmente – um caso real e que de fato chocou o Brasil, não recomendo a leitura para pessoas que não se sintam confortáveis lendo sobre o tema, principalmente quanto ao capítulo em que há a descrição por parte da autora de como foi feita a execução do assassinato das vítimas, que não retratam nem de longe uma imagem afável.

 [Diário] Livros novos, book haul, justificativas e aniversário!~

Olá gente!~

 Sim, eu sei. Tem bastante tempo desde meu último post. A verdade é que andei numa correria sem tamanho esses dias e quando tudo se acalmou, consegui ficar doente –a gripe me pegou de jeito –.

O motivo da correria foi o fato de que foi meu aniversário! Aeeee! Parabéns pra mim!!! Ou nem tanto né, porque estou ficando velha. Mas, vida que segue. O que importa é que ganhei livros de presente de aniversário e um vale-livro! Hoje trago para vocês os mais novos integrantes da minha estante!

Um dos livros que eu ganhei me deixou muito feliz e fascinada. Havia comentado com uma amiga que eu já havia lido esse livro diversas vezes mas que não possuía um exemplar para chamar de meu e que eu realmente queria um, mas sempre acabava deixando para depois sua compra, para poder adquirir livros que ainda não li. Esse livro é nada mais nada menos que: “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. Eu acho o livro muito lindo e sempre quis ter uma edição na minha estante e agora esse sonho foi realizado!

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Ganhei ainda os livros “O Enigma do Oito” de Katherine Neville. Confesso que não conheço a autora nem o livro, mas quando o vi na estante de uma feira de livros, fiquei curiosa. Minha amiga ficou sabendo e me deu ele também, junto com “O Pequeno Príncipe”. Vou demorar um pouco para ler ele, pois pesquisei e vi que ele é um livro complexo, cheio de citações históricas, que tem como cerne de seu enredo, um romance policial.

20180830_120530O outro livro que eu ganhei é “Sem lugar para se esconder – Edward Snowden, a NSA e a Espionagem do Governo Americano” do autor Glenn Greenwald. Outro livro sobre o qual não possuía conhecimento algum, por isso fiz algumas pesquisas sobre ele –sempre fugindo dos spoilers, claro – e descobri que ele é uma espécie de narrativa jornalística/investigação, sobre a espionagem exercida pela inteligência americana, e ainda, uma crítica, sendo ele baseado em fatos reais. Bem diferente dos livros que costumo ler, mas que aborda temas como o crime informático, a internet, tecnologias e investigação policial, temas que eu adoro.

20180830_120641Eu ganhei ainda um vale-livro que irei trocar em algum momento desse ano ainda, e assim que o fizer, trago aqui os livros escolhidos!

Outros itens que tem ligação com livros, a temática do blog, que eu ganhei foram: uma caneca do Harry Potter que é muito interessante pois ao ser preenchida com líquido quente, ela troca de estampa, e uma garrafa do Harry Potter também – esse povo me conhece mesmo lol -!

 

20180830_120815Ganhei ainda um caderno lindo, que possui uma capa estampada e em relevo, representando uma estante de livros! Nem preciso dizer que estou encantadíssima né?

Bom pessoas, é isso. Vim postar mais para dar sinal de vida e comentar dos livros novos da minha estante! Com a correria dando uma diminuída, pretendo voltar a postar minhas resenhas e dicas de curta logo logo! Tenham paciência comigo, por favor! J

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[Um curta por semana 09] A Pequena Vendedora de Fósforos

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Título: A Pequena Vendedora de Fósforos

Gênero: Animação

Roteiro: Kyoko Yamashita

Direção de Arte: Pilar Prado

Empresa(s) produtora(s): Otto Desenhos Animados Ltda

Adaptação de obra de: Hans Christian Andersen

Composição: Marco Arruda

Animação 2D: Hermes de Lima, Josemi Bezerra

Animação 3D: Matheus Machado, Tobias Führ

Duração: 9 minutos

Ela é apenas uma criança lutando para sobreviver na selva de concreto. Nasceu indesejada, sobrevive de maneira infame e morrerá rejeitada pelo que é. Pobre, suja e sem instrução. Não se trata de crime e castigo, nem sobre vencedores e perdedores. E nem tampouco de vilões e sua pequena vítima. É sobre a natureza humana e sua fraqueza. É sobre todos nós. Esta versão moderna do clássico conto de Andersen mostra alguns males persistentes nas sociedades modernas em vias de desenvolvimento econômico: a infância negligenciada em meio à coexistência brutal de riqueza e pobreza. 

Outro dia postei aqui a resenha do conto “A Pequena Vendedora de Fósforo” e comentei que havia lido que existiam diversas adaptações dele para as telas, inclusive compartilhando uma delas. Porém, eu não contava com o fato de que iria me deparar com uma adaptação em forma de animação e curta-metragem, e muito menos, uma produção nacional.

Esse curta aliás, recebeu diversos prêmios em festivais de cinema, para citar alguns: Melhor Curta – Júri Popular no Festival de Cinema de Gramado em 2014 e Melhor Curta Internacional de Animação no MODIX – Animation Film Festival em 2014, dentre diversos outros.

– Assista Aqui –

P.S.: Os vídeos não são meus, estou compartilhando o link de onde assisti para que vocês possam também fazê-lo.

P.S.2: Os curtas ficaram por muito tempo sem serem postados e devo dizer que é por falta de tempo, mas confesso ainda, que tem um pouco –muito– de preguiça minha também. Vou tentar postar esporadicamente, quando encontrar um curta ou outro que ache que valha a pena ser compartilhado.

[Resenha] #Livro 15/2018 –  Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin

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Título: Aqueles que se Afastam de Omelas

(The Ones Who Walk Away From Omelas)

Autor(a/es): Ursula K. Le Guin

Editora: Creative Education

Páginas: 32

Do your students enjoy a good laugh? Do they like to be scared? Or do they just like a book with a happy ending? No matter what their taste, our Creative Short Stories series has the answer.We’ve taken some of the world’s best stories from dark, musty anthologies and brought them into the light, giving them the individual attention they deserve. Each book in the series has been designed with today’s young reader in mind. As the words come to life, students will develop a lasting appreciation for great literature.

The humor of Mark Twain…the suspense of Edgar Allan Poe…the danger of Jack London…the sensitivity of Katherine Mansfield. Creative Short Stories has it all and will prove to be a welcome addition to any library. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas)” da autora  Ursula K. Le Guin. “Aqueles que se Afastam de Omelas” é na verdade um conto, que se colocado em texto apenas em linhas corridas, não deve possuir mais do que 04 (quatro) páginas de word (se configurado como Times New Roman, 11). E nossa, como um texto tão curtinho pode dizer tanto? Essa é apenas uma das muitas reflexões que fiz após terminar essa leitura.

O conto ficou muito popular recentemente, após aparecer no clipe musical do grupo de k-pop (pop coreano) chamado BTS. É de conhecimento das fãs que o grupo usa de diversas inspirações para os conceitos de seus álbuns – deixando todo mundo doido desenvolvendo teorias para o conceito e histórias dos clipes e músicas, aliás -, como por exemplo o clássico de Herman Hesse, Demian, o qual eu já resenhei por aqui. Como eu adoro uma referência e indicação de leitura, após ver o clipe da música “Spring Day” do grupo BTS, decidi procurar o conto para ler. A titulo de curiosidade, vou deixar o link aqui para quem quiser assistir o clipe de “Spring Day”. [https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=xEeFrLSkMm8]

Mas, aquém dessa recente popularidade, o conto é um clássico que faz parte da obra “As Doze Quadras do Vento” da autora Ursula K. Le Guin, uma coletânea de 12 contos publicada em 1973, tendo o conto ganhado o prêmio “Hugo Award for Best Short Story” em 1974, sendo esse um dos mais prestigiados prêmios dos gêneros da ficção científica e fantasia.

Omelas soa em minhas palavras como uma cidade em um conto de fadas, tempos atrás e muito longe, era uma vez. (Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

No conto, a autora nos apresenta uma cidade em que todos são felizes, classicamente felizes. Onde todos possuíam o necessário para viver, em uma cidade alegre, cheia de prazeres para aqueles que ali viviam. Não havia um rei, não se usavam espadas e não se mantinham escravos. A cidade era linda, com o seu céu azul, ares de montanhas, jardins lindos, observados em um andar tranquilo de seus moradores pelas ruas de  Omelas.

Porém, para que aquela felicidade permanecesse existindo, para que Omelas fosse sempre uma cidade próspera, um acordo fora firmado a longos anos passados, como uma condição que deve ser mantida pelos moradores de Omelas.

Para que se mantenha a prosperidade de Omelas, deve-se manter presa em um calabouço uma criança, que deve viver desprovida de qualquer forma de felicidade, aquela felicidade toda desfrutada pelos cidadãos de Omelas.

E, todos que ali moram sabem da condição e tem ciência da existência dessa criança. Todos são cúmplices.

Eles gostariam de fazer algo pela criança. Mas não tem nada que possam fazer. (…)

Esses sãos os termos.

Trocar toda a bondade e graça de cada vida em Omelas por aquela única e pequena melhora: jogar fora a felicidade de milhares pela possibilidade de felicidade de um: isso seria deixar a culpa dentro das paredes, de fato. (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

Quem lê o texto normalmente se chocaria ao ler que para a manutenção de uma cidade feliz, se faz necessário tirar de uma criança, toda a sua vida. Mas uma cidade inteira no conto, o faz. Pelo bem de todos, o sacrifício de um. Parece para eles então, algo razoável. E mais, não sou eu, então porque não?

E então, aqueles que não concordam com a condição, ao perceber dentro de si a culpa de ser feliz em troca da felicade de outro, ainda mais de uma criança, de uma inocente vida, partem de Omelas.

Essa crítica da autora, em sua obra de 1973, não foge muito da nossa realidade atual. Vemos todo dia na televisão as notícias nos telejornais. Pessoas preocupadas apenas com seu próprio bem-estar, que não se incomodam com o que de ruim possa acontecer com os outros, desde que o seu seja garantido. A realidade do mundo moderno.

A falta de empatia que presenciamos nos dias atuais é claramente o retrato que Ursula K. Le Guin retrata em seu conto, que apesar de ter sido escrito anos atrás, é completamente aplicado ao momento atual.

Na minha opinião, a leitura desse conto é altamente recomendada! E mais, por se tratar de um conto curtinho, pode ser uma leitura encaixada em diversas ocasiões em que precisamos esperar, ou nos deslocar – desde que não estejamos dirigindo, logicamente – dentre outros. Alguns sites disponibilizam o conto em pdf para baixar e tem até a versão traduzida para o português em alguns blogs! Leitura rápida e de fácil acesso e que contém um conteúdo enorme!