[Resenha] #Livro 17/2018 –  Carta ao Pai by Franz Kafka

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Título: Carta ao Pai

Autor(a/es): Franz Kafka

Editora: Martin Claret

Páginas: 112 (a edição que eu comprei tem três livros do autor que totalizam 112 páginas, “Carta ao Pai” deve ter umas 13 páginas ao todo, mas não estou certa dessa informação.)

A Carta ao pai é uma peça fascinante da obra de Franz Kafka. Dificilmente algum filho pôde escrever ao pai carta mais pungente do que esta. Nela o grande escritor realiza um ajuste de contas memorável com o tirano familiar Hermann Kafka. O móvel do confronto é uma tentativa de casamento do filho que o pai desaprova, mas o texto abrange toda a relação entre ambos, num ritmo dolorosamente ágil. Como sempre, a capacidade de análise e argumentação do escritor surpreende. Aqui ela transforma uma carta em documento perene da literatura universal. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Carta ao Pai” do autor Franz Kafka, que acredito eu, dispensa apresentações. E, apesar disso, esse foi o primeiro livro dele que li. Na versão que eu comprei são três os ‘contos’ do autor: “Carta ao Pai”, “Artista da Fome” – que eu já li tem um tempo, mas preciso me preparar para resenhar – e a famosa obra do autor “Metamorfose”, que ainda tenho que ler.

“Carta ao Pai”, como o título do livro em si já indica, é uma carta escrita pelo autor Franz Kafka ao seu pai Hermann Kafka (1852 – 1931), na qual desabafa sobre como se sentia quanto a relação deles de pai e filho, e a forma como enxergava a figura do pai, bem como expõe o porquê de sempre ter se sentido pequeno através das nuances desse relacionamento, que nos mostra ainda, o quanto o autor se torna frágil diante de tal circunstância.

“Carta ao Pai” provavelmente deve ser o livro mais transparente e sincero do autor. Li pouco dele, mas pelo que conheço, acredito ser esse o livro no qual o autor mais colocou de si; em que mais expôs sua verdadeira forma. Aqui, Franz Kafka fala sobre seus anseios e medos, sobre o fato de sempre se sentir pequeno, fraco e fora do normal, coisas que sempre estão presentes em seus textos, mas de forma crua. Aqui, o fraco é Franz Kafka, aquele que possui medo do pai, e não um ser – personagem – que possui outras formas de escape dessa realidade.

Desde o começo, Franz Kafka deixa claro que a relação com o pai não era ideal. Nas primeiras linhas da carta temos a afirmação do autor de que tinha medo do pai.

“Querido pai,

Tu me perguntaste recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente. (…)”

Em verdade, Kafka temia muitas coisas. O medo que sentia do pai e sua relação falha com ele, era apenas um entre tantos outros fatos que o desconcertavam. Mas, podemos ver que talvez, esse relacionamento ruim fora na verdade o primeiro desses fatos.

“Eu magro, fraco, franzino, tu forte, grande, possante. Já na cabine eu me sentia miserável e na realidade não apenas diante de ti, mas diante do mundo inteiro, pois para mim tu eras a medida de todas as coisas.”

Uma das motivações da ‘carta ao pai’ vem do fato de que ao anunciar ao pai seu casamento  este reagiu de forma fria e desinteressada. Para Kafka, o medo do pai ia além das nuances físicas, ainda que fossem um fator de grande consideração. Mas iam além, no aspecto da capacidade. O pai era o provedor da família, no aspecto econômico, o que permitiu que o autor estudasse. Porém, lhe faltava a aptidão sentimental. O pai era grosseiro, frio e duro. Não apenas com o filho, mas com toda a família. Os comentários que fazia eram raramente comedidos ou pensados, sempre carregando duras críticas à todos ao seu redor.

“Seja como for, éramos tão diferentes e nessa diferença tão perigosos um para o outro, que se alguém por acaso quisesse calcular por antecipação como eu, o filho que desenvolvia devagar, e tu, o homem feito, se comportariam um em relação ao outro, poderia supor que tu simplesmente me esmagarias sob os pés, a ponto de não sobrar nada de mim…”.

Outro ponto de grande impacto entre pai e filho se dava pelo fato de Hermann Kafka não aceitar muito bem a profissão do filho. No entanto, a desaprovação se dá principalmente pelo desinteresse. Seu pai nunca se importou em parar para ler o que Kafka havia escrito.

Kafka desenvolveu ainda, diante do medo da figura do pai, sempre tão frio e autoritário, no qual faltavam momentos de afeto paternal no relacionamento entre ambos, um grande medo de firmar-se emocionalmente e constituir a própria família. O receio de se tornar como o próprio pai para sua família o impediu de casar-se, mesmo que tenha noivado por duas vezes ao longo de sua vida.  A necessidade da aprovação do pai quanto ao seu casamento também trazia ao autor uma disposição a fugir dos relacionamentos sérios e duradouros.

Para Kafka, ele nunca seria uma figura de respeito diante do pai, e nunca alcançaria o suficiente para merecer o seu respeito. E, o fato de que suas irmãs e sua mãe conseguiam desenvolver suas vidas emocionais, mesmo com a presença e o convívio com uma figura como o pai/marido, trazia uma grande culpa para Kafka – que era muito mais afetado que elas pelas atitudes do pai – , por não conseguir se adaptar e prosseguir com sua vida, e muito menos conseguir corresponder a algum tipo de afeto trazido pelo pai.

“Carta ao Pai” é um grande estudo. Franz Kafka possuía fragilidades aos montes, mas ao lermos sua carta à seu pai, encontramos o cerne da vida de um gigante da literatura. De “Carta ao Pai” muito podemos extrair. Kafka possui aquela capacidade de nos fazer conectar com seu texto. Ainda que a relação falha entre pai e filho seja muito extrema, podemos em algum momento, nem que seja por um trecho seque, nos identificar à sua história. Não apenas quanto ao medo do pai, ou quanto a existência de uma figura fria e autoritária, mas ainda, quanto às fragilidades e ansiedades que Kafka possuía e externava no que concerne à vida como um todo.

P.S.: Demorei mas apareci. Confesso que aliada à preguiça de escrever, a verdade é que estive bastante ocupada. Viajei no feriado, mas sobre a viagem eu falo logo mais, uma vez que comprei livros e devo trazer um post para falar um pouco deles – apesar de eu não tê-los lido ainda – e também, fiquei doente, precisei me reestabelecer em uma rotina pós-viagem, a bad de ter voltado bateu, dentre outras coisas. Mas a mais difícil das dificuldades – eita! – foi sentar para resenhar Kafka. A complexidade de seus textos me travou de um tanto, que ando cogitando não resenhar ou outro livro dele que li, “Um Artista da Fome”. Se já foi difícil escrever algo que preste de um livro que eu gostei, imagina de um que eu não gostei? Mas isso eu resolvo depois.

É bom estar de volta, apesar da preguiça e dos percauços!

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[Resenha] #Livro 16/2018 –  O Quinto Mandamento – Caso de Polícia by Ilana Casoy

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Título: O Quinto Mandamento – Caso de Polícia

Autor(a/es): Ilana Casoy

Editora: ARX (Grupo Siciliano)

Páginas: 191

Honrar pai e mãe é o quinto mandamento bíblico, e desrespeitá-lo é inaceitável para a grande maioria das pessoas.

O que levou Suzane von Richthofen, uma aplicada estudante de direito, rica e bonita, a planejar o assassinato de seus pais e participar de cada etapa da elaboração do crime? Com faro de detetive, Ilana Casoy – presente na reconstituição do crime – segue passo a passo os bastidores desse crime monstruoso, desde sua execução até a confissão final. Ela mostra o comportamento dos assassinos – que em pouco mais de uma semana passaram de vítimas a acusados -, os depoimentos da família e o trabalho quase sem precedentes na história da polícia. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “O Quinto Mandamento – Caso de Polícia” da autora Ilana Casoy. O livro retrata uma história real, que provavelmente todos os brasileiros com idade suficiente ouviram falar, que nada mais é do que o assassinato do casal Richthofen. Quem narra a história é a criminóloga especialista em perfis psicológicos de criminosos e escritora Ilana Casoy.

O livro se encontra na categoria “jornalismo literário”, classificado como uma não-ficção, o mesmo em que se encontra o livro “A Sangue Frio”, onde Trumar Capote disseca um brutal assassinato.

O assassinato do casal Richthofen foi amplamente divulgado na mídia à época que aconteceu. Casal de classe média alta, família bem estrutura, aparentemente feliz. O crime chocou o país por sua brutalidade e ainda, pela constatação quase inacreditável da identidade dos autores do crime, que eram nada menos do que a filha do casal, Suzane, e seu namorado, juntamente com o irmão dele, conhecidos como ‘os irmãos Cravinhos’.

No livro, a autora nos apresenta os elementos que cansamos de ver na mídia, mas sob a ótica daqueles que estiveram de fato envolvidos na investigação do crime, nos dando uma visão menos sensacionalista e muito mais realista da tragédia que se anunciou na casa dos Richthofe.

De um crime bárbaro do qual não se restavam suspeitos nem testemunhas, para uma reviravolta em que os responsáveis estavam bem ali, debaixo do nariz da polícia, a autora nos mostra detalhes que estiveram presentes nos depoimentos dos jovens assassinos, montando uma imagem daquilo que foi o planejamento e a execução do crime.

Um diferencial desse livro são os trechos, em uma parte mais avançada da narrativa, quando a polícia já suspeitava dos autores do crime, mas precisava de uma confissão destes uma vez que as provas que existiam não eram suficientes para incriminá-los. A autora do livro pode – através de sua credencial, se não me engano, pois foi o que entendi da leitura do livro – acompanhar de perto a investigação, tendo acesso ao local do crime, e ainda, á delegacia de polícia, as reuniões daqueles envolvidos na investigação, e aos depoimentos de Suzane, Andreas – o outro filho do casal assassinado – e os irmãos Cravinhos.

Além disso, a autora traz em seu livro fotos da reconstituição do crime realizada pela polícia com os autores após suas confissões.

 Em verdade, o livro não traz grandes novidades para aqueles que acompanharam o caso pela mídia. Com o clamor popular, o caso foi amplamente acompanhado pelos canais de comunicação, onde detalhes da investigação foram amplamente divulgados.

Ainda assim, com os detalhes extras que as credenciais da autora trouxeram, algumas dúvidas surgiram, ao contrário do esperado, que era o de se obter respostas. Por muito, ao ler o livro, tive a mesma dúvida que a autora questiona em alguns momentos, que é quanto ao envolvimento do irmão mais novo de Suzane, Andreas Albert von Richthofen em toda a trama. Vemos através das palavras da autora um menino que tinha um amor muito grande pela irmã e uma admiraão incrível pelo namorado dela. Fatores que colocaram ele em meio á um furacão quando da investigação do assassinato de seus pais.

Outro personagem que tem destaque no livro e que eu quase não presenciei no acompanhamento da mídia quanto ao caso, é o pai dos ‘irmãos Cravinhos’ Astrogildo Cravinhos. Na época da investigação, me lembro que ele foi até mesmo cogitado como cúmplice, mas apenas essa menção a seu nome. No livro, ele tem um papel muito além. Participou ativamente durante as investigações, falou com a imprensa, dentre outras coisas.

No livro, temos ainda a visão daquela pergunta que sempre nos norteia quando lemos sobreum crime tão bárbaro quanto esse: “por que?”. Temos a questão do dinheiro e da herança, da rigidez dos pais na criação de Suzane, a proibição do namoro dos dois. Enfim, uma das questões que provavelmente jamais será satisfatoriamente respondida pois os únicos que sabem a fundo os motivos são os próprios autores do crime.

Eu achei a leitura muito interessante principalmente pelo fato de que minha área de formação é o direito, tendo feito todo meu estágio prático na área do direito criminal. Acho que talvez por esse fato, eu realmente goste de ler sobre crimes e suas investigações e saber mais a fundo sobre os detalhes de como foi feita a apuração dos fatos.

Mas, por se tratar de – infelizmente – um caso real e que de fato chocou o Brasil, não recomendo a leitura para pessoas que não se sintam confortáveis lendo sobre o tema, principalmente quanto ao capítulo em que há a descrição por parte da autora de como foi feita a execução do assassinato das vítimas, que não retratam nem de longe uma imagem afável.

 [Diário] Livros novos, book haul, justificativas e aniversário!~

Olá gente!~

 Sim, eu sei. Tem bastante tempo desde meu último post. A verdade é que andei numa correria sem tamanho esses dias e quando tudo se acalmou, consegui ficar doente –a gripe me pegou de jeito –.

O motivo da correria foi o fato de que foi meu aniversário! Aeeee! Parabéns pra mim!!! Ou nem tanto né, porque estou ficando velha. Mas, vida que segue. O que importa é que ganhei livros de presente de aniversário e um vale-livro! Hoje trago para vocês os mais novos integrantes da minha estante!

Um dos livros que eu ganhei me deixou muito feliz e fascinada. Havia comentado com uma amiga que eu já havia lido esse livro diversas vezes mas que não possuía um exemplar para chamar de meu e que eu realmente queria um, mas sempre acabava deixando para depois sua compra, para poder adquirir livros que ainda não li. Esse livro é nada mais nada menos que: “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. Eu acho o livro muito lindo e sempre quis ter uma edição na minha estante e agora esse sonho foi realizado!

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Ganhei ainda os livros “O Enigma do Oito” de Katherine Neville. Confesso que não conheço a autora nem o livro, mas quando o vi na estante de uma feira de livros, fiquei curiosa. Minha amiga ficou sabendo e me deu ele também, junto com “O Pequeno Príncipe”. Vou demorar um pouco para ler ele, pois pesquisei e vi que ele é um livro complexo, cheio de citações históricas, que tem como cerne de seu enredo, um romance policial.

20180830_120530O outro livro que eu ganhei é “Sem lugar para se esconder – Edward Snowden, a NSA e a Espionagem do Governo Americano” do autor Glenn Greenwald. Outro livro sobre o qual não possuía conhecimento algum, por isso fiz algumas pesquisas sobre ele –sempre fugindo dos spoilers, claro – e descobri que ele é uma espécie de narrativa jornalística/investigação, sobre a espionagem exercida pela inteligência americana, e ainda, uma crítica, sendo ele baseado em fatos reais. Bem diferente dos livros que costumo ler, mas que aborda temas como o crime informático, a internet, tecnologias e investigação policial, temas que eu adoro.

20180830_120641Eu ganhei ainda um vale-livro que irei trocar em algum momento desse ano ainda, e assim que o fizer, trago aqui os livros escolhidos!

Outros itens que tem ligação com livros, a temática do blog, que eu ganhei foram: uma caneca do Harry Potter que é muito interessante pois ao ser preenchida com líquido quente, ela troca de estampa, e uma garrafa do Harry Potter também – esse povo me conhece mesmo lol -!

 

20180830_120815Ganhei ainda um caderno lindo, que possui uma capa estampada e em relevo, representando uma estante de livros! Nem preciso dizer que estou encantadíssima né?

Bom pessoas, é isso. Vim postar mais para dar sinal de vida e comentar dos livros novos da minha estante! Com a correria dando uma diminuída, pretendo voltar a postar minhas resenhas e dicas de curta logo logo! Tenham paciência comigo, por favor! J

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[Um curta por semana 09] A Pequena Vendedora de Fósforos

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Título: A Pequena Vendedora de Fósforos

Gênero: Animação

Roteiro: Kyoko Yamashita

Direção de Arte: Pilar Prado

Empresa(s) produtora(s): Otto Desenhos Animados Ltda

Adaptação de obra de: Hans Christian Andersen

Composição: Marco Arruda

Animação 2D: Hermes de Lima, Josemi Bezerra

Animação 3D: Matheus Machado, Tobias Führ

Duração: 9 minutos

Ela é apenas uma criança lutando para sobreviver na selva de concreto. Nasceu indesejada, sobrevive de maneira infame e morrerá rejeitada pelo que é. Pobre, suja e sem instrução. Não se trata de crime e castigo, nem sobre vencedores e perdedores. E nem tampouco de vilões e sua pequena vítima. É sobre a natureza humana e sua fraqueza. É sobre todos nós. Esta versão moderna do clássico conto de Andersen mostra alguns males persistentes nas sociedades modernas em vias de desenvolvimento econômico: a infância negligenciada em meio à coexistência brutal de riqueza e pobreza. 

Outro dia postei aqui a resenha do conto “A Pequena Vendedora de Fósforo” e comentei que havia lido que existiam diversas adaptações dele para as telas, inclusive compartilhando uma delas. Porém, eu não contava com o fato de que iria me deparar com uma adaptação em forma de animação e curta-metragem, e muito menos, uma produção nacional.

Esse curta aliás, recebeu diversos prêmios em festivais de cinema, para citar alguns: Melhor Curta – Júri Popular no Festival de Cinema de Gramado em 2014 e Melhor Curta Internacional de Animação no MODIX – Animation Film Festival em 2014, dentre diversos outros.

– Assista Aqui –

P.S.: Os vídeos não são meus, estou compartilhando o link de onde assisti para que vocês possam também fazê-lo.

P.S.2: Os curtas ficaram por muito tempo sem serem postados e devo dizer que é por falta de tempo, mas confesso ainda, que tem um pouco –muito– de preguiça minha também. Vou tentar postar esporadicamente, quando encontrar um curta ou outro que ache que valha a pena ser compartilhado.

[Resenha] #Livro 15/2018 –  Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin

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Título: Aqueles que se Afastam de Omelas

(The Ones Who Walk Away From Omelas)

Autor(a/es): Ursula K. Le Guin

Editora: Creative Education

Páginas: 32

Do your students enjoy a good laugh? Do they like to be scared? Or do they just like a book with a happy ending? No matter what their taste, our Creative Short Stories series has the answer.We’ve taken some of the world’s best stories from dark, musty anthologies and brought them into the light, giving them the individual attention they deserve. Each book in the series has been designed with today’s young reader in mind. As the words come to life, students will develop a lasting appreciation for great literature.

The humor of Mark Twain…the suspense of Edgar Allan Poe…the danger of Jack London…the sensitivity of Katherine Mansfield. Creative Short Stories has it all and will prove to be a welcome addition to any library. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas)” da autora  Ursula K. Le Guin. “Aqueles que se Afastam de Omelas” é na verdade um conto, que se colocado em texto apenas em linhas corridas, não deve possuir mais do que 04 (quatro) páginas de word (se configurado como Times New Roman, 11). E nossa, como um texto tão curtinho pode dizer tanto? Essa é apenas uma das muitas reflexões que fiz após terminar essa leitura.

O conto ficou muito popular recentemente, após aparecer no clipe musical do grupo de k-pop (pop coreano) chamado BTS. É de conhecimento das fãs que o grupo usa de diversas inspirações para os conceitos de seus álbuns – deixando todo mundo doido desenvolvendo teorias para o conceito e histórias dos clipes e músicas, aliás -, como por exemplo o clássico de Herman Hesse, Demian, o qual eu já resenhei por aqui. Como eu adoro uma referência e indicação de leitura, após ver o clipe da música “Spring Day” do grupo BTS, decidi procurar o conto para ler. A titulo de curiosidade, vou deixar o link aqui para quem quiser assistir o clipe de “Spring Day”. [https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=xEeFrLSkMm8]

Mas, aquém dessa recente popularidade, o conto é um clássico que faz parte da obra “As Doze Quadras do Vento” da autora Ursula K. Le Guin, uma coletânea de 12 contos publicada em 1973, tendo o conto ganhado o prêmio “Hugo Award for Best Short Story” em 1974, sendo esse um dos mais prestigiados prêmios dos gêneros da ficção científica e fantasia.

Omelas soa em minhas palavras como uma cidade em um conto de fadas, tempos atrás e muito longe, era uma vez. (Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

No conto, a autora nos apresenta uma cidade em que todos são felizes, classicamente felizes. Onde todos possuíam o necessário para viver, em uma cidade alegre, cheia de prazeres para aqueles que ali viviam. Não havia um rei, não se usavam espadas e não se mantinham escravos. A cidade era linda, com o seu céu azul, ares de montanhas, jardins lindos, observados em um andar tranquilo de seus moradores pelas ruas de  Omelas.

Porém, para que aquela felicidade permanecesse existindo, para que Omelas fosse sempre uma cidade próspera, um acordo fora firmado a longos anos passados, como uma condição que deve ser mantida pelos moradores de Omelas.

Para que se mantenha a prosperidade de Omelas, deve-se manter presa em um calabouço uma criança, que deve viver desprovida de qualquer forma de felicidade, aquela felicidade toda desfrutada pelos cidadãos de Omelas.

E, todos que ali moram sabem da condição e tem ciência da existência dessa criança. Todos são cúmplices.

Eles gostariam de fazer algo pela criança. Mas não tem nada que possam fazer. (…)

Esses sãos os termos.

Trocar toda a bondade e graça de cada vida em Omelas por aquela única e pequena melhora: jogar fora a felicidade de milhares pela possibilidade de felicidade de um: isso seria deixar a culpa dentro das paredes, de fato. (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

Quem lê o texto normalmente se chocaria ao ler que para a manutenção de uma cidade feliz, se faz necessário tirar de uma criança, toda a sua vida. Mas uma cidade inteira no conto, o faz. Pelo bem de todos, o sacrifício de um. Parece para eles então, algo razoável. E mais, não sou eu, então porque não?

E então, aqueles que não concordam com a condição, ao perceber dentro de si a culpa de ser feliz em troca da felicade de outro, ainda mais de uma criança, de uma inocente vida, partem de Omelas.

Essa crítica da autora, em sua obra de 1973, não foge muito da nossa realidade atual. Vemos todo dia na televisão as notícias nos telejornais. Pessoas preocupadas apenas com seu próprio bem-estar, que não se incomodam com o que de ruim possa acontecer com os outros, desde que o seu seja garantido. A realidade do mundo moderno.

A falta de empatia que presenciamos nos dias atuais é claramente o retrato que Ursula K. Le Guin retrata em seu conto, que apesar de ter sido escrito anos atrás, é completamente aplicado ao momento atual.

Na minha opinião, a leitura desse conto é altamente recomendada! E mais, por se tratar de um conto curtinho, pode ser uma leitura encaixada em diversas ocasiões em que precisamos esperar, ou nos deslocar – desde que não estejamos dirigindo, logicamente – dentre outros. Alguns sites disponibilizam o conto em pdf para baixar e tem até a versão traduzida para o português em alguns blogs! Leitura rápida e de fácil acesso e que contém um conteúdo enorme!

[Resenha] #Livro 14/2018 –  A Pequena Vendedora de Fósforos by  Hans Christian Andersen

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Título: A Pequena Vendedora de Fósforos

Autor(a/es): Hans Christian Andersen

Editora: Scipione

Páginas: 30

Conta a história de uma pequena garotinha russa no período pré-revolucionário que tenta sem sucesso vender seus fósforos para sair do frio. E com esses mesmos fósforos ela é capaz de ter as mais belas visões de esperança.. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “A Pequena Vendedora de Fósforos” do autor Hans Christian Andersen. Encontrei esse livro na lista do “The Rory Gilmore Reading Challenge”  sobre a qual comentei anteriormente no blog.

“A Pequena Vendedora de Fósforos” trata-se de um conto infanto-juvenil, que versa sobre a história de uma pequena menina, que na época do Natal, em um dia de muita neve, está nas ruas tentando vender caixas de fósforos. Isso porque, a pequena menina faz parte de uma família muito pobre, sendo que para ajudar nas despesas da casa, a missão da menina é sair para realizar a venda das caixas de fósforos.

Mas apesar de se um conto natalino, e porque não dizer, um conto de fadas, aqui não há fantasia. Apenas encontramos a realidade de uma menina pobre, que luta contra a fome e o frio, enfrentando os maus-tratos por parte da família que vive na miséria, e mais, tendo que lidar com a indiferença daqueles que a rodeiam nas ruas.

Sendo ignorada pelas pessoas que passam por ela nas ruas cheias de neve, a menina, com medo de voltar para casa pois não vendera nenhum fósforo sequer naquele dia, se acomoda em um canto da calçada. E bem ali passa por uma viagem mágica através da fantasia que uma pequena menina gostaria de viver, ao reencontrar através dos fósforos que carrega consigo, a falecida avó, através das imagens que eles produzem ao serem acesos naquele canto escuro.

“A Pequena Vendedora de Fósforos” é um livro muito bonito, mas ao mesmo tempo muito cruel. Andersen joga na nossa cara a realidade que presenciara à época em que viveu,mas que hoje ainda, ao lermos o conto, podemos idenificar no nosso dia-a-dia. Não há finais felizes, não há mágica milagrosa. O autor une em sua escrita, a fantasia e a magia com a realidade nua e crua.

Apesar de se tratar de um livro voltado para o público infantil, acho ele muito maduro. Acredito que o contato com ele quando jovens, nos faz, ao ser bem interpretado e explicado, refletir. Aos lermos o livro mais velhos, temos empatia, sentimos tristeza, e refletimos também.

Uma leitura curtinha, mas com tanto significado! Altamente recomendado!

– Adaptações-

Ao longo dos anos houveram diversas adaptações desse conto em curtas metragens, médias metragens, animações, slides, desenhos. Alguns, tentaram dar um novo final à menina, outros se mantiveram fiéis á narrativa, por mais triste que ela seja.

Eu particularmente acredito que mudar seu final é uma forma de tirar da história a intenção do autor. Tenho convicção de que a realidade nua e crua que ele retrata de forma tão singela em sua narrativa, está ali por um motivo. O de chocar, revelar e fazer refletir.

Como são diversas as adapações, vou escolher algumas para assistir e eventualmente, dois curtas baseados nesse conto que eu encontrei, vou trazer em posts próprios no blog, e assim, tentando retomar a série de recomendação de curtas metragens que iniciei no blog e que está abandonada.

– Nas Telonas –

Por enquanto, deixo aqui para vocês essa adaptação que encontrei no youtube, uma média metragem em preto e branco, filme antigo por frames, que eu assisti e achei bem legal!

A adaptação é de Jean Renoir, que teve seu lançamento em 08 de junho de 1928 na França, tendo como elenco Catherine Hessling, Jean Storm, Manuel Raaby, Eric Barclay, Amy Wells

[Resenha] #Livro 13/2018 –  Matilda by Roald Dahl

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Título: Matilda

Autor(es): Roald Dahl

Editora:Martins Fontes

Páginas: 254

Matilda adorava ler. Passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas, quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais viam televisão o tempo todo e achavam muito estranho uma menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois ela não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas. A história de Matilda até que poderia ser triste. Mas Roald Dahl conta as coisas de um jeito tão absurdo e exagerado, inventa tantas travessuras e aventuras malucas, que tudo acaba ficando engraçado. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “Matilda” do autor Roald Dahl. Tive contato com a história desse livro quando era muito nova, através da adaptação cinematográfica dele, um filme que passava direto na televisão. Qual foi minha surpresa em descobrir somente agora, anos depois, que um dos filmes que marcou minha infância era adaptado de um livro?

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O livro “Matilda” versa sobre … Matilda! Uma menina com capacidades excepcionais, que com menos de dois anos de idada já sabia falar como gente grande, e que com três, já sabia ler, tendo aprendido sozinha.

Porém, apesar de todo brilhantismo de Matilda, essa nasceu em uma família diferente, em que o pai era um pilantra e a mãe uma pessoa que só ligava para a aparência e para o dinheiro, sendo ambos muito obtusos e sem cultura, não enxergando o potencial da filha. Inclusive, uma das críticas do livro o autor faz, ao ‘desenhar’ uma família que tinha como hábito fazer as refeições à frente da televisão, e pais que desestimulavam o gosto pela leitura que a filha tinha.

Aliás, o livro é cheio de insinuações, em que o autor usa alegorias para expressar suas críticas, que não são nada fúteis.

Para sorte de Matilda, ela encontra a Prof. Mel, sua professora da escola, que enxerga o potencial da menina e passa a ajudá-la, principalmente ao perceber a ignorância de seus pais. As duas tem que lidar ainda com a perversa diretora da escola, a Sra. Taurino.

O livro é do gênero infanto-juvenil, mas considero a leitura interessante para pessoas de qualquer idade. A forma de narração do autor é muito bem escrita, o que torna a leitura fácil, que flui de um jeito que você nem percebe que está chegando ao fim.

O livro é altamente recomendado! O enredo é muito bem elaborado e mistura de forma fantástica a fantasia com a realidade e ainda, com críticas sociais, de forma a contar uma história mas ao mesmo tempo deixar uma lição no ar.

– Nas Telonas –

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Matilda foi lançado nos cinemas no ano de 1996 – aqui fica explicado o que eu disse antes, de ter crescido assistindo esse filme que passava quase todo mês na televisão lol -, dirigido por Danny DeVito, que inclusive faz o papel do pai de Matilda.

Uma coisa interessante desse filme é que o roteiro dele é praticamente 100% fiel ao livro! Eu li o livro depois de anos após ter visto o filme e fiquei chocada durante a leitura em como o enredo abrangeu até mesmo os pequenos detalhes do livro. Poxa, o cinema atual não podia seguir esse exemplo não? xD

[Resenha] #Livro 12/2018 –  Inventei Você? by Francesca Zappia

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Título: Inventei Você?

Autor(es): Francesca Zappia

Editora: Verus

Páginas: 346

Alex está no último ano do ensino médio e trava uma batalha diária para diferenciar realidade de ilusão. Armada com uma atitude implacável, sua máquina fotográfica, uma Bola 8 Mágica e sua única aliada — a irmã mais nova —, ela declara guerra contra sua esquizofrenia, determinada a permanecer sã o suficiente para entrar na faculdade.

E Alex está bem otimista com suas chances, até se deparar com Miles. Será mesmo aquele garoto de olhos azuis com quem ela compartilhou um momento marcante no passado? Mas ele não tinha sido produto da sua imaginação?

Antes que possa perceber, Alex está fazendo amigos, indo a festas, se apaixonando e experimentando todos os ritos de passagem tipicamente adolescentes. O problema é que ela não está preparada para ser normal.

Engraçado, provocativo e emocionante, com sua protagonista nada confiável, Inventei você? vai fazer os leitores virarem as páginas alucinadamente, tentando decifrar o que é real e o que é invenção de Alex. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “Invetei Você?” da autora Francesca Zappia, um livro de ficção que traz em sua temática uma realidade. A autora trabalha em sua narrativa a esquizofrenia, uma doença sobre a qual muitos já ouviram falar, mas pouco sobre ela sabem, existindo muitos mitos rondam essa doença e aqueles que por ela são acometidos.

Através da narrativa acompanhamos o dia-a-dia de Alex, uma estudante do esino médio, porém que não pode ser considerada típica, uma vez que, por causa de sua condição, esta passa boa parte do seu tempo tentando diferenciar se o que se passa a sua volta é realidade ou ilusão.

Disposta a conseguir seguir em frente e viver uma vida ‘normal’, Alex conta com sua máquina fotográfica, uma bola 8 mágica e com sua irmã mais nova, sua grande aliada, nessa luta contra a doença. Alex decide enfrentar o mundo e a doença com um único objetivo em mente: entrar na faculdade.

Até que, ao começarem as aulas em sua nova escola, Alex se depara com Miles, um menino que a faz lembrar do garoto de olhos azuis com o qual, quando criança, compartilhou uma de suas lembranças mais marcantes da vida, mas que sempre lhe fora dito, tratar-se apenas de um produto de sua imaginação. E então? Será Miles realmente o menino com quem causou uma revolução no passado, sendo suas lembranças reais ou seria tudo apenas uma ilusão e Miles apenas um menino que lembrava o garoto de suas lembranças?

Mas, agora não era o momento ideal para essas divagações. Alex está ali para provar para as escolas, faculdades, aos pais, à terapeuta e a si mesma, que tem condições sim de ir para a faculdade.

Então, quando Alex percebe, está fazendo amigos na escola, frequentando festas e eventos sociais, e claro, se apaixonando. Tudo que uma adolescente normal vive no ensino médio. Mas, Alex não é uma menina normal, ou é? Aquilo tudo é mesmo real?

“Invetei Você?” conta a história através do ponto de vista de Alex, o que torna a narrativa por si só muito interessante. Por termos como narrador uma pessoa que sofre de esquizofrenia, temos que ter a atenção na leitura, sobre o fato de que não podemos nunca ter certeza de que o que está sendo contado é real ou fruto da doença de Alex.

O toque que essa dúvida sobre o que é real e o que é alucinação deixa a leitura mais cativante, pois nos faz sempre ter uma segunda opinião sobre tudo que está sendo narrado.

O que mais marca no livro é claro, além da luta de Alex com sua doença, é o relacionamento dela com Miles. Entre saber se ele é mesmo personagem de seu passado, conviver com ele na escola e ambos descobrirem que são mais do que apenas amigos, vemos o desenvolver de um relacionamento que é muito mais do que um romance de escola. Todas as condições que os cercam levam a um interessante desenvolvimento para o casal.

A luta de Alex para mostrar ao mundo que pode sim realizar seu sonho se dá principalmente em casa. Temos retratados aqui pais de uma menina com uma condição especial, a esquizofrenia, que não estão de maneira alguma preparados para esse papel. E vemos e acompanhamos esse relacionamento, por vezes frustrante, entre pais e filha.

Muita coisa acontece na vida de Alex e temos muitas reviravoltas na história, que em momento algum fica monótona. Temos uma personagem principal que luta contra uma condição com a qual precisa conviver, sem ter o poder da escolha, mas que se recusa a aceitar destinos impostos por tal condição. Alex quer mais, quer tudo e mais um pouco. É bem legal o fato da autora ter escolhido um tema tabu, e colocado com personagem central uma menina forte, que luta pelo seus sonhos.

Eu não sei o quanto de verdade o livro tem quanto a doença pois não tenho muito conhecimento sobre ela, mas posso dizer que o livro é muito interessante, tratando de um tema difícil, de uma forma até leve. Leitura recomendada!

[Resenha] #Livro 11/2018 –  A Febre by Megan Abbott

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Título: A Febre

Autor: Megan Abbott

Editora: Intrínseca

Páginas: 272

Na Escola Secundária de Dryden, Deenie, Lise e Gabby formam um trio inseparável. Filha do professor de química e irmã de um popular jogador de hóquei da escola, Deenie irradia a vulnerabilidade de uma típica adolescente de 16 anos. Quando Lise sofre uma inexplicável e violenta convulsão no meio de uma aula, ninguém sabe como reagir.

Os boatos começam a se espalhar na mesma velocidade que outras meninas passam a ter desmaios, convulsões e tiques nervosos, deixando os médicos intrigados e os pais apavorados. Os ataques seriam efeito colateral de uma vacina contra HPV?

Envoltos em teorias e especulações, o pânico rapidamente se alastra pela escola e pela cidade, ameaçando a frágil sensação de segurança daquelas pessoas, que não conseguem compreender a causa da doença terrível e misteriosa.

– A trama do livro foi inspirada num acontecimento real, ocorrido no estado de Nova York, em 2012.

– Eleito Livro do Ano pelo Strand Critics Award e apontado entre os finalistas do prestigioso Folio Prize e os melhores do ano da Amazon.

– A produtora da atriz Sarah Jessica Parker vai lançar uma série no canal MTV baseada no livro e produzida por Karen Rosenfelt, de A Menina Que Roubava Livros, O Diabo Veste Prada e Crepúsculo. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “A Febre” da autora Megan Abbott, um livro que eu achei por acaso em um estande de promoção de uma livraria da minha cidade, e que acabei comprando por impulso. A sinopse e o preço eram bastante atrativos.

“A Febre” narra a história de uma cidade que enfrenta um fato estranho. Suas meninas estão sob ameaça e ninguém parece saber dizer o motivo. Tudo começa quando Lisa Daniels começa  a passar mal durante uma aula, tendo uma convulsão. Sendo levada ao hospital, a situação da menina só piora e os médicos não sabem dizer ao certo o que é, e todos passam a tratar o assunto com muito sigilo.

Boatos então começam a se espalhar incitando que a condição de Lisa se daria devido à vacina de HPV ao qual todas as meninas da escola foram submetidas. Assim sendo, Lisa não seria a primeira nem a última menina a ser acometida por tal mal súbito.

Mas, seria mesmo a vacina o maior problema de todos? Deenie, uma grande amiga de Lisa parece não concordar. Aparentemente a pequena cidade e seus habitantes tem muitos segredos os quais podem indicar que a vacina é o menor de seus problemas.

O livro é narrado em terceira pessoa e tenta nos levar pelo caminho da investigação desse mal que assombra as meninas da cidade. Além disso, temos um pouco da vida de seus personagens, em que descobrimos que nem todos são aquilo que aparentam ser, em uma cidade pequena em que tudo que se faz, vira conhecimento público e ainda, em que rumores se iniciam em um estalar de dedos e a fama de uma pessoa realmente importa.

Após ler a sinopse e os primeiros capítulos do livro, eu estava bastante empolgada. O mistério que o livro trazia parecia realmente empolgante. Qual seria o real problema daquela cidade? Por que tantas pessoas tem segredos? A forma como os capítulos foram narrados me deixavam curiosa quanto ao que seria revelado em seguida.

Até que em  algum momento, a narrativa se perdeu. A autora apresentou diversos fatos para tentar manter o ar de mistério e investigação do livro, mas não soube controlar seu ‘plot’. E então, coisas aleatórias passaram a pipocar no enredo, tudo para tentar manter o mistério interessante. E então, do nada, tudo se resolveu. E o ‘plot twist’ usado pela autora, em uma tentativa de lançar um livro emocionante e imprevisível foi … ruim. Pelo menos na minha opnião, não funcionou. A autora não explora de fato nenhuma de suas idéias e de repente, nos mostra a solução e explicação para tudo.

Os capítulos finais do livro se arrastaram de maneira sem igual. A narrativa se enrolava e se repetia mas nada revelava e o livro ficou cansativo. Tive que me forçar a ler as páginas finais para não deixar a leitura sem conclusão.

Posso dizer que “A Febre” até então foi uma das maiores decepções em leituras desse meu ano de 2018. Eu, particularmente, não recomendo muito a leitura dele. Principalmente para pessoas que estão acostumadas a ler livros do gênero e já tem uma visão formada sobre o estilo. Sério, esse livro não é para você.

É difícil eu ser categórica ao dizer que não recomendo um livro, mas dessa vez não teve jeito, a decepção foi demais.

[Resenha] #Livro 10/2018 – 15H17 – Trem Para Paris – Uma história real com heróis reais by  Anthony Sadler,‎ Alek Skarlatos,‎ Spencer Stone,‎ Jeffrey E. Stern

15h17

Título: 15H17 – Trem Para Paris

Uma história real com heróis reais

Autor(es): Anthony Sadler,‎ Alek Skarlatos,‎ Spencer Stone,‎ Jeffrey E. Stern e‎ Carlos Szlak (Tradutor)

Editora: Best Seller

Páginas: 378

O livro que deu origem ao filme dirigido por Clint Eastwood.

Alek Skarlatos e Spencer Stone, soldados da Força Armada norte-americana, e Anthony Sadler são três amigos que resolveram fazer uma viagem pela Europa. Durante a viagem, embarcaram no trem das 15h17, que os levaria de Amsterdã a Paris, e o que parecia ser uma viagem tranquila e divertida acabou se tornando um pesadelo quando Ayoub El Khazzani, armado de um fuzil automático, uma pistola e um estilete, cruzou o caminho dos três rapazes. Num ato de coragem e heroísmo, os três rapazes foram capazes de impedir que o terrorista pusesse em risco a vida de mais de quinhentos passageiros do trem.

Agora, o leitor terá acesso à narrativa pela perspectiva dos três heróis. 15h17: Trem para Paris chega também aos cinemas, em um filme dirigido por Clint Eastwood com os três verdadeiros protagonistas dessa história interpretando a si mesmos. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

A resenha que trago hoje é a do livro “15H17 – Trem Para Paris – Uma história real com heróis reais”  que retrata a história real dos três amigos Anthony Sadler,‎ Alek Skarlatos,‎ Spencer Stone, autores do livro, que em uma viagem de férias à Paris, conseguiram frustrar um atentado terrorista, salvando milhares de vidas.

O livro conta a história real de um acontecimento que mexeu com o mundo, saindo em inúmeros portais de notícia, pela visão daqueles que a protagonizaram. É como ler a um documentário.

A narrativa passa pela infância dos três amigos, dando forma e vida aos heróis dessa história, nos revelando infâncias difíceis, de meninos de personalidades muito fortes e distintas, mas que em um momento da vida se encontraram e se tornaram amigos inseparáveis. Nos mostra ainda que de herói esses meninos nada tinham, muito pelo contrário, podiam inclusive ser considerados meninos-problema.

O livro ainda aborda o crescimento dos três até a vida adulta, onde cada um seguiu seu caminho, tentando buscar seu lugar no mundo, até o fatídico dia em que decidiram se reencontrar e fazer uma viagem pela Europa. E é através da narrativa do livro que ficamos sabendo ainda, que a presença dos três no trem onde o atentado estava previsto para acontecer poderia ser chamada de destino. Vemos através da visão dos três personagens que por muito eles se questionaram se deveriam ou não seguir viagem à Paris. Por muito pouco o grande desastre não foi evitado.

Particularmente, não há muito mistério no livro, uma vez se tratar de uma história real e ainda, que foi noticiada nos quatro cantos do mundo. Mas, o legal de ler o livro é ver o que se passou na cabeça dos três personagens, que evitaram tamanha tragédia. A perspectiva de pessoas comuns transformadas em heróis. Como agiram, por que agiram.

O livro é dividido cada hora pela visão/vida de um dos personagens, com um linguajar simples, tornando a leitura muito simples. Eu recomendaria a leitura desse livro para pessoas que gostem de documentários, livros de não-ficção e fatos reais.

– Nas telonas –

Em 08 de março de 2018, a adptação cinematográfica do livro 15h17 – Trem para Paris foi lançada. Diriginda por Clint Eastwood, tem como uma curiosidade o fato de que os papéis de Anthony Sadler,‎ Alek Skarlatos,‎ Spencer Stone, os personagens principais dessa história, são interpretados por eles mesmos.

Eu não assisti o filme ainda, mas pelo que pesquisei ele recebeu duras críticas. Algumas pessoas comentando o quão ruim o filme é. Li em um site especializado que na opnião do crítico o filme não é ruim, mas não entrega o que promete, sendo que se fosse um curta metragem, tavez fosse mais satisfatório. Como eu não assisti ainda, não posso dizer se o filme é de fato bom ou não.