[Resenha Literária] Toda luz que não podemos ver

Oi gente!!

To sumida? To sim, e sinto muito por isso. Estou viajando e por incrível que pareça, o wi-fi do lugar onde estou é desligado tal hora do dia…e meu 3G acabou e tive que contratar mais…pois é.

Toda Luz que Não Podemos Ver

Mas vamos ao que interessa. Hoje vim falar sobre um livro vencedor do prêmio Pulitzer de ficção. Olha, acho que é o primeiro livro premiado que leio. E valeu a pena? Com certeza!

“Toda luz que não podemos ver” é um livro que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. E aí você pensa…caramba, mais um sobre guerra? Deve ser igual aos outros! Aí que você se engana pequeno gafanhoto! Não julguemos assim! Esse livro é bem diferente!

Vamos conhecer Werner, garoto órfão alemão, inteligente, fascinado por rádios e cálculos, por conserta e tudo o mais….e Marie-Laure, garota que perdeu a visão ainda novinha e vive na França com seu pai, chaveiro de um Museu.

Werner vê-se envolvendo-se com os nazistas. Começa a estudar com eles, em busca de um futuro. E ele acaba por demonstrar um talento especial…por gostar de cálculos. Mas conforme mais se envolvia, mais lembrava de sua irmã e sobre ela dizer se tudo isso era mesmo era certo. E no começo ele achava que era.

Já Marie-Laure, com toda essa guerra, teve que se mudar de Paris com o pai para outra cidade, a fim de se abrigar com seu tio. Um tio que todos diziam estar louco após ter voltado de uma outra guerra.

Aqui teremos uma visão de uma guerra por esses dois jovens. Marie mostra-se uma garota ao mesmo tempo insegura e segura, confiante e determinada em desempenhar um papel a mais, e mostra ser um ponto de apoio para seu tio. Werner já se mostra sempre envolto a dúvidas sobre tudo o que está acontecendo a sua volta e sobre o que realmente está fazendo. É interessante ver essas mudanças e esses momentos de reflexão.

É certo fazer algo apenas porque todas as outras pessoas estão fazendo?”

O livro segue uma linha temporal que às vezes se altera. Às vezes você está no presente, e às vezes volta ao passado, mas nada que te deixa perdido, e sim deixa mais instigante. A narrativa também altera-se entre os personagens. Uma hora estamos com Werner, outra com Marie, e às vezes com algum outro personagem, o que acaba por gerar maiores expectativas sobre a história.

Os personagens mais secundários não deixam a desejar. Temos o amigo de Werner, Frank, um garoto considerado fraco por muitos, mas que demonstrava ver muito mais do que todos. Etiénne, o tio-avô de Marie, também tornou-se um personagem muito interessante, com muito a contar, e que história seria também um livro com o ponto de vista dele?

O começo do livro pode até ser meio lento, mas faça esse favor a si mesmo, e não desista da leitura. Esse livro é lindo, delicado, e nos faz sentir muito mais do que está ali exposto. Se vale a pena? Não preciso dizer que valeu muito a pena, não é? Não se assustem com o número de páginas, pois ao final você irá desejar mais.

Ta aí um livro que pensei que não iria gostar, mas me apaixonei! Leiam!!

Por hoje é isso! =]

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Um comentário sobre “[Resenha Literária] Toda luz que não podemos ver

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