[Resenha] #Livro 24/2018 – O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)  by Tana French

O Canto dos Segredos

Título: O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)

 Autor(a/es): Tana French

Editora: Rocco

Páginas: 608

Um detetive ambicioso em busca de uma chance de ascender profissionalmente; um homicídio que envolve adolescentes de um prestigiado internato católico de Dublin; uma investigadora durona com fama de poucos amigos. Ganhadora do prêmio Edgar e sensação do romance policial dos últimos tempos, a irlandesa Tana French junta, em O canto dos segredos, investigação policial, suspense e personagens muito bem construídos para contar uma história apontada como “um triunfo assombroso” pelo The Washington Post. Mais bem-sucedido livro da autora, no ranking do New York Times por semanas, O canto dos segredos tem início quando a adolescente Holly Mackey procura o detetive Stephen Moran com uma pista sobre o assassinato de um jovem nas dependências do tradicional colégio Sta. Kilda, um ano antes. Para solucionar o caso (e alcançar a posição que almeja na Divisão de Homicídios), Moran trava uma luta surda com a difícil Antoinette Conway, inicialmente encarregada do caso, numa trama que perpassa temas como as relações de amizade e poder, os excessos da juventude, vaidade, lealdade e diferenças sociais. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje no livro que trago para vocês é O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)  da autora Tana French. A primeira observação que devo fazer sobre esse livro é o fato dele fazer parte de uma série, a Dublin Murder Squad. Quando eu li o livro não sabia desse detalhe e apenas li ele como sendo uma obra única, e posso afirmar que ele é um livro independente, não há a necessidade de se ler os livros anteriores da série para entendê-lo.

Em o Canto dos Segredos temos  um internato para meninas que tenta ir de encontro com a ideia atual da evolução tecnológica, em que o acesso à internet é limitado e controlado. Assim, a única forma de expressão das alunas – suprindo o papel das redes sociais – é um painel que fica em um canto da escola em que podem ser colocados segredos de forma anônima, como uma forma de expressão livre.

Até que um dia Chris Harper aparece morto no campus do colégio, um grande mistério uma vez que o internato é frequentado apenas por meninas. Para completar o estranho caso, surge um papel no mural dos segredos com os dizeres “Eu sei quem matou”.

Diante a resistência da escola quanto ao crime, uma vez querer evitar problemas com a mídia e com os pais das internas, a adolescente e aluna da escola Holly Mackeyy resolve levar o papel para o detetive Moran, com que teve contato no passado quando fora testemunha de um outro crime.

Moran, que trabalha em um setor considerado inútil pelos próprios integrantes da polícia, decide aproveitar a oportunidade para tentar alavancar a carreira, motivo pelo qual entra em contato com a investigadora Anoinette Conway, responsável pela investigação do assassinato de Harper.

A narrativa se divide entre os pontos de vista do detetive Moran, da Investigadora Conway e de Holly, o que traz um ponto muito interessante para o leitor pois através de cada um deles podemos ter uma visão diferente de todo o fato.

Por Holly conseguimos entender a ligação de Harper com o internato e com as alunas, assim como alguns de seus passos antes do fatídico que tirou sua vida. A investigadora Conway está pressionada a resolver o problema, sendo uma pessoa focada no trabalho, acompanhamos a dificuldade da investigação em acontecer frente a resistência da diretora do internato, e o detetive Moran, um policial que consegue se ligar aos envolvidos no caso, fazendo com que este consiga de fato conversar com os envolvidos e tirar deles as informações necessárias para a investigação, quebrando as resistências enfrentadas por Conway.

Além disso, o detetive tem um instinto investigativo que o ajuda a ligar os pontos entre as provas e os depoimentos e ainda, das desconfianças do que é verdade ou não nas falas de cada envolvido, assim como pressentir quem está ou não escondendo algo.

O grande ponto da narrativa é o fato de que a morte de um adolescente não parece ser grande preocupação para os envolvidos com o internato, que se preocupam muito mais com a imagem do local – uma escola cara e de prestígio – .

Só fazer que sim já me deu uma sensação de atrevimento. Santa Kilda: o tipo de colégio do qual gente como eu supostamente nunca ouviu falar. Nunca teria ouvido falar, se não fosse a morte de um rapaz.” (pág.14)

Com o desenrolar das investigações muito se é revelado sobre esse mundo, em que temos famílias muito ricas, meninas com histórias variadas e nem sempre felizes. Combinados a isso temos os temas comuns da adolescência, principalmente por se tratar de meninas criadas dentro de suas bolhas de alta sociedade, mas que estão longe da perfeição. Os encontros com meninos da escola ao lado – da qual Harper era aluno – a astúcia dos alunos em burlar a segurança dos internatos para se encontrarem, a descoberta da vida sexual e ainda, o bullying.

Temos expressos no livro os sentimentos desses adolescentes, que dão toda a base para a narrativa que aborda o assassinato de Harper. Quem teria motivos, por que e como tudo teria acontecido. O leitor fica preso na narrativa desses fatos tentando descobrir quem no meio de todo aquele drama adolescente teria sido responsável pelo crime.

A única coisa ruim do livro para mim foi o fato de que a autora se perdeu em alguns momentos, deixando a narrativa com excesso de informação, e por esse motivo, muito truncada. A leitura em alguns momentos simplesmente não fluía.

E, não posso deixar de mencionar outro ponto negativo, que foi o fato de que a autora fugiu do aspecto real da história, colocando alguns pontos de fantasia na narrativa que claramente não foram desenvolvidos, ficando a sensação de que eles só foram introduzidos no livro para que a autora conseguisse desafogar ou solucionar algum plot criado por ela no livro e que não teria como concluir pelas vias normais.

A parte fantástica, pelo menos para mim, poderia ter sido evitada.

No mais, o livro é realmente interessante. Um livro de investigação policial que tem uma narrativa mais leve por se passar em uma narrativa adolescente, mas sem deixar de ter seus pontos positivos de mistério, que faz com que valha a pena sua leitura, e tentar sobreviver aos pontos baixos.

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[Resenha] #Livro 23/2018 – Alpha – Alpha #1 by Jasinda Wilder

ALPHA

Título: Alpha – Alpha #1

 Autor(a/es): Jasinda Wilder

Editora: Jasinda Wilder

Páginas: 450

A primeira vez que isso aconteceu, parecia um milagre impossível. As contas foram se acumulando, somando mais dinheiro do que eu poderia ganhar. Contas hospitalares da mamãe. Aulas do meu irmãozinho. Minha taxa de matrícula. Aluguel. Conta de energia. Tudo isso em meus ombros. E eu tinha acabado de perder meu emprego. Não havia esperança, não havia dinheiro em minha conta, nem trabalho a vista. E então, quando eu pensei que toda a esperança estava perdida, encontrei um envelope na caixa de correio. Nenhum endereço de retorno. Meu nome na frente, meu endereço. Dentro havia um cheque, feito para mim, no valor de dez mil dólares. O suficiente para pagar as contas e me deixar alguma sobra para viver até que eu encontrasse um emprego. O suficiente para deixar que eu me concentrasse nas aulas. Não havia nenhum nome no cheque, apenas “VRI Inc.,” e um endereço de caixa postal para algum lugar da cidade. Nenhum indício de identidade ou o motivo ou qualquer coisa. Nenhuma menção de reembolso, juros, nada… a não ser uma única palavra sobre as notas: ” Você “. Apenas aquelas quatro letras.

Se você recebesse um cheque misterioso, com dinheiro suficiente para apagar todas as suas preocupações, você iria descontá-lo?

Eu o fiz.

No mês seguinte, recebi um outro cheque, novamente de VRI Incorporated. Ele também continha uma única palavra: “Pertence”

Um terceiro cheque, no próximo mês. Desta vez, duas palavras. Quatro letras. “A mim”.

Os cheques continuaram chegando. Os bilhetes pararam. Dez mil dólares, a cada mês. Uma garota se acostuma com isso, bem rápido. Ele deixa-me pagar as contas sem me endividar. Deixa-me manter meu irmãozinho na escola e os cuidados paliativos da mamãe pagos. Como você dispensa o que parece ser dinheiro de graça, quando você está desesperada? Você não dispensa. Eu não dispensei.

E então, depois de um ano, escuto uma batida na minha porta. Uma limusine preta elegante estava na calçada em frente a minha casa. Um motorista ficou na minha frente e ele falou seis palavras : “É hora de pagar sua dívida.”

Você teria feito?

Eu fiz.

Acontece que 120.000 dólares não vem de graça.

Alpha é um livro que eu encontrei quando decidi tentar ler livros com uma temática voltada pro público adulto, sendo que minha experiência com esse tipo de leitura se resume a Cinquenta Tons de Cinza, o famoso livro quando se trata desse gênero.

Uma observação é que encontrei esse livro na internet em inglês no formato .pdf e foi a versão que eu li. O resumo acima eu encontrei em português em algum site, que agora não me recordo.

O livro em si não é ruim, porém o desenvolvimento do plot não é exatamente interessante. Kyrie passa por apuros financeiros, até que um dia passa a receber de uma pessoa anônima cheques de quantias absurdas dos quais se utiliza e faz proveito até que o dia em que o dono do dinheiro aparece em sua casa para ‘cobrá-la’.

Até então estamos diante de um relacionamento entre uma mulher desesperada e um homem muito rico que pode ajudá-la. Porém, o livro entra nos aspectos do relacionamento dos dois, em que a principal ideia vendida aqui é a vida de uma mulher que não é nada fácil, especialmente no quesito financeiro, em que esta “se vende” em troca de 12 cheques no valor de dez mil dólares cada, retratando uma ideia romantizada demais de um relacionamento não convencional, não exatamente saudável e que beira os limites do consensual, o que me incomodou bastante.

Mas, o que faz o livro desandar em minha opinião é a tentativa de ‘plot twist’ inserida na narrativa.  Desde o início nos é apresentada a ideia de que há um mistério envolvendo o Alpha – a pessoa que manda os cheques para Kyrie – e ficamos na expectativa de saber o que ele realmente esconde.

E o segredo – que vou evitar ‘jogar na roda’ para evitar spoilers – quando é revelado me deixou um tanto quanto: “Mas, hein?”, pois além de inesperado é um tanto quanto quebra clima, pelo menos pra mim. Não consegui entender como para Kyrie, o pensamento de que continuar o relacionamento era algo plausível de forma tão ‘natural’.

Enfim, o livro possui cenas de sexo explícito e ao meu ver diversas cenas que clamam por um alerta de “TRIGGER WARNNING”. Eu particularmente não me empolguei muito com a leitura e se me fosse perguntado, não a recomendaria. O livro faz parte de uma série de mesmo nome: “Alpha” e para ser bem sincera, não coloquei os outros livros da série na minha lista de leitura.

[Resenha] #Livro 22/2018 – Aluga-se Uma Namorada by K.M. Mendes

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Título: Aluga-se Uma Namorada

 Autor(a/es): K.M. Mendes

Editora: Independente

Páginas: 110

Matt Miller está em uma tremenda enrascada. Seu irmão iria se casar com a garota que ele amou a adolescência inteira. Não querendo ficar por baixo Matt prometeu que levaria a sua namorada para o casamento. O que não seria um problema, a menos que, essa namorada, ainda não exista.

Matt não tinha ideia de como iria arrumar uma namorada tão rapidamente, além do fato de querer que sua namorada fosse perfeita. Então lhe surge à ideia de por um anúncio em um jornal. Várias garotas aparecem, porém somente uma lhe chama atenção.

Uma brasileira e um garoto de Nova York, ambos fingem estar apaixonados, porém até quando esse amor pode não ser real?. (retirado do skoob).

Aluga-se Uma Namorada  foi uma leitura que fiz em que a todo momento questionei o que exatamente estava lendo. Era uma mistura de diversas informações e culturas pop em uma miscelânea saída do mundo das fanfics mal escritas.

Descobri esse livro em algum recomendado de algum site e arrisquei mesmo sabendo ser uma publicação independente no site da Amazon. A sinopse me deu a ideia de um romance jovem daqueles bem estilo água com açúcar, que propunha uma leitura leve, o que de fato muito me atraiu.

Aliás, considerando minha menção acima, eu já li algumas fanfics que tem a mesma temática desse livro e que são muito bem escritas – inclusive, se não fossem com personagens já existentes criados por outros autores, poderiam muito bem ser publicados como livros – e por isso imaginei que a leitura poderia ser agradável.

Mas, o que encontrei foi uma narrativa fraca, com personagens sem desenvolvimento e ainda, certos comentários da autora em relação a algumas situações eram desnecessários e outros possuíam ainda conotação homofóbica e preconceituosa. Englobando temáticas como o yaoi, kpop e outros, a autora não teve noção nenhuma na hora de escolher e medir as palavras para tratar de certos assuntos. A forma como ela explicita o desgosto dos personagens quanto à certos temas, como o fato de insinuar que a pessoa que ouve kpop é ‘esquisita’ ou ainda, em que toda uma família ‘tira sarro’ de um familiar pelo fato dele ser solteiro e que todos acreditam que ele seja ‘homossexual’ – entre aspas mesmo porque a conotação dada á palavra é totalmente sarcástico, uma ofensa.

Li em algum lugar que a autora – da qual não achei perfil na internet, apesar de ter procurado, apenas a página dela na Amazon, que consta que ela possui hoje 23 anos – era muito nova quando escreveu esse livro, o que justificaria que um pouco da fraqueza  de sua escrita daria à sua pouca experiência.

Se fosse pra recomendar a leitura de uma história nessa temática, com certeza escolheria alguma das fanfics que ando lendo.

[Resenha] #Livro 21/2018 – O Estranho Caso de Benjamin Button by F. Scott Fitzgerald

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Título: O Estranho Caso de Benjamin Button

 Autor(a/es): F. Scott Fitzgerald

Editora: Presença

Páginas: 80

Scott Fitzgerald teve uma actividade literária prolífica e celebrizou-se com romances como O Grande Gatsby, já publicado pela Presença, e Tender Is the Night, além de cerca de 160 short stories. O Estranho Caso de Benjamim Button foi publicado em 1922 e foi uma das histórias fantásticas através da qual o autor recolheu o aplauso unânime da crítica. Neste conto comovente onde o humor é uma nota dominante, Fitzgerald criou a história de um homem que desafia as leis naturais da vida ao nascer velho e com o passar dos anos em vez de se tornar ainda mais idoso, assiste progressivamente ao rejuvenescimento do seu corpo e mente até terminar a vida sob a forma de uma criança. Com setenta anos, sofre a incompreensão por parte do pai que procura por todos os meios camuflar a sua estranha aparência, esperando que a alta sociedade a que pertence feche os olhos a tão grande despropósito. Os anos vão passando, e para Benjamim crescer equivale a desenvelhecer. Quando atinge os cinquenta anos uma rapariga de vinte apaixona-se por ele e chegam a casar e a ter um filho, mas quando Benjamim se torna mais novo, com vinte anos, desapaixona-se da mulher, entretanto velha e em processo de decadência. O tempo vai passando e agora Benjamin experimenta as agruras da adolescência, as humilhações de não ser adulto até que se torna criança. Uma vida inusitada que contraria a ordem natural das coisas até ao inevitável fim. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Depois de um longo período de ausência, estou de volta e trago hoje a resenha do livro “O Estranho Caso de Benjamin Button” do autor F. Scott Fitzgerald, e que se trata de um livro bastante conhecido e extremamente reconhecido pela crítica.

Em “O Estranho Caso de Benjamin Button” nos enveredamos em uma narração sobre a visa de Benjamin, um homem que nasceu velho e que, ao contrário das leis naturais da vida em que nascemos jovens e envelhecemos, passa a rejuvenescer com o passar dos anos.

Acompanhamos a evolução contrária de Benjamin que aos setenta anos, mal começou a vida, uma  vez que acabara de nascer, mas que , com a aparência de um velho, enfrenta os julgamentos da sociedade e a vergonha de seu pai, que não consegue aceitar a bizarrice que é ter um filho que já nasceu velho.

Com o tempo Benjamin ‘desenvelhece’, fato que trás consequências extremas para sua vida, como por exemplo o fato de ter se casado aos cinquenta com uma jovem de vinte anos, mas que com o passar dos anos, Benjamin no ápice de sua juventude, se vê casado com uma mulher velha.

Como vive do contrário, Benjamin atinge a adolescência quando todos à sua volta são adultos e/ou velhos, alcançando a infância quando deveria estar inciando a vida adulta, até seu inevitável fim.

Benjamin sofre com a rejeição do pai ao longo da vida, que com a vergonha que sente por ter um filho ‘estranho’, tenta esconder a todo custo a sua existência. Benjamin sofre ainda com a rejeição de seu filho, que não aceita a condição do pai.

O livro é ainda uma grande metáfora, que é muito usada comumente pelas pessoas para expressar as fases de nossas vidas – em que o curso natural que se segue é o de nascer um bebê, crescer, ser criança, amadurecer, passar pela adolescência, alcançar a vida adulta, velhice e falecer – , mas que é retratado pelo autor no sentido contrário, mas que nos mostra que o ciclo seguido é exatamente o mesmo, o de se ter um começo, um meio e um fim.

Tenho uma conhecida que trabalha como cuidadora de idosos e às vezes como babá de crianças, e que costumava dizer que ser um bebê e ser um velho bem velho é praticamente a mesma coisa. Dependemos das pessoas para nos locomovermos, nos alimentarmos, trocar nossas fraldas. E isso é bem verdade, realidade. E é exatamente o que expressa o livro de F. Scott Fitzgerald.

Em ínfimas oitenta páginas, o autor é bastante objetivo, sendo a narrativa bastante direta, ou seja, relata a vida de Benjamin sem e apegar a grandes detalhes ou explicações. O tempo passa em uma velocidade incrível, de forma que, se o leitor não estiver atento ao que lê, pode se perder na estrutura da linha de tempo desenvolvida pelo autor, que em certas ocasiões passa os anos em uma mera mudança de parágrafo.

Ainda que em certos aspectos essa objetividade seja um tanto quanto frustrante para o leitor – para mim foi um pouco – o autor consegue transmitir suas intenções com o conto, especialmente no que concerne à não aceitação da sociedade para com aquele que nasce diferente do que se espera, do comum.

                                                                              – Nas Telonas –                           

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O livro de F. Scott Fitzgerald foi adaptado aos cinemas como “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que teve seu lançamento no dia 25 de dezembro de 2008, sob a direção de David Fincher, tendo como atores principais Brad Pitt e Cate Blanchett.

O filme foi altamente recebido pela crítica, tendo recebido 13 nomeações ao Oscar, das quais venceu em três categorias: Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte e Melhor Maquiagem.

Devo dizer que assisti ao filme e que esses é um daqueles raros casos em que o filme é melhor que o livro. Isso, no que diz respeito ao meu gosto pessoal. Digo isso pois gosto de livros que tenham desenvolvimento de enredo, e o estilo objetivo do conto, que não se apega a detalhes ou descrições me deixou um pouco frustrada em alguns momentos com a leitura. Já no filme, temos toda aquela magia retratada pelos efeitos especiais que nos mostra os detalhes que o livro não foi capaz de nos fornecer.

Ainda assim, apesar de recomendar e super o filme, ainda recomendo a leitura do livro também, que não deixa de ser um clássico.

Vou deixar o trailer legendado do filme aqui embaixo pra quem quiser conferir :

E segue aqui o filme completo dublado para quem tiver interesse em conhecer a obra:

 

 

[Resenha] #Livro 20/2018 –  Entre Quatro Paredes – O casamento perfeito ou a mentira perfeita? by B.A. Paris

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Título: Entre Quatro Paredes

 O casamento perfeito ou a mentira perfeita?

Autor(a/es): B.A. Paris

Editora: Record

Páginas: 226

Grace é a esposa perfeita.

Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.

Ela é casada com Jack, o marido perfeito.

Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.

Os dois formam um casal perfeito.

Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?

Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Entre Quatro Paredes” da autora B.A Paris, um livro de suspense do gênero thriller psicológico. O livro nos apresenta Grace, uma mulher bonita e independente que não possui ninguém nesse mundo além de sua irmã Millie, que possui Síndrome de Down, após seus pais terem rejeitado Millie e inclusive se mudado de país, após colocá-la em uma instituição/internato.

Por esse motivo, Grace sonha em encontrar o amor de sua vida em uma pessoa que seja capaz de aceitar Millie apesar de sua condição especial, e assim poder trazê-la para morar junto á ela e seu companheiro, dando a ela o quarto amarelo – sua cor favorita – dos seus sonhos.

Até que Grace conhece Jack, que parece ter saído de um de seus sonhos. Ele a trata com respeito e carinho e além de tudo, aceita sua irmã, incluindo-a em todos os seus planos futuros com  Grace. O maior deles, o de comprar uma casa para que os três possam morar juntos.

Assim, Grace e Jack se casam e então o pesadelo começa. Jack se revela uma pessoa completamente diferente da que Grace conhecia antes do casamento. Aos olhos da sociedade, Jack é perfeito. O advogado ideal que defende mulheres vítimas de relacionamentos abusivos, um marido fiel e carinhoso, e mais, com uma casa perfeita, modos perfeitos. Assim como Grace é a esposa ideal. Sempre bem vestida e educada, dona de casa com dotes colunários e de organização além do normal, uma mulher que aceitou deixar sua carreira profissional para trás para se dedicar ao marido.

Porém, dentro de casa Jack é um psicopata que coloca Grace em um jogo psicológico, tendo ela que lutar com todas as suas forças para sobreviver a esse relacionamento, sendo que a perfeição que a sociedade vê em Grace nada mais é do que parte do jogo de Jack, que esta precisa exercer com maestria para não ter que sofrer as consequências.

“Entre Quatro Paredes” é um thriller psicológico que promete muito, mas falha em entregar tudo aquilo que ele começa a construir em seus capítulos inciais.

A construção da base do livro é impecável. O suspense que a autora nos traz ao descrever a relação de Grace e Jack é realmente muito bem escrita, e as dicas que a autora vai deixando ao longo da narrativa acerca do papel de Millie nessa trama toda é ainda mais surpreendente. Devo dizer que a palavra que descreve melhor o desenvolvimento desse livro é: angustiante.

A autora sabe construir o suspense de forma que faz com que o leitor queira a todo custo chegar ao final da leitura para descobrir o que irá acontecer. “Qual será o próximo passo? Grace conseguirá sair desse relacionamento abusivo? E mais, quais as motivações de Jack? E como Millie ficará ao final disso tudo?”. E, através desses questionamentos e a necessidade de buscar respostas, a leitura flui.

A alternância de capítulos entre o passado e o presente é um dos grandes aliados da autora para nos prender na teia de suspense por ela criado, principalmente nos capítulos finais, quando estamos quase chegando ao desfecho da história.

Mas, como nada é perfeito, acredito que a autora pecou em desenvolver um personagem muito importante para a trama, especialmente considerando o papel chave que ela possui para o encerramento dos acontecimentos narrados no livro. Sua participação é essencial, mas a forma como ela acontece é muito vaga, o que deixa uma grande impressão de aleatoriedade.

Dito isso, o final do livro deixou a desejar, especialmente considerando toda a trama que foi construída desde o início do livro. Mas nem por isso deixa de ser uma leitura recomendada, especialmente para aqueles que gostam de um suspense e de um thriller psicológico. Entretanto, preciso ressaltar aqui o “trigger warnning” para pessoas que tenham sensibilidade certos tipos de temáticas como a violência doméstica e relacionamento abusivos. Nesse livro a violência se destoa por não se focar tanto na violência física, mas especialmente na psicológica.

[Resenha] #Livro 19/2018 –  The Accidental Movie Star by Emily Evans

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Título: The Accidental Movie Star

Autor(a/es): Emily Evans

Editora: CreateSpace Independent Publishing Platform

Páginas: 256

How did Ashley spend her summer vacation? Imagine the hottest guy in Hollywood. Do you see the girl next to him, the one handing him a cup of coffee? Yeah. That’s her.

Interning on a major motion picture is not all bad. She gets to watch some of the scenes and even offer her opinion. “That kiss looked lame. Laughably weak. There’s no chance at an MTV award with that kiss.” LOL.

Until the director says, “Hey, Intern. Yeah, you. Ashley. You’re right. So, teach Caspian how to kiss. Oh, and get in front of the camera. We’re going to need you in this next shot.”

OMG. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “The Accidental Movie Star” da autora Emily Evans. Se traduzido ao pé da letra o título em português do livro fica “A Estrela de Filmes por Acidente” ou algo do tipo. Fica complicado deduzir, e pelo que pesquisei, não há nenhuma publicação dos livros dessa autora no Brasil, por isso vou adotar nessa resenha o título dele em inglês mesmo.

 Em “The Accidental Movie Star” temos Ashley, uma menina comum, que está trabalhando  nas férias como interna em uma mega produção de um filme hollywoodiano, graças a interferência do seu pai, que é bastante conhecido no ramo – fato que Ashley deixa ‘em off’, uma vez que não quer ser tratada de forma especial ou diferente por ter um pai influente, ou ainda, que questionem seu trabalho como indigno, por ter conseguido o emprego de forma ‘não merecedora’ –.

O combinado era de que Ashley trabalharia todo dia em um setor diferente da produção, para poder sentir como é estar nos bastidores em Hollywood e assim, o estágio conseguido por seu pai iria servir para que Ashley deixasse seu currículo mais interessante para as aplicações para a faculdade.

O que Ashley não esperava  era o fato de que esse estágio mudaria sua vida para sempre, deixando-a de pernas para o ar. Já em sua chegada, seu pai envia uma limosine para buscá-la no aeroporto. A grande questão é quem mais está dentro da limosine: Caspian Thaymore, o grande queridinho de Hollywood e um dos atores mais populares do momento e, personagem principal do filme em que Ashley iria trabalhar no verão.

A relação dos dois não começa com o pé direito e diversos desentendimentos surgem entre eles, principalmente pelo fato de que Ashley não é exatamente uma menina que se deixa intimidar, especialmente por uma certa estrela de cinema, sempre soltando o verbo quanto as suas opiniões. Até o ponto em que Caz passa a clamar Ashley como sua assistente pessoal. E claro que ninguém na produção quer contrariar a grande estrela do filme, motivo pelo qual Ashley vira a ‘babá’ do famoso ator hollywoodiano.

Então, um dia, durante a gravação de uma cena em que Caz beija a atriz principal do filme, Ashley critica o beijo em voz alta, sendo ouvida pelo diretor que também compartilha de sua opinião quanto ao beijo, passando para Ashley a missão de ensinar Caz a beijar!

Entre tantas confusões causadas pelos dois e entre os dois, Caz e Ashley se aproximam e claro, vivem um grande conflito que pode ou não culminar no fim do relacionamento dos dois – que sequer havia se iniciado –. Nesse meio tempo ainda, Ashley se vê diante das câmeras, lugar que jamais se imaginou estar, virando assim uma estrela de cinema ‘por acidente’.

O que eu posso dizer sobre esse livro? Eu encontrei ele em pdf para baixar na internet e pensei: “Por que não?” e decidi ler. Se tem uma coisa que pode expressar esse livro de forma bastante precisa é: clichê, ou ainda, ‘fanfic’!

O típico ‘menina comum, menino famoso’ romance cheio de altos e baixos em que a fama e os diversos problemas que surgem com ela, como a falta de privacidade e os rumores têm o seu papel.

O livro tem uma leitura agradável, no sentido de que ela flui de forma natural e simples, sem muitas complicações. A forma narrativa da autora é concisa, sem muitas inconsistências, o que facilita a leitura.

Porém, o enredo do livro poderia apresentar muito mais, mas não o faz, e quando tenta, falha muito. Eu entendo que um bom romance adolescente, principalmente aqueles que apresentam aquele casal mais ‘inesperado’ do mundo, precisa de uma pitada de controvérsia. Eu mesma gosto muito de livros nesse sentido, eleio ainda muitas fanfics com temáticas nesse estilo. Mas, no caso de “The Accidental Movie Star” eu acredito que parte da trama poderia ser dispensada, uma vez que torna a leitura um tanto quando cansativa em alguns momentos em que tudo que eu conseguia pensar era que eu queria que Ashley e Caz parassem de ser idiotas e se acertassem logo.

Ainda assim, por mais que tenham alguns aspectos que poderiam deixar o livro bem melhor, ele é bom por inteiro. Apesar do enredo ser um pouco pobre, a caracterização dos personagens é um ponto muito positivo, principalmente a personagem principal, Ashley. Os personagens fogem um pouco do clichê esperado, o que traz diversas surpresas no decorrer da leitura.

O livro faz parte de uma ‘série’, em que outros livros que seguem essa linha do ‘’accidental’’ foram publicados pela autora, e que não são exatamente uma continuação desse pelo que entendi.

Assim, eu super recomendo a leitura dele, apesar dele não ter versão publicada no Brasil. Isso é um ponto negativo por ser difícil ter acesso ao livro. Eu mesma estou procurando os outros livros da série mas não encontro de jeito nenhum.

P.S.: Eu prometi diversas coisas no post passado e não cumpri. No fim, não resenhei nada n feriado, não li nada e só estudei. Tive uma prova nesse fim de semana e agora finalmente deu tempo para dar uma respirada. Enfim, espero conseguir estar aqui em breve com novas resenhas!

[Resenha] #Livro 18/2018 –  Fiquei Com o Seu Número by Sophie Kinsella

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Título: Fiquei Com o Seu Número

Autor(a/es): Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 488

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Fiquei Com seu Número” da autora Sophie Kinsella. A primeira vez que tive contato com essa autora foi com o livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” que li faz bastante tempo e do qual gosto muito. Assim, comecei a ler esse livro com altas expectativas.

Em “Fiquei Com o seu Número” conhecemos Poppy Wyatt, uma mulher pra lá de atrapalhada, que está prestes a se casar com o homem perfeito! Se não fosse por um pequeno contratempo: após realizar um chá da tarde em um hotel, onde reuniu as amigas para comemorar sua despedida de solteira, Poppy perdeu o anel de noivado – que é ‘apenas’ uma relíquia da família do noivo, uma tradição de anos!

E agora? Dali a alguns dias irá se encontrar com a família do noivo, os prestigiados e intelectuais Tavish, com quem Poppy não tem exatamente um relacionamento muito confortável. Isso porque Poppy sente que não está na mesma altura que a família do noivo, que são pessoas cultas, ‘estudadas’, intelectuais e praticamente celebridades.

Além disso, Poppy perdeu o celular! Como fazer para manter contato com as pessoas à sua volta, para que tenha notícias do bendito anel antes que a família do noivo – e o noivo – descubram?

Poppy então está em seu dia de sorte! Encontra um celular abandonado no hotel onde se encontra hospedada!

Decidida, Poppy pega o celular que encontra e utilizando seu número, pede que o hotel entre em contato com ela de forma urgente para que lhe informem sobre o anel. Enquanto isso, bola um plano mirabolante, em que finge ter machucado a mão para não ter que mostrar aos sogros que havia perdido o anel relíquia da família.

“Não quero entrar numa discussão sobre o motivo de estar agarrada desesperadamente a um celular qualquer que achei numa lata de lixo”

Quem não gosta nada dessa ideia é Sam Roxton, o proprietário do celular, que foi jogado no lixo por sua assistente quando esta abandonou o emprego. Tentando convencer Sam de que é essencial que o celular fique em sua propriedade, Poppy faz um acordo com ele, em que irá encaminhar sem falta tudo que for passado ao celular de sua antiga assistente, como se fizesse esse papel.

“— Perdi meu anel de noivado. — Mal consigo suportar falar em voz alta. — É muito antigo e valioso. E depois meu celular foi roubado, e fiquei completamente desesperada, então passei por uma lata de lixo e ele estava lá. No lixo — acrescento, para dar ênfase. — Sua assistente jogou o aparelho fora. Quando uma coisa vai para a lata de lixo, é pública, sabe? Qualquer um pode ficar com ela.”

A partir daí, o que se desenrola é uma grande onda de confusão, onde Poppy precisa lidar com a organização do seu casamento, uma família do noivo não exatamente calorosa, “amigas”, o papel de assistente de um homem que vive para o trabalho, e ainda, com o fato de que a empresa de Sam se encontra na encruzilhada, ao ser colocada em uma suspeita muito grave, onde sua reputação está sendo colocada a prova, o que pode levá-la à falência ou mais, até mesmo à prisão de seus chefões por corrupção.

Além disso, Poppy precisará lidar com o fato de que talvez seu noivo não seja um homem tão perfeito assim e ainda, com o fato de que ter a presença de Sam Roxton em sua vida possa ser algo que ela queira mais do que imagina.

Posso dizer, ao ler mais uma obra de Sophie Kinsella, que sou fã da escrita da autora. Seus livro apresentam bastante coisa  acontecendo ao mesmo tempo, mas sua forma de narrar não deixa com que tudo vire uma confusão para o leitor, nem que a leitura fique muito pesada ou entediante. Muito pelo contrário. A leitura do livro “Fiquei Com seu Número” é leve e flui de uma forma tão natural que as 400 e poucas páginas do livro parecem ser 100!

A única ressalva que eu tive com esse livro foi o fato de que ele poderia ter evitado um ou dois dramas que ali ocorreram.

A autora Sophie Kinsella possui protagonistas mulheres, independentes e fortes, mas  ao mesmo tempo super desajeitadas, do mesmo jeito que a mulher real, com que podemos facilmente nos identificar. Porém, com tendências à escolhas que levam sempre à uma confusão maior e maior.

O fato de a autora sempre levar suas personagens ao limite da confusão antes de tentar concluir suas narrativas pode ser um pouco cansativo para quem lê mais de um livro dela. Pode ser que eu esteja fazendo um julgamento antecipado de valores, uma vez que li apenas dois livros dela, mas posso afirmar que essa característica é bem marcante em ambos.

Fora isso, a leitura é recomendadíssima, por se tratar de um livro leve, totalmente para aqueles momentos em que precisamos de um pouco de paz, um momento para relaxar e ter algo positivo em nosso dia a dia (considerando os dias atuais que estamos vivendo, momentos assim são sempre importantes e bem-vindos!).

P.S.: Gente, sumi. Mas ando tão ocupada e paranoica com meus estudos que sempre que parava para escrever uma resenha, me sentia culpada por não estar estudando e não conseguia concluir. Essa vida de estudar e viver pra estudar está me deixando doida.

Estou tentando colocar a vida nos eixos, e acho que em breve devo conseguir! Vou tentar aproveitar o feriado para escrever e adiantar as coisas por aqui, mas não posso prometer!

Para os que resistiram às teias de aranha e ainda frequentam o blog, meu muito obrigada!

[Resenha] #Livro 17/2018 –  Carta ao Pai by Franz Kafka

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Título: Carta ao Pai

Autor(a/es): Franz Kafka

Editora: Martin Claret

Páginas: 112 (a edição que eu comprei tem três livros do autor que totalizam 112 páginas, “Carta ao Pai” deve ter umas 13 páginas ao todo, mas não estou certa dessa informação.)

A Carta ao pai é uma peça fascinante da obra de Franz Kafka. Dificilmente algum filho pôde escrever ao pai carta mais pungente do que esta. Nela o grande escritor realiza um ajuste de contas memorável com o tirano familiar Hermann Kafka. O móvel do confronto é uma tentativa de casamento do filho que o pai desaprova, mas o texto abrange toda a relação entre ambos, num ritmo dolorosamente ágil. Como sempre, a capacidade de análise e argumentação do escritor surpreende. Aqui ela transforma uma carta em documento perene da literatura universal. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Carta ao Pai” do autor Franz Kafka, que acredito eu, dispensa apresentações. E, apesar disso, esse foi o primeiro livro dele que li. Na versão que eu comprei são três os ‘contos’ do autor: “Carta ao Pai”, “Artista da Fome” – que eu já li tem um tempo, mas preciso me preparar para resenhar – e a famosa obra do autor “Metamorfose”, que ainda tenho que ler.

“Carta ao Pai”, como o título do livro em si já indica, é uma carta escrita pelo autor Franz Kafka ao seu pai Hermann Kafka (1852 – 1931), na qual desabafa sobre como se sentia quanto a relação deles de pai e filho, e a forma como enxergava a figura do pai, bem como expõe o porquê de sempre ter se sentido pequeno através das nuances desse relacionamento, que nos mostra ainda, o quanto o autor se torna frágil diante de tal circunstância.

“Carta ao Pai” provavelmente deve ser o livro mais transparente e sincero do autor. Li pouco dele, mas pelo que conheço, acredito ser esse o livro no qual o autor mais colocou de si; em que mais expôs sua verdadeira forma. Aqui, Franz Kafka fala sobre seus anseios e medos, sobre o fato de sempre se sentir pequeno, fraco e fora do normal, coisas que sempre estão presentes em seus textos, mas de forma crua. Aqui, o fraco é Franz Kafka, aquele que possui medo do pai, e não um ser – personagem – que possui outras formas de escape dessa realidade.

Desde o começo, Franz Kafka deixa claro que a relação com o pai não era ideal. Nas primeiras linhas da carta temos a afirmação do autor de que tinha medo do pai.

“Querido pai,

Tu me perguntaste recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente. (…)”

Em verdade, Kafka temia muitas coisas. O medo que sentia do pai e sua relação falha com ele, era apenas um entre tantos outros fatos que o desconcertavam. Mas, podemos ver que talvez, esse relacionamento ruim fora na verdade o primeiro desses fatos.

“Eu magro, fraco, franzino, tu forte, grande, possante. Já na cabine eu me sentia miserável e na realidade não apenas diante de ti, mas diante do mundo inteiro, pois para mim tu eras a medida de todas as coisas.”

Uma das motivações da ‘carta ao pai’ vem do fato de que ao anunciar ao pai seu casamento  este reagiu de forma fria e desinteressada. Para Kafka, o medo do pai ia além das nuances físicas, ainda que fossem um fator de grande consideração. Mas iam além, no aspecto da capacidade. O pai era o provedor da família, no aspecto econômico, o que permitiu que o autor estudasse. Porém, lhe faltava a aptidão sentimental. O pai era grosseiro, frio e duro. Não apenas com o filho, mas com toda a família. Os comentários que fazia eram raramente comedidos ou pensados, sempre carregando duras críticas à todos ao seu redor.

“Seja como for, éramos tão diferentes e nessa diferença tão perigosos um para o outro, que se alguém por acaso quisesse calcular por antecipação como eu, o filho que desenvolvia devagar, e tu, o homem feito, se comportariam um em relação ao outro, poderia supor que tu simplesmente me esmagarias sob os pés, a ponto de não sobrar nada de mim…”.

Outro ponto de grande impacto entre pai e filho se dava pelo fato de Hermann Kafka não aceitar muito bem a profissão do filho. No entanto, a desaprovação se dá principalmente pelo desinteresse. Seu pai nunca se importou em parar para ler o que Kafka havia escrito.

Kafka desenvolveu ainda, diante do medo da figura do pai, sempre tão frio e autoritário, no qual faltavam momentos de afeto paternal no relacionamento entre ambos, um grande medo de firmar-se emocionalmente e constituir a própria família. O receio de se tornar como o próprio pai para sua família o impediu de casar-se, mesmo que tenha noivado por duas vezes ao longo de sua vida.  A necessidade da aprovação do pai quanto ao seu casamento também trazia ao autor uma disposição a fugir dos relacionamentos sérios e duradouros.

Para Kafka, ele nunca seria uma figura de respeito diante do pai, e nunca alcançaria o suficiente para merecer o seu respeito. E, o fato de que suas irmãs e sua mãe conseguiam desenvolver suas vidas emocionais, mesmo com a presença e o convívio com uma figura como o pai/marido, trazia uma grande culpa para Kafka – que era muito mais afetado que elas pelas atitudes do pai – , por não conseguir se adaptar e prosseguir com sua vida, e muito menos conseguir corresponder a algum tipo de afeto trazido pelo pai.

“Carta ao Pai” é um grande estudo. Franz Kafka possuía fragilidades aos montes, mas ao lermos sua carta à seu pai, encontramos o cerne da vida de um gigante da literatura. De “Carta ao Pai” muito podemos extrair. Kafka possui aquela capacidade de nos fazer conectar com seu texto. Ainda que a relação falha entre pai e filho seja muito extrema, podemos em algum momento, nem que seja por um trecho seque, nos identificar à sua história. Não apenas quanto ao medo do pai, ou quanto a existência de uma figura fria e autoritária, mas ainda, quanto às fragilidades e ansiedades que Kafka possuía e externava no que concerne à vida como um todo.

P.S.: Demorei mas apareci. Confesso que aliada à preguiça de escrever, a verdade é que estive bastante ocupada. Viajei no feriado, mas sobre a viagem eu falo logo mais, uma vez que comprei livros e devo trazer um post para falar um pouco deles – apesar de eu não tê-los lido ainda – e também, fiquei doente, precisei me reestabelecer em uma rotina pós-viagem, a bad de ter voltado bateu, dentre outras coisas. Mas a mais difícil das dificuldades – eita! – foi sentar para resenhar Kafka. A complexidade de seus textos me travou de um tanto, que ando cogitando não resenhar ou outro livro dele que li, “Um Artista da Fome”. Se já foi difícil escrever algo que preste de um livro que eu gostei, imagina de um que eu não gostei? Mas isso eu resolvo depois.

É bom estar de volta, apesar da preguiça e dos percauços!

[Resenha] #Livro 16/2018 –  O Quinto Mandamento – Caso de Polícia by Ilana Casoy

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Título: O Quinto Mandamento – Caso de Polícia

Autor(a/es): Ilana Casoy

Editora: ARX (Grupo Siciliano)

Páginas: 191

Honrar pai e mãe é o quinto mandamento bíblico, e desrespeitá-lo é inaceitável para a grande maioria das pessoas.

O que levou Suzane von Richthofen, uma aplicada estudante de direito, rica e bonita, a planejar o assassinato de seus pais e participar de cada etapa da elaboração do crime? Com faro de detetive, Ilana Casoy – presente na reconstituição do crime – segue passo a passo os bastidores desse crime monstruoso, desde sua execução até a confissão final. Ela mostra o comportamento dos assassinos – que em pouco mais de uma semana passaram de vítimas a acusados -, os depoimentos da família e o trabalho quase sem precedentes na história da polícia. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “O Quinto Mandamento – Caso de Polícia” da autora Ilana Casoy. O livro retrata uma história real, que provavelmente todos os brasileiros com idade suficiente ouviram falar, que nada mais é do que o assassinato do casal Richthofen. Quem narra a história é a criminóloga especialista em perfis psicológicos de criminosos e escritora Ilana Casoy.

O livro se encontra na categoria “jornalismo literário”, classificado como uma não-ficção, o mesmo em que se encontra o livro “A Sangue Frio”, onde Trumar Capote disseca um brutal assassinato.

O assassinato do casal Richthofen foi amplamente divulgado na mídia à época que aconteceu. Casal de classe média alta, família bem estrutura, aparentemente feliz. O crime chocou o país por sua brutalidade e ainda, pela constatação quase inacreditável da identidade dos autores do crime, que eram nada menos do que a filha do casal, Suzane, e seu namorado, juntamente com o irmão dele, conhecidos como ‘os irmãos Cravinhos’.

No livro, a autora nos apresenta os elementos que cansamos de ver na mídia, mas sob a ótica daqueles que estiveram de fato envolvidos na investigação do crime, nos dando uma visão menos sensacionalista e muito mais realista da tragédia que se anunciou na casa dos Richthofe.

De um crime bárbaro do qual não se restavam suspeitos nem testemunhas, para uma reviravolta em que os responsáveis estavam bem ali, debaixo do nariz da polícia, a autora nos mostra detalhes que estiveram presentes nos depoimentos dos jovens assassinos, montando uma imagem daquilo que foi o planejamento e a execução do crime.

Um diferencial desse livro são os trechos, em uma parte mais avançada da narrativa, quando a polícia já suspeitava dos autores do crime, mas precisava de uma confissão destes uma vez que as provas que existiam não eram suficientes para incriminá-los. A autora do livro pode – através de sua credencial, se não me engano, pois foi o que entendi da leitura do livro – acompanhar de perto a investigação, tendo acesso ao local do crime, e ainda, á delegacia de polícia, as reuniões daqueles envolvidos na investigação, e aos depoimentos de Suzane, Andreas – o outro filho do casal assassinado – e os irmãos Cravinhos.

Além disso, a autora traz em seu livro fotos da reconstituição do crime realizada pela polícia com os autores após suas confissões.

 Em verdade, o livro não traz grandes novidades para aqueles que acompanharam o caso pela mídia. Com o clamor popular, o caso foi amplamente acompanhado pelos canais de comunicação, onde detalhes da investigação foram amplamente divulgados.

Ainda assim, com os detalhes extras que as credenciais da autora trouxeram, algumas dúvidas surgiram, ao contrário do esperado, que era o de se obter respostas. Por muito, ao ler o livro, tive a mesma dúvida que a autora questiona em alguns momentos, que é quanto ao envolvimento do irmão mais novo de Suzane, Andreas Albert von Richthofen em toda a trama. Vemos através das palavras da autora um menino que tinha um amor muito grande pela irmã e uma admiraão incrível pelo namorado dela. Fatores que colocaram ele em meio á um furacão quando da investigação do assassinato de seus pais.

Outro personagem que tem destaque no livro e que eu quase não presenciei no acompanhamento da mídia quanto ao caso, é o pai dos ‘irmãos Cravinhos’ Astrogildo Cravinhos. Na época da investigação, me lembro que ele foi até mesmo cogitado como cúmplice, mas apenas essa menção a seu nome. No livro, ele tem um papel muito além. Participou ativamente durante as investigações, falou com a imprensa, dentre outras coisas.

No livro, temos ainda a visão daquela pergunta que sempre nos norteia quando lemos sobreum crime tão bárbaro quanto esse: “por que?”. Temos a questão do dinheiro e da herança, da rigidez dos pais na criação de Suzane, a proibição do namoro dos dois. Enfim, uma das questões que provavelmente jamais será satisfatoriamente respondida pois os únicos que sabem a fundo os motivos são os próprios autores do crime.

Eu achei a leitura muito interessante principalmente pelo fato de que minha área de formação é o direito, tendo feito todo meu estágio prático na área do direito criminal. Acho que talvez por esse fato, eu realmente goste de ler sobre crimes e suas investigações e saber mais a fundo sobre os detalhes de como foi feita a apuração dos fatos.

Mas, por se tratar de – infelizmente – um caso real e que de fato chocou o Brasil, não recomendo a leitura para pessoas que não se sintam confortáveis lendo sobre o tema, principalmente quanto ao capítulo em que há a descrição por parte da autora de como foi feita a execução do assassinato das vítimas, que não retratam nem de longe uma imagem afável.

[Resenha] #Livro 15/2018 –  Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin

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Título: Aqueles que se Afastam de Omelas

(The Ones Who Walk Away From Omelas)

Autor(a/es): Ursula K. Le Guin

Editora: Creative Education

Páginas: 32

Do your students enjoy a good laugh? Do they like to be scared? Or do they just like a book with a happy ending? No matter what their taste, our Creative Short Stories series has the answer.We’ve taken some of the world’s best stories from dark, musty anthologies and brought them into the light, giving them the individual attention they deserve. Each book in the series has been designed with today’s young reader in mind. As the words come to life, students will develop a lasting appreciation for great literature.

The humor of Mark Twain…the suspense of Edgar Allan Poe…the danger of Jack London…the sensitivity of Katherine Mansfield. Creative Short Stories has it all and will prove to be a welcome addition to any library. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas)” da autora  Ursula K. Le Guin. “Aqueles que se Afastam de Omelas” é na verdade um conto, que se colocado em texto apenas em linhas corridas, não deve possuir mais do que 04 (quatro) páginas de word (se configurado como Times New Roman, 11). E nossa, como um texto tão curtinho pode dizer tanto? Essa é apenas uma das muitas reflexões que fiz após terminar essa leitura.

O conto ficou muito popular recentemente, após aparecer no clipe musical do grupo de k-pop (pop coreano) chamado BTS. É de conhecimento das fãs que o grupo usa de diversas inspirações para os conceitos de seus álbuns – deixando todo mundo doido desenvolvendo teorias para o conceito e histórias dos clipes e músicas, aliás -, como por exemplo o clássico de Herman Hesse, Demian, o qual eu já resenhei por aqui. Como eu adoro uma referência e indicação de leitura, após ver o clipe da música “Spring Day” do grupo BTS, decidi procurar o conto para ler. A titulo de curiosidade, vou deixar o link aqui para quem quiser assistir o clipe de “Spring Day”. [https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=xEeFrLSkMm8]

Mas, aquém dessa recente popularidade, o conto é um clássico que faz parte da obra “As Doze Quadras do Vento” da autora Ursula K. Le Guin, uma coletânea de 12 contos publicada em 1973, tendo o conto ganhado o prêmio “Hugo Award for Best Short Story” em 1974, sendo esse um dos mais prestigiados prêmios dos gêneros da ficção científica e fantasia.

Omelas soa em minhas palavras como uma cidade em um conto de fadas, tempos atrás e muito longe, era uma vez. (Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

No conto, a autora nos apresenta uma cidade em que todos são felizes, classicamente felizes. Onde todos possuíam o necessário para viver, em uma cidade alegre, cheia de prazeres para aqueles que ali viviam. Não havia um rei, não se usavam espadas e não se mantinham escravos. A cidade era linda, com o seu céu azul, ares de montanhas, jardins lindos, observados em um andar tranquilo de seus moradores pelas ruas de  Omelas.

Porém, para que aquela felicidade permanecesse existindo, para que Omelas fosse sempre uma cidade próspera, um acordo fora firmado a longos anos passados, como uma condição que deve ser mantida pelos moradores de Omelas.

Para que se mantenha a prosperidade de Omelas, deve-se manter presa em um calabouço uma criança, que deve viver desprovida de qualquer forma de felicidade, aquela felicidade toda desfrutada pelos cidadãos de Omelas.

E, todos que ali moram sabem da condição e tem ciência da existência dessa criança. Todos são cúmplices.

Eles gostariam de fazer algo pela criança. Mas não tem nada que possam fazer. (…)

Esses sãos os termos.

Trocar toda a bondade e graça de cada vida em Omelas por aquela única e pequena melhora: jogar fora a felicidade de milhares pela possibilidade de felicidade de um: isso seria deixar a culpa dentro das paredes, de fato. (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

Quem lê o texto normalmente se chocaria ao ler que para a manutenção de uma cidade feliz, se faz necessário tirar de uma criança, toda a sua vida. Mas uma cidade inteira no conto, o faz. Pelo bem de todos, o sacrifício de um. Parece para eles então, algo razoável. E mais, não sou eu, então porque não?

E então, aqueles que não concordam com a condição, ao perceber dentro de si a culpa de ser feliz em troca da felicade de outro, ainda mais de uma criança, de uma inocente vida, partem de Omelas.

Essa crítica da autora, em sua obra de 1973, não foge muito da nossa realidade atual. Vemos todo dia na televisão as notícias nos telejornais. Pessoas preocupadas apenas com seu próprio bem-estar, que não se incomodam com o que de ruim possa acontecer com os outros, desde que o seu seja garantido. A realidade do mundo moderno.

A falta de empatia que presenciamos nos dias atuais é claramente o retrato que Ursula K. Le Guin retrata em seu conto, que apesar de ter sido escrito anos atrás, é completamente aplicado ao momento atual.

Na minha opinião, a leitura desse conto é altamente recomendada! E mais, por se tratar de um conto curtinho, pode ser uma leitura encaixada em diversas ocasiões em que precisamos esperar, ou nos deslocar – desde que não estejamos dirigindo, logicamente – dentre outros. Alguns sites disponibilizam o conto em pdf para baixar e tem até a versão traduzida para o português em alguns blogs! Leitura rápida e de fácil acesso e que contém um conteúdo enorme!