[Resenha] #Livro 14/2018 –  A Pequena Vendedora de Fósforos by  Hans Christian Andersen

vendedorafósforos

Título: A Pequena Vendedora de Fósforos

Autor(a/es): Hans Christian Andersen

Editora: Scipione

Páginas: 30

Conta a história de uma pequena garotinha russa no período pré-revolucionário que tenta sem sucesso vender seus fósforos para sair do frio. E com esses mesmos fósforos ela é capaz de ter as mais belas visões de esperança.. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “A Pequena Vendedora de Fósforos” do autor Hans Christian Andersen. Encontrei esse livro na lista do “The Rory Gilmore Reading Challenge”  sobre a qual comentei anteriormente no blog.

“A Pequena Vendedora de Fósforos” trata-se de um conto infanto-juvenil, que versa sobre a história de uma pequena menina, que na época do Natal, em um dia de muita neve, está nas ruas tentando vender caixas de fósforos. Isso porque, a pequena menina faz parte de uma família muito pobre, sendo que para ajudar nas despesas da casa, a missão da menina é sair para realizar a venda das caixas de fósforos.

Mas apesar de se um conto natalino, e porque não dizer, um conto de fadas, aqui não há fantasia. Apenas encontramos a realidade de uma menina pobre, que luta contra a fome e o frio, enfrentando os maus-tratos por parte da família que vive na miséria, e mais, tendo que lidar com a indiferença daqueles que a rodeiam nas ruas.

Sendo ignorada pelas pessoas que passam por ela nas ruas cheias de neve, a menina, com medo de voltar para casa pois não vendera nenhum fósforo sequer naquele dia, se acomoda em um canto da calçada. E bem ali passa por uma viagem mágica através da fantasia que uma pequena menina gostaria de viver, ao reencontrar através dos fósforos que carrega consigo, a falecida avó, através das imagens que eles produzem ao serem acesos naquele canto escuro.

“A Pequena Vendedora de Fósforos” é um livro muito bonito, mas ao mesmo tempo muito cruel. Andersen joga na nossa cara a realidade que presenciara à época em que viveu,mas que hoje ainda, ao lermos o conto, podemos idenificar no nosso dia-a-dia. Não há finais felizes, não há mágica milagrosa. O autor une em sua escrita, a fantasia e a magia com a realidade nua e crua.

Apesar de se tratar de um livro voltado para o público infantil, acho ele muito maduro. Acredito que o contato com ele quando jovens, nos faz, ao ser bem interpretado e explicado, refletir. Aos lermos o livro mais velhos, temos empatia, sentimos tristeza, e refletimos também.

Uma leitura curtinha, mas com tanto significado! Altamente recomendado!

– Adaptações-

Ao longo dos anos houveram diversas adaptações desse conto em curtas metragens, médias metragens, animações, slides, desenhos. Alguns, tentaram dar um novo final à menina, outros se mantiveram fiéis á narrativa, por mais triste que ela seja.

Eu particularmente acredito que mudar seu final é uma forma de tirar da história a intenção do autor. Tenho convicção de que a realidade nua e crua que ele retrata de forma tão singela em sua narrativa, está ali por um motivo. O de chocar, revelar e fazer refletir.

Como são diversas as adapações, vou escolher algumas para assistir e eventualmente, dois curtas baseados nesse conto que eu encontrei, vou trazer em posts próprios no blog, e assim, tentando retomar a série de recomendação de curtas metragens que iniciei no blog e que está abandonada.

– Nas Telonas –

Por enquanto, deixo aqui para vocês essa adaptação que encontrei no youtube, uma média metragem em preto e branco, filme antigo por frames, que eu assisti e achei bem legal!

A adaptação é de Jean Renoir, que teve seu lançamento em 08 de junho de 1928 na França, tendo como elenco Catherine Hessling, Jean Storm, Manuel Raaby, Eric Barclay, Amy Wells

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