#Livro 31/2016  – Zodíaco by Robert Graysmith

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Título: Zodíaco

 Autor: Robert Graysmith

Editora: Novo Conceito

Páginas: 416

Aterrorizando a cidade de San Francisco desde 1968, o serial killer Zodíaco, em cartas cheias de escárnio enviadas aos jornais, escondia pistas sobre sua identidade e usava astuciosas mensagens criptografadas que desafiavam as maiores mentes decifradoras de código da CIA, do FBI e da NSA. Nessa época, o autor, Robert Graysmith, era o cartunista de política do maior jornal do norte da Califórnia, o San Francisco Chronicle, de forma que estava lá quando cada uma das cartas criptografadas, cada mensagem codificada, cada farrapo de roupa ensangüentada das vítimas chegou à redação. Esta é a história real de uma caçada que se estende por mais de duas décadas e que ainda persiste. Ao longo dos anos, apenas fragmentos das cartas do Zodíaco foram revelados pela polícia ou reproduzidos e reimpressos pelos jornais. Neste livro está cada palavra que o Zodíaco escreveu à polícia. (retirado do skoob).

Vou começar falando desse livro, contando como eu cheguei até ele. Zodíaco é como ficou conhecido um dos mais famosos assassinos dos EUA, tendo ele feito muitas vítimas no final da década de 60, tendo se estendido até o começo da década de 70, sendo que este nunca foi de fato identificado.

Ouvi falar pela primeira vez desse famoso serial killer quando assistia um episódeo do seriado Criminal Minds – tenho um fraco por seriados americanos que tem como tema investigação policial como CM, CSI, o já finalizado Without a Trace, dentre outros muitos – e acompanhava CM episódeo a episódeo, sendo que um dia eles tiveram como tema esse assassino, o qual ouvi dizer realmente existira, motivo pelo qual pesquisei sobre, tendo me deparado então com o livro de Robert Graysmith.

O autor Robert Graysmith fez um livro documentário em que conta a história desse serial killer, abordando não somente a parte investigativa da polícia como também a fomar como a mídia foi envolvida e reportou os assassinatos do Zodíaco e ainda, o que as testemunhas e sobreviventes tinham a dizer.

Muito da narração do livro se deve ao fato de que Robert Graysmith, na época dos assasinatos trabalhava para o jornal San Francisco Chronice, tendo tido acesso assim a diversas mensagens decodificadas que o assassino Zodíaco enviava à imprensa para que fosse divulgadas em seus periódicos após cada homicídio cometido. Assim, mergulhou de cabeça na história, trazendo nesse livro fotos de mensagens, inormações e relatos, dos quais muitos jamais foram divulgados ao público na época.

A história se inicia em 1968 quando um homem misterioso assassina David Faraday e Betty Lou Jesen de forma brutal. Assim se inicia a caçada ao assassino que se mostrará como sendo un dos mais terríveis assasinos existentes nos EUA, e ainda, um homem muito inteligente, com um grande talento para fugas.

O livro relata diversos dos assassinatos cometidos pelo Zodíaco, sendo que muitos deles foram assumidos pelo próprio assassino, indo a fundo na história das vítimas, relatando o que faziam no dia dos fatos, como seus caminhos provavelmente cruzaram o do assassino e mais, os relatórios de investigações e como o assassino entrou em contato com a mídia para se gabar de estar a um passo à frente da polícia. Porém, a polícia americana nunca soube ao certo o número de pessoas que foram vítimas desse homem.

Um dos motivos que tornam ainda mais famoso esse serial killer é o fato de que muitas das testemunhas e sobreviventes tenham visto seu rosto, e ainda, a existência de retratos falados deste homem, sendo que mesmo assim, ele nunca foi encontrado ou identificado. Muitas suspeitas foram levantadas. Ele era corpulento, branco, forte, gordo, fez parte das forças armadas … muito se especulou.

Muitos acreditam que, como os assassinatos pararam, este possa ter sido preso por outro motivo, ter morrido de morte natural, dentre outros fatores. A questão é que, ele nunca foi pego, nunca tendo pagado por seus crimes.

Apesar do livro ter um tom de documentário, a escrita dele lembra um pouco um livro de ficção, tendo o autor se focado bastante nas histórias das vítimas para relatar os feitos horríveis desse assassino. Além disso, pelo autor ter presenciado de perto as investigações, uma vez ter tido acesso a diversas informações importantes na época em que trabalhava no jornal, a narrativa é bastante detalhista, fato que gera um adendo: pessoas que não curtem livros de investigação policial, livros que contenham cenas fortes, devem evitar esse, uma vez que o autor descreve os assassinatos em sua frieza como foram executados, com detalhes das ações do assassino.

Sempre achei interessante ler sobre serial killers, sociopatas e etc, principalmente após ter aulas de psicologia jurídica na faculdade, como mencionei na resenha do livro Social Killers. Esse livro foi um insight muito interessante sobre um dos mais famosos serial killers dos EUA, e a forma como foi relatado me fez mais uma vez questionar a natureza humana, a maldade e principalmnte, até que ponto a loucura do homem pode ir, e a que patamares ela pode alcançar.

P.S.: Gente, tenho mais umas resenhas pra postar, mas estou vendo que vou carregar algumas para a primeira semana de janeiro. Pretendo zerá-las até o início do Torneio MLV para que possa ter uma maratona mais tranquila. Ainda vou trazer minha retrospectiva de leituras desse ano, então vai ter um combo de posts vindo por aí – eu espero né?-

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[Resenha] #Livro 30/2016 – Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais by J. J. Slate e R. J. Parker

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Título: – Amigos Virtuais, Assassinos Reais

 Autor: J. J. Slate e R. J. Parker

Editora: Darkside® Books

Páginas: 272

Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, J. J. Slate e R. J. Parker, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Torturadores, stalkers, predadores sexuais, canibais, assassinos. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia.

Parker e Slate deixam claro que esse não é um fenômeno novo. Muito antes da internet, criminosos usavam classificados de jornal para descobrir e atrair suas presas. Mas o anonimato da web permite que cada vez mais lobos usem roupas de cordeiro nas suas fotos de perfil.

Mas existe luz no fim do túnel. Analisando mais de trinta casos famosos, os autores demonstram como as forças da lei estão usando, com sucesso, as novas ferramentas de comunicação para investigar e prender foras da lei e desmantelar quadrilhas. E ainda ensinam dicas de segurança. Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um alerta para todos nós, que passamos tanto tempo conectados. (retirado do skoob)

É com essa citação do livro que eu começo essa resenha:

O Mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim daqueles que observam e deixam o mal acontecer. Albert Einstein

O motivo de tê-la escolhido? É porque ela define muito bem esse livro dos autores J. J. Slate e R. J. Parker. São 33 casos reais, de crimes reais, acontecidos nos EUA, que relatam crimes que tiveram como elemento essencial o uso da internet, que foi utilizada como forma de abordagem e aproximação do assassino com as suas vítimas.

Vale lembrar que a indicação do livro é para maiores de 18 anos, e não é pra menos.

Os casos narrados contam com terrorismo, estupros, assassinatos, falsidade ideológica, canibalismo, tortura, dentre diversos outros tipo violentos de crime, em histórias chocantes, sem deixar de lado em suas narrativas, as cenas mais pesadas.

O mais chocante de cada caso é o fato de se tratarem de fatos reais. Todos.

E pensar que casos como esses aconteceram de verdade, me fez ficar muito pé atrás com a raça humana, com as pessoas em geral, e principalmente, com aquilo e aqueles que conhecemos através da rede.

A narrativa feita pelos autores é de um tom parecido com o de uma reportagem, em que a escrita traz aspectos focados em detalhes, com muitas descrições, sendo cada capítulo um caso diferente, em que a leitura de um não depende do outro.

Não se trata de uma história, de um livro de ficção. Até por esse motivo, não tem muito o que se falar dele. Cada caso é um caso, nos fazendo pensar desde os primórdios do surgimento da internet e principalmente, das redes sociais. O que é seguro e o que não o é? Somos muito tolerantes com aquilo que confiamos ao ver na rede?

Devo dizer que a leitura desse livro sempre foi algo desejado por mim, principalmente por envolver dois dos temas que eu mais gostava de estudar na faculdade. As psicopatias e os direitos da internet, o direito digital – que aliás, foi o tema que guiou meu trabalho de conclusão de curso.

Então, devo ressaltar que, ao final do livro, os autores fazem um aparato do que é contado no livro, trazendo à baila dicas e informações sobre o tema, além de terem dedicado um capítulo especial para falar sobre a segurança na internet, bem como dicas de segurança, e ainda, o lado positivo dela – se o negativo é a aproximação mais fácil do assassino com suas vítimas – um dos pontos positivos são as ferramentas que ajudam e colaboram na caçada à criminosos.

Social Killers traz um questionamento sobre a capacidade da crueldade humana, englobando psicopatias, doenças mentais, síndormes, dentre outras coisas. Traz ainda o histórico de alguns dos assassinos, onde encontramos certo aspectos como casos de abandono familiar, crueldade desde a infância, sociopatia, e mais.

É um livro que apesar de se tratar de casos reais e de ter certas informações técnicas, é de uma leitura para pessoas leigas no assunto também, mas que claro, tenho interesse pela temática, e mais, que tenham estômago para encarar algumas das descrições contidas nos casos.

P.S.: Sim, eu sei, vou tentar correr com as resenhas. A verdade é que quase não tenho lido esse mês – dezembro é cheio de coisas, maior correria – já aceitei que a meta desse ano ficou perdida de novo lol.

#Livro 28/2016  – Unidos Somos Um – Os legados de Lorien #7 by Pittacus Lore

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Título: Unidos Somos Um

 Os legados de Lorien #7

 Autor: Pittacus Lore

Editora: Intrínseca

Páginas: 352

Atenção, essa parte do texto, que contém a descrição do livro contém spoilers dos livros anteriores! A resenha em si, eu tentei manter o mais neutra possível para evitar estragar surpresas, então se quiser, pule essa parte!

A guerra está chegando ao fim. Mas o planeta só pode ser salvo se todos se unirem para lutar.

Último livro da série Os Legados de Lorien, Unidos somos um chega à sua conclusão repleto de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. A guerra entre a Garde e os mogadorianos, que por tanto tempo ocorreu em segredo, tornou-se um conflito global. Agora, os humanos não só precisam lidar com a realidade de que alienígenas existem, mas também que terráqueos estão começando a manifestar poderes sobrenaturais.
Além de adolescentes espalhados por todo o mundo que desenvolveram Legados, a Garde também vai poder contar com o reforço do Exército dos Estados Unidos, que conseguiu reunir uma equipe livre de agentes de infiltrados. No entanto, será necessário proteger esses novos recrutas sem treinamento, já que os mogs parecem interessados demais em usá-los para seus planos misteriosos.
Só que John Smith não é mais o mesmo. Depois de perder as pessoas que mais amava nesse conflito, o Número Quatro não parece disposto a permitir que haja mais vítimas. E com um incrível poder recém-descoberto, John pode ser a arma mais forte contra os mogadorianos.
Mas que sacrifícios serão necessários na batalha final? Será que John abrirá mão da própria vida para proteger os demais? Em um desfecho cheio de ação e decisões difíceis, o destino da Garde nunca mais será o mesmo.(reitrado do skoob)

Primeiramente devo dizer que esse post é um post muito triste para mim. Como algumas pessoas que acompanham o blog devem saber, sou uma seguidora assídua da série Legados de Lorien (aliás, pra quem não conhece e tem curiosidade, fica aqui o link pro post que eu fiz sobre a série LEGADOS DE LORIEN). E sempre que uma série chega ao seu fim, não consigo evitar ficar triste, ainda mais quando a série é realmente boa.

Confesso que a espera do livro comprado em pré-venda fez com que eu lesse ele de forma alucinada no começo, mas ao chegar na metade da leitura, tive que me refrear, porque bem no fundo eu não queria acabar a leitura final da série. Confesso que esse livro ficou dias na minha bolsa/mochila e eu lia uma página aqui e outra ali, até que finalmente terminei de lê-lo.

Aliás, a ansiedade é tanta, que pulei todas as outras resenhas que eu deveria estar escrevendo e postando aqui no blog para poder falar sobre esse livro!

Como eu deixei ali em cima um link que leva ao texto que eu fiz sobre a série, vou me abster de contar toda a história da série aqui também, indo direto para o último livro. Aliás, que desafio hein? Falar de um livro, o sétimo de uma série, sem soltar spoilers e estragar a graça da leitura de quem ainda vai começar a conhecer a saga.

– Unidos Somos Um –

Chegamos à batalha final. Partindo do gancho deixando no livro anterior, John, assim como os outros Gardes agora buscam uma forma de vencer a guerra contra os Mogadorianos e consequentemente, salvar a Terra. A batalha, aliás, entre os seres alienígenas agora alcança um nível global, onde diversas cidades da Terra estão sob a mira das armas dos Mogs, ameaçando acabar com todo o planeta. Não é mais apenas um conflito de Mogs e Lorienos, agora, os humanos também estão mais do que envolvidos nesta disputa.

Nesse ínterim, Lorienos e Terráqueos precisam se unir para tentar vencer a guerra. A difícil interação entre a Garde e o exército americano já detém histórico do difícil relacionamento dos Lorienos com a CIA e o FBI. Eles não são armas, que o governo pode simplesmente usar a hora que quer. E é através de seus poderes que a Garde demonstra que é o governo que precisa deles para vencer e salvar a Terra.

A Garde que agora se encontra reduzida, precisa da ajuda dos terráqueos militares bem como dos novos Gardes, pessoas que receberam legados, para vencer a guerra. Mas, é certo enviar para guerra crianças que recém adquiriram poderes e que não tiveram treinamento algum? Há alguma escolha?

Em meio aos diversos conflitos enfrentados por aqueles que precisam bolar uma estratégia para salvar a Terra, está John Smith. O número Quatro, visto por muitos como o líder da resistência aos Mogs já não é mais o mesmo. Ferido por uma grande perda, John agora age movido à vingança, matar Mogs já não é mais um problema, pelo contrário, faz com que ele se sinta até bem.

Aliás, todos os personagens mudaram. Após enfrentar diversas batalhas, todos se apresentam maduros, infelizmente um amadurecimento trazido em meio a cicatrizes deixadas pela guerra. Enfrentando não somente um mal comum, cada um ainda enfrenta dentro de si seus próprios demônios. Porém, objetivo final é comum a todos, matar Setrakus Rá e acabar com a invasão do Progresso Mogadoriano.

Diferentemente do livro anterior – que teve o papel de responder diversas questões deixadas ao longo da série – esse livro possui a ação da história. É aqui que se encontram os confrontos maiores da série, até porque, são os confrontos finais. E, não somente a Garde aperfeiçoou seus poderes, Setrakus Rá retorna à cena, na sua tentativa de dominar a Terra, em uma versão nova e modificada e claro, cada vez mais forte.

Confesso, eu esperava um pouco mais do final desse livro. Até porque, é o encerramento de uma série que eu acompanho a muito tempo. Porém, as cenas da luta final não me empolgaram como eu achei que seria, sendo que a luta do livro anterior envolvendo Setrakus Rá, Marina e Seis, foi ao meu ver, muito mais emocionante. Ao meu ver, o confronto final não alcançou um ápice, ficando um pouco decepcionante.

E ao mesmo tempo, acho que o final do livro – e da série – me decepcionou pela forma como foi dada como encerrada. Assim como o final de Maze Runner, Jogos Vorazes e Harry Potter, o final dessa série também não me agradou. Mas, eu já aceitei que o problema sou eu. Tenho problemas para me desapegar à livros em série, especialmente quando eu realmente gosto dela. Assim, quando acaba, o fim nunca parece suficiente.

Devo confessar que sou suspeita para falar de Legados de Lorien, uma vez que sou super fã da série. Essa foi uma saga em que os autores tiveram sucesso em trazer em um Young Adult, elementos de fogem do tradicional YA, com uma mistura de aventura e claro, muita ficção científica.

Para os fãs da série, entretanto, foi anunciado que a série em si não chegou de fato ao fim. Lore continuará a série, com a publicação de um spin-off, em que o foco da história será em uma geração pós-guerra. Essa nova saga será chamada “Lorien Legacies Reborn”, não tendo ainda título em português, em que o primeiro livro tem como título “Generation One”, tendo a previsão de lançamento para o dia 27 de junho de 2017!

 

#Livro 27/2016 – Demian by Hermann Hesse

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Título: Demian

 Autor: Hermann Hesse

Editora: Record

Páginas: 188

 

Emil Sinclair é um jovem atormentado pela falta de respostas às suas questões sobre o mundo. Ao conhecer Max Demian, um colega de classe precoce e carismático, Sinclair se rebela contra a convenções de seu tempo e embarca em uma jornada de descobertas. Publicado originalmente em 1919, considerado um divisor de águas na trajetória de Hermann Hesse, reflete os questionamentos do escritor alemão acerca da humanidade, com suas contradições e dualidades. Influenciado pelas ideias de Carl Jung, fundador da psicologia analítica, Hesse descreve o processo de busca do indivíduo pela realização interior e pelo autoconhecimento. (retirado do skoob).

Devo dizer que essa leitura foge um pouco do padrão de estilo de livros que costumo ler. Mas então, como ele entrou na minha vida?

Pois bem, ‘senta que lá vem a história’. Como eu já mencionei em oportunidades anteriores, sou muito fã de música coreana, ou k-pop, como é conhecida. O que isso tem a ver com a história? Então. Existe um grupo chamado BTS (방탄소년단) que sempre lança seus MV’s (Music Videos) com conceitos variados, que trazem sempre uma história. E essas histórias sempre deixam as fãs com diversas teorias – coisa que não vem ao caso aqui –.

Dessa vez, eles voltaram com uma série de vídeo teasers, em que sempre no início de cada vídeo, um dos integrantes do grupo recita frases em inglês, que revelaram-se como sendo trechos do livro Demian de Hermann Hesse, bem como os teasers apresentam diversos elementos que corroboram a história do livro.

Cheia das teorias de fã, e claro, amante de uma boa leitura, fui instigada a iniciar esse livro assim que terminei de ver o primeiro vídeo – são um total de sete – e, acabei por gostar muito da leitura dele.

Se alguém tiver interesse ou curiosidade, estou deixando aqui os links para os vídeos dos teaser:

–  Demian  –

O livro Demian é um livro que tem como história central o crescimento de um jovem chamado Emil Sinclair, narrando toda trajetória de amadurecimento, demonstrando os questionamentos sobre a vida que este possui, bem como mostra um mundo de dualidades, entre a realidade e a fantasia.

E sim, apesar do título do livro ser Demian, em referência ao personagem Max Deminan, que de fato é um dos personagens principais da trama – com um papel de extrema importância -, aliás, o livro é na verdade narrado na visão do personagem Emil Sinclair. Sinclair é um rapaz de boa família, sendo essa retratada como religiosa, uma familia ideal aos costumes da época, sendo descrita no início do livro como sendo pura, retratada como a fonte de um mundo de luz, um mundo perfeito para Sinclair.

Porém, Sinclair tem consciência de que através dos portões de segurança de sua casa existe um outro mundo. E é indo e vindo desses dois mundos que Sinclair compõe a sua história. E é a partir daqui que somos apresentados ao conceito de dualidade, o qual é muito empregado no decorrer do livro – entre o certo e o errado, o mundano e o espiritual -, a realidade de dois mundos.

A primeira grande experiência de Sinclair com a dualidade dos mundos acontece quando este inventa uma mentira, e se vê então preso entre o sombrio do mundo mundano, longe da casa e conhecimento de seus pais, e o conforto quando dentro da segurança, do mundo ideal, advinda de sua família.

Mas Sinclair somente irá passar a questionar as dualidades da vida, de forma efetiva, após Max Demian entrar em sua vida.

Max Demian surge na história como um novo aluno da classe de Sinclair. Uma figura notável e intrigante. Desde o começo, este aparece cercado de mistérios, com uma aura diferente das dos outros alunos e pessoas que Sinclair até ali conhecera.

E é Demian quem irá enxergar em Sinclair mais do que ele próprio jamais enxergara em si mesmo, sendo o responsável em mostrar para este que o mundo vai muito além daquilo em que este vive e acredita e ainda, será a pessoa a abrir a mente de Sinclair para que este passe a ver que é capaz de pensar muito mais e muito além daquilo que pensa ser capaz, passando a expor à ele um novo mundo.

“Vejo que pensas mais do que podes exprimir. Mas vejo também que nunca viveste completamente aquilo que pensas, e isso não é bom. Somente as ideias que vivemos é que têm valor.”

Além de Demian, no decorrer da narrativa, Sinclair encontra diversas outras pessoas que passam a mostrá-lo as diferenças do mundo. Mas é Demian quem tem o papel principal de libertá-lo do mundo ideal, causado pela ideia de segurança que este possui dentro de sua casa.

Pistórius tem um importante papel de trazer Sinclair de volta à realidade do ser que ele é. Perdido nas influências mundanas dos comuns, perde-se na vida boêmia. Pistorius o leva a questionar novamente os pensamentos engessados e o mostra de novo o ‘mundo real’. Mostra a Sinclair a importância de se pensar por si mesmo, e ser a si mesmo.

“Não há porque te comparares com os demais, e se a natureza te criou para morcego, não deves aspirar a ser avestruz. Às vezes te consideras por demais esquisito e te reprovas por seguires caminhos diversos dos da maioria. Deixa-te disso. Contempla o fogo, as nuvens, e quando surgirem presságios e as vozes soarem em tua alma, abandona-te a elas sem perguntares se isso convém ou é do gosto do senhor teu pai ou do professor ou de algum bom deus qualquer.” (pág. 126)

Diversos outros personagens permeiam o caminho que Sinclair percorre em direção ao seu amadurecimento.

Entretanto, todos os caminhos levam Sinclair à Demian e a sua mãe, Eva, e à medida que as coisas ocorrem, passamos a questionar se essa família, tão diferente aos olhos da sociedade da época, rondada por rumores, não haveria sido colocada na vida de Sinclair como forma de levá-lo a conhecer o ‘mundo das sombras’, o outro mundo fora do ideal, para que este então pudesse finalmente de fato conhecer a si mesmo, evitando assim ser levado pelas massas, a se tornar mais um na multidão, ensinando-o ser capaz de pensar, ser crítico, ser ele unicamente ele.

Devo dizer que o livro diz muito mais do que narrar apenas a trajetória de Sinclair. Ele tenta mostrar para nós, leitores, que talvez a visão de mundo que possuímos não é exatamente a única que existe, nos fazendo questionar se vivemos de fato no mundo real.

Para mim, o livro trouxe a tona um medo muito comum, o futuro longe da proteção do mundo ideal, aquele que é trazido em nossas vidas na casa dos nossos pais. O fato de que uma hora teremos que conviver com a sociedade como um todo, a necessidade de socialização, a necessidade de viver.

As reflexões trazidas pelo livro me fizeram pensar em diversas coisas pelas quais passei na adolescência. Talvez tivesse sido muito melhor se eu tivesse lido esse livro anos atrás. Ou não, vai saber.

“— Falamos em demasia — disse ele com gravidade desacostumada.— As palavras engenhosas não têm qualquer valor, absolutamente nenhum. Só conseguem afastar-nos de nós mesmos. E afastar-se de si mesmo é um pecado. É preciso que se saiba encerrar-se em si mesmo, como a tartaruga. “

A versão do livro que eu li foi um e-book que baixei na internet – não aguentei esperar ele chegar quando comprei, pois o comprei pela Saraiva ele estava em falta, só tem previsão de chegar pra mim no final desse mês ( unboxing à vista xD ) –  no site da biblioteca digital da PUC Campinas, de tradução de Ivo Barroso. Devo dizer que, como comecei a ler o livro após ter acesso a alguns trechos do livro nos clipes musicais do grupo de k-pop que sou fã, ao ler o livro em português nessa versão, senti um pouco de dificuldade em alguns momentos, pois a linguagem escolhida nessa versão é muito rebuscada. Assim, depois que terminei o livro, li alguns trechos do livro em inglês na internet e achei a leitura bem mais confortável.

A versão que eu comprei está para chegar. Como comprei ela junto com um outro livro que estava na pré-venda, tive que esperar o lançamento, mas de acordo com o rastreamento, ele já se encontra à caminho!

P.S.: Devo confessar que essa resenha era a que estava trancando a maioria dos meus textos. Abri e fechei o arquivo de Word inúmeras vezes na tentativa de terminá-la. Demian foi um livro que entrou na minha vida por um motivo, que pode parecer bobo à vista de alguns, mas que trouxe muito mais do que eu esperava durante a leitura. Mas finalmente terminei de escrever sobre ele. Não que isso vá facilitar para que eu termine as outras resenhas que estão todas acumuladas lol.

#Livro 26/2016 – Todas as Histórias do Analista de Bagé by Luis Fernando Verissimo

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Título: Todas as Histórias do Analista de Bagé

 Autor: Luis Fernando Verissimo

Editora: Objetiva

Páginas: 76

 

O Analista de Bagé um dos personagens mais marcantes de Luis Fernando Verissimo, e está de volta numa reedição atualizada com histórias deliciosas deste clássico do humor brasileiro. Com seu humor cáustico, o analista trata os males da alma como quem amansa cavalo xucro, conquistando seus leitores no laço. Impossível resistir ao seu charme. “Se abanque, índio velho. A sessão está apenas começando”, avisa o amoroso e alucinado psicanalista. (retirado do skoob)

De volta com mais uma resenha, devo confessar que não estou resenhando os livros na ordem em que li eles, pois estou tendo dificuldades em terminar a resenha de alguns deles. Por isso hoje trago a resenha desse livro que, infelizmente não está nem perto da minha lista de boas leituras do ano.

‘Todas as Histórias do Analista de Bagé’ reune diversos textos que contam os causos que passam pelo divã do Analista de Bagé. Atendendo um paciente, vários, problemas de estima, de amor, problemas da vida, problemas complexos, delírios, honra.

Este, ainda apresenta uma entrevista do Analista (que é um personagem que não possui um nome, sendo o Analista), com ele mesmo, em que este se declara como freudiano, apesar de afirmar seu respeito pelos outros grandes nomes da Psicanálise.

O diferencial é que, apesar de se caracterizar como sendo freudiano, este analista se utiliza de todo o seu conhecimento, ironia e cortadas diretas para resolver os problemas de seus pacientes, com métodos nada ortodoxos. Seus pacientes apresentam quadros complicados e são todos selecionados por tal motivo. Este, com fortes referências ao estilo de ser de um gaúcho, sempre acompanhado com seu chimarrão, busca resolver os clichês da vida das pessoas que se deitam em um divã. Outro detalhe do personagem, é a presença da atitude estereotipada do homem machão, tipicamente grosseiro, que, juntamente ao personagem ser um analista, trazem um personagem nada convencional.

Sua forma de terapia mais famosa é a Terapia do Joelhaço, que é destinada apenas aos pacientes homens, que se trata de um golpe na barriga dos pacientes com depressão, antes que esse seja conduzido ao divã. Dessa forma, ao se deitar no divã, o paciente é analisado, e, então, ao fim, o Analista questiona se os problemas enfrentados pelo paciente geram sensação pior, ou mais dolorosa, do que a joelhada por ele dada.

Politicamente incorreto, o livro trata de assuntos polêmicos, em uma tentativa de humor, que infelizmente não me conquistou.

Não sei como é para vocês, mas ter que terminar uma leitura de maneira forçada é um grande turn-off pra mim. Mas eu tenho um pequeno problema com leituras que ficam pela metade. Eu consigo abandonar um livro – é raro, mas já aconteceram algumas vezes – mas não consigo largar no meio de um capítulo – e ás vezes eu estou lendo e tenho o tempo limitado, mas não consigo parar o capítulo no meio, preciso terminá-lo para poder fechar o livro de forma confortável (manias de leitor, quem não tem as suas?).

O humor escrachado de Veríssimo, pelo menos o que tange as histórias contidas em Todas as Histórias do Analista, não funcionaram para mim. Não tenho nada contra o politicamente incorreto – mentira, tenho um pouco, mas mais quando ele ultrapassa a linha do aceitável na questão do respeito e direitos das pessoas – e nem foi isso que tanto me incomodou nesse livro. O que me incomodou é que, em algumas das histórias, parecia que eu estava lendo um roteiro de algum quadro de um programa humorístico da tv brasileira como o Zorra Total ou A Praça é Nossa, programas de humor que eu realmente não aprecio muito.

Eu sempre tive muita curiosidade em ler Veríssimo por este ser muito elogiado por seus livros que trazem aspectos de comédia, mas aparentemente escolhi o livro errado como introdução. Não gostar do livro foi pouco. Me vi algumas vezes forçada a terminar de ler um trecho ou outro, mantendo o pensamento de “você já começou a ler esse causo, agora termina”.

P.S.: Bem, finalmente de volta com uma resenha! Tenho algumas outras para terminar. Ando lendo alguns livros também. O ano – já – está se aproximando do final, e eu preciso organizar minhas leituras. Estou um pouco longe do meu objetivo anual – de novo -.

#Livro 25/2016 – Cidade dos Ossos (Os Instrumentos Mortais # 1) by Cassandra Clare

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Título: Cidade dos Ossos

(Os Instrumentos Mortais # 1

 Autor: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

Páginas: 476

Um mundo oculto está prestes a ser revelado… Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato – muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer… Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. (retirado do skoob).

Primeiramente devo dizer que por muito tempo tive vontade de ler esse livro e ainda, por muito tempo relutei em fazê-lo. Primeiro porque se trata de uma série extensa e eu já acompanhava Legados de Lorien na época, então começar outra série extensa seria demais pra mim. Mas com Legados acabando – o último livro em português sai agora em novembro – me deparei com esse livro enquanto trocava um vale-livro que eu tinha e acabei pegando ele.

Cidade dos Ossos é o primeiro livro da série Instrumentos Mortais, e conta a história de Clary, uma menina de quinze anos que tem sua vida virada de pernas pro ar, depois de uma visita à boate Pandemônio. Lá, ela presencia uma cena que em tese, não teria como ver, adentrando em um mundo totalmente diferente do que estava até então acostumada. Nesse mundo existe um mal diferente do que os humanos estão acostumados. Lobisomens, vampiros, feiticeiros, demônios. Além disso, Clary conhece nesse mundo, Jace, Alec e Isabelle, que descobre serem caçadores das sombras.

 Para completar, Clary descobre que sua mãe não é quem ela imaginou que seria, e muito menos seu pai, o qual acreditava estar morto à muito tempo. E diante dessa descoberta, se vê dentro de uma trama em que forças do mal querem um objeto que somente ela sabe onde se encontra.

Para começar, preciso dizer que as capas dos livros dessa série são muito bonitas, com um efeito de brilho, não sei explicar. Eu, como uma pessoa que julga o livro sim pela capa – é mais forte que eu – adorei, claro.

Além disso, a autora tem uma forma de narrativa muito dinâmica e leve, e apesar de se ter muita informação sendo jogada para o leitor no decorrer da leitura, ela não fica cansativa. Os fatos são de fácil entendimento, inclusive, o que torna ele um livro de leitura rápida, apesar de possuir um número considerável de páginas.

A existência de um mundo paralelo composto por magia é algo que sempre me atrai em um livro, e a forma como as coisas são colocadas é de fato muito interessante. A forma como os caçadores utilizam sua magia, ou ainda, a existência do clássico lobisomens x vampiros, ou ainda, de um mago muito doido.

Uma coisa que me incomodou apenas, tem mais a ver com a estrutura do livro do que a história, e ainda, uma reclamação que concerne mais a Editora Galera Record. A edição do livro que eu comprei apresentava diversos problemas de impressão, em que as letras pareciam borradas. E mais, em alguns momentos, os travessões ou traços apareciam tortos, grafados de forma errada, ou ainda, apagados. A impressão em si era toda uma porcaria, o que de fato me desanimou um pouco na hora que eu abri o livro, foi uma decepção, considerando ainda que o livro não é necessariamente barato.

Infelizmente para mim, tenho como resolução pra esse fim de ano não comprar mais livros enquanto não terminar de ler os que já tenho em casa. E que não são poucos, devo confessar. Então, para ler o resto da série, vou ter que esperar um pouco. Mas estou bem tranquila quanto a isso, porque apesar de ter gostado do livro, a série não me trouxe aquele sentimento de ‘meu deus, preciso ler tudo logo’.

– Nas Telonas –

Os Instrumentos Mortais – Cidade Dos Ossos foi lançado em 23 de agosto de 2013, um filme baseado no livro da série da autora Cassandra Clare, tendo direção de Harald Zwart e distribuído pela Paris Filmes.

Devo confessar que nunca havia ouvido falar dessa adaptação para cinema desse livro, até começar a ler esse livro alguns meses atrás. Pelas críticas que eu li, o filme não foi muito bem recebido, principalmente pelas pessoas que leram os livros da série.

Pelo que pesquisei inclusive, o filme não gerou grandes somas no cinema, motivo pelo qual não será dada continuidade da série nos cinemas.

Pra quem tem curiosidade, o trailer do filme pode ser visto aqui:

Eu não vi o filme, e sinceramente, as críticas não me animaram muito não.

Netflix e a Série Shadowhunters –

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A Netflix então, devido ao desinteresse na continuidade da franquia nas telonas, comprou os direitos para transmissão de uma nova série chamada Shadowhunters – de tradução livre ‘Caçadores de Sombras’ – baseada na saga literária Instrumentos Mortais, que estreou em 12 de janeiro de 2016.

Pelo que li, porque também não conhecia a série e não assisti, a série traz em seu roteiro um pouco da junção dos fatos ocorridos nos livros, não sendo baseado somente no primeiro, não sendo exatamente fiel aos fatos trazidos pelos livros.

A primeira temporada já terminou, sendo que aparentemente a segunda temporada está com previsão de estreia para janeiro de 2017.

#Livro 24 – Os Contos de Beedle, O Bardo by J.K. Rowling

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Título: Os Contos de Beedle, O Bardo

 Autor: J.K. Rowling

Editora: Rocco

Páginas: 108

 

Os contos foram traduzidos das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela. São cinco histórias de fadas diferentes entre si. Histórias populares para jovens bruxos e bruxas, contadas há gerações aos filhos à hora de dormir. Pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV e possuía uma longa barba; mas suas histórias foram passadas de geração em geração e têm ajudado muitos pais bruxos. Não muito diferente dos contos escritos para pequenos trouxas.

Enquanto nos livros dos trouxas ela está ligada ao comportamento errado, aqui ela está associada aos heróis e às heroínas que são capazes de realizar mágicas para ajudar os outros. Só que ao mesmo tempo bruxos e bruxas descobrem que esta mesma magia pode lhes causar dificuldades e nem sempre é a solução para todos os problemas. Assim como em alguns contos de fadas, as histórias de Beedle podem assustar criancinhas, mas, por outro lado, as inspiram a serem honestas e a usarem seus poderes para o bem, algo que Dumbledore ressalta a todo momento em suas anotações.

A primeira das histórias, “O bruxo e o caldeirão saltitante”, tem como protagonista o filho de um bruxo muito bom que, após a morte do pai, decide não ajudar os outros como o pai o fazia; “A fonte da sorte” mostra a busca de três bruxas e um cavaleiro por uma fonte, cuja água concede boa sorte a todos aqueles que nela se banharem; em seguida, a mais assustadora das narrativas, “O coração peludo do mago”, sobre um velho bruxo incapaz de amar e uma donzela que em muito lembra as donzelas dos contos de fadas trouxas; antes da já conhecida “O conto dos três irmãos”, Rowling apresenta as aventuras da esperta “Babbity, a coelha, e seu toco gargalhante”.

Os contos de Beedle, o Bardo comprovam mais uma vez o talento de J. K. Rowling para transportar o leitor para o seu universo mágico e único. Pegue sua vassoura, alguns galeões e vá buscar o seu! (retirado do skoob)

Os Contos de Beedle, O Bardo é um livro que pertence ao mundo do Harry Potter, que é citado ao longo da série como sendo o livro de histórias infantis que os pais contam aos seus filhos.

Ao ler o livro e pensar nas situações em que ele é empregado dentro do contexto do mundo mágico de Harry Potter, fiz a comparação de que este seria como as Fábulas de Esopo para nós simples mundanos.

O livro é na verdade um compilado de divesos contos, que assim como as fábulas, tem como objetivo passar uma lição de moral ao seu final.

A ideia de J.K.Rowling é genial. É a situação de um livro dentro de um livro. Em seu sétimo livro da série, J.K.Rowling descreve que a herança deixada por Dumbledore deixou para Hermione Granger era nada mais, nada menos, Os Contos de Beedle, o Bardo.

Os Contos então, é publicado como sendo um livro de tradução de Hermione Granger, com diversos comentários no seu interior, feitos por Albus Dumbledore.

De todos os contos do livro, o meu favorito, e provavelmente  mais conhecido, uma vez que a animação dele fez parte filme da série Harry Potter e as Relíquias da Morte, é “O Conto dos Três Irmãos”.

Esse conto versa sobre a história de três irmãos que estavam em uma viagem, quando se depararam com a morte, que estava irritada com o fato de que os irmãos, dotados de magia, haviam escapado de sua armadilha.

Diante disso, a morte então finge cumprimentar os irmãos por seus feitos e diz a eles que irá premiá-los por terem sobrevivido, com algo que eles quisessem.

O irmão mais velho, pediu a varinha mais poderosa que existisse, digna de um bruxo que derrotou a morte. A Varinha das Varinhas.

O irmão do meio, arrogante, pediu o poder de restituir a vida aos que a morte levara, como forma de demonstrar sua superioridade e humilhá-la.

E o irmão mais novo, pediu algo que lhe permitisse se esconrder da morte, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem por ela ser seguido, recebendo então a Capa da Invisibilidade.

O resto é história.

Parece familiar? Sim, ela além de ter a animação no filme da série Harry Potter, é quem dá origem ao título do sétimo livro, em que na saga, a fábula se transforma em um acontecimento real. As Relíquias da Morte.

O livro é curtinho, os contos também. Em alguns momentos, os comentários de Dumbledore podem ser um pouco cansativos, principalmente para aqueles que já são familiarizados com os termos, expressões e definições bruxos. Até porque, a explicação deste vem como uma forma de trazer luz aos ‘trouxas’ que estão lendo o livro.

É um livro que mantém mais uma tradição do mundo mágico de Harry Potter! Super recomendando, não somente para os fãs da série, mas para os demais leitores.

#Livro 23/2016 – Cartas a um Jovem Poeta by Rainer Maria Rilker

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Título: Cartas a um Jovem Poeta

 Autor: Rainer Maria Rilker

Editora: L&PM

Páginas: 96

 

Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke (1875-1926) recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor. Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa.. (retirado do skoob).

Esse livro entrou na minha vida por acaso. A verdade é que ele jamais me chamaria a atenção em uma estante da livraria ou em um site de compra de livros. Estava eu consultando uma lista de recomendações de livros e me deparei com esse título, e após alguma relutância, foi o livro da referida lista que escolhi para ler. Primeiro, confesso que o principal motivo foi o fato de que desta lista – em que nenhum livro me chamou de fato a atenção – , esse era o mais curto.

Vou começar falando um pouco desse autor que eu não conhecia. Rainer Maria Rilke, nascido em Praga, na Boémia, atual República Checa, nasceu René, tendo mudado o nome posteriormente para Rainer.

Este possui uma obra original, marcada pelo tratamento da forma e pelas imagens inesperadas, sendo um poeta influenciado pelo Expressionismo, tendo grande influência em muitos autores que vieram depois dele.

Poeta, Rilke tem entre suas obras em prosa, o destaque para as cartas, em que mesmo se tratando de uma forma de comunicação entre ele e diversas pessoas, transformou tal conversa em reflexões.

“Cartas a um Jovem Poeta” é um livro que reúne um total de dez cartas que este escreveu em resposta a um jovem admirador, sendo este um aspirante a escritor, denominado “Senhor Klaus” no decorrer do livro, Franz Xaver Kappus, sendo em verdade esse o responsável por sua publicação em 1929, alguns anos após a morte de Rilker.

Não há no livro a apresentação da carta que deu início ao diálogo, sendo que o que temos é um monólogo, em que apenas as respostas de Rilke são apresentadas. E, apesar disso, não se precisa de mais para que se entenda o que Rilke quer passar em suas cartas ao aspirante escritor, não somente em reflexões que concernem a futura profissão de Klaus, mas como também para a vida pessoal, a vida íntima e conflitos internos. Seus conselhos vão muito além de qualquer problema pessoal.

“O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração. Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas.” (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 43)

O autor fala de diversos temas, através de metáforas, em que expressa sua opinião sobre a vida e a morte, sobre o amor, e a necessidade de se aprender a amar. Fala ainda sobre a solidão, e sua suma importância, bem como afrontá-la. O autor ainda descreve a necessidade de se ter paciência, não apenas em referência ao fato de ser escritor, mas também em relação a todas as relações da vida.

É bom ser solitário, pois a solidão é difícil; o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la. Amar também é bom: pois o amor é difícil. Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas uma preparação. Por isso as pessoas jovens, iniciantes em tudo, ainda não podem amar: precisam aprender o amor. Com todo o seu ser, com todas as forças reunidas em seu coração solitário, receoso e acelerado, os jovens precisam aprender a amar. (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 65)

E, apesar do foco do autor é falar sobre fatos da vida, aconselha ainda o “Jovem Poeta” quanto à escrita, e seu desenvolvimento como escritor, noticiando que este não deve apenas escrever sobre o amor, não importa sua forma, mas escrever sobre fatos do dia-a-dia, por mais simples que sejam. Recomenda ainda que este não se atente as críticas literárias, não pensando demais, não ficar atento aos conselhos em excesso dos mais velhos, e ainda, prudência com a escolha de suas palavras.

Por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se está triste: porque o instante aparentemente parado, sem nenhum acontecimento, no qual o nosso futuro entra em nós, está bem mais próximo da vida do que aquele outro ponto, ruidoso e acidental, em que ele acontece como que vindo de fora. Quanto mais tranquilos, pacientes e receptivos formos quando estamos tristes, tanto mais profundo e mais firme o modo como o novo entra em nós, tanto mais fazemos por merecê-lo, tanto mais ele se torna o nosso destino. (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 75)

Eu de fato não esperava muita coisa do livro quando peguei para ler, mas ao longo da leitura, fui passando a adora as metáforas apresentadas pelo autor, de forma leve, trazendo diversos momentos de reflexão.

Não faz muito parte do meu estilo de leitura favorito, mas devo dizer que tenho ganhado certo gosto por esse tipo de leitura. Em breve devo falar de outro livro que me fez pensar muito na vida através de suas referências, assim como “Cartas a um Jovem Poeta” fez.

A leitura é leve, não há, apesar de todas as metáforas, uma linguagem muito difícil, sendo simples de ler, a leitura flui, além de ser um livro bem curtinho. Super recomendo a leitura dele.

 

#Livro 21/2016 – Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada by J.K. Rowling

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Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada

 Autor: J.K. Rowling

Ilustrações por Jim Kay

Editora: Rocco

Páginas: 256

Primeiro dos sete livros da série que se tornou o maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Harry Potter e a Pedra Filosofal chega às livrarias brasileiras em 1º de junho em edição ilustrada.

Perfeita para a legião de fãs da série de J.K. Rowling e para as novas gerações que estão descobrindo a leitura, a nova edição é ilustrada por Jim Kay, ganhador da Kate Greenaway Medal, que fez um trabalho minucioso ao recriar o universo de Harry Potter em imagens e cores. Com projeto gráfico sofisticado, o livro, que traz o texto integral de J.K. Rowling, chega às lojas com capa dura, sobrecapa, miolo em papel couché e protegido por uma luva ilustrada. (retirado do skoob)

Como muitos que acompanham o blog já sabem, Harry Potter é minha vida. Sou apaixonada declarada pela série e como não podia deixar de ser, ao saírem notícias de que lançariam uma edição ilustrada dos livros, decidi que precisava tê-los, pelo menos um deles. E foi assim que me dei de presente de aniversário o Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada.

A história é a mesma, e apesar de eu ter lido ele todo – sim, a história toda – vou me abster de comentá-la, para dar enfoque no principal diferencial desse livro, as ilustrações. E então decidi fazer um post mais focado nas imagens, e aí vou comentar um pouquinho das impressões que tive do livro.

Vamos lá.

Pra começar, o livro é em capa dura, uma das novas modas atualmente nos livros lançados pelas editoras, sendo que ao se retirar a capa, que aliás, é uma ilustração linda do Expresso de Hogwarts, temos o livro em capa dura vermelho, com o título apenas, talhado no lombo.

Todos os capítulos tem uma ilustração em seus títulos, muito legais também.

Aqui um dos exemplos:

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Nem todas as páginas tem ilustrações e existem ilustrações de uma página – ou duas – inteiras, como essa que é uma das minhas favoritas, o unicórnio na floresta proibida.

 

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Pensa num desenho bonito sendo visto ao vivo no livro? Pois é, pena que minha câmera e minhas habilidades – nulas – de fotografia não tenham conseguido captar toda a essência desse desenho T-T

Tem ainda essa ilustração do Salão Principal que eu adorei:

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Mas as páginas que não tem ilustrações tem às vezes tem esses pingos de tinta, que ilustram o fato de ser uma edição ilustrada, outras tem rabiscos que ilustram paredes, ou até mesmo paredes sujas, como no caso do capítulo do Caldeirão Furado, dando a entender que o local é sombrio e sujinho como retratado no filme.

Em questão de estrutura, todo o texto é exposto dessa forma, em duas colunas:

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Nem todos os personagens são retratados, mas é interessante observar que os que foram, em sua maioria, foi baseada nos atores dos filmes, temos aqui  Rony, Dumbledore e Hermione (não sei porque a foto do Dumbledore entra de cabeça pra baixo quando eu posto ela, pois ela está normal no meu computador u.u):

E, preciso dizer que minha ilustração favorita é sem dúvidas, a dos fantasmas adentrando no salão principal. As imagens não estão lá essas coisas porque meu celular é péssimo para tirar fotos – e eu também xD – então talvez não tenha captado em 100% a beleza dessas imagens, mas sério gente, são lindas!

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Temos por fim, que na verdade vem no começo do livro, o sumário todo bonitinho com as chaves aladas!

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Minhas impressões do livro não poderiam ser melhores. O livro em si é maravilhoso, e as ilustrações trouxeram um toque de magia muito legal pra ele. Ele é grande e pesado, então é algo mesmo para se ter na estante ou em exposição, não dá pra ficar carregando na bolsa pra ler quando dá aquele tempinho extra.

Uma coisa negativa que eu observei foi o fato de que o autor dos desenhos parece ter se ‘cansado’ ao longo das ilustrações. Digo isso porque início do livro é cheio delas, mas para o fim elas vão diminuindo, ficando raras.

É isso gente, o livro é lindo, e para quem é fã, é muito fascinante reler ele dessa maneira. É o tipo de livro que é mais para quem de fato gosta da série e quer tê-lo na estante. Eu recomendo sim, sem dúvidas. Não que ler ele em sua forma original não seja legal, pelo contrário, é tão ou até mais mágico aliás, porque é onde você vai imaginar seu próprio mundo mágico de Harry Potter. Fica a critério e do estilo de cada leitor.

#Livro 20/2016 – O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares by Ransom Riggs

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Título: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #1

 Autor: Ransom Riggs

Editora: Leya

Páginas: 336

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias. (retirado do skoob)

Como começar a falar sobre esse livro? Esse foi o típico caso de “julgar o livro pela capa”. Vi ele na lista de livros de uma promoção e achei muito interessante toda a parte gráfica dele e aliado a sinopse, pareceu muito interessante.

O livro conta a história de Jacob, um menino de uma família bem de vida, que tem como avô uma pessoa super excêntrica que conta histórias de guerra, e principalmente, histórias sobre o lugar onde viveu quando criança, um local para crianças peculiares, sempre mostrando para Jacob fotos estranhas de grandes feitos.

Um dia, Jacob presencia uma tragédia familiar e acaba testemunhando algo bizarro. Com isso, parte em uma aventura muito peculiar junto de seu pai, que não sabe nem metade das histórias e motivos que o levaram a ir atrás de um orfanato em uma ilha distante.

Chegando na ilha, Jacob se descobre em um mundo completamente diferente daquele em que estava acotumado a viver, finalmente encontrando o orfanato em que seu avô vivera, conhecendo então diversas pessoas peculiares, momento em que sua aventura de fato se inicia.

Devo dizer que, com toda a publicidade em cima do livro, as fotos, a capa, os comentários, eu esperava um pouco mais do livro. A ideia da história é interessante, que lembra um pouco – bastante – X-Man, e tinha muito potencial. Porém, não sei se pelo fato de ser uma série, dividida em três livros, o autor optou por ter o primeiro livro como uma introdução a série, o que tornou o livro um pouco monótono.

Acho que as fotos que o livro traz, o mistério, tudo isso me deixou com muitas expectativas do que iria acontecer, e infelizmente muita coisa não aconteceu. Mas, o livro não é nem de longe ruim. Muito pelo contrário, ele dá a introdução a uma série que tem tudo pra ser muito boa. Eu só esperava um pouco mais dele eu acho, um pouco mais de descrição e definição dos pesonagens, suas histórias, uma exploração maior do tema “peculiares” e mais ação.

Além disso, o autor termina o livro com o clássico gancho, que nos deixa esperando pela leitura do próximo livro. Então é esperar pra ver se haverá de fato um desenvolvimento maior da história ao longo dos próximos livros da série.

– Nas Telonas –

O primeiro livro da série vai ganhar as telonas, em um filme de Tim Burton, com estreia prevista para janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros.

Confira o trailer:

– Orfanato ou Lar –

Uma das grandes questões que surgiu quanto a essa série, está em seu nome.

O primeiro livro, lançado pela Editora Leya no Brasil, traz como nome título do livro e da série “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Posteriormente, a Editora Intrínseca obteve os direitos de publicação da continuação da série no Brasil e lançou os livros Cidade dos Etereos e Biblioteca das Almas, sob a série “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Aqui nesse artigo a editora explica o motivo da mudança e o porque terem decidido pela palavra “Lar”. Leia AQUI o artigo da Ed. Intrínseca.

Aliás, a Editora Intrínseca anunciou ainda que adquiriu os direitos para publicar o primeiro livro da série sob seu selo, que seguirá o mesmo padrão dos outros dois, sendo “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, com capa dura – a nova moda entre algumas editoras – .

No meu post eu deixei como Orfanato, uma vez que o livro que eu comprei e li ainda é a versão publicada pela Editora Leya.

Aliás, não sei vocês mas eu tenho um leve toc, e ter a série na minha estante com formatos diferentes – por terem sido publicadas por editoras diferentes – me incomoda um pouquinho, mas fazer o que né.