[Resenha] #Livro 11/2018 –  A Febre by Megan Abbott

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Título: A Febre

Autor: Megan Abbott

Editora: Intrínseca

Páginas: 272

Na Escola Secundária de Dryden, Deenie, Lise e Gabby formam um trio inseparável. Filha do professor de química e irmã de um popular jogador de hóquei da escola, Deenie irradia a vulnerabilidade de uma típica adolescente de 16 anos. Quando Lise sofre uma inexplicável e violenta convulsão no meio de uma aula, ninguém sabe como reagir.

Os boatos começam a se espalhar na mesma velocidade que outras meninas passam a ter desmaios, convulsões e tiques nervosos, deixando os médicos intrigados e os pais apavorados. Os ataques seriam efeito colateral de uma vacina contra HPV?

Envoltos em teorias e especulações, o pânico rapidamente se alastra pela escola e pela cidade, ameaçando a frágil sensação de segurança daquelas pessoas, que não conseguem compreender a causa da doença terrível e misteriosa.

– A trama do livro foi inspirada num acontecimento real, ocorrido no estado de Nova York, em 2012.

– Eleito Livro do Ano pelo Strand Critics Award e apontado entre os finalistas do prestigioso Folio Prize e os melhores do ano da Amazon.

– A produtora da atriz Sarah Jessica Parker vai lançar uma série no canal MTV baseada no livro e produzida por Karen Rosenfelt, de A Menina Que Roubava Livros, O Diabo Veste Prada e Crepúsculo. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “A Febre” da autora Megan Abbott, um livro que eu achei por acaso em um estande de promoção de uma livraria da minha cidade, e que acabei comprando por impulso. A sinopse e o preço eram bastante atrativos.

“A Febre” narra a história de uma cidade que enfrenta um fato estranho. Suas meninas estão sob ameaça e ninguém parece saber dizer o motivo. Tudo começa quando Lisa Daniels começa  a passar mal durante uma aula, tendo uma convulsão. Sendo levada ao hospital, a situação da menina só piora e os médicos não sabem dizer ao certo o que é, e todos passam a tratar o assunto com muito sigilo.

Boatos então começam a se espalhar incitando que a condição de Lisa se daria devido à vacina de HPV ao qual todas as meninas da escola foram submetidas. Assim sendo, Lisa não seria a primeira nem a última menina a ser acometida por tal mal súbito.

Mas, seria mesmo a vacina o maior problema de todos? Deenie, uma grande amiga de Lisa parece não concordar. Aparentemente a pequena cidade e seus habitantes tem muitos segredos os quais podem indicar que a vacina é o menor de seus problemas.

O livro é narrado em terceira pessoa e tenta nos levar pelo caminho da investigação desse mal que assombra as meninas da cidade. Além disso, temos um pouco da vida de seus personagens, em que descobrimos que nem todos são aquilo que aparentam ser, em uma cidade pequena em que tudo que se faz, vira conhecimento público e ainda, em que rumores se iniciam em um estalar de dedos e a fama de uma pessoa realmente importa.

Após ler a sinopse e os primeiros capítulos do livro, eu estava bastante empolgada. O mistério que o livro trazia parecia realmente empolgante. Qual seria o real problema daquela cidade? Por que tantas pessoas tem segredos? A forma como os capítulos foram narrados me deixavam curiosa quanto ao que seria revelado em seguida.

Até que em  algum momento, a narrativa se perdeu. A autora apresentou diversos fatos para tentar manter o ar de mistério e investigação do livro, mas não soube controlar seu ‘plot’. E então, coisas aleatórias passaram a pipocar no enredo, tudo para tentar manter o mistério interessante. E então, do nada, tudo se resolveu. E o ‘plot twist’ usado pela autora, em uma tentativa de lançar um livro emocionante e imprevisível foi … ruim. Pelo menos na minha opnião, não funcionou. A autora não explora de fato nenhuma de suas idéias e de repente, nos mostra a solução e explicação para tudo.

Os capítulos finais do livro se arrastaram de maneira sem igual. A narrativa se enrolava e se repetia mas nada revelava e o livro ficou cansativo. Tive que me forçar a ler as páginas finais para não deixar a leitura sem conclusão.

Posso dizer que “A Febre” até então foi uma das maiores decepções em leituras desse meu ano de 2018. Eu, particularmente, não recomendo muito a leitura dele. Principalmente para pessoas que estão acostumadas a ler livros do gênero e já tem uma visão formada sobre o estilo. Sério, esse livro não é para você.

É difícil eu ser categórica ao dizer que não recomendo um livro, mas dessa vez não teve jeito, a decepção foi demais.

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[Resenha] #Livro 29/2017 –  Garota Exemplar by Gillian Flynn

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Título: Garota Exemplar

Autor: Gillian Flynn

Editora: Intrínseca

Páginas: 448

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele? (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

De volta com mais uma resenha, trago hoje o livro “Garota Exemplar” da autora Gillian Flynn.

O livro trata-se de um thriller psicológico dos mais loucos. Definido por muitos que o leram como uma montanha-russa de emoções, não consigo encontrar outra expressão que melhor o defina.

Em suma, a narrativa do livro gira em torno do desaparecimento de Amy Elliott Dunne, que se deu no dia de seu aniversário de cinco anos de casamento. Ao chegar em casa, seu marido Nick Dunne encontrou o local revirado e com sinais de violência. Sem provas concretas sobre quem poderia ter sido responsável pelo desaparecimento de Amy, a perícia mostra que o local do crime aparentemente não é apenas um local de sequestro forçado, mas sim de um homcídio, e todas as suspeitas apontam para Nick como o responsável.

Os capítulos do livro são intercalados entre a visão de Amy e a de Nick, sendo que esses ainda são divididos em diferentes partes, situando a história em diversos espaços de tempo. Primeiramente, temos a visão de Nick, que mostra situação a partir do sumiço de Amy, em que acompanhamos a agonia do marido de Amy, a ação da polícia e a comoção da cidade.

Temos ainda a visão do diário de Amy, deixado para trás com seu desaparecimento, que relatam um casamento conturbado, e que prevalece por diversas vezes, ao dar dicas do que estaria por trás de seu sumiço. Mais importante ainda, é que tudo que Nick conta sobre sua esposa e seu casamento parece não fazer sentido ao se ler o que está escrito no diário.

E ainda, temos a parte final em que presenciamos através de capítulos alternados as visões de Amy e Nick no tempo presente.

Devo dizer que a parte incial, apesar de importante para situar o leitor na história, e ser de suma importância para o desenvolvimento da narrativa, é muito devagar. Confesso que levei semanas para conseguir alcançar a leitura das 100 primeiras páginas do livro. Começava e largava a leitura a todo momento. Foi bem difícil de verdade de seguir em frente.

Com o desenvolvimento da narrativa, o fator suspense começa a pesar e o livro fica bem interessante. Por se tratar de um livro que lida com diversas ‘teorias de conspiração’, ele acaba te prendendo à leitura dele.

Entretanto, eu consegui ‘descobrir’ qual era o grande mistério do livro muito cedo, e enquanto seguia a leitura ficava imaginando se seria isso mesmo ou se haveria algum plot twits. Infelizmente não teve. Posso dizer que o livro pode ser de fato bastante surpreendente para pessoas que não costumam ler esse tipo de gênero literário, mas para uma pessoa como eu que têm romance policial, suspense e livros de investigação, como favoritos, não havia nada de realmente novo e espetacular.

Não posso deixar de  apontar,  um ponto extremamente positivo desse livro, que é a forma como a autora montou seus personagens. Eles eram sólidos e bem estruturados de tal forma que trouxeram uma grande presença para a narrativa do livro.

Além disso, outro ponto positivo é o fato de a autora ter conseguido explorar todos os detalhes por ela colocados no início do livro até seu final, sem deixar pontas soltas. Algumas das ideias por ela colocadas pareceram para mim um pouco fora demais da realidade e/ou exageradas, porém, em momento algum deixaram de ser desenvolvidas ou ter uma finalização, o que é um ponto muito positivo para livros desse estilo que possuem diversos mistérios e claro, muitos ‘plot twists’.

Para quem já é muito fã do estilo de leitura, talvez tenha a mesma sensação que eu de que o livro não é exatamente tão espantoso, mas com certeza é uma leitura válida. Se você persistir e passar das primeiras páginas, o livro fica realmente interessante do meio para perto do final. Infelizmente, com um início muito devagar e um final meio fantasioso, não posso dizer que esse livro vá entrar para alguma lista de favoritos meus.

– Nas Telonas –

Em 2014, foi lançado um filme baseado no livro Garota Exemplar, com direção de David Fincher em que a própria autora do livro, Gillian Flynn, assinou o roteiro. O filme tem em seu elenco famosos nomes como Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris, Carrie Coon, Tyler Perry e Kim Dickens.

Segue o trailer para aqueles que se interessaram:

Eu particularmente não vi o filme e confesso que após terminar de ler o livro não fiquei muito interessada em assisti-lo. Li diversas críticas do filme e vi que ele aparentemente segue bem o padrão do livro, uma vez que diversos comentários eram de que o suspense demorava para engrenar, com um início bem lento. Mas, muitas pessoas que leram o livro e viram o filme disseram que ele é bem fiel – uma vez que a autora é sua roteirista – e que é um daqueles casos em que o filme supera as expectativas dos leitores do livro.

[Resenha Literária] Toda luz que não podemos ver

Oi gente!!

To sumida? To sim, e sinto muito por isso. Estou viajando e por incrível que pareça, o wi-fi do lugar onde estou é desligado tal hora do dia…e meu 3G acabou e tive que contratar mais…pois é.

Toda Luz que Não Podemos Ver

Mas vamos ao que interessa. Hoje vim falar sobre um livro vencedor do prêmio Pulitzer de ficção. Olha, acho que é o primeiro livro premiado que leio. E valeu a pena? Com certeza!

“Toda luz que não podemos ver” é um livro que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. E aí você pensa…caramba, mais um sobre guerra? Deve ser igual aos outros! Aí que você se engana pequeno gafanhoto! Não julguemos assim! Esse livro é bem diferente!

Vamos conhecer Werner, garoto órfão alemão, inteligente, fascinado por rádios e cálculos, por conserta e tudo o mais….e Marie-Laure, garota que perdeu a visão ainda novinha e vive na França com seu pai, chaveiro de um Museu.

Werner vê-se envolvendo-se com os nazistas. Começa a estudar com eles, em busca de um futuro. E ele acaba por demonstrar um talento especial…por gostar de cálculos. Mas conforme mais se envolvia, mais lembrava de sua irmã e sobre ela dizer se tudo isso era mesmo era certo. E no começo ele achava que era.

Já Marie-Laure, com toda essa guerra, teve que se mudar de Paris com o pai para outra cidade, a fim de se abrigar com seu tio. Um tio que todos diziam estar louco após ter voltado de uma outra guerra.

Aqui teremos uma visão de uma guerra por esses dois jovens. Marie mostra-se uma garota ao mesmo tempo insegura e segura, confiante e determinada em desempenhar um papel a mais, e mostra ser um ponto de apoio para seu tio. Werner já se mostra sempre envolto a dúvidas sobre tudo o que está acontecendo a sua volta e sobre o que realmente está fazendo. É interessante ver essas mudanças e esses momentos de reflexão.

É certo fazer algo apenas porque todas as outras pessoas estão fazendo?”

O livro segue uma linha temporal que às vezes se altera. Às vezes você está no presente, e às vezes volta ao passado, mas nada que te deixa perdido, e sim deixa mais instigante. A narrativa também altera-se entre os personagens. Uma hora estamos com Werner, outra com Marie, e às vezes com algum outro personagem, o que acaba por gerar maiores expectativas sobre a história.

Os personagens mais secundários não deixam a desejar. Temos o amigo de Werner, Frank, um garoto considerado fraco por muitos, mas que demonstrava ver muito mais do que todos. Etiénne, o tio-avô de Marie, também tornou-se um personagem muito interessante, com muito a contar, e que história seria também um livro com o ponto de vista dele?

O começo do livro pode até ser meio lento, mas faça esse favor a si mesmo, e não desista da leitura. Esse livro é lindo, delicado, e nos faz sentir muito mais do que está ali exposto. Se vale a pena? Não preciso dizer que valeu muito a pena, não é? Não se assustem com o número de páginas, pois ao final você irá desejar mais.

Ta aí um livro que pensei que não iria gostar, mas me apaixonei! Leiam!!

Por hoje é isso! =]

[Resenha Literária] Tão mais bonita

Olá!!!

Hoje vim trazer uma resenha de um thriler psicológico…o que não é da minha zona de conforto, mas vamos variar!

Tão Mais Bonita

Esse livro vai nos trazer a história…a real, não tem apenas um protagonista, então vou tentar aqui. Temos a cidadezinha de Haeden, no interior do Estado de Nova York. Cidade pequena e pacata. Ninguém espera que uma pessoa seja assinada, mas é o que acontece com Wendy, garota que nasceu ali e que sempre foi bem vista. Com a intenção de descobrir a verdade, temos a jornalista Stacy Flynn.

Cruzando a história, temos o casal Clare e Gene. Ambos decidem largar a cidade grande e formar sua família em Haeden. Lá eles criam sua filha Alice, uma garota que se mostra inteligente, esperta, curiosa.

O começo da história me deixou um pouco cansada e até confusa em alguns pontos, pois muda de visão toda hora e avança e volta no tempo de uma forma que confunde mesmo. Só que assim que você avança, vai sacando como isso funciona no livro e aí tudo melhora e passa a fluir melhor.

Bom, vamos falar sobre o caso de Wendy…o suspense em volta dela não foi realmente um suspense, e nem acho que era a ideia da autora trazer isso como o ponto principal do livro. O interessante mesmo sobre o caso é ver como isso mexe com a gente. Porque é …não sei se é isso mesmo que encaixa aqui, mas é nojento.

E aí você vê como isso mexeu com Alice, a filha do casal Piper. Inicialmente você não acha que aquilo mexe com ela. Só que não mexe no sentido de tirar ela do sono. Enfim, sobre isso não posso falar muito.

Só que lendo, acho que faltou desenvolver um pouco mais sobre os pais de Alice. Tanto que no começo achei que o foco seriam eles. Queria que mostrasse um pouco mais sobre o final aqui.

Os personagens são bons, mas não me cativaram ou prenderam. Talvez Alice um pouco, mas meeeehhh…não dá pra dizer que nossa adorei tal personagem. Nenhum deles me passou muita coisa. Não sei se foi só comigo.

O final do livro…apesar de ter gostado do que aconteceu, achei que faltou mostrar um pouco mais dos outros personagens envolvidos…

Ah sim! Ficam umas coisas sem explicação…já que toda hora muda o ponto de vista, não sei se deixei passar algo, mas tem coisas que eu não sei como aconteceu, por exemplo, o caso de Wendy, pra mim, faltou uma melhor narração. Além disso, a autora talvez quisesse abordar um assunto polêmico sobre violência contra mulheres, mas foi bem superficial…

O livro no geral é bom, mas assim, creio que se alguém me pedisse recomendação, não seria esse que recomendaria para o gênero.

[Graphic Novel] Nimona

Oi genteen!!

Hoje vim trazer um Graphic Novel aqui para resenhar. Alguém ai leu Nimona??

Nimona

Livro:Nimona
Autor: Noelle Stevenson
Editora: Intrinseca
Paginas: 272

Vamos começar falando que o livro esta lindo! O desenho esta incrível! Adorei as expressões faciais e o estilo do traco aqui apresentado! Combinou muito com a historia. So posso dizer que Noelle fez um ótimo trabalho aqui!

Então…vamos falar um pouco da historia. Nimona e uma anti-heroína, daquelas que quer mandar ver mesmo! Resolve virar ajudante do vilão Lorde Ballister Coração Negro. Ela consegue, depois de muita insistência, convence-lo a contrata-la como sua auxiliar.

Resultado de imagem para nimonaEla mostra o que e capaz de fazer…ela e uma metamorfa! Tem habilidades de se transformar em animais e tudo mais. Quando conhece Lorde Ballister, ela acredita que sairá por ai, destruindo tudo…mas não e bem assim. O maior vilão de todos tem seu lado ético e uma missão…não quer apenas matar todos que vê pela frente.

Mas ne, Nimona ainda tenta empurrar seus planos para ele. E com isso temos muitas explosões e coisas saindo fora dos eixos! Ai que vemos o Lorde Ballister tendo que, alem de enfrentar o seu maior rival, que por sinal era um grande amigo seu, controlar sua mais nova comparsa, que apenas quer destruir todo o reino!

O legal dessa historia e que nem tudo e o que parece ser. Lorde Ballister talvez não seja Resultado de imagem para nimonatao vilão assim, como deu para vocês perceberem, e não e spoiller, isso todos notam logo de cara. Assim como Nimona não e apenas uma simples garota metamorfa…a gente vai conhecer mais sobre ela!

As aventuras que os dois juntos passam são gostosas demais de ler…eles brigam e fazem as pazes, e vão se conhecendo…e acostumando-se um com o outro! E a gente vai conhecendo esses personagens juntos…e o que aconteceu para o Lorde Ballister se tornar vilão assim.

Olha, essa graphic novel esta incrível demais!! Ele e tao gostoso de ler, que você não cansa nadinha! Vai folheando e quando você vê, ja acabou!

Os personagens são cativantes sim, e prenderam-me…e achei lindo a historia como um todo…e sim, se tiver mais eu quero mais um livro de Nimona! Quem aprecia uma Graphic Novel, tem que ler sim…e para quem esta interessado em começar a embarcar nesse mundo, ta ai um bom inicio! Vale muito a pena!!

E isso genten!!

Ate a próxima!

#Livro 06/2017 – O Jantar by Herman Koch

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Título: O Jantar

Autor: Herman Koch

Editora: Intrínseca

Páginas: 256

Em uma noite de verão, dois casais se encontram em um restaurante elegante. Entre um gole e outro de vinho e o tilintar de talheres, a conversa mantém um tom gentil e educado, passando por assuntos triviais como o preço dos pratos, os aborrecimentos do trabalho, o próximo destino de férias. Mas as palavras vazias escondem um terrível conflito, e, a cada sorriso forçado e cada novo prato, o clima fica ainda mais tenso.

Um fenômeno best-seller internacional, um suspense sombrio, conto altamente controverso de suas famílias que lutam para tomar a decisão mais difícil de suas vidas no percorrer de uma refeição. É noite de verão em Amsterdã e dois casais se encontram em um restaurante da moda para jantar. Entre garfadas de comida e raspadas educadas de talheres a conversa permanece um zumbido suave de discurso educado – a banalidade do trabalho, a trivialidade das férias. Mas por trás de palavras vazias, coisas terríveis precisam ser ditas, e com cada sorriso forçado e cada novo rumo as facas estão sendo afiadas. Cada casal tem um filho de quinze anos de idade. Os dois meninos estão unidos por sua responsabilidade por um único ato horrível, um ato que provocou uma investigação policial e quebrou as confortáveis e isoladas vidas de suas famílias. A medida que o jantar atinge seu clímax culinário a conversa finalmente toca em seus filhos. Assim como a civilidade e amizade desintegra-se cada casal mostra o quão longe eles estão dispostos a ir para proteger aqueles que ama. Uma escrita tensa e incrivelmente emocionante, contada por um narrador inesquecível, O Jantar promete ser o tema de inúmeros jantares. Espetando tudo, desde os valores dos pais, menus pretensiosos a convicções políticas, este romance revela o lado obscuro da gentil sociedade e pergunta o que cada um de nós faria em face de uma inimaginável tragédia. (retirado do skoob).

Olá, kika aqui de novo!~

Hoje, trago para vocês a resenha de um dos livros mais difíceis que já li na vida. Não por ser um livro complexo, mas por ser um livro um tanto não muito agradável. Se eu pudesse resumir esse livro em apenas uma palavra, diria que ‘O Jantar’ é bastante indigesto, logo já explico o porque.

‘O Jantar’ conta a história de dois casais que se encontram em um caro restaurante localizado em Amsterdam para discutirem sobre o futuro dos filhos dos casais. Tratam-se dos irmãos Paul – nosso narrador – e Serge. Serge é uma figura pública carismática e adorado pelas pessoa, além de ser uma pessoa bem sucedida e Paul, apenas um homem comum. Ambos se reúnem com suas esposas para discutir algo – que permanece por boa parte do livro como um mistério – que envolve os filhos dos casais.

A história é dividida entre as partes de um jantar comum, em que os capítulos são através delas denominados: aperitivo, entratada, prato principal, sobremesa e digestivo.

O autor adota uma escrita super descritiva, cheia de detalhes. Ainda assim, todo o início do livro gira em um enorme suspense sobre os motivos de tal reunião dos casais. Percebe-se que o autor está contando tudo nos máximos detalhes e ainda assim deixando de fora o ponto principal.

Todo o suspense do autor em sua narrativa me fez desconfiar o tempo todo de que alguma coisa muito ruim estaria para acontecer no livro, mas nada me preparou para a o que veria a ser o tema principal dessa conversa durante o jantar. A atitude dos garotos é horrível e porque não dizer, chocante.

Paul então passa a narrar os acontecimentos do passado, e descrever como descobriu o grande segredo do filho e do sobrinho. Nesse meio tempo, descobrimos também que não somente ele sabia dessa história, como também sua esposa, que mesmo ao descobrir, escolheu por manter o segredo do marido. E aí, entramos em uma sequência de teorias e paranóias sobre quem está sendo sincero e quem não está,  quem sabe mais verdades do que o outro, mas de uma coisa temos certeza ao longo do livro, ninguém é inocente nessa história.

Mas, o que mais me surpreendeu foi o fato de que as atrocidades cometidas pelos meninos não foi o de mais horrível que acontece no livro. Se tinha como ficar pior? Ficou. A narrativa fica intensa quando tentamos ver a situação aos olhos de Paul, que no começo parecia ser a ponta sensata da mesa de janta, demonstrar sua verdadeira personalidade em diversos flashbacks que remetem ao seu passado.

Pior que isso – sim, fica – é o comportamento das esposas diante a situação, principalmente quando Serge, que no início parecia o vilão da coisa toda – ou, como ele é retratado na narrativa de Paul – tenta resolver as coisas de uma forma que houvesse certa ‘justiça’. Até que ponto vai a ganância do ser humano? Que tipo de atrocidades os pais conseguem ignorar com a desculpa de estarem protegendo suas crias, quando na verdade estão mesmo é protegendo seus traseiros e suas ambições?

A angústia ao ler esse livro é real. Imaginar que existem pessoas como as retratadas, no mundo real, é assustador. A forma como o autor desenvolve seus personagens os faz parecer tão reais, e o pior, aterrorizante. Nunca odiei tantos personagens em um único livro.

A utilização da desculpa do ‘amor incondicional’ e da ‘proteção à família’ para justificar as atitudes dos pais é horrível.

Confesso que a leitura desse livro me abalou bastante, me fazendo refletir muito sobre os ser humano, as pessoas, os convívios sociais, dentre outras coisas. Me mostrou muito mais que aquilo que enxergamos nem sempre é a realidade vivida. A felicidade encardida. A família perfeita. Os sorrisos e o amor em uma forma doentia.

Por isso, levei meses para ler esse livro. Por diversas vezes comentei sobre ele aqui no blog, que estava lendo ele, que estava tentando terminá-lo. Ás vezes, preciso fazer algumas pausas em leituras mais pesadas, mas dessa vez foi acima do normal. Cheguei a ficar semanas sem nem querer abrí-lo.

A leitura desse livro é longe de ser leve. A forma como o livro é estruturada pode ser bastante confusa para o leitor, uma vez que o autor mistura narrações do presente e do passado de forma constante e sem aviso prévio. Em um momento de leitura distraída, tudo pode ser perder, fazendo com que a pessoa que está lendo tenha que voltar páginas para pegar o fio da meada de novo.

Não é um livro que serve para qualquer leitura e com certeza, não deve agradar ao gosto de leitura de muitos. Por isso, recomendo para aquelas pessoas que já tenham em mente que a leitura é pesada, e que trata de um tema bastante complicado.

P.S.: Gente, finalmente consegui terminar a leitura desse livro. Escrever a resenha foi outro grande problema.Venho arrastando a leitura desse livro por meses – desde novembro do ano passado se não me engano – e quando eu terminei, devo confesar que um sentimento bem estranho permaneceu. Não sou muito de me abalar com leituras, mas esse livro mexeu bastante comigo. Mas acabou, ufa.

[Resenha Literária] Claros Sinais de Loucura

Hellooo Gente!

Vim falar de um livro bem rapidinho de se ler, o “Claros Sinais de Loucura”, da Karen Harrington.

Claros Sinais de Loucura

Livro: Claros Sinais de Loucura
Autor: Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Páginas: 256

 

Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra.
Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu.
Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.

Esse livro vai nos trazer um pouco a história de Sarah Nelson, uma garotinha de 11 anos, indo para os 12, e tudo o que ela já está enfrentando sendo assim tão nova. A mãe de Sarah tentou afogar sua filha quando bebê e desde então está internada. O pai, após esse acontecimento, passou a ser um alcoólatra, e isolado emocionalmente de Sarah.

Por causa do que sua mãe fez, Sarah mudava de cidade constantemente para evitar fofocas, jornalistas em cima deles, pessoas com preconceitos e tudo mais *eita povo curioso e mala, viu?* Aí o que acontece? Sarah acaba por ser uma menina que tem como sua amiga ouvinte uma plantinha e seu diário…onde conhecemos os pensamentos e dia-a-dia dessa jovenzinha.

Sarah, apesar de tudo isso, não é uma garota que parece sofrer o tempo todo. Notamos sim que ela queria ter uma vida bem diferente dessa, mas nem por isso vemos ela lamentar. Nós lemos ela querendo entender melhor sua mãe, e até mesmo ser mais próxima do pai, mas é por aí. Ela é uma garota que tem vontade de ganhar seu primeiro beijo, de sair para comprar roupas novas…agir como qualquer garota normal nessa idade. Afinal, ela ta nessa transição…época que as crianças já estão virando adolescentes…*ai coisa chata*

Imagem relacionadaSarah também se mostra como uma boa leitora! Gosta de ler e adora o livro ” O Sol é para todos”, da Harper Lee, tanto que vemos ela “conversando” com um dos personagens desse livro, o que achei bem legal. E é engraçado ver como Sarah tem receio de ser louca também, ou mesmo ficar louca mais pra frente já que sua mãe é considerada…como se fosse genético sabem?

Bom, a narração do livro é tranquilo e flui bem. A história é rapidinha de se ler.

Mas bom, aqui vai meu ponto de vista. Eu não me envolvi na trama, não me senti envolvida com a Sarah, apesar de ter gostado da personagem…e também com nenhum outro personagem apresentado.

“É isso que eu sou. Um cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros que querem fugir, mas têm medo de voar.”

Recomendo o livro para quem gosta dessa temática de jovens com algum problema na vida…que nem…deixa eu pensar…comparando com livros que eu já tenha lido…está para um ” O céu está em todo lugar”, talvez ” Por lugares incríveis” e por aí, mas com menos profundidade, até porque temos aqui uma garota de 11 anos nos contando a história, e talvez seja isso também que tenha feito com que eu não me envolvesse tanto.

O livro não é ruim, apenas não foi uau pra mim.

É isso genteeen!! Nos vemos em breve!!

 

 

#Livro 20/2016 – O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares by Ransom Riggs

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Título: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #1

 Autor: Ransom Riggs

Editora: Leya

Páginas: 336

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias. (retirado do skoob)

Como começar a falar sobre esse livro? Esse foi o típico caso de “julgar o livro pela capa”. Vi ele na lista de livros de uma promoção e achei muito interessante toda a parte gráfica dele e aliado a sinopse, pareceu muito interessante.

O livro conta a história de Jacob, um menino de uma família bem de vida, que tem como avô uma pessoa super excêntrica que conta histórias de guerra, e principalmente, histórias sobre o lugar onde viveu quando criança, um local para crianças peculiares, sempre mostrando para Jacob fotos estranhas de grandes feitos.

Um dia, Jacob presencia uma tragédia familiar e acaba testemunhando algo bizarro. Com isso, parte em uma aventura muito peculiar junto de seu pai, que não sabe nem metade das histórias e motivos que o levaram a ir atrás de um orfanato em uma ilha distante.

Chegando na ilha, Jacob se descobre em um mundo completamente diferente daquele em que estava acotumado a viver, finalmente encontrando o orfanato em que seu avô vivera, conhecendo então diversas pessoas peculiares, momento em que sua aventura de fato se inicia.

Devo dizer que, com toda a publicidade em cima do livro, as fotos, a capa, os comentários, eu esperava um pouco mais do livro. A ideia da história é interessante, que lembra um pouco – bastante – X-Man, e tinha muito potencial. Porém, não sei se pelo fato de ser uma série, dividida em três livros, o autor optou por ter o primeiro livro como uma introdução a série, o que tornou o livro um pouco monótono.

Acho que as fotos que o livro traz, o mistério, tudo isso me deixou com muitas expectativas do que iria acontecer, e infelizmente muita coisa não aconteceu. Mas, o livro não é nem de longe ruim. Muito pelo contrário, ele dá a introdução a uma série que tem tudo pra ser muito boa. Eu só esperava um pouco mais dele eu acho, um pouco mais de descrição e definição dos pesonagens, suas histórias, uma exploração maior do tema “peculiares” e mais ação.

Além disso, o autor termina o livro com o clássico gancho, que nos deixa esperando pela leitura do próximo livro. Então é esperar pra ver se haverá de fato um desenvolvimento maior da história ao longo dos próximos livros da série.

– Nas Telonas –

O primeiro livro da série vai ganhar as telonas, em um filme de Tim Burton, com estreia prevista para janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros.

Confira o trailer:

– Orfanato ou Lar –

Uma das grandes questões que surgiu quanto a essa série, está em seu nome.

O primeiro livro, lançado pela Editora Leya no Brasil, traz como nome título do livro e da série “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Posteriormente, a Editora Intrínseca obteve os direitos de publicação da continuação da série no Brasil e lançou os livros Cidade dos Etereos e Biblioteca das Almas, sob a série “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Aqui nesse artigo a editora explica o motivo da mudança e o porque terem decidido pela palavra “Lar”. Leia AQUI o artigo da Ed. Intrínseca.

Aliás, a Editora Intrínseca anunciou ainda que adquiriu os direitos para publicar o primeiro livro da série sob seu selo, que seguirá o mesmo padrão dos outros dois, sendo “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, com capa dura – a nova moda entre algumas editoras – .

No meu post eu deixei como Orfanato, uma vez que o livro que eu comprei e li ainda é a versão publicada pela Editora Leya.

Aliás, não sei vocês mas eu tenho um leve toc, e ter a série na minha estante com formatos diferentes – por terem sido publicadas por editoras diferentes – me incomoda um pouquinho, mas fazer o que né.

#Livro 18 e #MLI2016 – O Destino da Número Dez (Os Legados de Lorien #06) by Pittacus Lore

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Título: O Destino da Número Dez

(Os Legados de Lorien #06)

 Autor: Pittacus Lore

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Dessa vez vou colocar o alerta spoiler bem aqui, uma vez que para quem não leu nenhum dos livros da saga Legados de Lorien, o resumo do livro em si já é um spoiler gigante. Só vá em frente se você tiver certeza de que receber infos sobre o livro – e uma série inteira – não irá prejudicar sua leitura, nem deixar você bravo – ou seja, se você for sensível quando o assunto é spoiler – no mais, posso dizer que se você não conhece a série, eu particularmente acho que ela vale muito a pena. Eu na verdade tentei fazer uma resenha sem muita informação que entregue a história, mas como eu já tinha comentado em um post anterior aqui no blog, é impossível escrever sobre um livro em série, quando esse já é o sexto livro dela. Mas, se rolar interesse quanto à saga, e você ainda não leu nada sobre ela e prefere começar do começo, tem resenha de todos os livros aqui no blog e um resumão da série até o momento também.

Eu sou o número quatro

O poder dos seis

A ascensão dos nove

A queda dos cinco

A vingança dos sete

Livros em Série – Os Legados de Lorien

 

 

A Número Um foi capturada na Malásia.

A Número Dois, na Inglaterra.

O Número Três, no Quênia.

E o Número Oito, na Flórida.

Mataram todos eles.

Eu sou a Número Seis.

Mas nossos números não tem mais importância.

Agora não somos mais os únicos com Legados.

O fim está próximo. Por anos, a Garde lutou contra os mogadorianos em segredo. Mas agora a invasão começou e os mogs vieram para ficar. John lidera a batalha em Nova York. Quando tudo parece estar contra os lorienos e a humanidade, Sam, seu melhor amigo, inexplicavelmente começa a desenvolver poderes – os Legados. Enquanto os dois tentam encontrar Cinco e Nove em meio ao caos e à destruição, eles se deparam com uma adolescente com habilidades que antes pertenciam apenas aos Gardes. Se ela é uma inimiga ou aliada, só o tempo dirá.

A Garde está enfraquecida, lutando para sobreviver. A única chance de vencer a guerra contra os mogadorianos de uma vez por todas é destruir seu líder – mas destruí-lo significa condenar Ella a um destino cruel. Se os Gardes não encontrarem uma forma de deter os mogs, acontecerá com os humanos o mesmo que aconteceu com os lorienos: todos serão aniquilados. (retirado do skoob)

O que dizer desse livro?

Tudo começa pelo fato do livro anterior ter acabado bem na hora em que as coisas estavam ficando tensas entre a Garde e Setrákus Rá. Nova York destruída, parte do mundo dominado pelos mogadorianos, a humanidade ameaçada e completamente assustada. Para piorar, a Garde não pode ferir Setrákus Rá sem que Ella seja também afetada.

A Garde ainda tem outro problema, Nove e Cinco estão em conflito em algum lugar dos EUA, John e Sam tentando encontrá-los. Enquanto isso Seis e Marina, juntamente com Adan, estão no Templo Lorieno, e não tem como sair do lugar, uma vez que foram sabotados por Phiri Dun-Ra.

Mas nem tudo parece estar perdido. John e Sam encontram pelo caminho na busca de Nove e Cinco uma menina que parece ter desenvolvido poderes de telecinesia, assim como Sam. O problema é que ela não parece lá muito confiável, uma vez que está confusa com tudo que anda acontecendo na Terra e na sua vida, agora com poderes especiais alienígenas.

No meio dessa confusão, Ella entra em contato com John, tentando lhe passar informações úteis contra Setrákus Rá, informando ainda que os planos dele incluem atacar o Templo de Lorien, local onde se encontram Seis e Marina. John então passa a tentar pensar em um plano que inclui achar Nove e Cinco e ainda, avisar aos outros que eles correm perigo se permanecerem no Templo.

Aí é que surgem agentes do FBI que os abordam, obrigando John, Sam e a nova menina, a se reunirem com a Agente Walker e outros agentes da inteligência americana, que querem que a Garde lhes forneça informações para parar a invasão mogadoriana.

O grande problema para a Garde é a politicagem – como tudo na vida – uma vez que os grandes representantes do país estão inclinados a negociar com os mogs, tentando evitar a todo custo um confronto direto com eles. O problema é que a exigência é que o governo entregue os Gardes.

Em meio a negociações John consegue entrar em contato com Seis, sendo que ao avisar que Setrákus Rá está se dirigindo para lá, decidem ficar e tentar proteger o local, com a promessa de John de que este vai tentar se juntar a eles.

Então, tudo desanda. O local onde John se encontra sofre uma ataque de uma criatura estranha, Setrákus Rá alcança o Templo de Lorien, e entra em luta com Seis, Marina e Adan. Tudo parece perdido. Até que surge uma ajuda inesperada aos protetores do Templo. Muita luta e explosões e uma interferência inesperada de Ella, com uma conferência da Garde, que pode mudar todo o rumo da história.

O livro é muito bom. Eu sou suspeita para falar, claro, sendo fã incondicional da série. Apesar do livro ser mais parado em alguns momentos, sem muita ação, foram interferências necessárias para dar um rumo a trama, introduzindo o roteiro do próximo livro, que é aliás, o último da saga, além de explicar muuuitas coisas deixadas no ar nos livros anteriores. É basicamente um livro de ligação da série para o seu final.

A ação fica deslocada para o final do livro, terminando de forma crítica, bem naquela hora que quem está lendo está tão absorto nos fatos, que quando acaba bate até uma revolta pelo autor terminar o livro daquele jeito. O gancho para o próximo livro foi feito de forma espetacular.

A pior parte do livro é ter que esperar para ler a continuação. O último livro da série – que eu já comentei sobre por aqui – já foi lançado fora do Brasil. Estou me segurando para não ler ele em inglês, mas como tenho todos os livros da série na versão brasileira, decidi esperar até o final do ano para ler. Agonia total nessa espera.

Como sempre, super recomendo a leitura da série. Acho ela incrível em diversos aspectos!

P.S.: Finalmente saiiiuu a resenha. No fim, decidi pelo alerta spoiler e fazer uma resenha completa. Estava muito difícil tentar escrever de forma genérica, ainda mais considerando esse ser o penúltimo de uma série inteira.

Aos poucos vou me organizando e colocando as coisas no eixo, melhorando o blog, atualizando. Tenham paciência comigo! ^^

[Resenha] #Livro 33 – Extraordinário by R.J. Palácio

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Título: Extraordinário

Autor: R.J. Palácio

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

” August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

R. J. Palacio criou uma história edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade. Um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo o tipo de leitor. (retirado do skoob)”

Nossa, eu nem sei por onde começar. Eu sempre via as pessoas comentando e postando sobre esse livro e elogiando muito ele. Bom, viciada como sou em livros de temática policiais, coloquei Extraordinário na minha lista de leitura, mas lá, bem no final dela. Se eu soubesse . . .

Ainda na minha vibe de buscar livros que fugissem um pouco de tanto assassinato, sangue e investigação, bati o olho na minha lista – aquela toda organizada (-sqn) que eu postei por aqui outro dia e vi o título desse bem ali, discreto, queitinho. Pensei comigo mesma: “por que não?” e iniciei a leitura dele.

Cara, eu simplesmente não conseguia parar de ler. Li o livro todo em questão de dois dias, sendo que no segundo dia, quando entrei na metade do livro, li sem parar durante uma tarde inteira. Com torcicolo, sem poder fazer muita coisa, li o livro de cabo a rabo e até, me senti triste ao perceber que o livro tinha chegado ao fim.

O livro conta a história de August Pullman, conforme conta o resumo que eu coloquei ali em cima. Nascido com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, passou por mais procedimentos médicos que muitos adultos jamais passarão por toda a vida. Sobrevivente, protegido pela família que o ama, enfrentou muito mais do que muitos outros jovens. Um dos temas abordados é exatamente o preconceito que as pessoas tem com aqueles cuja aparência fogem do “padrão”, padrão esse imposto por uma sociedade toda voltada para a imagem.

O livro se inicia com a narrativa do próprio August sobre como é seu dia-a-dia e mais, suas perspectivas e reações diante uma grande mudança de sua vida. Por ter uma aparência afetada por sua doença, esse nunca tinha frequentado a escola. Nos mostra os medos, as angústias de uma pessoa que tão nova já tem que enfrentar o cruel mundo das críticas.

A narrativa nos mostra de dentro, como uma pessoa se sente ao receber olhares,ouvir cochichos, dedos apontados. Tudo isso narrado na simplicidade da visão de uma criança, que está naquela que é uma das piores fases, a transição da infância para a adolescência. O livro nos mostra, e coloca para refletir, o quanto podemos machucar as pessoas mesmo que sem querer. Imagina querendo então? E nos mostra mais, nos mostra o quanto crianças podemser cruéis, e o quanto a atitude dos pais, de sua criação, refletem nesse sentido.

“Conheço os apelidos que me dão. Já estive em parquinhos suficientes para saber que crianças podem ser cruéis. Eu sei, eu sei, eu sei.” Extraordinário, R.J. Palácio.

Uma das coisas mais legais do livro, além do fato dele mostrar a visão de August, é que ele traz ainda, a visão de várias outras pessoas que com ele convivem. Passa por seus temores e receios quanto ao convívio com o menino, como a força da amizade pode cativar e trazer o melhor de alguém á tona, o quanto uma pessoa pode afetar uma sociedade como um todo.

Uma das partes que eu mais gostei foi a visão de Via, a irmão de August. Veja bem, não é fácil, de jeeeeito nenhum, ser irmã mais velha. Imagina ser irmã mais velha de alguém que por muito tempo exigiu atenção quase que integral dos seus pais, que atrai olhares, que sofre tudo o que sofre. Via é pra mim um dos persongens mais humanos trazidos por Palácio.

Uma nova publicação com um capítulo dedicado ao personagem responsével pelo bullying foi lançado pela autora e com certeza já entrou para minha lista de futuras próximas, em breve, leituras lol, ele se chama “O Capítulo de Julian”.

Eu li em algum lugar uma pessoa comentando que achava que todo mundo deveria ler esse livro uma vez na vida, e eu concordo. Ele nos faz pensar muito nas nossas atitudes diárias e refletir sobre como agimos e pensamos diante uma pessoa “diferente”. Ás vezes, somos grosseiros, quando achamos que estamos disfarçando.

Seria um livro lindo de se ter como leitura de escola por exemplo. Nessa nova era do bullying e das atrocidades que vemos por aí. Não que um único livro vá mudar o mundo, mas se colocar ao menos parte de quem o lê para refletir, já é alguma coisa, certo?

Livro recomendadíssimo. A história é muito linda. É uma coisa que poderia ser tão simples, mas como vemos ao ler, pode se tornar algo tão grande. Todo mundo que já passou pela fase do início do “ginasial” –ai que velha eu lol- sabe bem como é uma transição difícil.

A leitura é super simples, e ainda mais, cativante. Livro de leitura rápida, de sensações diferentes, de reflexões eternas.

 

P.S.: É gente, poucos dias para acabar o ano, muitos livros faltando e muita coisa para postar.

Viajei – fui para São Paulo formar minha amiga lol –  e agora com a volta vou tentar me organizar para ver se consigo postar todos os livros lidos e que estão sendo lidos até o dia 31/12.

Desculpas á parte, fui sim vacilo meu, uma vez que apesar de ter lido os livros, não escrevi e não postei nada sobre eles.”

Já tenho alguns textos prontos, e um tanto de livros já lidos. Não sei ao certo se já cumpri a meta ou se estou longe dela. Li bastante até nessa viagem também.

Agora é “taca le pau” para postar tudo e sobre todos.Vem overdose de texto por aí – ou não lol -.