[Resenha] #Livro 20/2018 –  Entre Quatro Paredes – O casamento perfeito ou a mentira perfeita? by B.A. Paris

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Título: Entre Quatro Paredes

 O casamento perfeito ou a mentira perfeita?

Autor(a/es): B.A. Paris

Editora: Record

Páginas: 226

Grace é a esposa perfeita.

Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.

Ela é casada com Jack, o marido perfeito.

Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.

Os dois formam um casal perfeito.

Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?

Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Entre Quatro Paredes” da autora B.A Paris, um livro de suspense do gênero thriller psicológico. O livro nos apresenta Grace, uma mulher bonita e independente que não possui ninguém nesse mundo além de sua irmã Millie, que possui Síndrome de Down, após seus pais terem rejeitado Millie e inclusive se mudado de país, após colocá-la em uma instituição/internato.

Por esse motivo, Grace sonha em encontrar o amor de sua vida em uma pessoa que seja capaz de aceitar Millie apesar de sua condição especial, e assim poder trazê-la para morar junto á ela e seu companheiro, dando a ela o quarto amarelo – sua cor favorita – dos seus sonhos.

Até que Grace conhece Jack, que parece ter saído de um de seus sonhos. Ele a trata com respeito e carinho e além de tudo, aceita sua irmã, incluindo-a em todos os seus planos futuros com  Grace. O maior deles, o de comprar uma casa para que os três possam morar juntos.

Assim, Grace e Jack se casam e então o pesadelo começa. Jack se revela uma pessoa completamente diferente da que Grace conhecia antes do casamento. Aos olhos da sociedade, Jack é perfeito. O advogado ideal que defende mulheres vítimas de relacionamentos abusivos, um marido fiel e carinhoso, e mais, com uma casa perfeita, modos perfeitos. Assim como Grace é a esposa ideal. Sempre bem vestida e educada, dona de casa com dotes colunários e de organização além do normal, uma mulher que aceitou deixar sua carreira profissional para trás para se dedicar ao marido.

Porém, dentro de casa Jack é um psicopata que coloca Grace em um jogo psicológico, tendo ela que lutar com todas as suas forças para sobreviver a esse relacionamento, sendo que a perfeição que a sociedade vê em Grace nada mais é do que parte do jogo de Jack, que esta precisa exercer com maestria para não ter que sofrer as consequências.

“Entre Quatro Paredes” é um thriller psicológico que promete muito, mas falha em entregar tudo aquilo que ele começa a construir em seus capítulos inciais.

A construção da base do livro é impecável. O suspense que a autora nos traz ao descrever a relação de Grace e Jack é realmente muito bem escrita, e as dicas que a autora vai deixando ao longo da narrativa acerca do papel de Millie nessa trama toda é ainda mais surpreendente. Devo dizer que a palavra que descreve melhor o desenvolvimento desse livro é: angustiante.

A autora sabe construir o suspense de forma que faz com que o leitor queira a todo custo chegar ao final da leitura para descobrir o que irá acontecer. “Qual será o próximo passo? Grace conseguirá sair desse relacionamento abusivo? E mais, quais as motivações de Jack? E como Millie ficará ao final disso tudo?”. E, através desses questionamentos e a necessidade de buscar respostas, a leitura flui.

A alternância de capítulos entre o passado e o presente é um dos grandes aliados da autora para nos prender na teia de suspense por ela criado, principalmente nos capítulos finais, quando estamos quase chegando ao desfecho da história.

Mas, como nada é perfeito, acredito que a autora pecou em desenvolver um personagem muito importante para a trama, especialmente considerando o papel chave que ela possui para o encerramento dos acontecimentos narrados no livro. Sua participação é essencial, mas a forma como ela acontece é muito vaga, o que deixa uma grande impressão de aleatoriedade.

Dito isso, o final do livro deixou a desejar, especialmente considerando toda a trama que foi construída desde o início do livro. Mas nem por isso deixa de ser uma leitura recomendada, especialmente para aqueles que gostam de um suspense e de um thriller psicológico. Entretanto, preciso ressaltar aqui o “trigger warnning” para pessoas que tenham sensibilidade certos tipos de temáticas como a violência doméstica e relacionamento abusivos. Nesse livro a violência se destoa por não se focar tanto na violência física, mas especialmente na psicológica.

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[Resenha] #Livro 18/2018 –  Fiquei Com o Seu Número by Sophie Kinsella

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Título: Fiquei Com o Seu Número

Autor(a/es): Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 488

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Fiquei Com seu Número” da autora Sophie Kinsella. A primeira vez que tive contato com essa autora foi com o livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” que li faz bastante tempo e do qual gosto muito. Assim, comecei a ler esse livro com altas expectativas.

Em “Fiquei Com o seu Número” conhecemos Poppy Wyatt, uma mulher pra lá de atrapalhada, que está prestes a se casar com o homem perfeito! Se não fosse por um pequeno contratempo: após realizar um chá da tarde em um hotel, onde reuniu as amigas para comemorar sua despedida de solteira, Poppy perdeu o anel de noivado – que é ‘apenas’ uma relíquia da família do noivo, uma tradição de anos!

E agora? Dali a alguns dias irá se encontrar com a família do noivo, os prestigiados e intelectuais Tavish, com quem Poppy não tem exatamente um relacionamento muito confortável. Isso porque Poppy sente que não está na mesma altura que a família do noivo, que são pessoas cultas, ‘estudadas’, intelectuais e praticamente celebridades.

Além disso, Poppy perdeu o celular! Como fazer para manter contato com as pessoas à sua volta, para que tenha notícias do bendito anel antes que a família do noivo – e o noivo – descubram?

Poppy então está em seu dia de sorte! Encontra um celular abandonado no hotel onde se encontra hospedada!

Decidida, Poppy pega o celular que encontra e utilizando seu número, pede que o hotel entre em contato com ela de forma urgente para que lhe informem sobre o anel. Enquanto isso, bola um plano mirabolante, em que finge ter machucado a mão para não ter que mostrar aos sogros que havia perdido o anel relíquia da família.

“Não quero entrar numa discussão sobre o motivo de estar agarrada desesperadamente a um celular qualquer que achei numa lata de lixo”

Quem não gosta nada dessa ideia é Sam Roxton, o proprietário do celular, que foi jogado no lixo por sua assistente quando esta abandonou o emprego. Tentando convencer Sam de que é essencial que o celular fique em sua propriedade, Poppy faz um acordo com ele, em que irá encaminhar sem falta tudo que for passado ao celular de sua antiga assistente, como se fizesse esse papel.

“— Perdi meu anel de noivado. — Mal consigo suportar falar em voz alta. — É muito antigo e valioso. E depois meu celular foi roubado, e fiquei completamente desesperada, então passei por uma lata de lixo e ele estava lá. No lixo — acrescento, para dar ênfase. — Sua assistente jogou o aparelho fora. Quando uma coisa vai para a lata de lixo, é pública, sabe? Qualquer um pode ficar com ela.”

A partir daí, o que se desenrola é uma grande onda de confusão, onde Poppy precisa lidar com a organização do seu casamento, uma família do noivo não exatamente calorosa, “amigas”, o papel de assistente de um homem que vive para o trabalho, e ainda, com o fato de que a empresa de Sam se encontra na encruzilhada, ao ser colocada em uma suspeita muito grave, onde sua reputação está sendo colocada a prova, o que pode levá-la à falência ou mais, até mesmo à prisão de seus chefões por corrupção.

Além disso, Poppy precisará lidar com o fato de que talvez seu noivo não seja um homem tão perfeito assim e ainda, com o fato de que ter a presença de Sam Roxton em sua vida possa ser algo que ela queira mais do que imagina.

Posso dizer, ao ler mais uma obra de Sophie Kinsella, que sou fã da escrita da autora. Seus livro apresentam bastante coisa  acontecendo ao mesmo tempo, mas sua forma de narrar não deixa com que tudo vire uma confusão para o leitor, nem que a leitura fique muito pesada ou entediante. Muito pelo contrário. A leitura do livro “Fiquei Com seu Número” é leve e flui de uma forma tão natural que as 400 e poucas páginas do livro parecem ser 100!

A única ressalva que eu tive com esse livro foi o fato de que ele poderia ter evitado um ou dois dramas que ali ocorreram.

A autora Sophie Kinsella possui protagonistas mulheres, independentes e fortes, mas  ao mesmo tempo super desajeitadas, do mesmo jeito que a mulher real, com que podemos facilmente nos identificar. Porém, com tendências à escolhas que levam sempre à uma confusão maior e maior.

O fato de a autora sempre levar suas personagens ao limite da confusão antes de tentar concluir suas narrativas pode ser um pouco cansativo para quem lê mais de um livro dela. Pode ser que eu esteja fazendo um julgamento antecipado de valores, uma vez que li apenas dois livros dela, mas posso afirmar que essa característica é bem marcante em ambos.

Fora isso, a leitura é recomendadíssima, por se tratar de um livro leve, totalmente para aqueles momentos em que precisamos de um pouco de paz, um momento para relaxar e ter algo positivo em nosso dia a dia (considerando os dias atuais que estamos vivendo, momentos assim são sempre importantes e bem-vindos!).

P.S.: Gente, sumi. Mas ando tão ocupada e paranoica com meus estudos que sempre que parava para escrever uma resenha, me sentia culpada por não estar estudando e não conseguia concluir. Essa vida de estudar e viver pra estudar está me deixando doida.

Estou tentando colocar a vida nos eixos, e acho que em breve devo conseguir! Vou tentar aproveitar o feriado para escrever e adiantar as coisas por aqui, mas não posso prometer!

Para os que resistiram às teias de aranha e ainda frequentam o blog, meu muito obrigada!

[Resenha] #Livro 31/2017 –  O Casal Que Mora ao Lado – As pessoas são capazes de qualquer coisa by Shari Lapena

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Título: O Casal Que Mora ao Lado – As pessoas são capazes de qualquer coisa

Autora: Shari Lapena

Editora: Record

Páginas: 294

É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa, afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta e Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje trago aqui uma resenha de um livro que conheci por acaso, quando cadastrei “Garota Exemplar” no meu perfil do Good Reads e ele apareceu como recomendado. Apresento para vocês o livro ‘O Casal Que Mora ao Lado’ de Shari Lapena.

Que mal teria em deixar seu bebê em casa para ir ao vizinho para um jantar? Para o casal Anne e Marco Conti, foi a partir desse pensamento que seus pesadelos começaram. Ao deixar a filha de seis meses em casa para ir à casa de Graham e Cinthia para comemorar o aniversário daquele, jamais imaginavam que ao voltarem, não encontrariam a filha.

No meio de conflitos familiares, em que os pais de Anne não aprovam Marco, bem como intrigas com o casal vizinho e uma suposta traição, temos o sequestro de um bebê, sem rastros.

A polícia então se vê no meio de uma grande confusão de informações, em que não existem testemunhas de fato e, potenciais pessoas com informações que ao invés de ajudar na investigação, buscam o lucro próprio.

A forma como o livro é narrado é bem interessante, e nos faz mergulhar na investigação do sequestro da criança, em que por muitas vezes nos vemos no lugar do investigador do caso, que apesar de ter em seu instinto que os culpados são provavelmente os pais da criança, não tem provas. Aliás, em quem acreditar nessa história? Em Anne, a mãe da criança que sofre de depressão pós-parto e possui histórico de doença mental? Ou em Marco, que vem enfrentando problemas financeiros no trabalho e ainda, problemas conjugais ao tentar lidar com o problema da esposa?

A agonia dos pais, o segredo do casal da casa ao lado, os avós da criança, que por terem dinheiro podem ser a salvação do casal que teve a filha sequestrada, ainda que haja intriga entre Marco e o sogro.

E no meio de tudo isso, mentiras e mais mentiras são desvendadas e um grande e bem elaborado plano, cheio de conspirações é revelado.

Afinal, quem é o culpado e o mais importante, onde a criança está? Aliás, está viva?

Posso dizer que li esse livro em uma velocidade impressionante. A forma como ele foi narrado, nos embrenhando na investigação foi muito interessante e me deixou muito focada  na leitura. Eu queria saber a verdade!

Porém, na parte final do livro, quando a verdade começou a se revelar, tudo virou uma bagunça, fugindo demais de uma realidade. Uma grande fantasia. E pior, um tanto quanto previsível.

Posso dizer com certeza, que um dos fatores que deixaram o livro bem previsível para mim, foi o fato de que li recentemente o livro Garota Exemplar. Os livros seguem uma linha de raciocínio bastante parecidos, um pouco clichê do thriller psicológico. Comparando os dois, diria que O Casal que Mora ao Lado é um pouco mais o meu estilo, e é uma leitura recomendada para quem gosta de leituras do gênero.

P.S.: Estou tentando atualizar todos os livros que já li até agora, e posso dizer que estou bem atrasada nas resenhas. Minha meta de leitura de 42 livros então, provavelmente não será alcançada, uma vez que tão pouco tempo nos resta em 2017, mas continuo lendo no meu ritmo e tentando chegar mais perto possível desse número que é meu ideal xD.

[Resenha] #Livro 28/2017 –  Roseanna – Martin Beck – Livro 01 by  Maj Sjöwall e Per Wahlöö

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Título: Roseanna – Martin Beck – Livro 01

Autor: Maj Sjöwall e Per Wahlöö

Editora: Record

Páginas: 256

O corpo de uma mulher de origem desconhecida é encontrado durante a dragagem de um lago na Suécia. Sem qualquer pista de quem poderia ter cometido o crime, o inspetor Martin Beck mobiliza sua equipe em uma busca internacional por um assassino sem nome e sem rosto. Passados três meses, tudo o que sabe é que a jovem se chama Roseanna e pode ter sido assassinada por uma das 85 pessoas que estavam em um cruzeiro pelo Canal de Göta. Ao longo de meses de investigação, a lista de suspeitos, antes inexistente, ganha alguns nomes, até a polícia se deparar com um assassino cruel, que possui uma noção peculiar e doentia do que é certo e errado. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje trago pra vocês mais um dos livros que troquei nos vales-presente que eu ganhei de aniversário. Trata-se do livro “Roseanna” dos autores Maj Sjöwall e Per Wahlöö.

Como traz o resumo do livro que eu coloquei aí em cima, trata-se da investigação de um assassinato de uma mulher, cujo corpo é encontrado durante a dragagem de um lago na Suécia. O corpo sem nenhuma identificação torna ainda mais difícil a investigação do que tenha acontecido, a única certeza é o que aponta o laudo do legista de que a mulher havia sido assassinada.

A narrativa se passa em uma época em que as tecnologias dos dias atuais não existem, a comunicação se resume a ligações telefônicas. O contato com o exterior e a Interpol é ainda mais caótico. Ainda assim, os investigadores descobrem a possível identidade da vítima, o que traz ainda mais problemas para a equipe policial, uma vez que trata-se de uma cidadã americana que viajava pela Europa e que esteve em um navio, no qual 85 de seus passageiros passam a ser possíveis assassinos. Como identificar e localizar cada um deles?

Além disso, como lidar com a investigação de um corpo sem nenhuma identificação. E mais, após sua identificação, como lidar com uma vítima que aparentemente levava uma vida misteriosa e diferente? Em dado momento, as informações que chegam não são realmente úteis para ajudar a descobrir sobre quem teria assassinado a vítima, onde, como ou porque.

Cabe ao protagonista, o depressivo detetive Martin Beck, solucionar esse caso. Considerado um dos melhores detetives de Estocolmo, Beck tenta conciliar a carreira policial com a vida familiar um tanto quanto conturbada, consequências da profissão.

O que mais me agradou na leitura desse livro, foi acompanhar uma narrativa de investigação policial em um tempo em que a tecnologia dos dias atuais não existia. Banco de dados, pesquisas que levam segundos, encontrar testemunhas/suspeitos com um simples clique no computador. O trabalho dos detetives desse livro que se passa a muitos anos atrás é todo braçal. Não surpreende portanto o fato do livro apresentar um pulo no tempo, em que o mistério leva meses para ser resolvido. Entra aqui o fator do detetive que não se deixa levar pela derrota e insiste na solução do crime, nesse caso, temos o detetive Martin Beck.

O livro é muito interessante e te prende naquele suspense de ‘será que é possível descobrir quem é o culpado?’. Além disso, a construção dos personagens é muito interessante. Eles são bem definidos, o que nos faz prestar mais atenção ainda a leitura, nos prendendo.

O problema que eu encontrei aqui foi o final. Para mim, de certa forma, o fato de que meses de investigação em um ambiente não propício não teve equilíbrio com a rapidez em que ele foi solucionado. De repente, muita coisa pareceu se encaixar.

Mas fora isso, Roseanna é um livro muito interessante de se ler. Ele é além de tudo, uma leitura rápida.

Confesso, tenho nos últimos tempos, um fraco por livros de autores suecos, principalmente após ter conhecido Stieg Larsson e a série Millenium. Estou lendo agora a sua biografia, em que ele descreve como esse gênero literário do romance policial na Suécia teve uma grande influência dos autores Maj Sjöwall e Per Wahlöö.

Pesquisando sobre os autores, descobri que eles escreveram 10 livros que compõem a série do detetive Martin Beck. Estou pesquisando agora os outros títulos para poder dar continuidade às leituras de alguma forma, uma vez que pelo que entendi, não foram todas as edições que foram publicadas no Brasil.

Além diss, li que o livro Roseanna teve duas adaptações suecas ao cinema, uma no ano de 1967 e outra em 1993, mas não consegui achar mais informações sobre os filmes, por isso fico devendo a parte das ‘Telonas’ do post.

Além disso, uma série de TV, inciada em 1997, se baseia nos livros de Martin Beck. Chamada Beck, retrata o trabalho do detetive em solucionar crimes ocorridos em Estocolmo. Achei algumas informações sobre a série no site da IMDB http://www.imdb.com/title/tt0907683/.

 

[Resenha Literária] Uma noite no Chateau Mormont

Quem aqui gosta de chick-lit????

 

Uma Noite no Chateau Marmont

Livro: Uma noite no Chateau Marmont
Autor: Lauren Weisberger
Editora: Record
Páginas: 494

 

Deixe-me introduzir um pouco a história! Vamos conhecer um casal, Brooke e Julian, morando em Nova York, um casal como qualquer outro. Brooke tem dois empregos e se esforça para bancar a ambos, já que Julian investe em sua carreira de músico e no presente momento não trabalha. Brooke o apoia e se esforça para que ele alcance o sucesso.

Brooke é nutricionista, e trabalha num hospital e em uma escola voltada para a classe mais alta. A verdade é que apesar do cansaço, Brooke gosta de seus empregos e de saber que ajuda garotos e garotas a melhorar em suas vidas e também a auto-estima! Temos até um caso de uma garota que se acha gorda e tudo mais.

Brooke vê Julian pela primeira num bar em Nova York enquanto ele se apresentava. Daquele momento em diante, ela estava apaixonada. Sabia que tinha que conhecê-lo! E eis que isso realmente acontece! Os dois se apaixonam, e depois se casam mesmo contra a família. E sim, durante o livro vamos ter alguns encontros em família!

Acontece que um dia Julian é finalmente descoberto, e aí sua carreira de sucesso começa! Ele apresenta-se em programas de TV, em shows grandes, e até no …ixi esqueci se era no Oscar ou no Grammy, mas pois é! Ficou famoso pra valer.

Nessa onda de ficar famoso é que as coisas começa a desandar no relacionamento dos dois. Agora Julian está sempre viajando, e eles quase não se vêem. Julian até propôs para Brooke largar seus empregos e ir com ele, mas ela não quer largar, pois pra ela é importante o que ela faz.

E bom, com o sucesso outras coisas também surgem…incluindo fotos de uma certa noite de Julian no hotel Chateau Mormont. Isso abala Brooke? Claro que sim!! E aí aquelas dúvidas sobre poxa, e o esforço que fiz esse tempo todo por ele? Será que dá pra continuar assim e tudo mais começam a surgir.

Né…não vou contar o que acontece no final disso tudo…

Mas vou falar do geral o que eu achei da história.

A narrativa é boa e prazerosa de ler. Mas a história em si, eu não curti muito não. Por que? Porque me decepcionei com as atitudes tanto da Brooke quanto de Julian…a tolerância que ela tinha e a falta de consideração dele em muitas partes do livro me incomodaram! Poxa, o Julian do nada se transformou em um cara chato, sabe? Tudo pra justificar a narrativa…e Brooke que sempre me pareceu uma mulher de atitude, sei lá, faltou mais isso nela no meu ponto de vista.

Já li outros livros da autora, e gostei dos outros…mas esse aqui, bom…não curti não! Eu gosto de chick-lits…mas ahhh! Não foi dessa vez, gente! Acontece, né? Mas com certeza outras pessoas gostaram e talz…mas não é um livro que recomendo!

É isso!

Até mais gente!

 

[Livros em Série] O Ar que Ele Respira

E aí genteeen!!

Quem está afim de uma maré de emoções???

O ar que ele respira

Livro: O ar que ele respira
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 308
Série: Elementos
O novo romance da autora de Sr. Daniels.
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

Como deu para notar pela sinopse, não é uma história de romance simples. Primeiro vamos conhecer Elizabeth. Lizzie está passando por um momento de luto após perder seu marido, Steven. E após um tempo, decidida a tentar se reeguer, pois tem uma filha linda, a Emma, para criar, volta para a cidade e sua antiga casa em Meadows Creek.

Logo que retorna, atropela um cachorro e conhece seu dono mal-humorado, Tristan Cole. Não trocam muitas frases nesse tempo…mas logo Lizzie descobre que Tristan é seu novo vizinho.

Tristan, um homem com uma cara fechada, irritado, mal-humorado, antipático e anti-social…e por quem os habitantes da cidade não medem a língua para falar que deve ser louco, violento, agressivo e tudo o mais.

Mas Lizzie se vê meio atraída em tentar conhecer melhor aquele homem. Ela procura meios de conversar com ele…e em uma breve conversa, depois de muitas discussões e de muitos rabugices…Lizzie descobre que Tristan sofre ainda mais que ela.

Ele perdeu a esposa e seu filho e desde então se vê amargurado. Ele se culpa pela morte deles e não consegue se perdoar. Mais que isso, ele não quer seguir em frente.

Já dá pra sentir o quão complicado é! Os dois, atraídos um pelo outro, começam a se permitir tocar um pelo outro, imaginando os respectivos amados falecidos. Eles fazem esse acordo entre eles…meio louco, mas vocês entenderão melhor ao ler!

Mas em um certo momento, isso sai de controle, e começam a se apaixonar de verdade pela pessoa Tristan e Lizzie, e não mais pelas ideias dos falecidos.E com isso, vem aquela sensação de culpa por estarem se apaixonando de novo.

Não basta só isso!! Nós vamos descobrir coisas sobre a morte de Steven e mais obstáculos que o casal tem que enfrentar. Ah vale mencionar que Faye, a melhor amiga de Lizzie, é maravilhosa, engraçada e divertidíssima!

“— Quando é que a vida vai parar de nos machucar?
— Quando a gente aprender a dizer foda-se e
passar a se concentrar nas pequenas coisas que nos fazem sorrir.”

“— Quando eu voltar, vou construir a biblioteca dos seus sonhos, com aquelas escadas altas e tudo mais. E depois vou fazer amor com você entre a Odisseia e O Sol é para Todos.”

 O que fez eu gostar tanto desse livro?? Olha, eu não achei esse livro meloso demais, ou forçado demais como alguns que a gente se depara. O romance fluiu normalmente…primeiro uma atração mais física, e aí sim veio algo a mais. Os personagens foram se conhecendo melhor e enfrentando juntos as dificuldades. É possível notar a dificuldade que eles encontram em superar o passado e se permitirem em ficar juntos.

“Sabe aquele lugar entre os sonhos e os pesadelos? Aquele lugar onde o amanhã não chega e o passado não dói mais? O lugar onde seu coração bate em sintonia com o meu? Aquele lugar onde o tempo não existe e é mais fácil respirar? Quero viver nesse lugar com você.”

A narrativa alterna entre Lizzie e Tristan, e isso foi muito bom para o livro, pois foi possível sentir melhor o que se passava com cada um.

Os personagens são apaixonantes!! São humanos, com todas as dificuldades e fraquezas e esperaA Chama Dentro de Nósnças que surgem! Vale dizer que Tristan é de rancar suspiros hahahhaa!! Os personagens secundários também são ótimos! A Faye e o Sr…esqueci o nome, dono da lojinha onde Tristan trabalha, são um amor!! A Emma é uma filha linda!

Vamos vê-los errando e acertando …e nos apaixonando pela história!

Ah, o segundo livro dessa série ( Elementos), já está a venda com o nome A Chama Dentro de Nós!

Quem curte um drama romance, ta aí um livro meu favoritado para vocês!!

 

[LIVROS EM SÉRIE] Um tom mais escuro de magia

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Livro: Um tom mais escuro de magia
Autor: V.E. Schwab
Editora:Record
Páginas: 420

Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez… a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

Foi vendo booktubers que me interessei por esse livro…mas vamos lá contar um pouco sobre essa história.

Nossa narrativa conta sobre Kell, um dos últimos Antaris desse universo criado. Antari é uma pessoa capaz de viajar entre as 4 Londres criadas. Oi??? Sim, existem 4 Londres paralelas. A Londres Vermelha, a mais majestosa; a Londres Branca, sedenta por magia; a Londres Cinza, indefesa de certa forma e a Londres Preta, que está destruída e fechada. Kell é capaz de viajar entre elas, entregando correspondências entre as realezas de cada Londres.

Kell mora no palácio da Londres Vermelha, e foi adotado pela Rainha e Rei…apesar de não se sentir totalmente em casa e isso ele mostra durante a leitura. Mas ele faria qualquer coisa por Rhy, seu “irmão” e futuro príncipe, por quem ele daria a vida sem pestanejar. Kell deixa isso claro mais de uma vez.

O que sabemos sobre Kell? Ele é um jovem surpreendente em magia, e diferente de muitos, ele não busca dominar esse poder, e nem se submeter a ele, e sim, um equilíbrio entre esses dois. Mas…Kell, por mais correto que pareça ser, fazia contrabando de objetos entre as Londres, o que é proibido! Foi assim que se meteu numa enrascada e começa de vez a aventura narrada.

Kell se viu carregando uma pedra que permite aumentar sua magia, ou mesmo dar mais poder aos outros, mesmo aqueles que não possuem o dom. Ele precisa se livrar dessa pedra antes que caia nas mãos erradas, e é assim que conhece Lila, a ladra que rouba a pedra de Kell.

Lila vive roubando dos mais afortunados, e busca juntar dinheiro para ter seu próprio navio e ser uma pirata. Ela é uma personagem forte, intensa, determinada, teimosa…Adorei a Lila! Ela se alia, depois de muitas controversas, ao Kell, para se livrarem dessa pedra o quanto antes!

Olha, pareceu um pouco confuso o livro pra mim no início! Mas Schwab soube descrever muito bem as Londres, e não me perdi entre uma e outra viagem. Além disso, ela criou algo único, um mundo único! A ideia do livro é original e logo me vi presa a ele. Essa coisa de magia e tudo o mais, também não seguiu os padrões dos outros livros que falam desse assunto, e isso também foi muito legal!

Do jeito que terminou esse livro, ficou ótimo! Poderia sim encerrar nele, não me vejo obrigada a ler o próximo. Mas…com certeza irei ler! Quero sim continuar lendo pra ver o que será de Kell, Lila, Rhy. Até porque me vi intrigada com o Holand – o ” vilão” da história! Mas sem spoillers né?

Esse livro é o máximo e já favoritei! Quem quiser fugir um pouco pra algo totalmente novo, pega esse livro pra hoje!!

[DESAFIO LITERÁRIO] Outubro? Novembro Rosa

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Livro: Fiquei com seu número
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas:464

Pois é…eu queria terminar de postar as resenhas dos livros de capa rosa que li em outubro pra cumprir meu desafio, e como não tive tempo de postar no mês passado, vou continuar postando eles em novembro.

A próxima resenha trata-se de um livro um tanto queridinho pra mim! É o ” Fiquei com seu número”, da Sophie Kinsella. Pra quem já conhece a escritora, já deve saber o que esperar desse chick-lit maravilhoso!

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Poppy, nossa protagonista, ficou noiva e está para se casar…e eis que acontece dela perder o anel de noivado, passado de geração em geração, em um hotel! Na confusão em que se mete, ainda acaba por ter seu celular roubado! Mas parece que nem de azar é seu dia, pois encontra um celular jogado no lixo…achado não é roubado, certo? Ela decide ficar com o celular! Acontece que a antiga dona desse telefone é ex-secretária de um empresário. O Sam! Aiai…o Sam…hahaha!

Poppy é super boazinha, cativante…que evita problemas sempre que pode! Daquelas que dificilmente falam não! Meio distraída, atrapalhada e divertida! Adorei a personagem! Seu noivo…o Magnus, é inteligente, boa aparência, vem de uma boa família! As amigas de Poppy a invejam nesse ponto! Hahaha! E aí temos o Sam, o empresário sério, com aqueles momentos que nos deixam sem fôlego,  maravilhoso…

Bom, assim que Poppy começa a usar o celular do lixo e descobre de onde veio, resolve não devolvê-lo. Mas Sam insiste que precisa daquele celular de volta, é onde recebe mensagens e e-mails importantes. Poppy resolve fazer uma proposta: ficar com o celular e repassar tudo para Sam (como se fosse sua secretária). Isso até que encontre seu anel de noivado..que ela decide esconder que perdeu de seu noivo e todos mais. Sam até da uma forcinha nisso!

Por causa dessa proposta, Poppy acaba por colocar Sam em diversas situações complicadas, e também o ajuda em algumas…assim com Sam acaba por ser um ouvinte e conselheiro de Poppy em alguns momentos.

Como toda chick-lit, já dá pra ter uma boa ideia do que acontecerá, não é? Mas nem por isso a história se torna menos empolgante! Eu me senti vendo um filme de comédia romântica! Estava presa aos personagens e a narrativa da forma como só Sophie consegue nos fazer sentir! Posso dizer que esse é ainda meu livro favorito dela! Maravilhoso! Vale muito a pena a leitura de tão gostoso e leve!

 

#LIVRO 31 – As Revelações de Dark by Zuiker, Anthony E. e Swierczynski, Duane

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Título: As Revelações de Dark

Steve Dark – Livro 03

Autor: Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski

Editora: Record

Páginas: 336

No último livro da inovadora série Grau 26, o implacável perito criminal Steve Dark precisa combater o maior e mais perigoso serial killer de sua carreira: Labirinto. Motivado por ideologias deturpadas, seus crimes, executados com requintes de crueldade em diferentes lugares do mundo, são antecipados de charadas, quebra-cabeças e enigmas, que anunciam os próximos alvos e atiçam a atenção da imprensa. O caso envolve inúmeras vítimas importantes, sem mencionar agências do governo – incluindo a Divisão de Casos Especiais -, as quais fracassam ao tentar refrear o pânico global. Cabe a Dark, juntamente com uma equipe de elite montada a partir de de uma comunidade internacional de investigação, encontrar Labirinto onde quer que ele esteja, e acabar de uma vez por todas com o caos.(retirado do skoob).

O último livro da trilogia Grau 26 é um livro muto interessante. Sou suspeita pra falar pois eu adoro charadas e enigmas, joguinhos de escape e palavras cruzadas. Para pessoas que assim como eu amam essas coisas, esse livro é um prato cheio.

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Conhecido como labirinto, o seria killer é motivado por ideias deturpadas do certo e do errado, e por meio de charadas, passa a dar “dicas” de seus próximos alvos, através de enigmas, o que atrai a atenção da imprensa.

Bem articulado, em dado momento, Labirinto consegue ainda através de uma boa lábia, atrair a atenção das pessoas para a sua causa. Bem articulado, ainda que assassino fosse, consegue convencer ao público que sua motivação é boa e que seus atos são necessários.

E quem mais recomendado do que Steve Dark para caçar esse cruel assassino?

Fora da polícia, trabalhando para uma estranha organização, Dark exige saber mais sobre ela. E é assim que acaba se juntando a outros que assim como ele possuem grandes habilidades, e patrocinados pela estranha instituição, tem por objetivo caçar assassinos Grau 26.

Além das charadas, esse livro aprensenta ainda o fator reviravolta, um fator muito interessante em livros desse tipo, que até então não haviam aparecido nos livros anteriores.

A ideia de interatividade continua nesse livro, característica diferencial dessa série e novamente, eu não vi os videos enquanto lia o livro. Até porque, as charadas foram o suficiente para me manter entretida. Mas pela primeira vez, ao terminar de ler o livro assisti ao vídeo que seria referência á última parte, última cena do livro. É interessante mas não acrescentou de fato nada muito extraordinário ao entendimento da história caso eu tivesse apenas lido o livro.

Então novamente, a interatividade através dos vídeos fica a critério de quem está lendo, Novamente um dos fatores que me influenciou a deixar esse recurso de lado foi a questão do acesso á uma rede de internet enquanto eu o lia.

E também, parar de ler para abrir um video e depois voltar a ler não faz o meu estilo. Eu gosto de ter uma leitura contínua, particularmente.

Para quem gosta do tipo de leitura, ao estilo CSI, leitura recomendadíssima. Lembrando do clássico aviso de que contém violência, sangue, assassinatos e tudo mais, para quem não curte.

PS.:Finalmente criei vergonha na cara e escrevi o texto desse livro. Tenho 15 dias para o término do desafio. Já li vários outros livros nesse meio tempo então pretendo postá-los em breve. Sério lol. E as leituras continuam porque o ano ainda não acabou xD.

#LIVRO 29 – Grau 26 by Zuiker, Anthony E.

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Título: Grau 26

Steve Dark – Livro 01

Autor: Anthony E. Zuiker

Editora: Record

Páginas: 434

O primeiro volume da série, Grau 26: A origem, apresenta Steve Dark, um agente aposentado do FBI que volta ao trabalho para deter um assassino em série como o mundo nunca viu. Os agentes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os mais simples oportunistas do Grau 1, aos torturadores metódicos do Grau 25. O que quase ninguém sabe é que uma nova categoria está prestes ser criada.


Comandado pelo talentoso detetive Dark, um grupo de investigadores de elite segue o rastro de um assassino tão terrível — responsável por matar, violentar, mutilar, envenenar e torturar brutalmente 35 pessoas em seis países durante 23 anos — que não se encaixa em nenhum dos 25 graus de psicopatia conhecidos, obrigando a lei a criar uma nova classificação de crueldade para encaixá-lo. Seu nome é Sqweegel. Seus alvos: Qualquer um. Seus métodos: Ilimitados. Sua classificação: Grau 26.


Grau 26 pode ser lido como um livro tradicional, em qualquer lugar sem acesso digital… mas à medida que história avança, um nível mais profundo de imersão pode ser feito no site http://www.grau26.com.br, exclusivamente para os leitores, que terão acesso a conteúdo digital com vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a trama. A cada vinte páginas do livro, o leitor encontrará códigos que permitem conectar-se a uma ciberponte: uma cena de até três minutos, legendada em português, com atores de filmes famosos e séries de TV premiadas.


Diante de seus olhos, os personagens ganharão vida e os detalhes da cena do crime vão explodir da tela, levando a experiência a um novo nível, inserindo os leitores no meio da ação e dentro das mentes de um ensandecido assassino em série e do homem enviado para caçá-lo.


O site mundial do livro inclui ainda extras das filmagens e uma seção onde é possível ler posts sobre crimes reais, blogs de detetives e investigadores criminais de verdade, e até mesmo aventurar-se pelas mentes de alguns dos mais terríveis assassinos em série da História.(retidado do Skoob)

 

Há muito tempo que quero ler esse livro e não pude esconder minha felicidade ao descobrir que o havia ganhado de presente dos meus amigos.

Aproveitando uma viagem, levei esse livro para ler no ônibus – 15 horas ida + 15 horas volta dá um tempo de leitura tranquila xD –.

Eu que sempre fui fã da série CSI – Crime Scene Investigation não podia estar mais do que curiosa em descobrir como o criador deste seriado narraria um livro que tem como temática um assassino psicopata, doente e cruel.

O livro é de uma leitura rápida. Digo no sentido de que ele não apresenta um linguajar nem estrutura muito complexa. O texto é simples e totalmente descritivo com capítulos curtos que tem sempre uma imagem no seu início as quais é interessante se prestar atenção.

O livro trata de um assassino que atingiu o mais alto grau de crueldade em seus crimes, tendo sido criado para ele um novo grau, o Grau 26, e daqueles que tentam capturá-lo. E é aí que entra Steve Dark. Ex-investigador da polícia, foi a pessoa que chegou mais perto de capturar  Sqweegel, como ficou conhecido o assassino.

Porém, após fracassar, sofreu uma enorme perda, com ligação com o caso, tendo então se afastado do cargo para tentar reconstruir sua própria vida.

Tudo muda quando anos depois é procurado por seu antigo chefe do FBI, em que este afirma seu desejo de que Dark assuma novamente a posição de investigador principal do caso, principalmente porque sofre uma pressão de grandes nomes do governo, uma vez que a última vítima de Sqweegel teria alguma ligação com alguém do alto escalão.

Dark nega-se a ajudar, entretando muda de idéia não apenas pela lealdade ao antigo chefe que sofre ameaças caso Dark não aceite o cargo, como também porque sua família – esposa e filho do qual esta está grávida –passa a ser ameaçada por Sqweegel.

Um lado interessante do livro é o fato de que o investigador do caso já fracassou uma vez na caçada ao assassino. Este sim um fato diferente em um livro de investigação policial – quando se lê muito de um gênero só, alguns clichês passam a se tornar mais perceptíveis e desanimam a leitura.

Outra coisa diferente proposta nesse livro é a leitura interativa. Ao final de cada capítulo uma senha é fornecida para que o leitor acesse uma página da internet ao qual terá acesso á um vídeo sobre o capítulo lido.

Como li durante uma viagem, não acessei nenhum desses vídeos. Em verdade eles não fazem, de fato, falta para que se tenha o entendimento do que está sendo narrado, ainda que uma ou outra informação se perca. A exemplo, em um capítulo, há o recebimento deu uma mensagem. Esta não é revelada no livro, tendo prosseguimento o capítulo seguinte, como se o leitor soubesse qual mensagem é. Ou seja, em algum momento ela foi revelada a quem acessou o site. Não prejudica a história mas fica um pouco a curiosidade.

Eu, particularmente, gosto de formar meus próprios personagens em minha cabeça, por conta da minha imaginação. Por essas e outras costumo me decepcionar quando um livro é adaptado para o cinema.

Ao ler diversas resenhas, algumas pessoas deixaram expresso que os vídeos atrapalharam em partes a leitura do livro por terem tirado um pouco dessa essência deles.

Por isso, por inclusive já ter terminado de ler o livro, decidi não ver os vídeos do site.

Minha amiga disse que no último livro, tem um vídeo que se não é assistido, interfere no entendimento da história. Mas bom, isso eu vou deixar pra descobrir na hora, e se preciso for, assisto á ele.Por enquanto, estou me abstendo. Até porque dá muito trabalho ter que ler um livro e ficar parando pra acessar o computador de capítulo em capítulo.

Outra coisa, a leitura não é a das mais leves, mas não é toda essa coisa que comentam de:”é só para os fortes”. Mas sim, contém cenas de violência, referências sexuais e brutalidade.

P.S.:Finalmente mais um livro postado lol Até o próximo. E que a preguiça não me impeça de postar logo xD.