[Resenha] #LIVRO 22 /2016 – HARRY POTTER AND THE CURSED CHILD BY J.K. ROWLING, JOHN TIFFANY E JACK THORNE

Cursed

Título: Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter #8)

Parts I & II (Special Rehearsal Edition)

 Autor: J.K. Rowling

John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Scholastic Inc.

Páginas: 320

 

The Eighth Story. Nineteen Years Later.

Based on an original new story by J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany, a new play by Jack Thorne, Harry Potter and the Cursed Child is the eighth story in the Harry Potter series and the first official Harry Potter story to be presented on stage. The play will receive its world premiere in London’s West End on July 30, 2016.

It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.

While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places. (retirado do skoob).

Como poucos devem ter percebido, eu sou um pouco viciada na série Harry Potter (você jura? Lol) e como não podia deixar de ser, estava mais do que ansiosa para ler Harry Potter and the Cursed Child desde o dia em que ele foi anunciado. Então, não deu pra segurar a ansiedade e eu acabei comprando ele em inglês mesmo. Esperar até o lançamento nacional ia me matar de ansiosidade.

Antes de mais nada, gostaria de esclarecer, para as pessoas que acompanham minha jornada dos 42 livros, que sim, eu pulei os outros livros que deveria resenhar, para vir falar de Harry Potter! Sim, pretendo voltar e resenhar os outros livros que faltam, mas como eu tenho meu controle de leituras, decidi deixar as numerações originais, por isso, meus post pularam do livro 18 para o 22. Em seguida, vou voltar postando eles com suas respectivas numerações. – Agradecemos a compreensão! – .

Primeiramente, vou comentar aqui o fato de que quando peguei esse livro para ler, alguns amigos já tinham realizado a leitura e todos eles me disseram que eu leria o livro em questão de meia hora, que seria uma leitura rápida! E não deu outra. Quando eu comecei a ler, não conseguia mais parar, e só o fiz quando o livro terminou.

Antes de falar da história em si, vou comentar a estrutura do livro.

O livro físico:

A capa dele é só um revestimento de papel, como vemos ali na foto. Um pouco ruim, para pessoas que como eu que  gostam de carregar o livro na bolsa, mas a vantagem é que, como podemos ver segunda imagem, o livro é lindo sem esse revestimento. Bem aqueles livros antigos que a gente vê em biblioteca. Fiquei encantada.

Sobre o livro em si:

Como alguns já sabem, Harry Potter and the Cursed Child surgiu como uma peça de teatro, e supostamente, não deveria ter um livro. Muitos fãs que não teriam a chance de ver a peça reclamaram e por fim a publicação do livro foi anunciada. Por que isso é importante?

O livro foi lançado como surgiu, como o roteiro de uma peça de teatro. Então, diferente dos outros livros em que tudo é muito bem detalhado e escrito, Cursed Child é baseado em suma em diálogos, em que as ações silenciosas dos personagens se dá por simples passagens descritivas: “tal personagem entra em cena e se junta aos demais”, “tal personagem envia um correio coruja”.

Confesso, de início é meio estranho esse formato, e levei um tempo para me acostumar, mas, devo dizer que essa forma traz uma leitura mais dinâmica, um dos motivos pelo qual a leitura do livro é rápida.

Agora, a história.

Desde o começo eu havia tirado todas as expectativas que eu tinha sobre ela, e foi a melhor coisa que fiz. Com isso, pude aproveitar muito o enredo do livro e adorar.

Primeiro, temos que ter em mente que o livro não é continuação da série Harry Potter em geral, então não vão ler o livro achando que vão ver aventuras do famoso trio como foram nos outros sete livros. Aliás, nesse livro Harry Potter nem mesmo é o personagem principal, assim como os demais personagens originais da série, eles são todos apenas parte de uma história muito maior.

O livro começa examtamente no trecho em que o Relíquias da Morte terminou: Albus Severus, o segundo filho de Harry e Gina está embarcando para seu primeiro ano em Hogwarts, em que o menino está ansioso quanto ao seu futuro: “E se eu cair na sonserina?” ele questiona.

A narrativa se passa em torno do dia-a-dia de Albus Severus Potter, filho de Harry Potter e Gina Weasley. Nascido em uma era em que seu pai é um grande herói, o menino se vê perdido quanto a sua própria identidade.

Albus é descrito como um menino quieto, inseguro, inocente e incompreendido. Sonserino, passa a ser o melhor amigo de ninguém menos que Scorpios Malfoy, menino que devido à sua origem sofre com o preconceito de outros bruxos.

Aqui nasce mais uma história de amizade incondicional. A tradicional caracterísica da saga, que focou muito nesse tema.

Nesse meio tempo, o mal, aquele que foi vencido com a derrota de Voldemort, parece estar tentando voltar e ganhar forças. No meio disso tudo, rumores de que Voldermort deixou na Terra um herdeiro se tornam cada vez mais fortes.

O livro foca também nos personagens da série original tentando se adptar ao mundo adulto, trabalhar para o ministério, ter a vida atribulada e claro, tentar ser pais responsáveis na criação dos filhos.

Principalmente Harry, que tem dificuldades de alcançar Albus. E é a partir da insatisfação do relacionamento deles que toda história começa. Aliás, uma das coisas que detestei no livro. Passei muita raiva com as atitudes de Harry, que dava muitos foras no quesito ser pai. Que coisa, dava vontade de dar uns socos nele pra ver se ele acordava pra vida.

Harry Potter and the Cursed Child é sim um bom livro, quando você passa a perceber que ele não é uma continuação da famosa série, e passa a aceitá-lo como uma história paralela. Eu gostei muito. Foi muito legal, depois de tantos anos, poder ter de novo contato com os personagens que fizeram parte da minha adolescência inteira.

Anúncios

#Livro 18 e #MLI2016 – O Destino da Número Dez (Os Legados de Lorien #06) by Pittacus Lore

CAPA_ODestinoDosDez_WB.jpg

Título: O Destino da Número Dez

(Os Legados de Lorien #06)

 Autor: Pittacus Lore

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Dessa vez vou colocar o alerta spoiler bem aqui, uma vez que para quem não leu nenhum dos livros da saga Legados de Lorien, o resumo do livro em si já é um spoiler gigante. Só vá em frente se você tiver certeza de que receber infos sobre o livro – e uma série inteira – não irá prejudicar sua leitura, nem deixar você bravo – ou seja, se você for sensível quando o assunto é spoiler – no mais, posso dizer que se você não conhece a série, eu particularmente acho que ela vale muito a pena. Eu na verdade tentei fazer uma resenha sem muita informação que entregue a história, mas como eu já tinha comentado em um post anterior aqui no blog, é impossível escrever sobre um livro em série, quando esse já é o sexto livro dela. Mas, se rolar interesse quanto à saga, e você ainda não leu nada sobre ela e prefere começar do começo, tem resenha de todos os livros aqui no blog e um resumão da série até o momento também.

Eu sou o número quatro

O poder dos seis

A ascensão dos nove

A queda dos cinco

A vingança dos sete

Livros em Série – Os Legados de Lorien

 

 

A Número Um foi capturada na Malásia.

A Número Dois, na Inglaterra.

O Número Três, no Quênia.

E o Número Oito, na Flórida.

Mataram todos eles.

Eu sou a Número Seis.

Mas nossos números não tem mais importância.

Agora não somos mais os únicos com Legados.

O fim está próximo. Por anos, a Garde lutou contra os mogadorianos em segredo. Mas agora a invasão começou e os mogs vieram para ficar. John lidera a batalha em Nova York. Quando tudo parece estar contra os lorienos e a humanidade, Sam, seu melhor amigo, inexplicavelmente começa a desenvolver poderes – os Legados. Enquanto os dois tentam encontrar Cinco e Nove em meio ao caos e à destruição, eles se deparam com uma adolescente com habilidades que antes pertenciam apenas aos Gardes. Se ela é uma inimiga ou aliada, só o tempo dirá.

A Garde está enfraquecida, lutando para sobreviver. A única chance de vencer a guerra contra os mogadorianos de uma vez por todas é destruir seu líder – mas destruí-lo significa condenar Ella a um destino cruel. Se os Gardes não encontrarem uma forma de deter os mogs, acontecerá com os humanos o mesmo que aconteceu com os lorienos: todos serão aniquilados. (retirado do skoob)

O que dizer desse livro?

Tudo começa pelo fato do livro anterior ter acabado bem na hora em que as coisas estavam ficando tensas entre a Garde e Setrákus Rá. Nova York destruída, parte do mundo dominado pelos mogadorianos, a humanidade ameaçada e completamente assustada. Para piorar, a Garde não pode ferir Setrákus Rá sem que Ella seja também afetada.

A Garde ainda tem outro problema, Nove e Cinco estão em conflito em algum lugar dos EUA, John e Sam tentando encontrá-los. Enquanto isso Seis e Marina, juntamente com Adan, estão no Templo Lorieno, e não tem como sair do lugar, uma vez que foram sabotados por Phiri Dun-Ra.

Mas nem tudo parece estar perdido. John e Sam encontram pelo caminho na busca de Nove e Cinco uma menina que parece ter desenvolvido poderes de telecinesia, assim como Sam. O problema é que ela não parece lá muito confiável, uma vez que está confusa com tudo que anda acontecendo na Terra e na sua vida, agora com poderes especiais alienígenas.

No meio dessa confusão, Ella entra em contato com John, tentando lhe passar informações úteis contra Setrákus Rá, informando ainda que os planos dele incluem atacar o Templo de Lorien, local onde se encontram Seis e Marina. John então passa a tentar pensar em um plano que inclui achar Nove e Cinco e ainda, avisar aos outros que eles correm perigo se permanecerem no Templo.

Aí é que surgem agentes do FBI que os abordam, obrigando John, Sam e a nova menina, a se reunirem com a Agente Walker e outros agentes da inteligência americana, que querem que a Garde lhes forneça informações para parar a invasão mogadoriana.

O grande problema para a Garde é a politicagem – como tudo na vida – uma vez que os grandes representantes do país estão inclinados a negociar com os mogs, tentando evitar a todo custo um confronto direto com eles. O problema é que a exigência é que o governo entregue os Gardes.

Em meio a negociações John consegue entrar em contato com Seis, sendo que ao avisar que Setrákus Rá está se dirigindo para lá, decidem ficar e tentar proteger o local, com a promessa de John de que este vai tentar se juntar a eles.

Então, tudo desanda. O local onde John se encontra sofre uma ataque de uma criatura estranha, Setrákus Rá alcança o Templo de Lorien, e entra em luta com Seis, Marina e Adan. Tudo parece perdido. Até que surge uma ajuda inesperada aos protetores do Templo. Muita luta e explosões e uma interferência inesperada de Ella, com uma conferência da Garde, que pode mudar todo o rumo da história.

O livro é muito bom. Eu sou suspeita para falar, claro, sendo fã incondicional da série. Apesar do livro ser mais parado em alguns momentos, sem muita ação, foram interferências necessárias para dar um rumo a trama, introduzindo o roteiro do próximo livro, que é aliás, o último da saga, além de explicar muuuitas coisas deixadas no ar nos livros anteriores. É basicamente um livro de ligação da série para o seu final.

A ação fica deslocada para o final do livro, terminando de forma crítica, bem naquela hora que quem está lendo está tão absorto nos fatos, que quando acaba bate até uma revolta pelo autor terminar o livro daquele jeito. O gancho para o próximo livro foi feito de forma espetacular.

A pior parte do livro é ter que esperar para ler a continuação. O último livro da série – que eu já comentei sobre por aqui – já foi lançado fora do Brasil. Estou me segurando para não ler ele em inglês, mas como tenho todos os livros da série na versão brasileira, decidi esperar até o final do ano para ler. Agonia total nessa espera.

Como sempre, super recomendo a leitura da série. Acho ela incrível em diversos aspectos!

P.S.: Finalmente saiiiuu a resenha. No fim, decidi pelo alerta spoiler e fazer uma resenha completa. Estava muito difícil tentar escrever de forma genérica, ainda mais considerando esse ser o penúltimo de uma série inteira.

Aos poucos vou me organizando e colocando as coisas no eixo, melhorando o blog, atualizando. Tenham paciência comigo! ^^

#Livro 17/2016 e #MLI2016 –  A Lista de Brett by  Lori Nelson Spielman

brett

 

Título:  A Lista de Brett

 Autor: Lori Nelson Spielman

Editora: Verus

Páginas: 364

 

Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.

Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados. (retirado do skoob)

 

Esse livro foi uma leitura surpresa da minha semana. Como eu estava focando nos livros de temas da MLI 2016, nem estava cogitando ler ele. Mas todo dia voltando do trabalho, passo em frente à uma antiga banda de revistas que hoje se dedida à venda de livros. E toda vez que eu passava por ela, via esse livro na estante. Ai, não teve jeito.

Foi um livro que eu comecei a ler em um sábado e terminei ali mesmo, deitada no sofá, enrolando pra ir terminar de arrumar o caos que era minha mudança, que aliás, eu ainda não terminei de mexer.

Eu comecei esse livro pois queria ler um livro mais leve, ao invés de continuar O Destino da Número Dez ou O Orfanato da Sra. Peregrine. Na verdade, não sei o que eu esperava de fato quando li o resumo desse livro pois, ele não é exatamente leve.

A história começa com Brett de luto pelo recém falecimento de sua mãe. Para ela, lidar com a perda da mãe é muito mais difícil do que para seus irmãos, afinal, era ela que estava com a mãe o tempo todo perto do fim.

Apesar de todo o luto, a mãe de Brett era uma empresária de grande sucesso, e existe um grande negócio que Brett deve assumir. Com a ajuda de Charlotte, esposa de seu irmão, que antes de sua mãe falecer, era seu braço direito na empresa.

Porém, no momento da leitura do testamento, a grande surpresa. A mãe de Brett não lhe deixa as ações da empresa, tendo Charlotte assumido sua presidência. Pior que isso, sua mãe lhe deixa uma lista de desejos que a mesma havia escrito quando era uma adolescente, e para que esta receba sua parte da herança, deve cumprí-las todas ao fim de um ano. O problema é que a Brett que escreveu aquela lista não é nem de longe a Brett que tem que cumpri-la.

Para ser bem sincera, eu não consegui me aproximar muito dos personagens desse livro. Acho que por se tratarem de personagens um pouco fora da realidade que eu conheço, uma vez serem herdeiros, ricos e tudo mais.

Mas, é interessante acompanhar a trajetória de redescoberta de Brett, através de uma lista que ela nem mesmo lembrava de ter escrito. A busca por paz de espírito, questionamentos sobre seu atual relacionamento, amizades do passado e traições enquanto tem que lidar com o luto.

Confesso, odiei muito alguns personagens do livro. Um deles, o irmão mais velho dela, uma pessoa prática. Prática até demais. Ainda mais quando estamos tratando de um momento em que eles acabram de perder a mãe. Às vezes, quando ele aparecia e falava algunas coisas, eu ficava me imaginando no lugar da personagem e dando uns tapas nele, sabe como é, só pra descarregar a raiva.

E também, ressenti um pouco a mãe dela. A verdade é, se fosse eu no lugar dela, eu ficaria com muita raiva. Não pelo dinheiro, não pela herança, mas pelo fato de saber que minha mãe me colocaria numa situação tão zoada, tão imediatamente após sua partida, com coisas que ela poderia muito bem ter me dito pessoalmente.

O livro tem ainda um certo mistério, e coincidências muito legais de acompanhar.Devo dizer que achava muito divertido acompanhar a trajetória do homem do casaco – sem mais detalhes para não dar spoiler – e ainda que eu tenha sacado essa parte da história muito rápido, tipo, já nas primeiras passagens, esse ‘mistério’ foi um dos mais legais de acompanhar de toda a história.

Apesar de não conseguir me aproximar muito dos personagens durante a leitura, e ainda, não conseguir gostar muito das partes cheia de drama – eu já disse que esse livro tem muitas passagens tristes? – não tem como não torcer para que Brett de fato complete sua lista, seja pela herança, seja pela satisfação pessoal, ainda mais quando acompanhamos as partes em que ela se livra de diversos monstros do passado.

É um livro de redescoberta e sonhos. E é diferente ver alguém ser obrigado a relembrar seus sonhos de adolescente e mais, ser obrigado a ter que ir atrás deles, independentemente do objetivo final por trás dessa motivação. Mas, é legal ver que aos poucos a personagem passa a trazer de volta para si esses sonhos todos.

P.S.: Sim, as resenhas estão tooodas atrasadas, as leituras também. Essa semana termina a MLI2016 e eu devo fazer um post encerrando a última semana dela e depois um post com um  balanço geral de como ela foi. Flop, será? E aí, seguirei postando as resenhas que faltam ao longo do mês de agosto, fora a surpresa que eu tenho preparada para este mesmo mês ainda! O blog vai ficar mais movimentado a partir de então!

#LIVRO 16 /2016 E #MLI2016 – ANEXOS BY RAINBOW ROWELL

Anexos-de-Rainbow-Rowell

Título: Anexos

 Autor: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Páginas: 368

 

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria…? (retirado do skoob)

 

Como eu havia adiantado no post passado, Anexos foi o livro que eu li para a segunda semana da Maratona Literária de Inverno 2016, em que a temática proposta foi livros “Hype”. Adiantei ainda que tinha adorado o livro. E volto a dizer, adorei. Li ele em um dia só, sem parar para nada.

O livro se passa em um ambiente de escritório, no ano de 1999, onde as conversas por email ainda eram comum, uma era em que as redes sociais não faziam parte do cotidiano, o que nos mostra o quanto as redes sociais influenciam sim nas relações das pessoas, seja na facilidade de acesso à informação na vida dos outros, seja na facilidade de se conseguir uma interação.

Confesso que quando procurei por informações do livro na internet, fiquei um tanto receosa de ler ele, pois vi diversas resenhas dizendo que o livro era muito ruim, pois tentava romantizar uma relação ‘stalker’ e dizer que essa seria algo bonito e fofo, condenando e muito a autora. Mas no caso do livro aqui, eu particularmente não vi uma situação que se encaixaria nesses moldes, e que fosse motivo de tanta revolta com o texto do livro, mas isso é uma opinião pessoal minha.

Eu achei o livro muito fofo. Ele demonstra muito a insegurança dos personagens diante as mudanças propostas pela vida. Isso é muito retratado pelo personagem principal, que após uma experiência ruim vivida quando jovem, se encontra preso em um emprego que odeia, na casa da mãe, sem vontade de buscar independência, sem ao certo saber o que que para o futuro. Muito parecido com muita coisa que eu e pessoas que conheço que tem idade próxima a dele viveram ou vivem.

E ainda, temos uma grande demonstração de humor, na troca de email entre duas amigas que não estão nem aí para o alerta de advertência da empresa.

Um amor que acontece do contrário, antes das aparências.

Eu recomendo o livro sem dúvida nenhuma, achei ele inclusive melhor do que Fangirl, outro livro da autora, que eu li esse ano.

#LIVRO 12 /2016 –Fangirl by Rainbow Rowell

FANGIRL_1407175538B

Título: Fangirl

 Autor: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Páginas: 424

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.

Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.

Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?.(retirado do skoob)

O que falar desse livro?

Primeiro vou começar falando da autora Rainbow Rowell, que é a mesma pessoa que escreveu o livro Eleanor & Park, super popular e que, estava na minha lista de leitura – digo, está na minha lista – fazia um booom tempo. Porém, conversando com uma amiga minha sobre os livros que ela estava lendo, ela elogiou muito Anexos – que está na minha TBR da #MLI2016, pra quem não sabe do que se trata, dá uma conferida AQUI 😉 – e Fangirl. Então eu como quem não quer nada, passei Fangirl na frente de todos os livros que eu queria ler ou que estava lendo, porque sim.

E posso dizer, não me arrependo, pois o livro é bom.

O que dizer de Fangirl …

Como eu já havia escrito aqui no blog antes, eu sou uma pessoa que lê fanfics com uma frequência muito maior do que leio livros, aliás – você pode ler um pouco sobre isso AQUI, pra quem quer saber o que é uma fanfic ou pra saber da minha história com elas XD -. Então, eu meio que me identifiquei um pouco com a Cath– “Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns;” –  tirando o fato de que eu não  escrevo uma fanfic de sucesso. Aliás, eu nunca escrevi uma fanfic, apesar de muitas vezes ter tido ideias para fazê-lo. Só nunca levei nenhuma delas para frente.

Mas mesmo assim, uma fangirl entende a cabeça e o coração de outra fangirl. Quando todo mundo acha que você é meio maluca. O meu mundo literário fangirl é Harry Potter, aliás.

A autora do livro tem um jeito de narrar sua história de forma bem leve. A linguagem é de fato adolescente, o que se espera de um livro Young Adult.

Cath é uma pessoa muito fechada, sem muitos amigos, que não tem na escola uma forma de socialização ou vivência. Seu mundo se resume à seu quarto, seu notebook e sua história. Autora de uma fanfic muito famosa, ali no mundo virtual ela vive uma vida muito diferente da reclusa vida “real”. Complexada com as diferenças e comparações com a irmão gêmea Wren, as duas partilham o amor pelas histórias de Simon Snow.

Ir para a faculdade, ter que se mudar para um alojamento, dividir o quarto com uma desconhecida – se sentir traída pelo fato da irmão gêmea, pessoa que considera sua única amiga, não querer dividir o quarto com ela – ter que lidar com pessoas do sexo oposto, com o gostar, com a vida em si.

A narrativa de Rainbow Rowell é bastante real. Quem não passou por uma fase conturbada na adolescência? A assustadora transição entre a vida de ensino médio e a faculdade?

Acho que por ter passado por todas essas fases – apesar de eu não ser exatamente reclusa e tímida como a personagem principal – os medos e dissabores com a vida aconteceram, e muito, e por isso ao longo da história, ao me encontrar nas diversas situações em que ela se encontrava, eu meio que me encontrei.

Certo que em alguns momentos achei Cath muito dramática. Mas a história te puxa tanto para dentro dela, que enquanto lia, tinha vontade de entrar no livro e dar umas sacudidas na menina para que ela parasse de drama. E eu não queria parar de ler.

Outra coisa que pode incomodar um pouco são os trechos da fanfic que aparecem ao longo dos capítulos. Devo confessar que não li alguns trechos de fato. Alguns deles eu passava só o olho pra entender o grosso da história, mas não prestei muita atenção. Mas tirando isso, um pouco do exagero do drama da personagem principal, e o pouco desenvolvimento de alguns personagens, esse livro é muito bom.

Em alguns aspectos, acredito que a autora tenha abordado temáticas muito importantes para os jovens da atualidade. Talvez, e só talvez, eles tenham sido colocados de forma muito leviana, e tenha faltado um pouco do aprofundamento desses, mas não que isso estrague o livro. É só que, como estou lendo muitos livros que tratam de temas mais sérios, ás vezes parece que fica faltando algo durante uma leitura que não foca tanto nos temas e mais na parte do desenvolvimento do personagem principal.

Achei que poderia haver também um pouco mais de desenvolvimento de alguns personagens. Mas de novo, é uma questão de prioridades, daquilo que a autora queria focar. Mas um dos personagens que mais me cativou, ficou um pouco no ar.

E bom, o livro é muito bom, leitura mais do que recomendada aliás, mas eu devo dizer com sinceridade que esperava um pouco mais do final.

Tantas reclamações mesmo dizendo que o livro é bom né? Acho que é porque eu gostei dele, que de alguma forma, eu esperava mais dele. Confuso? Pois é.

Eu mal posso esperar pra ler Anexos, e claro, já coloquei os outros livros da autora na minha lista de leituras para o futuro.

P.S.: Ainda tenho mais dois livros para postar aqui e mais um off-topic, e queria fazer isso antes da Maratona Literária de Inverno 2016 começasse, mas não sei se vou conseguir. Mas vou postando aos poucos, cada coisa no seu tempo daí. Mas eventualmente colocarei tudo em dia por aqui xD.

 

 

#LIVRO 11 /2016 – A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista by Jennifer E. Smith

A_PROBABILIDADE_ESTATISTICA_DO_AMOR__PR_1363121079B

Título: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista

 Autor: Jennifer E. Smith

Editora: Galera Record

Páginas: 224

Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia..(retirado do skoob)

Alguém aqui acredita em acaso? Nessa história de Jennifer E. Smith, o acaso é praticamente o personagem principal.

O livro já tem um diferencial por se passar num período de 24 horas. Esse espaço de tempo dá uma dinâmica bem diferente á narrativa por ser todo narrado em tempo corrido.

Hardley, uma menina de 17 anos está vivendo um dilema. A separação dos pais foi um fator traumático em sua vida, mas agora ela está se dirigindo ao casamento de seu pai com Charlotte, pessoa que considera ser a responsável por todos os dissabores vividos por sua mãe e ela, uma vez que ela teria roubado seu pai. E o pior, Hardley será uma das madrinhas do casamento. Apesar das tentativas de Charlotte e de seu pai, Hardley tem certos rancores dos dois, principalmente de seu pai, tendo assim sempre mantido uma distância do casal, o que torna tudo mais estranho, ir ao casamento do pai com uma mulher que ela nunca conheceu.

Oliver é um menino britânico, que está nos EUA para estudar, sendo aluno da Universidade de Yale, e está voltando pra casa.

No dia do embarque, no aeroporto JFK em Nova York, por ironia do destino, Hardley perde seu voo por meros 04 minutos de atraso. O que são 04 minutos?

Na espera de seu próximo voo, tendo um certo tempo de espera até aí, Hardley conhece Oliver, que se mostra muito educado. Para sua surpresa, ambos estão no mesmo voo e por fim, acabam viajando em poltronas vizinhas, o que gera uma confortável viagem de horas de conversa, onde os assuntos não acabam mais. A química é inegável. Seria isso amor? As próximas horas do casal são caóticas, mas não tem como não ler e torcer por um final feliz.

O livro mostra o Amor em diversas perspectivas. O amor a primeira vista, o amor cultivado na família, o amor de pai, o amor de mãe, o amor de madrasta, o amor machucado, o amor a ser conquistado. A história é leve e trata do assunto de forma bem sutil, o que consegue afastar um pouco a narrativa do clichê.

Esse livro é curtinho, e a leitura é rápida, flui de uma forma que depois que você começa, fica difícil de parar. A narrativa é bem feita, o que deixa a pessoa que está lendo super perdida no espaço-tempo do livro. Eu comecei a ler esse livro umas 23hrs de uma quarta-feira, tinha que acordar as 6 hrs do outro dia, e mesmo sabendo que precisava ir dormir, não conseguia parar. Tanto é que sacrifiqueis umas horinhas do meu sono e só parei de ler ele quando ele acabou. Sim, li em uma sentada – ou no meu caso, deitada – só.

O livro é altamente recomendável por esses detalhes que citei acima. Não conhecia a autora, mas já estou de olho em outros títulos dela.

P.S.: Aliás, li esses dias que o livro vai virar filme, tendo inclusive já escolhidos seus diretores e o atores que viverão Oliver e Hardley. Será que eu finalmente vou ver um filme pra poder fazer um post Livro x Filme, já que o prometido do  “Eu sou o número quatro” ainda não saiu? Lol.

#LIVRO 10 /2016 – Will & Will – Um nome, um destino by David Levithan e John Green

20160208_140345.jpg
Hoje com uma foto tirada por mim. Esses dias de friozinho pedem sempre um chá com um bom livro ❤

Título: Will & Will

 Um nome, um destino

Autor: David Levithan e John Green

Editora: Galera Record

Páginas: 352

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.(retirado do skoob)

 

Um dos motivos que me levou a adquirir esse livro foi o fato de um dos autores ser o John Green. Confesso que nunca tive muita curiosidade em ler livros desse autor, apesar de ter ouvido falar maravilhas de muitos deles, por causa da temática normalmente abordada por ele, que não faz muito meu estilo. E, nunca tinha ouvido falar do David Levithan, mas pesquisei depois sobre ele, e vi que ele aborda muito temos que envolvem homossexualidade, aceitação e juventude. Achei interessante e inclusive coloquei alguns outros livros dele na minha lista para conferir depois.

Como tenho tentado mudar um pouco minha dinâmica de leitura e diversificar, resolvi dar uma chance para esse livro.

O livro conta a historia de dois garotos que tem o mesmo nome, Will Grayson, e apesar de terem o mesmo nome, apenas isso o tem em comum. Até que então um dia, eles se conhecem em um sex shop em Chicago, momento no qual tudo muda e então, o meninos de mesmo nome passam a ter seus destinos unidos por mais do que um nome comum.

A estrutura do livro é feita de forma que cada capítulo é contando por um Will diferente, sendo este fato demarcado pela forma como as letras do livro se apresentam. Isso na verdade me incomodou um pouco uma vez que as escritas de um dos Wills é toda feita em letra minúscula. É uma questão visual, mas que eu acho estranho e não gosto.

O livro é leve, apesar de tratar de um tema que é considerado ainda hoje polêmico. Com uma certa dose de humor e sarcasmo, os autores lidam com a adolescência, as descobertas do amor, a homossexualidade e a aceitação.

Em um mundo até quase fantasioso, os autores colocam o tema da homossexualidade com naturalidade, em que este é aceito, discutido e encarado de forma simples, uma realidade que infelizmente não nos pertence ainda.

Primeiramente somos apresentados ao Will Grayson hétero, de Chicago, melhor amigo de Tiny Cooper, um personagem carismático, assumidamente gay, que tem suas doses de loucura no decorrer do livro. Will é uma pessoa que tem como um dos seus objetivos de vida o de evitar confusão, ficando sempre na sua, com seu grupo específico de amigos que incluem a Jane, uma menina descolada, sendo que os três estão quase sempre juntos.

 

Já o outro Will Grayson é um menino reservado, que durante a leitura do livro dá a entender ter sintomas de depressão, e uma vida bem diferente da que o primeiro Will vive. Sua vida incluem apenas a escola, uma amiga não exatamente amiga, e a internet que lhe traz uma nova experiência, a de gostar de alguém.

A vida dos dois Will se une quando numa noite se encontram em um sex shop em Chicago, sendo cada um levado até lá por circunstâncias diferentes.

O livro tem um humor sarcástico do qual eu realmente gostei, e trata de temas difíceis de forma leve. O real objetivo é mostrar o dia-a-dia de seus personagens lidando com a vida e o crescimento. Uma das coisas mais legais é o personagem Tiny Cooper, um adolescente homossexual, muito bem assumido, obrigada, e que luta pela sua causa de um jeito irreverente.

Um pouco me incomodou o fato de o livro se chamar Will & Will pois eu tinha expectativas quanto a esse nome para a história. Mas no fim, Tiny Cooper é quem rouba a cena, tendo uma participação gigantesca na história em si. Não que seja uma coisa ruim, mas não sei, me incomodou um pouco, acho que eu queria um pouco mais o desenvolvimento dos Wills, principalmente do primeiro, que passa até por uma fase de “ser esquecido” na narração que foca em Tiny.

O livro em si é bom, meio bobo em algumas partes, mas que trata de assuntos sérios, e que deveriam ser tratados muito mais vezes como o é no livro, de forma muito mais natural, sem preconceitos.

P.S.: Dei uma sumidinha, eu sei, mas estava fazendo concursos um seguidos dos outros, e tenho algumas aulas da pós pra colocar em dia. Foi corrido. Agora, estou com um pouco mais de tempo, então finalmente resolvi passar por aqui. Já tenho outro livro quase pronto pra postar, vou tentar fazê-lo em breve! ^^

 

#LIVRO 08 /2016 – O Sal da Vida (O Que Faz A Vida… Valer A Pena) by Françoise Héritier

O_SAL_DA_VIDA_1380822916B

Título: O Sal da Vida

 (O Que Faz A Vida… Valer A Pena)

Autor: Françoise Héritier

Editora: Valentina

Páginas: 108

Existe uma forma de leveza e de graça no simples fato de existir, que vai além das ocupações, além dos sentimentos poderosos e dos engajamentos políticos. É sobre isso que este livro fala. Sobre esse pequeno plus que nos é dado a todos: “O Sal da Vida”. Nesta meditação, nesta espécie de poema em prosa em homenagem à vida, totalmente íntimo e sensorial, a renomada antropóloga Françoise Héritier vai atrás das pequenas coisas agradáveis (às vezes nem tanto) às quais aspira o mais profundo do nosso ser: as imagens e as emoções, os momentos marcados de recordações que dão sabor à vida, que a tornam mais rica e mais interessante do que muitas vezes acreditamos que ela seja, e que nada nem ninguém poderá nos tirar, nunca, jamais! (retirado do skoob)

Esse livro não é exatamente um livro. Ele é diferente.

Tudo começa com a autora do livro recebendo um postal de seu amigo e médico pessoal dr. Jean-Charles Piette. Ao ler o conteúdo do postal, passa a pensar e após respondê-lo, percebe que ainda há muitas coisas que quer dizer á ele. E assim surgiu esse livro.

Ele se trata de uma grande lista de coisas que a autora descreve diversas coisas que fazem parte do cotidiano das pessoas, ações simples e completamnte corriqueiras, que por muitas vezes não  enxergamos como especiais, como poder andar descalço, ouvir uma música, comer algo que realmente deseja, dentre outros.

A autora então chama esses momentos de “o sal da vida”, aquele elemento que assim como o sal, provém um diferente sabor aos alimentos, são momentos que trazem um “tempero” diferente á vida. Sair da rotina, viver e dar valor a cada situação pequena, que geralmente não enxergamos como especiais.

O único problema surge então. A ideia é muito legal. Hoje em dia, presos na rotina da vida de trabalho e tentatiiva de sobreviver e viver, lendo alguns itens da lista pensei muito sobre como perdemos tempo da nossa vida. Porém, a execução da ideia não é exatamente favorável.

A autora faz uma lista. Para ser mais exata, a autora faz diversas listas, e cada capítulo é uma nova lista de coisas que ela considera ser “sais de sua vida”.

E bom, sendo sincera, depois de ler as primeiras listas, as outras se tornam uma leitura um pouco cansativa, para não dizer entediante. São listas com inúmeros elementos. E só.

Sim, você encontra inúmeras coisas interessantes e que te levam a pensar, mas ao mesmo tempo, não há uma forma de captura de atenção do leitor. É como se estivesse lendo uma lista de ingredientes, lista de chamada, etc.

É um livro interessante pela ideia, mas acredito que sua extensão torna a leitura um pouco difícil de se manter o interesse por muito tempo.

Se encararmos ele como um livro que não é um livro, acho que a leitura fica um pouco mais fácil e interessante. Ler uma lista por dia, por semana ou algo assim. Aí talvez. Acho que fazer sua leitura como eu a fiz, de forma contínua – li metade em um dia e a outra metade no outro – tira um pouco do encanto do livro e de sua ideia que é na verdade muito legal.

P.S.: Finalmente consegui escrever. É difícil falar sobre e criticar um livro em que a ideia em si é muito legal.

De qualquer maneira, terminei a leitura de outro livro ontem que me deixou com opniões diversas também. Complicado… Mas em breve espero estar conseguindo terminar o post sobre ele.

Estou em uma semana corrida, aulas da pós, atividade pra entregar, prova do alemão e concurso no fim de semana. Assim que tiver um tempo a mais, volto com a minha ideia de escrever o que foi prometido no meu último off-topic ^^,.

 

 

[off-topic – Diário] Viagem e livrarias (e livros comprados não planejados)

20160311_230138[1]

Estou escrevendo esse off-topic para dar alguns detalhes do que ando fazendo nos últimos dias. E a resposta é? Bom, primeiro de tudo devo confessar que não resisti. Sim, comprei um livro novo.

Bom, vamos começar a história do começo.

Estou viajando esse final de semana. Vim para Cuiabá para fazer a prova de um concurso – pois é, não me pergunte … não vamos falar sobre isso, deixa pra lá – e estou hospedada na casa de uma amiga minha. Como cheguei dois dias antes da prova, resolvemos sair para jantar no shopping e enquanto minha amiga resolvia algumas questões pessoais dela, eu resolvi fazer o óbvio, fui conhecer a livraria do shopping.

– Sim, eu sei que você que está lendo isso e que já leu algum post off-topic meu já deve estar imaginando o que aconteceu –.

Entrei na livraria – super ajeitadinha por sinal – e olhando as prateleiras fui abordada por um ou outro atendente me questionando se eu estava em busca de algo. Respondi o clássico “estou dando uma olhadinha” e continuei minha aventura.

Decidi perguntar sobre o último livro da série Legados de Lorien para um dos atendentes e apesar de não terem o livro, senti que foi uma boa ideia ter perguntado, uma vez que ele sabia de qual série se tratava dizendo ter interesse em lê-la e ainda, comentando sobre o filme Eu Sou o Número Quatro – que não, eu ainda não assisti –.

Atendentes muito simpáticos, a maioria com conhecimentos sobre os livros que estavam vendendo. Foi um bom tempo passado.

Até aí tudo certo. Eu não ia levar nenhum livro – até porque, não to podendo né? –  e iria embora quando vi em uma das prateleiras, lindo, olhando pra mim, o livro A Garota na Teia de Aranha do David Lagercrantz, que nada mais é do que a continuação da Série Millenium de Stieg Larsson.

Eu falei sobre esse livro aqui no blog antes – você pode ler aqui se der na telha lol –  e desde então venho esperando pela chance de lê-lo para então poder concluir se essa continuação vale ou não a pena.

E lógico, não deu outra. Comprei o livro. Mais um. Mas, lógico nunca é só mais um. Mas eu havia prometido tentar não comprar mais livros até terminar de ler os que estão na minha estante. Mas, estou dando como desculpa que, depois da minha prova, no vôo de volta, vou precisar de alguma coisa para me distrair, e nada melhor do que um livro certo?

Desculpas á parte, estou feliz com a minha aquisição *-*.

Bom, é isso. Não sei se o próximo post vai ser já a resenha desse livro – será??? O.õ – apesar de que, eu tenho um outro livro que já li mas que ainda não tive a chance de escrever sobre para postar aqui. Assim que voltar para casa, vou tentar fazê-lo.

P.S.:  E pra quem ainda não conhece a Série Millenium . . . tá esperando o que pra ir procurar sobre e ler os livros maravilhosos que compõem essa coleção? Sério, fica aqui minha recomendação. Essa é a minha série literária favorita.

 

 

#LIVRO 04 /2016 – Real, Louco, Mortal by Hannah Jayne

REALN_LOUCON_MORTAL_1392573612B

Título: Real, Louco, Mortal

Autor: Hannah Jayne

Editora: Companhia Editora Nacional

Páginas: 264

Sawyer Dodd sempre desperta inveja por onde passa: é uma excelente aluna, uma atleta dedicada e é a namorada de Kevin Anderson, o sonho de consumo de qualquer garota! Mas, quando Kevin morre num trágico acidente de carro, e ela encontra em seu armário um enigmático bilhete que contém apenas a inscrição “De nada”, Sawyer vê seu mundo virar de cabeça para baixo.

Alguém sabe o que Kevin fazia com ela. Alguém sabe que eles não eram o casal perfeito que pareciam ser. E esse alguém é um assassino que está no encalço de Sawyer, acompanhando todos os seus movimentos… Mortes, intrigas, perseguições, em uma narrativa alucinante onde ninguém é o que parece ser! (retirado do skoob)

Confesso que se me perguntarem o que me levou a escolher esse livro para uma leitura não sei o que responder. Encontrei ele por acaso olhando outros títulos e decidi que queria lê-lo, acho que a ideia de um mistério me deixou curiosa.

E posso dizer que quando comecei a ler Real, Louco, Mortal, jamais imaginei o tipo de leitura que estaria fazendo. O que posso dizer sobre o livro é que ele superou minhas expectativas e ao mesmo tempo deixou muito a desejar.

Sawyer Dodd vive um momento caótico em sua vida. Filha de pais divorciados, a mãe morando longe e o pai casado novamente, morando num lugar onde não se há vizinhos, em que o silêncio passa a se tornar algo perturbador. Não obstante, seu namorado Kevin morre em um acidente de carro. Apesar do luto, muitos não entendem o que se passa na cabeça de Sawyer nesse momento que deveria ser tão triste. Triste, se não fosse um porém. Ninguém sabe, mas Sawyer vivia um relacionamento abusivo com o namorado que a machucava e, quando esta deveria estar triste por seu falecimento, esta entra em conflito com sua própria lógica por não saber ao certo como se sentir nessa situação. Tristeza, alívio, culpa?

No meio de toda essa confusão, Sawyer se sente sozinha, se não fosse por sua melhor amiga Chloe. Além disso, passam a fazer parte de sua vida Logan Haas, o típico menino que não se encaixa no padrão dos populares da escola, que tem seu armário localizado embaixo do de Sawyer, com quem esta tem pequenas interações e Cooper Grey, um aluno novo que passa a demonstrar seu interesse em Sawyer.

No meio do luto forçado, Maggie Gaines, ex-namorada de Kevin e alguém que já foi próxima de Sawyer, vive infernizando-a na escola, a ofendendo quando tem oportunidade e sempre deixando claro sua opnião de que Kevin merecia mais.

“Sawyer absorveu aquela palavra, forte. Quando o casamento dos pais ruiu, as pessoas disseram que ela era forte, só porque ela não havia começado a se cortar nem levado uma arma para a escola. Mas ela não era forte.”

 

E então, de repente, Sawyer passa a receber bilhetes estranhos que passam a referenciar que talvez a morte de Kevin não tenha sido exatamente um acidente. E pessoas que estão presentes na vida da menina passam então a se machucar, e mais bilhetes passam a surgir. Tudo assinado como obra de um admirador. Quando Saywer tenta conversar com alguém sobre esses fatos, as pessoas a julgam por estar passando por um  momento ruim, passam a desconfiar de sua sanidade. E no meio disso tudo, a culpa de todos os acontecimentos passam a apontar para a menina de tal maneira que até ela mesma começa a desacreditar em suas verdades.

Assim, todos e tudo passa a ser suspeito e Sawyer não sabe mais em quem confiar.

Até aqui, a autora havia me surpreendido com sua capacidade de manter o suspense, deixando em aberto quem seria “o admirador”. Confesso que em algumas partes do livro inclusive a gente que está lendo consegue se identificar com a paranóia e frustração da personagem.

Porém, não sei se sou eu, mas em algum momento parece que a autora se perde. Nem falo isso por eu ter “adivinhado” como seria boa parte do final – aliás – mas pelo fato de que a autora deixou de desenvolver muita coisa no final. Como se quisesse que o livro acabasse logo?

Pra mim, que já li uma quantidade considerável de livros nessa temática, algumas passagens eram bem óbvias mas em outras o suspense consumia a curiosidade. E então morreu. Não houve uma exploração real dos personagens após toda a crescente do suspense.

Em algum momento pra mim, parecia que o livro estava com pelo menos algumas páginas faltando. De fato, o final deixou um pouco a desejar pra mim. Mas, não posso negar que a autora soube trabalhar de forma muito boa o mistério a que se propunha.

É um livro que trata de alguns assuntos como assassinatos ainda que não sejam o principal foco, é um thriller. Recomendando pra quem gosta do estilo mesmo.