[Resenha] #Livro 04/2017 – Escola: Os Piores Anos da Minha Vida by James Patterson

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Título: Escola: Os Piores Anos da Minha Vida

# Escola – Livro 01

 Autor: James Patterson

Editora: Arqueiro

Páginas: 288

É o primeiro dia de aula em sua nova escola, mas Rafa Khatchadorian já sabe que será o pior ano de sua vida. Como se não bastassem seus problemas em casa, agora ele terá que descobrir como sobreviver ao sexto ano.

Por sorte, Rafa bolou o melhor plano de todos os tempos: ele se propôs a quebrar todas as regras do colégio, valendo pontos.

Porém, professores, pais e valentões não curtiram essa ideia mirabolante. Será que o plano vai passar de mágico a trágico? (retirado do skoob).

Olá, kika here !~

Hoje vim falar sobre um livro que estava na minha lista de leitura a um bom tempo, mas sobre o qual eu não tinha muitas expectativas.

Conheço o autor por suas publicações da série de livros Alex Cross – os quais ainda não li, mas que gostaria muito – e me surpreendi ao saber que ele possuía uma série voltada para o público infanto-juvenil.

O livro ‘– Escola: Os Piores Anos da Minha Vida’, o primerio da série ‘Escola’ do autor James Patterson, conta a história de Rafael Khatchadorian, conhecido como Rafa, um menino que acaba de iniciar seus estudos no sexto ano. Ao chegar a escola, os alunos recebem um exemplar de um livro da escola Escola Municipal Hills Village, que contém todas as regras de conduta do local, regras essas que não devem ser quebradas, sendo que o aluno que o faz, recebe uma punição.

Tudo que Rafa deseja é passar despercebido na escola, nesse ano que será o pior de sua vida. Porém, desde o começo percebe que essa não será uma tarefa fácil, ao se deparar com o valentão da escola que passa a pegar no seu pé.

Numa tentativa de escapar dessa ‘prisão’ horrível que é a escola, Rafa se junta ao seu melhor amigo Leo e bola um plano mirabolante: quebrar todas as regras da escola, e assim, terminar o ano fora da escola, ou ainda, pelo menos de uma forma que os valentões o deixem em paz.

A leitura do livro é muito leve, sendo que quando você percebe, o livro já até acabou. A leitura flui. Além disso, o personagem Rafa é retratado como uma pessoa de imaginação bem fértil – apelidando professores, imaginando estar lutando com um dragão ao discutir com a professora, etc – e por essas e outras o livro traz inúmeras ilustrações feitas por Laura Park, para representar as ideias, imaginações e desenhos feitos por Rafa.

“E o melhor era que ninguém mais estava rindo de mim. Agora, todos estavam rindo junto comigo. Isso fazia toda a diferença! Tipo noite e dia, preto e branco…

Ou, nesse caso, perder e ganhar”

Um dos motivos que considero esse livro como uma leitura fácil, é pela sua simplicidade, com uma narração em primeira pessoa.

Além dos problemas na escola, Rafa ainda compartilha como se num diário, as situações enfrentadas em sua casa, em que a mãe trabalha que nem uma condenada para sustentar os filhos, o namorado folgado da mãe que só quer saber de ficar no sofá vendo tv e sua irmã mais nova. Ainda, Rafa tem sua primeira paixão de escola, por uma menina que prefere seguir a risca as regras.

Eu empaquei nos livros que estava lendo e escolhi esse livro para tentar me trazer de volta as leituras e foi sim uma leitura pra lá de agradável, super recomendada.

– Nas Telonas –

Em 2016, o livro foi adptado para as telonas, em um filme que leva o mesmo título “Escola: Os Piores Anos da Minha Vida”.

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A sinopse do filme consta:

Rafe Katchadorian é um adolescente que, para além de ter uma imaginação muito fértil, sempre teve dificuldades em cumprir regras. Quando vai parar a uma escola secundária cujo diretor é um maníaco do controlo, pensa que é o local indicado para dar azo à sua imaginação e quebrar as quase cem restrições daquela instituição. A ajudá-lo nesta arriscada missão terá Leo, um rapaz tímido e introvertido que se tornou o seu amigo mais próximo. Como seria de esperar, essa ideia, apesar de divertida, vai trazer-lhes problemas muito sérios…

Uma comédia realizada por Steve Carr (“Dr. Dolittle 2”, “O Guarda-Fraldas”, “O Segurança do Shoping”), com participação de Griffin Gluck, Lauren Graham, Alexa Nisenson e Thomas Barbusca, entre outros. (retirado do site Cinecartaz)

Eu não cheguei a ver o filme ainda, mas conferi os vários trailers e pude notar certas mudanças que rolaram na adaptação do livro para o filme. Mas, parece um filme legal de se assistir. Um pouco ‘comédia infanto-juvenil’ típica, mas como o livro, espero que tenha aquele ‘tcham’ a mais que surpreenda.

Confira aqui o trailer:

P.S.: Estamos um pouco sumidas do blog né? Eu confesso que esqueci de postar no fim de semana. Eu tinha tudo planejado pra postar, e esqueci. Acordei na segunda pensando que faltava algo e aí me toquei que deveria ter atualizado o blog e não o fiz. Na terça a Naachan teve problemas com o site e não conseguiu postar. Mas agora estamos de volta!

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#Livro 01/2017 – Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo by Benjamin Alire Sáenz

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Título: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

 Autor: Benjamin Alire Sáenz

Editora: Seguinte

Páginas: 392

Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.

Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas – e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo. (retirado do skoob).

Hoje trago aqui a primeira resenha de 2017! – ou, a primeira resenha do primeiro livro lido esse ano lol – .

“Aposto que às vezes é possível desvendar todos os mistérios do Universo na mão de uma pessoa.”

O livro Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo conta a história de dois meninos, Aristóteles e Dante, que vivem em El Paso, cidade do Texas.

Aristóteles é um menino de 15 anos, conhecido por Ari, um menino não exatamente feliz. Sua mãe, uma professora, que o cria com certa rigidez de regras, mas com quem sempre conversa, seu pai, ex-soldado de guerra, que em consequência das coisas ali vividas, tem dificuldades de se expressar. Filho caçula, as irmãs mais velhas não moram mais ali, e o irmão mais velho é como se fosse um desconhecido, sendo este uma menção proibida na casa, fato que deixa Ari intrigado, e por que não dizer muito incomodado e magoado.

Dante, filho único de um professor e uma psicóloga, possui pais amorosos, em que seu meio familiar é recheado de demonstrações de afeto, realidade muito diferente da de Ari. Um menino que está sempre sorrindo, que odeia ter de usar sapatos e muito inteligente.

O livro retrata dois meninos muito diferentes, não apenas entre si, mas diferentes das outras pessoas ao redor deles. Ambos são meninos solitários, mas que acreditam conviver bem com essa solidão. Até que um dia: “Eu posso te ensinar a nadar.” E é a partir daqui que a história dos dois passa a trilhar o mesmo caminho. Aristóteles e Dante passam então a ser amigos inseparáveis.

Assim, ambos passam a compartilhar seus maiores segredos, e até mesmo o dom da vida. Em algum ponto, as famílias de ambos passam a interagir também, desenvolvendo laços de amizade. O livro então passa a retratar uma história de amadurecimento não somente pessoal dos meninos, mas como também o amadurecimento das relações familiares de ambos.

“Pode ser que cada um ame de um jeito diferente. Talvez seja isso que importa.”

O livro trata de temas considerados ainda hoje como polêmicos. Além disso, a narrativa traz alguns acontecimentos dramático. Os personagens precisam lidar com a aceitação pessoal, aceitar quem são, o que são e a necessidade de superar expectativas, sem perder sua própria essência e lidar com o medo – que quase todo adolescente sente – de ser uma decepção para os pais.

A narrativa do autor Benjamin Alire Sáenz é limpa e muito simples, em que opta por capítulos curtos e leves. Um ponto positivo que torna a leitura do livro mais fácil e agradável, o que a torna ainda, uma leitura rápida.

Uma coisa que eu vivo reclamando de alguns livros de YA é a forma como os adultos são retratados. Muitos são omissos, irresponsáveis, dentre outros. Eu entendo que seja em muitos casos, parte da problematização, mas de certa forma me incomoda. E esse foi um diferencial para mim ao ler Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Os pais de Dante e Ari estão longe de serem perfeitos. Porém, são os erros e acertos que eles cometem durante a criação dos filhos, participando e amadurecendo juntamente com eles, que os tornam personagens importantes na história, e um fator que muito me agradou.

Mas devo dizer, li muitas resenhas do livro antes de colocá-lo na minha lista de leituras, eem muitas delas vi gente dizendo que se emocionou muito ou chorou lendo o livro. Para mim, Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo foi um livro legal de se ler, mas que não carregava essa carga tão forte de emoções, apesar de se tratar sim de um livro emocionante, de uma história bonita de crescimento, superação e aceitação, com um toque de leveza particular, que traz para quem o lê a reflexão de certos preconceitos que existem na sociedade e ainda, dentro de nós, ainda que muitas vezes não tenhamos consciência disso.

É um  livro que atende a um gosto peculiar de leitores, então acredito eu que não seja um livro que vá agradar qualquer tipo de leitor, mas recomendo super a leitura.

P.S.: Sim, primeira resenha do ano do primeiro livro lido em 2017. Vou continuar a postar as atrasadas também.

Primeiro livro que li da Maratona Literária de Verão 2017, aliás. O segundo livro também já foi lido. Mas depois disso, dei uma empacada nas leituras para estudar um pouco. Meus prazos estão começando a se esgotar e eu estou começando a ficar levemente desesperada lol.

Como puderam ver, a Naachan continua trazendo suas resenhas para o blog também. Ela vai continar escrevendo sobre os livros que leu e se propondo certos desafios de leitura. E eu, vou continuar postando minhas resenhas de leituras do meu desafio literário permanente de 42 livros em um ano – que, olha, deu origem ao blog lol – e que eu nunca consegui completar, aliás.

Passadas as festas, recessos e folgas, estamos trabalhando para manter o blog bastante ativo esse ano também!

[LIVROS EM SÉRIE] Reboot, de Amy Tintera

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Livro: Reboot
Série: Reboot
Autor: Amy Tintera
Editora: Galera Record
Página: 352

“Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.”

Esse livro me chamou a atenção pela sinopse, pela ideia…peguei pra ler! Por que não, né?

O livro se passa em uma época em que a população humana está sendo dizimada por um vírus, restando poucos humanos. Mas as pessoas afetadas não morrem simplesmente. Eles voltam à vida, como se tivessem sido reiniciados. A diferença dessa história é que eles não voltam como zumbis rastejantes e caindo aos pedaços. Eles voltam mais fortes, ágeis…Armas de combate mesmo. Só que, quanto mais tempo a pessoa passa morta, mais fria e sem sentimentos ela fica quando reiniciada.

Com tudo isso acontecendo, surge a CRAH – Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. A CRAH controla os reiniciados ( Reboots) para que possam capturar humanos rebeldes. Na CRAH, os Reboots treinam para completar as missões de capturas. Humanos que trabalham na CRAH procuram interagir o menos possível com os reboots…Uns tem repulsa mesmo, outros medo, ou os dois…

Nossa protagonista é a Wren, a reboot mais temida da CRAH. Wren é a reboot de número 178, o que significa que ela passou 178 minutos morta antes de reiniciar. Ela é muito afastada de sua natureza humana e temida por ser invencível. E ela vive assim, treinando, capturando humanos e isso bastava.

Até surgir Callum, reboot 22. Wren se vê como sua treinadora. Ela nunca escolhe um reboot de número assim baixo pra treinar, mas algo a leva a escolher por ele. E conhecendo Callum, sua natureza tão próxima da humanidade, que Wren passa a questionar tudo o que está havendo ao seu redor.

Quem é a CRAH de verdade? O que eles estão fazendo e tramando? Por que ela é assim? Quem ela é no fundo?

Bom, e é assim que começa a jornada de Wren nesse livro.

A ideia do livro é muito boa e foi o que me chamou atenção. E eu até gostei do livro…Mas achei que tudo aconteceu muito rápido, e não consegui me envolver a nada…aos personagens e talz. Eu não me vi torcendo por Wren, não foram personagens que me marcaram. Não sei se devido a narração rápida da escritora, ou por mim mesma.

rebelde-amy-tinteraA ação que deveria ser eletrizante, bom, não foi. As últimas então eu li apenas para poder terminar logo a leitura. Infelizmente não foi um livro que me prendeu, surpreendeu e nem nada. Acabei e foi só isso, acabei.

Enfim, pra quem está procurando uma distopia diferente, é uma boa pedida, já que vários leitores recomendam esse livro – pode ser birra minha só. A ideia original, mortos reiniciados que não viram zumbis, o romance não exagerado! Ah! Não existe um triângulo amoroso, o que também é diferente né?

Vale lembrar que a sequência, Rebelde, já foi publicada aqui no Brasil! E é a última! Reboot é uma duologia =] E os direitos de filme já foram adquiridos pela Fox! Podemos aguardar uma adaptação em breve.

Ah, é isso gente! Se alguém já leu, deixe sua opinião!

 

#Livro 20/2016 – O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares by Ransom Riggs

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Título: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #1

 Autor: Ransom Riggs

Editora: Leya

Páginas: 336

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias. (retirado do skoob)

Como começar a falar sobre esse livro? Esse foi o típico caso de “julgar o livro pela capa”. Vi ele na lista de livros de uma promoção e achei muito interessante toda a parte gráfica dele e aliado a sinopse, pareceu muito interessante.

O livro conta a história de Jacob, um menino de uma família bem de vida, que tem como avô uma pessoa super excêntrica que conta histórias de guerra, e principalmente, histórias sobre o lugar onde viveu quando criança, um local para crianças peculiares, sempre mostrando para Jacob fotos estranhas de grandes feitos.

Um dia, Jacob presencia uma tragédia familiar e acaba testemunhando algo bizarro. Com isso, parte em uma aventura muito peculiar junto de seu pai, que não sabe nem metade das histórias e motivos que o levaram a ir atrás de um orfanato em uma ilha distante.

Chegando na ilha, Jacob se descobre em um mundo completamente diferente daquele em que estava acotumado a viver, finalmente encontrando o orfanato em que seu avô vivera, conhecendo então diversas pessoas peculiares, momento em que sua aventura de fato se inicia.

Devo dizer que, com toda a publicidade em cima do livro, as fotos, a capa, os comentários, eu esperava um pouco mais do livro. A ideia da história é interessante, que lembra um pouco – bastante – X-Man, e tinha muito potencial. Porém, não sei se pelo fato de ser uma série, dividida em três livros, o autor optou por ter o primeiro livro como uma introdução a série, o que tornou o livro um pouco monótono.

Acho que as fotos que o livro traz, o mistério, tudo isso me deixou com muitas expectativas do que iria acontecer, e infelizmente muita coisa não aconteceu. Mas, o livro não é nem de longe ruim. Muito pelo contrário, ele dá a introdução a uma série que tem tudo pra ser muito boa. Eu só esperava um pouco mais dele eu acho, um pouco mais de descrição e definição dos pesonagens, suas histórias, uma exploração maior do tema “peculiares” e mais ação.

Além disso, o autor termina o livro com o clássico gancho, que nos deixa esperando pela leitura do próximo livro. Então é esperar pra ver se haverá de fato um desenvolvimento maior da história ao longo dos próximos livros da série.

– Nas Telonas –

O primeiro livro da série vai ganhar as telonas, em um filme de Tim Burton, com estreia prevista para janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros.

Confira o trailer:

– Orfanato ou Lar –

Uma das grandes questões que surgiu quanto a essa série, está em seu nome.

O primeiro livro, lançado pela Editora Leya no Brasil, traz como nome título do livro e da série “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Posteriormente, a Editora Intrínseca obteve os direitos de publicação da continuação da série no Brasil e lançou os livros Cidade dos Etereos e Biblioteca das Almas, sob a série “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Aqui nesse artigo a editora explica o motivo da mudança e o porque terem decidido pela palavra “Lar”. Leia AQUI o artigo da Ed. Intrínseca.

Aliás, a Editora Intrínseca anunciou ainda que adquiriu os direitos para publicar o primeiro livro da série sob seu selo, que seguirá o mesmo padrão dos outros dois, sendo “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, com capa dura – a nova moda entre algumas editoras – .

No meu post eu deixei como Orfanato, uma vez que o livro que eu comprei e li ainda é a versão publicada pela Editora Leya.

Aliás, não sei vocês mas eu tenho um leve toc, e ter a série na minha estante com formatos diferentes – por terem sido publicadas por editoras diferentes – me incomoda um pouquinho, mas fazer o que né.

[LIVROS EM SÉRIE] OS GAROTOS CORVOS, de Maggie Stiefvater

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Livro: Os Garotos Corvos (Livro I)
Série: A Saga dos Corvos
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Página: 376

Não sei nem como começar a falar desse livro. Eu gostei tanto da leitura que fica difícil você resenhar quando gosta tanto assim! Bom, pelo menos pra mim é assim…Hahahaha!

Esse livro vai começa contando a história de Blue, uma jovem destinada a ter uma vida diferente! Isso porque, vejam só, no começo já sabemos que Blue tem parentes peculiares. Sua mãe e as tias que moram em sua casa, são videntes, e não me referi à falsas videntes não! Videntes mesmo…Só que Blue nasceu sem esse dom! O dom de Blue é amplificar os dons das outras pessoas.

Por causa disso, na véspera de São Marcos, Blue vai com sua mãe até uma igreja abandonada, para que a vidente possa presenciar os espíritos daqueles que irão morrer naquele ano. Sua mãe pergunta os nomes e Blue os anota. Todo ano é assim. Mas nesse ano Blue vai com sua tia esquisitona Neeve, se não me engano é tia..Blue nunca vis os espíritos que sua mãe via, e dessa vez viu um, apenas um. Era um garoto que parecia totalmente perdido. Blue foi até ele, e ele responde que seu nome é Gansey.

Para Neeve, Blue viu o garoto ou porque ele é seu verdadeiro amor, ou porque Blue foi responsável pela sua morte. Blue nasceu já com uma profecia que diz que ela matará seu verdadeiro amor quando o beijar. Por causa disso, Blue nunca havia beijado ninguém, até porque sua mãe e tias vivem lembrando ela disso!

Agora vamos para um outro lado da história. Gansey é um garoto corvo! Garoto corvo é a denominação que os garotos que estudam na escola Aglionby recebem. Essa escola tradicional aí só tem garotos da elite (quase todos devo dizer). São garotos ricos e influentes de alguma forma. São chamados assim por causa do emblema da Aglionby.

Gansey é rodeado por seus três amigos, formando um grupinho e você quase não os vê separados (queria ser parte desse grupinho…u.u) Aí conhecemos Adam, Ronan e Noah. Adam é esforçado, estudioso e é o pobre do grupo (por isso o quase todos anteriomente), e isso o leva a ser meio orgulhoso e atormentado em relação ao dinheiro. Ronan é todo complicado, briguento, tem uma relação bem complicada com seu irmão, teimoso…e aí Noah, sempre ali na dele…um mistério se quer saber.

 Gansey, conforme vamos lendo, é o líder de seu grupo. Focado em sua missão, curioso..responsável, um “velho” pra sua idade. Gansey, por causa de uma lenda que ele escutou já há um tempo, está atrás das chamadas linha ley…e isso leva a algo ainda maior!  Os amigos de Gansey acabam se envolvendo nessa busca, e agora o ajudam a encontrar esse mistério.

Como esperado, os caminhos de Blue e dos quatro amigos se cruzam quando eles decidem visitar uma certa casa de videntes, para ajudá-los em sua busca. Blue está disposta a salvar a vida do garoto, e Gansey disposto a tudo para encontrar o que procura.

Maggie criou um mundo novo, envolvente e cheio de mistérios. É uma fantasia com elementos diferentes, que vão surgindo aos poucos. Maggie não joga tudo de uma vez para nós, e isso é fantástico! Sempre aparece algo novo.

E os personagens?? Caramba, Maggie soube nos presentar com personagens maravilhosos. Cada um deles tem uma história, tem suas complexidades e personalidade e você se vê envolvido com cada um deles. Você passa a querer conhecer melhor eles, e o que faz cada um ser daquele jeito!

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Bom, os Garotos Corvos já tem os quatro livros da saga publicados no exterior. No Brasi, falta apenas o quarto livro! Para quem ainda não conhece o trabalho de Maggie Stiefvater, vale a pena, a escrita dela é mágica! Se não estiver afim de começar a uma saga, busque por “Corrida de Escorpião”! É dela também, e é um ótimo livro!! Mais pra frente resenho ele por aqui também! Mas oh, essa série é imperdível, só digo isso…hahahha!

 

 

 

[UNBOXING] Livros novos ( sim, de novo! Book Friday 2.0)

Não vou começar o post com a mesma ladainha de sempre porque né? Já deu. Mas, estou aqui para trazer para vocês uma visão dos meus novos livros que chegaram essa semana. Eu já havia feito um post sobre os livros que comprei na Book Friday da Amazon, e aqui vai a segunda parte dessa compra!!

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“Tudo começou na quinta-feira, dia 24 de agosto, em que teve o aquecimento Book Friday. Como meu aniversário é dia 25, resolvi que me daria de presente um livro. Não feliz, comprei 6.”

Só que, depois que comprei esses livros, cometi o erro de abrir o site de novo e, sim, comprei mais livros. Na verdade, me deparei com um livro que era sonho de consumo e tive que comprar, não teve jeito.

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O livro em questão é muito mais um consumismo meu, mas que como fã da série, não teve jeito, eu tinha que ter! É nada mais, nada menos do que . . .  Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada!

E posso dizer? O livro é lindo! Estou encantada com ele até agora.

De quebra, para abarcar o tal do frete grátis, comprei o livro Biblioteca das Almas, o terceiro da série O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. O pequeno detalhe é … que quando eu comprei o livro, na hora da empolgação, não me atentei ao fato deste ser o terceiro livro da série, e não o segundo. Conclusão, agora tenho que esperar o segundo livro da série, Cidade dos Etéreos – que eu comprei também, mas isso é história para outro post xD – chegar . Dureza ter o livro aqui e não poder ler ele ainda!

O livro é lindo também, com capa dura – que parece ser uma nova tendência de algumas editoras – e mesmo que com a capa dura, se tenha aquela capa de papel na frente, adorei e me encanto sempre, pelas capas que vem por baixo dela. Adoro esse ar de livro antigo que se via em bibliotecas!

Bom é isso. Como ficou uma dica aí em cima, sim, tenho mais alguns unboxings vindo por aí. Podemos dizer que o mês de agosto foi muito proveitoso no sentido “aquisição de novos títulos”, mas desastroso para o quesito “bolso” lol.

[LIVROS EM SÉRIE] THE KISS OF DECEPTION

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LIVRO: THE KISS OF DECEPTION

SÉRIE: CRÔNICAS DE AMOR E ÓDIO

AUTORA: MARY E. PEARSON

EDITORA: DARKSIDE

PÁGINAS: 406

Gente, olha esse livro!! Ele é simplesmente lindoo!! A capa é maravilhosa… Foi amor à primeira vista! Hahahha! E por dentro também, as páginas e sua diagramação estão ótimas! Darkside sempre divando!! *-*

E a história? Quando você pega apenas a premissa da história, parece bem clichê. Uma princesa destinada a um casamento arranjado decide fugir para evitar, e acaba encontrando-se num triângulo amoroso. Parecia isso. Mas aí a surpresa que tive ao ler o livro ao descobrir que vai muito além disso.

Bom, vamos lá. Como mencionei, Lia é mesmo uma princesa destinada a um casamento para criar uma aliança com um outro reino, afim de amenizar a tensão que existe entre eles. Mas Lia não tinha intenção de apenas aceitar esse destino, e junto com sua …hmm “dama de companhia” e melhor amiga, decide fugir um pouco antes de subir ao altar.

kodinsideLia passa a morar em Terrasen, cidade que logo ela passa a ver como seu lar. Começa a trabalhar em uma pensão, servindo, limpando e tudo o mais. Tudo parecia estar indo muito bem…

Mas é claro que as coisas complicam para a Lia. O príncipe, para quem ela estava prometida, decide ir atrás dela, para conhecer como seria essa mulher que decide fugir ao invés de casar. Se não bastasse, um assassino é contratado para encontrá-la e mata-la (claro…). Enquanto lemos, ficamos sabendo apenas quem um deles chama Rafe e o outro Kaden, mas não sabemos quem é o príncipe e quem é o assassino, e isso deixa tudo mais intrigante e mais interessante. A gente descobre quem é quem só lá pra frente.

” Eu me perguntava como seria ter alguém que me conhecesse tão bem, alguém que me olharia direto na alma, alguém cujo próprio toque eliminaria todos os meus outros pensamentos”

E como não podia deixar de ser, Lia se vê envolvida romanticamente com eles. O que achei muito legal nesse livro é o fato de que a gente nota que Lia não fica o tempo todo suspirando pelos dois. Ela sabe que gosta mais de um deles, e não fica naquela confusão que costumamos ver nesse tipo de romance.

Vale mencionar que Lia é uma primeira filha…Isso significa que ela tem dons…bom, todas as primeiras filhas possuem algum tipo de dom, uns mais valiosos que outros. A mãe de Lia, por exemplo, é capaz de ver situações futuras. Entretanto, a Lia no começo ainda não teve seu dom revelado, e isso é envolto em mistério… Que não cabe a eu revelar… Hahaha!

Esse livro nos suga para uma fantasia super empolgante!!  Não é um simples romance…e cada página parece que nos traz um mistério novo! Desde o início sabemos que Lia roubou algo quando fugiu, mas sem saber o que era. E pelo visto é algo importantíssimo!! E eu fiquei naquela “mas o que é isso? Preciso saber logo!!!” Ai, sem palavras para esse livro.

As Crônicas de Amor e Ódio é muito bem escrito, e a história até então está muito bem amarrada, e você não fica com aquelas dúvidas conforme os fatos vão acontecendo. É quem tem livro que você lê e aí parece que algo não faz sentido! Não é esse o caso, eu não me vi perdida ou mesmo cansada da leitura. Mary E. Pearson sabe contar história.

O romance não é desgastante, os mistérios não são entediantes, e os personagens são bem construídos e envolvente. Lia não se mostra uma personagem chata! Ela é bem decidida, bondosa sem ser forçado, amorosa e sabem quem é. Os dois rapazes também são bem interessantes e a gente vai conhecendo eles melhor de pouco em pouco, não é nos dado tudo de uma vez.

Olha…é fantástico!!!! Foi um dos livros mais comentados por aí, e agora sei o porquê! Quem não leu ainda, leia imediatamente! Coloca já na lista de próximas leituras, porque simplesmente é maravilhoso! Envolvi-me completamente!

hodAh, e a editora Darkside já anunciou que o Volume II, The Heart of Betrayal, já será lançado agora em outubro! A capa também está linda! Editora Darkside só amor *-*

Leiam logo, gente!!!!!!

#Livro 19/2016 e #MLI2016 – Tudo Pode Acontecer by Will Walton

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Título: Tudo Pode Acontecer

 Autor: Will Walton

Editora: V&R

Páginas: 248

Tretch Farm vive em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos onde todo mundo sabe da vida de todo mundo. O que torna ainda mais difícil o fato de ele estar apaixonado por Matt, seu melhor amigo. Matt não desconfia de absolutamente nada e Tretch não sabe se isso é bom ou ruim… Para ele o problema não é apenas com Matt. Sua família não tem ideia de quem ele realmente é e o que ele realmente pensa no auge dos seus quinze anos. sua mãe acredita que o filho está prestes a sair com uma garota. E Bobby Handel, que sempre insinua que Tretch é gay na escola, mal sabe que está bem perto da verdade. Aos poucos essa história revela que viver uma mentira pode não ser a melhor escolha para alguém que busca a felicidade. (retirado do skoob)

O livro conta a história de Tretch Farm, um menino que mora no interior dos EUA e que está passando por aquela fase da vida que todo adolescente passa. Dúvidas quanto a vida e quanto ao futuro, problemas sobre o amor, amizades.

O livro gira em torno de seu dia-a-dia, que abrangem suas relações familiares, os amigos e o amor, e a aceitação por parte dele mesmo da descoberta de que está apaixonado pelo melhor amigo, Matt.

Matt, seu colega de escola e melhor amigo, veio de Nova York e tem uma história interessante. Ele tem dois pais, e por esse motivo sofre bullying na escola. Mas para Tretch, isso não é nada demais. Aliás, Tretch esse que também sofre bullying na escola, principalmente por ser amigo de Matt.

Boatos e piadas são feitas quanto a relação dos dois, em decorrência do status dos pais e Matt, mas Tretch nem liga. E, para ele, no seu consciente, não tem muito o que fazer, uma vez que o responsável por liderar os ataques contra si, Booby Handel, é ninguém menos que o filho do sócio de seu pai.

No meio da confusão de sentimentos de Tretch, Matt se interessa por uma menina, Amy, e passa a requisitar a ajuda de Tretch para conquistá-la, uma vez que esse a conhece. Isso, devo dizer, corta o coração de Tretch, mas mesmo assim decide ajudar seu melhor amigo, sendo que podemos acompanhar durante o livro, ainda que de forma sutil, uma vez que não é um lado da história muito explorado, o crescimento da relação de Matt e Amy.

Um dos lados que mais gostei do livro é o fato de que Tretch tem um irmão mais velho, e esses são super próxims, conversando sobre tudo, sendo até mesmo ele a primeira pessoa para quem Tretch se abre, de forma honesta, quanto ao seus sentimentos e sua orientação sexual. O mesmo, infelizmente, não acontece com seus pais. Percebemos durante a narrativa, uma certa relutância dos pais de Tretch quanto aos pais de Matt, o que nos mostra que talvez, eles não fossem compreensivos quanto ao assunto, fato que trazia a relutância de Tretch em tocar no assunto com eles.

Outra coisa legal é a relação dele com seus avós. Eu tenho convívio presente com os meus, e acho muito importante essa relação. Aqui vemos mais um assunto difícil de lidar. O avô de Tretch descobre que tem câncer. Vemos a perspectiva de uma família ante a doença de um ente querido, não querendo ter que se preparar para o adeus.

O livro é bonitinho, e trata de um assunto sensível, de forma sensível. Não há uma super explaração do ‘sou gay’, mostrando Tretch como um adolescete que tem seus problemas de adolescente. Assim, acompanhamos essa transição de Tretch quanto a sua orientação sexual de forma leve.

O grande porém em Tudo Pode Acontecer é que, não aconteceu.

A escrita em si do autor é muito boa, ela flui, tornando a leitura fácil, e de fato, muito rápida. Apesar de, por ser um livro que apesar de tratar temas polêmicos, ao não se aprofundar neles, deixa a leitura mais fácil. Entretanto, o não aprofundamento em nenhuma das questões abertas no livro- homossexualidade, amor pelo melhor amigo, doença do avô, etc – é que de certa forma, parece com que não houveram respostas, deixando tudo muito solto, tudo muito sem final.

O autor começa o livro super bem, os personagens são muito reais, e você acaba se apegando a eles, porém, o autor não consegue desenvolver a história, não explorando muito os temas aplicados no livro, seja da descoberta de Tretch, a temática do bullying, e ainda, a temática do amor x amizade. Isso de certa forma me deixou um pouco decepcionada durante a leitura do livro, principalmente quando cheguei em seus capítulos finais.

P.S.: Finalmente voltei no ‘tempo’ e estou postando o último livro da maratona que foi, olha só, em agosto. Mas, aos poucos vou colocando as coisas em dia por aqui

[Resenha] #LIVRO 22 /2016 – HARRY POTTER AND THE CURSED CHILD BY J.K. ROWLING, JOHN TIFFANY E JACK THORNE

Cursed

Título: Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter #8)

Parts I & II (Special Rehearsal Edition)

 Autor: J.K. Rowling

John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Scholastic Inc.

Páginas: 320

 

The Eighth Story. Nineteen Years Later.

Based on an original new story by J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany, a new play by Jack Thorne, Harry Potter and the Cursed Child is the eighth story in the Harry Potter series and the first official Harry Potter story to be presented on stage. The play will receive its world premiere in London’s West End on July 30, 2016.

It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.

While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places. (retirado do skoob).

Como poucos devem ter percebido, eu sou um pouco viciada na série Harry Potter (você jura? Lol) e como não podia deixar de ser, estava mais do que ansiosa para ler Harry Potter and the Cursed Child desde o dia em que ele foi anunciado. Então, não deu pra segurar a ansiedade e eu acabei comprando ele em inglês mesmo. Esperar até o lançamento nacional ia me matar de ansiosidade.

Antes de mais nada, gostaria de esclarecer, para as pessoas que acompanham minha jornada dos 42 livros, que sim, eu pulei os outros livros que deveria resenhar, para vir falar de Harry Potter! Sim, pretendo voltar e resenhar os outros livros que faltam, mas como eu tenho meu controle de leituras, decidi deixar as numerações originais, por isso, meus post pularam do livro 18 para o 22. Em seguida, vou voltar postando eles com suas respectivas numerações. – Agradecemos a compreensão! – .

Primeiramente, vou comentar aqui o fato de que quando peguei esse livro para ler, alguns amigos já tinham realizado a leitura e todos eles me disseram que eu leria o livro em questão de meia hora, que seria uma leitura rápida! E não deu outra. Quando eu comecei a ler, não conseguia mais parar, e só o fiz quando o livro terminou.

Antes de falar da história em si, vou comentar a estrutura do livro.

O livro físico:

A capa dele é só um revestimento de papel, como vemos ali na foto. Um pouco ruim, para pessoas que como eu que  gostam de carregar o livro na bolsa, mas a vantagem é que, como podemos ver segunda imagem, o livro é lindo sem esse revestimento. Bem aqueles livros antigos que a gente vê em biblioteca. Fiquei encantada.

Sobre o livro em si:

Como alguns já sabem, Harry Potter and the Cursed Child surgiu como uma peça de teatro, e supostamente, não deveria ter um livro. Muitos fãs que não teriam a chance de ver a peça reclamaram e por fim a publicação do livro foi anunciada. Por que isso é importante?

O livro foi lançado como surgiu, como o roteiro de uma peça de teatro. Então, diferente dos outros livros em que tudo é muito bem detalhado e escrito, Cursed Child é baseado em suma em diálogos, em que as ações silenciosas dos personagens se dá por simples passagens descritivas: “tal personagem entra em cena e se junta aos demais”, “tal personagem envia um correio coruja”.

Confesso, de início é meio estranho esse formato, e levei um tempo para me acostumar, mas, devo dizer que essa forma traz uma leitura mais dinâmica, um dos motivos pelo qual a leitura do livro é rápida.

Agora, a história.

Desde o começo eu havia tirado todas as expectativas que eu tinha sobre ela, e foi a melhor coisa que fiz. Com isso, pude aproveitar muito o enredo do livro e adorar.

Primeiro, temos que ter em mente que o livro não é continuação da série Harry Potter em geral, então não vão ler o livro achando que vão ver aventuras do famoso trio como foram nos outros sete livros. Aliás, nesse livro Harry Potter nem mesmo é o personagem principal, assim como os demais personagens originais da série, eles são todos apenas parte de uma história muito maior.

O livro começa examtamente no trecho em que o Relíquias da Morte terminou: Albus Severus, o segundo filho de Harry e Gina está embarcando para seu primeiro ano em Hogwarts, em que o menino está ansioso quanto ao seu futuro: “E se eu cair na sonserina?” ele questiona.

A narrativa se passa em torno do dia-a-dia de Albus Severus Potter, filho de Harry Potter e Gina Weasley. Nascido em uma era em que seu pai é um grande herói, o menino se vê perdido quanto a sua própria identidade.

Albus é descrito como um menino quieto, inseguro, inocente e incompreendido. Sonserino, passa a ser o melhor amigo de ninguém menos que Scorpios Malfoy, menino que devido à sua origem sofre com o preconceito de outros bruxos.

Aqui nasce mais uma história de amizade incondicional. A tradicional caracterísica da saga, que focou muito nesse tema.

Nesse meio tempo, o mal, aquele que foi vencido com a derrota de Voldemort, parece estar tentando voltar e ganhar forças. No meio disso tudo, rumores de que Voldermort deixou na Terra um herdeiro se tornam cada vez mais fortes.

O livro foca também nos personagens da série original tentando se adptar ao mundo adulto, trabalhar para o ministério, ter a vida atribulada e claro, tentar ser pais responsáveis na criação dos filhos.

Principalmente Harry, que tem dificuldades de alcançar Albus. E é a partir da insatisfação do relacionamento deles que toda história começa. Aliás, uma das coisas que detestei no livro. Passei muita raiva com as atitudes de Harry, que dava muitos foras no quesito ser pai. Que coisa, dava vontade de dar uns socos nele pra ver se ele acordava pra vida.

Harry Potter and the Cursed Child é sim um bom livro, quando você passa a perceber que ele não é uma continuação da famosa série, e passa a aceitá-lo como uma história paralela. Eu gostei muito. Foi muito legal, depois de tantos anos, poder ter de novo contato com os personagens que fizeram parte da minha adolescência inteira.

[LIVROS EM SÉRIE] FRAGMENTADOS, DE NEAL SHUSTERMAN

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LIVRO: FRAGMENTADOS

SÉRIE: THE UNWIND DYSTOLOGY (FRAGMENTADO)

EDITORA: NOVO CONCEITO

PÁGINA: 320

Sabe aquele livro que você começa a ler e você pensa…Ai não vai rolar?? E aí de repente você se vê preso a ele e tudo que quer é se trancar no quarto pra terminar logo porque ele fica muito empolgante? Esse livro foi assim pra mim. Estava receosa quanto a ideia do livro e o começo não estava me prendendo…Ainda bem que não desisti da leitura!

Fragmentados é uma distopia que se passa nos Estados Unidos, após a chamada Guerra de Heartland. Com o fim da Guerra é adotada a Lei da Vida. Uma das normas que passa a ser adotada por ela é a que após o filho (a) completar 13 anos, e isso até os 18, os pais podem assinar um  documento dizendo que quer fragmentar seu filho. Agora vejam, fragmentar é uma espécie de cirurgia onde o jovem tem seu corpo todo dividido em várias partes para serem doadas para outros que necessitem delas. O pior é que de alguma forma, esse jovem continua vivo nessas divisões…a pessoa não morre de vez  com essa cirurgia!

Tudo isso parece uma loucura! Uma outra coisa que surgiu que me espantou. Se você da à luz a uma criança, e não tem condições de criá-la, pode tentar a sorte de deixá-la na porta de alguém. Caso você não seja visto largando o bebê, parabéns! Você deixa de ser responsável por ela, e “azar ou sorte” de quem recebeu. Agora se você é visto no flagra, é obrigado a continuar com ela. Várias crianças são abandonadas no livro. Várias não são filhos biológicos de seus pais. E vários pais não têm nem mais condições de receberem bebês em suas portas e mandam para fragmentação, ou para um lar de abandonados do Governo. A Lei da Vida é melhor explicada durante a leitura.

Ainda é possível notar que com a fragmentação, quase não existem mais cirurgiões e médicos. Isso porque quando você descobre que tem um problema no pulmão, por exemplo, basta comprar um pulmão novo de alguém que foi fragmentado. Não tem mais a necessidade de se procurar um tratamento. Loucura…

Nessa distopia, nos deparamos com três protagonistas: Connor, Risa e o Lev. Os caminhos deles se cruzam numa tentativa de fuga por parte do Connor quando ele descobre que seus pais assinaram a Ordem de Fragmentação. Não…ele realmente não esperava por essa. Cada um deles tem um motivo para ser um fragmentário e um ponto de vista diferente acerca da Lei da Vida e de ser um “doador”.

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Os personagens foram muito bem construídos. Por mais que não seja falado muito sobre o passado deles, conforme você lê, é possível conhecer as motivações de cada um, o que os leva agir daquele modo e até o que irão fazer. Previsível? Sim, mas nada entediante ou chato quanto a isso. Na verdade é até melhor assim, por causa do tema da narrativa. Os personagens de Neal amadurecem com o tempo e aprendem muito uns com os outros. E nós, leitores, acabamos por refletir junto com os personagens sobre cada assunto abordado, e sofremos as mesmas angústias e desesperos que eles passam.

A narrativa ocorre em terceira pessoa, e foca-se principalmente entre os três protagonistas principais. A escrita é leve e rápida. Aquele momento que mencionei de não me prende logo de cara no livro, passa rápido, viu?

 livro foi muito bem escrito por Neal. Aborda temas complexos de forma singular, e cada momento você se pega refletindo e criando sua opinião sobre o assunto. É um livro fascinante, e até real! É possível imaginar muitas coisas acontecendo em nosso mundo no futuro, vai saber!

Enfim…recomendo a leitura com certeza!!