[Resenha] #Livro 34/2016 – Procura-se Um Marido  by Carina Rissi

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Título: Procura-se Um Marido

Autor: Carina Rissi

Editora: Verus

Páginas: 476

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.

Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.

Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha. . (retirado do skoob).

Olá, estou trazendo hoje mais uma resenha que fiquei devendo das leituras do ano passado – mais um pouco e eu finalmente fico em dia yeey –.

Não sei bem ao certo como ouvi falar desse livro. Só me lembro que ele apareceu algumas vezes pra mim como recomendado no skoob, sendo que a capa dele atraiu minha atenção.

Confesso que comecei a ler ele umas três vezes até a leitura de fato engrenar, eu pegar interesse na história e então, finalmente terminar a sua leitura.

‘Procura-se um marido’ conta a história de Alicia Moraes de Bragança e Lima, uma menina nascida em família rica, que não quer saber de trabalho duro, sendo que seu principal interesse é festar. Criada pelo avô milionário, após o falecimento de seus pais, encara a vida como algo certo, uma vez que conta com o apoio financeiro de seu avô, se metendo sempre em encrencas, resultado de seu estilo ‘livre’ de viver. Seu avô então tenta sempre colocar juízo na cabeça da neta, sua única herdeira, para que ela possa se tornar então capaz de herdar e dar continuidade aos seus negócios, tendo suas tentativas todas frustradas pela irresponsabilidade de sua neta.

Entretanto, de repente, seu avô vem a falecer, derrubando o mundo de Alicia, que apesar de viver sua vida de forma ‘irresponsável’, tinha um grande carinho pelo avô. Outro baque em sua vida acontece, quando de repente, Alicia se vê sem nada. Sem dinheiro, sem casa, sem carro. Tudo isso acontece quando ao ser aberto o testamento de seu avô, ela descobre que este estabelecera que Alicia somente teria acesso a sua herança quando estivesse casada.

Vivendo de forma livre, Alicia nunca havia considerado o casamento. Mas, para reaver sua herança, bola um plano audacioso, em que coloca um anúncio no jornal, no qual busca por um marido de aluguel. E é a partir daí que passa a viver emoções que jamais imaginou para si.

O que eu posso dizer sobre minha experiência com esse livro é que ele é bom. Apesar de possuir mais de 400 páginas, o li em menos de dois dias. A verdade é que o começo dele é um pouco sem sal, não prendendo a atenção do leitor – pelo menos não a minha – mas, no momento em que a história engrena, a leitura se torna frenética.

A autora usa de termos e método de narrativa simples, o que torna a leitura leve e fluída, uma leitura não difícil, e assim não se tornando cansativa.

O enredo em si não tem muito de novo – pelo menos não para quem acompanha bastante seriados, novelas japonesas e coreanas, mangás e coisas do tipo – mas é a simplicidade que a torna interessante.

A verdade é que por vezes me imaginei lendo o roteiro de um filme da Sessão da Tarde. Aquele tipo de história que tem seus dramas, seus ‘plot twist’ e o final feliz. Simples, rápido e de ‘aquecer o caração’. Ainda assim, recomendo a leitura dele apenas para pessoas que curtam o gênero.

 

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[Resenha] #Livro 30/2016 – Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais by J. J. Slate e R. J. Parker

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Título: – Amigos Virtuais, Assassinos Reais

 Autor: J. J. Slate e R. J. Parker

Editora: Darkside® Books

Páginas: 272

Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, J. J. Slate e R. J. Parker, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Torturadores, stalkers, predadores sexuais, canibais, assassinos. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia.

Parker e Slate deixam claro que esse não é um fenômeno novo. Muito antes da internet, criminosos usavam classificados de jornal para descobrir e atrair suas presas. Mas o anonimato da web permite que cada vez mais lobos usem roupas de cordeiro nas suas fotos de perfil.

Mas existe luz no fim do túnel. Analisando mais de trinta casos famosos, os autores demonstram como as forças da lei estão usando, com sucesso, as novas ferramentas de comunicação para investigar e prender foras da lei e desmantelar quadrilhas. E ainda ensinam dicas de segurança. Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um alerta para todos nós, que passamos tanto tempo conectados. (retirado do skoob)

É com essa citação do livro que eu começo essa resenha:

O Mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim daqueles que observam e deixam o mal acontecer. Albert Einstein

O motivo de tê-la escolhido? É porque ela define muito bem esse livro dos autores J. J. Slate e R. J. Parker. São 33 casos reais, de crimes reais, acontecidos nos EUA, que relatam crimes que tiveram como elemento essencial o uso da internet, que foi utilizada como forma de abordagem e aproximação do assassino com as suas vítimas.

Vale lembrar que a indicação do livro é para maiores de 18 anos, e não é pra menos.

Os casos narrados contam com terrorismo, estupros, assassinatos, falsidade ideológica, canibalismo, tortura, dentre diversos outros tipo violentos de crime, em histórias chocantes, sem deixar de lado em suas narrativas, as cenas mais pesadas.

O mais chocante de cada caso é o fato de se tratarem de fatos reais. Todos.

E pensar que casos como esses aconteceram de verdade, me fez ficar muito pé atrás com a raça humana, com as pessoas em geral, e principalmente, com aquilo e aqueles que conhecemos através da rede.

A narrativa feita pelos autores é de um tom parecido com o de uma reportagem, em que a escrita traz aspectos focados em detalhes, com muitas descrições, sendo cada capítulo um caso diferente, em que a leitura de um não depende do outro.

Não se trata de uma história, de um livro de ficção. Até por esse motivo, não tem muito o que se falar dele. Cada caso é um caso, nos fazendo pensar desde os primórdios do surgimento da internet e principalmente, das redes sociais. O que é seguro e o que não o é? Somos muito tolerantes com aquilo que confiamos ao ver na rede?

Devo dizer que a leitura desse livro sempre foi algo desejado por mim, principalmente por envolver dois dos temas que eu mais gostava de estudar na faculdade. As psicopatias e os direitos da internet, o direito digital – que aliás, foi o tema que guiou meu trabalho de conclusão de curso.

Então, devo ressaltar que, ao final do livro, os autores fazem um aparato do que é contado no livro, trazendo à baila dicas e informações sobre o tema, além de terem dedicado um capítulo especial para falar sobre a segurança na internet, bem como dicas de segurança, e ainda, o lado positivo dela – se o negativo é a aproximação mais fácil do assassino com suas vítimas – um dos pontos positivos são as ferramentas que ajudam e colaboram na caçada à criminosos.

Social Killers traz um questionamento sobre a capacidade da crueldade humana, englobando psicopatias, doenças mentais, síndormes, dentre outras coisas. Traz ainda o histórico de alguns dos assassinos, onde encontramos certo aspectos como casos de abandono familiar, crueldade desde a infância, sociopatia, e mais.

É um livro que apesar de se tratar de casos reais e de ter certas informações técnicas, é de uma leitura para pessoas leigas no assunto também, mas que claro, tenho interesse pela temática, e mais, que tenham estômago para encarar algumas das descrições contidas nos casos.

P.S.: Sim, eu sei, vou tentar correr com as resenhas. A verdade é que quase não tenho lido esse mês – dezembro é cheio de coisas, maior correria – já aceitei que a meta desse ano ficou perdida de novo lol.

#Livro 27/2016 – Demian by Hermann Hesse

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Título: Demian

 Autor: Hermann Hesse

Editora: Record

Páginas: 188

 

Emil Sinclair é um jovem atormentado pela falta de respostas às suas questões sobre o mundo. Ao conhecer Max Demian, um colega de classe precoce e carismático, Sinclair se rebela contra a convenções de seu tempo e embarca em uma jornada de descobertas. Publicado originalmente em 1919, considerado um divisor de águas na trajetória de Hermann Hesse, reflete os questionamentos do escritor alemão acerca da humanidade, com suas contradições e dualidades. Influenciado pelas ideias de Carl Jung, fundador da psicologia analítica, Hesse descreve o processo de busca do indivíduo pela realização interior e pelo autoconhecimento. (retirado do skoob).

Devo dizer que essa leitura foge um pouco do padrão de estilo de livros que costumo ler. Mas então, como ele entrou na minha vida?

Pois bem, ‘senta que lá vem a história’. Como eu já mencionei em oportunidades anteriores, sou muito fã de música coreana, ou k-pop, como é conhecida. O que isso tem a ver com a história? Então. Existe um grupo chamado BTS (방탄소년단) que sempre lança seus MV’s (Music Videos) com conceitos variados, que trazem sempre uma história. E essas histórias sempre deixam as fãs com diversas teorias – coisa que não vem ao caso aqui –.

Dessa vez, eles voltaram com uma série de vídeo teasers, em que sempre no início de cada vídeo, um dos integrantes do grupo recita frases em inglês, que revelaram-se como sendo trechos do livro Demian de Hermann Hesse, bem como os teasers apresentam diversos elementos que corroboram a história do livro.

Cheia das teorias de fã, e claro, amante de uma boa leitura, fui instigada a iniciar esse livro assim que terminei de ver o primeiro vídeo – são um total de sete – e, acabei por gostar muito da leitura dele.

Se alguém tiver interesse ou curiosidade, estou deixando aqui os links para os vídeos dos teaser:

–  Demian  –

O livro Demian é um livro que tem como história central o crescimento de um jovem chamado Emil Sinclair, narrando toda trajetória de amadurecimento, demonstrando os questionamentos sobre a vida que este possui, bem como mostra um mundo de dualidades, entre a realidade e a fantasia.

E sim, apesar do título do livro ser Demian, em referência ao personagem Max Deminan, que de fato é um dos personagens principais da trama – com um papel de extrema importância -, aliás, o livro é na verdade narrado na visão do personagem Emil Sinclair. Sinclair é um rapaz de boa família, sendo essa retratada como religiosa, uma familia ideal aos costumes da época, sendo descrita no início do livro como sendo pura, retratada como a fonte de um mundo de luz, um mundo perfeito para Sinclair.

Porém, Sinclair tem consciência de que através dos portões de segurança de sua casa existe um outro mundo. E é indo e vindo desses dois mundos que Sinclair compõe a sua história. E é a partir daqui que somos apresentados ao conceito de dualidade, o qual é muito empregado no decorrer do livro – entre o certo e o errado, o mundano e o espiritual -, a realidade de dois mundos.

A primeira grande experiência de Sinclair com a dualidade dos mundos acontece quando este inventa uma mentira, e se vê então preso entre o sombrio do mundo mundano, longe da casa e conhecimento de seus pais, e o conforto quando dentro da segurança, do mundo ideal, advinda de sua família.

Mas Sinclair somente irá passar a questionar as dualidades da vida, de forma efetiva, após Max Demian entrar em sua vida.

Max Demian surge na história como um novo aluno da classe de Sinclair. Uma figura notável e intrigante. Desde o começo, este aparece cercado de mistérios, com uma aura diferente das dos outros alunos e pessoas que Sinclair até ali conhecera.

E é Demian quem irá enxergar em Sinclair mais do que ele próprio jamais enxergara em si mesmo, sendo o responsável em mostrar para este que o mundo vai muito além daquilo em que este vive e acredita e ainda, será a pessoa a abrir a mente de Sinclair para que este passe a ver que é capaz de pensar muito mais e muito além daquilo que pensa ser capaz, passando a expor à ele um novo mundo.

“Vejo que pensas mais do que podes exprimir. Mas vejo também que nunca viveste completamente aquilo que pensas, e isso não é bom. Somente as ideias que vivemos é que têm valor.”

Além de Demian, no decorrer da narrativa, Sinclair encontra diversas outras pessoas que passam a mostrá-lo as diferenças do mundo. Mas é Demian quem tem o papel principal de libertá-lo do mundo ideal, causado pela ideia de segurança que este possui dentro de sua casa.

Pistórius tem um importante papel de trazer Sinclair de volta à realidade do ser que ele é. Perdido nas influências mundanas dos comuns, perde-se na vida boêmia. Pistorius o leva a questionar novamente os pensamentos engessados e o mostra de novo o ‘mundo real’. Mostra a Sinclair a importância de se pensar por si mesmo, e ser a si mesmo.

“Não há porque te comparares com os demais, e se a natureza te criou para morcego, não deves aspirar a ser avestruz. Às vezes te consideras por demais esquisito e te reprovas por seguires caminhos diversos dos da maioria. Deixa-te disso. Contempla o fogo, as nuvens, e quando surgirem presságios e as vozes soarem em tua alma, abandona-te a elas sem perguntares se isso convém ou é do gosto do senhor teu pai ou do professor ou de algum bom deus qualquer.” (pág. 126)

Diversos outros personagens permeiam o caminho que Sinclair percorre em direção ao seu amadurecimento.

Entretanto, todos os caminhos levam Sinclair à Demian e a sua mãe, Eva, e à medida que as coisas ocorrem, passamos a questionar se essa família, tão diferente aos olhos da sociedade da época, rondada por rumores, não haveria sido colocada na vida de Sinclair como forma de levá-lo a conhecer o ‘mundo das sombras’, o outro mundo fora do ideal, para que este então pudesse finalmente de fato conhecer a si mesmo, evitando assim ser levado pelas massas, a se tornar mais um na multidão, ensinando-o ser capaz de pensar, ser crítico, ser ele unicamente ele.

Devo dizer que o livro diz muito mais do que narrar apenas a trajetória de Sinclair. Ele tenta mostrar para nós, leitores, que talvez a visão de mundo que possuímos não é exatamente a única que existe, nos fazendo questionar se vivemos de fato no mundo real.

Para mim, o livro trouxe a tona um medo muito comum, o futuro longe da proteção do mundo ideal, aquele que é trazido em nossas vidas na casa dos nossos pais. O fato de que uma hora teremos que conviver com a sociedade como um todo, a necessidade de socialização, a necessidade de viver.

As reflexões trazidas pelo livro me fizeram pensar em diversas coisas pelas quais passei na adolescência. Talvez tivesse sido muito melhor se eu tivesse lido esse livro anos atrás. Ou não, vai saber.

“— Falamos em demasia — disse ele com gravidade desacostumada.— As palavras engenhosas não têm qualquer valor, absolutamente nenhum. Só conseguem afastar-nos de nós mesmos. E afastar-se de si mesmo é um pecado. É preciso que se saiba encerrar-se em si mesmo, como a tartaruga. “

A versão do livro que eu li foi um e-book que baixei na internet – não aguentei esperar ele chegar quando comprei, pois o comprei pela Saraiva ele estava em falta, só tem previsão de chegar pra mim no final desse mês ( unboxing à vista xD ) –  no site da biblioteca digital da PUC Campinas, de tradução de Ivo Barroso. Devo dizer que, como comecei a ler o livro após ter acesso a alguns trechos do livro nos clipes musicais do grupo de k-pop que sou fã, ao ler o livro em português nessa versão, senti um pouco de dificuldade em alguns momentos, pois a linguagem escolhida nessa versão é muito rebuscada. Assim, depois que terminei o livro, li alguns trechos do livro em inglês na internet e achei a leitura bem mais confortável.

A versão que eu comprei está para chegar. Como comprei ela junto com um outro livro que estava na pré-venda, tive que esperar o lançamento, mas de acordo com o rastreamento, ele já se encontra à caminho!

P.S.: Devo confessar que essa resenha era a que estava trancando a maioria dos meus textos. Abri e fechei o arquivo de Word inúmeras vezes na tentativa de terminá-la. Demian foi um livro que entrou na minha vida por um motivo, que pode parecer bobo à vista de alguns, mas que trouxe muito mais do que eu esperava durante a leitura. Mas finalmente terminei de escrever sobre ele. Não que isso vá facilitar para que eu termine as outras resenhas que estão todas acumuladas lol.

#Livro 26/2016 – Todas as Histórias do Analista de Bagé by Luis Fernando Verissimo

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Título: Todas as Histórias do Analista de Bagé

 Autor: Luis Fernando Verissimo

Editora: Objetiva

Páginas: 76

 

O Analista de Bagé um dos personagens mais marcantes de Luis Fernando Verissimo, e está de volta numa reedição atualizada com histórias deliciosas deste clássico do humor brasileiro. Com seu humor cáustico, o analista trata os males da alma como quem amansa cavalo xucro, conquistando seus leitores no laço. Impossível resistir ao seu charme. “Se abanque, índio velho. A sessão está apenas começando”, avisa o amoroso e alucinado psicanalista. (retirado do skoob)

De volta com mais uma resenha, devo confessar que não estou resenhando os livros na ordem em que li eles, pois estou tendo dificuldades em terminar a resenha de alguns deles. Por isso hoje trago a resenha desse livro que, infelizmente não está nem perto da minha lista de boas leituras do ano.

‘Todas as Histórias do Analista de Bagé’ reune diversos textos que contam os causos que passam pelo divã do Analista de Bagé. Atendendo um paciente, vários, problemas de estima, de amor, problemas da vida, problemas complexos, delírios, honra.

Este, ainda apresenta uma entrevista do Analista (que é um personagem que não possui um nome, sendo o Analista), com ele mesmo, em que este se declara como freudiano, apesar de afirmar seu respeito pelos outros grandes nomes da Psicanálise.

O diferencial é que, apesar de se caracterizar como sendo freudiano, este analista se utiliza de todo o seu conhecimento, ironia e cortadas diretas para resolver os problemas de seus pacientes, com métodos nada ortodoxos. Seus pacientes apresentam quadros complicados e são todos selecionados por tal motivo. Este, com fortes referências ao estilo de ser de um gaúcho, sempre acompanhado com seu chimarrão, busca resolver os clichês da vida das pessoas que se deitam em um divã. Outro detalhe do personagem, é a presença da atitude estereotipada do homem machão, tipicamente grosseiro, que, juntamente ao personagem ser um analista, trazem um personagem nada convencional.

Sua forma de terapia mais famosa é a Terapia do Joelhaço, que é destinada apenas aos pacientes homens, que se trata de um golpe na barriga dos pacientes com depressão, antes que esse seja conduzido ao divã. Dessa forma, ao se deitar no divã, o paciente é analisado, e, então, ao fim, o Analista questiona se os problemas enfrentados pelo paciente geram sensação pior, ou mais dolorosa, do que a joelhada por ele dada.

Politicamente incorreto, o livro trata de assuntos polêmicos, em uma tentativa de humor, que infelizmente não me conquistou.

Não sei como é para vocês, mas ter que terminar uma leitura de maneira forçada é um grande turn-off pra mim. Mas eu tenho um pequeno problema com leituras que ficam pela metade. Eu consigo abandonar um livro – é raro, mas já aconteceram algumas vezes – mas não consigo largar no meio de um capítulo – e ás vezes eu estou lendo e tenho o tempo limitado, mas não consigo parar o capítulo no meio, preciso terminá-lo para poder fechar o livro de forma confortável (manias de leitor, quem não tem as suas?).

O humor escrachado de Veríssimo, pelo menos o que tange as histórias contidas em Todas as Histórias do Analista, não funcionaram para mim. Não tenho nada contra o politicamente incorreto – mentira, tenho um pouco, mas mais quando ele ultrapassa a linha do aceitável na questão do respeito e direitos das pessoas – e nem foi isso que tanto me incomodou nesse livro. O que me incomodou é que, em algumas das histórias, parecia que eu estava lendo um roteiro de algum quadro de um programa humorístico da tv brasileira como o Zorra Total ou A Praça é Nossa, programas de humor que eu realmente não aprecio muito.

Eu sempre tive muita curiosidade em ler Veríssimo por este ser muito elogiado por seus livros que trazem aspectos de comédia, mas aparentemente escolhi o livro errado como introdução. Não gostar do livro foi pouco. Me vi algumas vezes forçada a terminar de ler um trecho ou outro, mantendo o pensamento de “você já começou a ler esse causo, agora termina”.

P.S.: Bem, finalmente de volta com uma resenha! Tenho algumas outras para terminar. Ando lendo alguns livros também. O ano – já – está se aproximando do final, e eu preciso organizar minhas leituras. Estou um pouco longe do meu objetivo anual – de novo -.

#Livro 24 – Os Contos de Beedle, O Bardo by J.K. Rowling

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Título: Os Contos de Beedle, O Bardo

 Autor: J.K. Rowling

Editora: Rocco

Páginas: 108

 

Os contos foram traduzidos das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela. São cinco histórias de fadas diferentes entre si. Histórias populares para jovens bruxos e bruxas, contadas há gerações aos filhos à hora de dormir. Pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV e possuía uma longa barba; mas suas histórias foram passadas de geração em geração e têm ajudado muitos pais bruxos. Não muito diferente dos contos escritos para pequenos trouxas.

Enquanto nos livros dos trouxas ela está ligada ao comportamento errado, aqui ela está associada aos heróis e às heroínas que são capazes de realizar mágicas para ajudar os outros. Só que ao mesmo tempo bruxos e bruxas descobrem que esta mesma magia pode lhes causar dificuldades e nem sempre é a solução para todos os problemas. Assim como em alguns contos de fadas, as histórias de Beedle podem assustar criancinhas, mas, por outro lado, as inspiram a serem honestas e a usarem seus poderes para o bem, algo que Dumbledore ressalta a todo momento em suas anotações.

A primeira das histórias, “O bruxo e o caldeirão saltitante”, tem como protagonista o filho de um bruxo muito bom que, após a morte do pai, decide não ajudar os outros como o pai o fazia; “A fonte da sorte” mostra a busca de três bruxas e um cavaleiro por uma fonte, cuja água concede boa sorte a todos aqueles que nela se banharem; em seguida, a mais assustadora das narrativas, “O coração peludo do mago”, sobre um velho bruxo incapaz de amar e uma donzela que em muito lembra as donzelas dos contos de fadas trouxas; antes da já conhecida “O conto dos três irmãos”, Rowling apresenta as aventuras da esperta “Babbity, a coelha, e seu toco gargalhante”.

Os contos de Beedle, o Bardo comprovam mais uma vez o talento de J. K. Rowling para transportar o leitor para o seu universo mágico e único. Pegue sua vassoura, alguns galeões e vá buscar o seu! (retirado do skoob)

Os Contos de Beedle, O Bardo é um livro que pertence ao mundo do Harry Potter, que é citado ao longo da série como sendo o livro de histórias infantis que os pais contam aos seus filhos.

Ao ler o livro e pensar nas situações em que ele é empregado dentro do contexto do mundo mágico de Harry Potter, fiz a comparação de que este seria como as Fábulas de Esopo para nós simples mundanos.

O livro é na verdade um compilado de divesos contos, que assim como as fábulas, tem como objetivo passar uma lição de moral ao seu final.

A ideia de J.K.Rowling é genial. É a situação de um livro dentro de um livro. Em seu sétimo livro da série, J.K.Rowling descreve que a herança deixada por Dumbledore deixou para Hermione Granger era nada mais, nada menos, Os Contos de Beedle, o Bardo.

Os Contos então, é publicado como sendo um livro de tradução de Hermione Granger, com diversos comentários no seu interior, feitos por Albus Dumbledore.

De todos os contos do livro, o meu favorito, e provavelmente  mais conhecido, uma vez que a animação dele fez parte filme da série Harry Potter e as Relíquias da Morte, é “O Conto dos Três Irmãos”.

Esse conto versa sobre a história de três irmãos que estavam em uma viagem, quando se depararam com a morte, que estava irritada com o fato de que os irmãos, dotados de magia, haviam escapado de sua armadilha.

Diante disso, a morte então finge cumprimentar os irmãos por seus feitos e diz a eles que irá premiá-los por terem sobrevivido, com algo que eles quisessem.

O irmão mais velho, pediu a varinha mais poderosa que existisse, digna de um bruxo que derrotou a morte. A Varinha das Varinhas.

O irmão do meio, arrogante, pediu o poder de restituir a vida aos que a morte levara, como forma de demonstrar sua superioridade e humilhá-la.

E o irmão mais novo, pediu algo que lhe permitisse se esconrder da morte, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem por ela ser seguido, recebendo então a Capa da Invisibilidade.

O resto é história.

Parece familiar? Sim, ela além de ter a animação no filme da série Harry Potter, é quem dá origem ao título do sétimo livro, em que na saga, a fábula se transforma em um acontecimento real. As Relíquias da Morte.

O livro é curtinho, os contos também. Em alguns momentos, os comentários de Dumbledore podem ser um pouco cansativos, principalmente para aqueles que já são familiarizados com os termos, expressões e definições bruxos. Até porque, a explicação deste vem como uma forma de trazer luz aos ‘trouxas’ que estão lendo o livro.

É um livro que mantém mais uma tradição do mundo mágico de Harry Potter! Super recomendando, não somente para os fãs da série, mas para os demais leitores.

#Livro 23/2016 – Cartas a um Jovem Poeta by Rainer Maria Rilker

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Título: Cartas a um Jovem Poeta

 Autor: Rainer Maria Rilker

Editora: L&PM

Páginas: 96

 

Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke (1875-1926) recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor. Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa.. (retirado do skoob).

Esse livro entrou na minha vida por acaso. A verdade é que ele jamais me chamaria a atenção em uma estante da livraria ou em um site de compra de livros. Estava eu consultando uma lista de recomendações de livros e me deparei com esse título, e após alguma relutância, foi o livro da referida lista que escolhi para ler. Primeiro, confesso que o principal motivo foi o fato de que desta lista – em que nenhum livro me chamou de fato a atenção – , esse era o mais curto.

Vou começar falando um pouco desse autor que eu não conhecia. Rainer Maria Rilke, nascido em Praga, na Boémia, atual República Checa, nasceu René, tendo mudado o nome posteriormente para Rainer.

Este possui uma obra original, marcada pelo tratamento da forma e pelas imagens inesperadas, sendo um poeta influenciado pelo Expressionismo, tendo grande influência em muitos autores que vieram depois dele.

Poeta, Rilke tem entre suas obras em prosa, o destaque para as cartas, em que mesmo se tratando de uma forma de comunicação entre ele e diversas pessoas, transformou tal conversa em reflexões.

“Cartas a um Jovem Poeta” é um livro que reúne um total de dez cartas que este escreveu em resposta a um jovem admirador, sendo este um aspirante a escritor, denominado “Senhor Klaus” no decorrer do livro, Franz Xaver Kappus, sendo em verdade esse o responsável por sua publicação em 1929, alguns anos após a morte de Rilker.

Não há no livro a apresentação da carta que deu início ao diálogo, sendo que o que temos é um monólogo, em que apenas as respostas de Rilke são apresentadas. E, apesar disso, não se precisa de mais para que se entenda o que Rilke quer passar em suas cartas ao aspirante escritor, não somente em reflexões que concernem a futura profissão de Klaus, mas como também para a vida pessoal, a vida íntima e conflitos internos. Seus conselhos vão muito além de qualquer problema pessoal.

“O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração. Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas.” (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 43)

O autor fala de diversos temas, através de metáforas, em que expressa sua opinião sobre a vida e a morte, sobre o amor, e a necessidade de se aprender a amar. Fala ainda sobre a solidão, e sua suma importância, bem como afrontá-la. O autor ainda descreve a necessidade de se ter paciência, não apenas em referência ao fato de ser escritor, mas também em relação a todas as relações da vida.

É bom ser solitário, pois a solidão é difícil; o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la. Amar também é bom: pois o amor é difícil. Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas uma preparação. Por isso as pessoas jovens, iniciantes em tudo, ainda não podem amar: precisam aprender o amor. Com todo o seu ser, com todas as forças reunidas em seu coração solitário, receoso e acelerado, os jovens precisam aprender a amar. (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 65)

E, apesar do foco do autor é falar sobre fatos da vida, aconselha ainda o “Jovem Poeta” quanto à escrita, e seu desenvolvimento como escritor, noticiando que este não deve apenas escrever sobre o amor, não importa sua forma, mas escrever sobre fatos do dia-a-dia, por mais simples que sejam. Recomenda ainda que este não se atente as críticas literárias, não pensando demais, não ficar atento aos conselhos em excesso dos mais velhos, e ainda, prudência com a escolha de suas palavras.

Por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se está triste: porque o instante aparentemente parado, sem nenhum acontecimento, no qual o nosso futuro entra em nós, está bem mais próximo da vida do que aquele outro ponto, ruidoso e acidental, em que ele acontece como que vindo de fora. Quanto mais tranquilos, pacientes e receptivos formos quando estamos tristes, tanto mais profundo e mais firme o modo como o novo entra em nós, tanto mais fazemos por merecê-lo, tanto mais ele se torna o nosso destino. (Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, p. 75)

Eu de fato não esperava muita coisa do livro quando peguei para ler, mas ao longo da leitura, fui passando a adora as metáforas apresentadas pelo autor, de forma leve, trazendo diversos momentos de reflexão.

Não faz muito parte do meu estilo de leitura favorito, mas devo dizer que tenho ganhado certo gosto por esse tipo de leitura. Em breve devo falar de outro livro que me fez pensar muito na vida através de suas referências, assim como “Cartas a um Jovem Poeta” fez.

A leitura é leve, não há, apesar de todas as metáforas, uma linguagem muito difícil, sendo simples de ler, a leitura flui, além de ser um livro bem curtinho. Super recomendo a leitura dele.

 

#Livro 20/2016 – O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares by Ransom Riggs

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Título: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #1

 Autor: Ransom Riggs

Editora: Leya

Páginas: 336

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias. (retirado do skoob)

Como começar a falar sobre esse livro? Esse foi o típico caso de “julgar o livro pela capa”. Vi ele na lista de livros de uma promoção e achei muito interessante toda a parte gráfica dele e aliado a sinopse, pareceu muito interessante.

O livro conta a história de Jacob, um menino de uma família bem de vida, que tem como avô uma pessoa super excêntrica que conta histórias de guerra, e principalmente, histórias sobre o lugar onde viveu quando criança, um local para crianças peculiares, sempre mostrando para Jacob fotos estranhas de grandes feitos.

Um dia, Jacob presencia uma tragédia familiar e acaba testemunhando algo bizarro. Com isso, parte em uma aventura muito peculiar junto de seu pai, que não sabe nem metade das histórias e motivos que o levaram a ir atrás de um orfanato em uma ilha distante.

Chegando na ilha, Jacob se descobre em um mundo completamente diferente daquele em que estava acotumado a viver, finalmente encontrando o orfanato em que seu avô vivera, conhecendo então diversas pessoas peculiares, momento em que sua aventura de fato se inicia.

Devo dizer que, com toda a publicidade em cima do livro, as fotos, a capa, os comentários, eu esperava um pouco mais do livro. A ideia da história é interessante, que lembra um pouco – bastante – X-Man, e tinha muito potencial. Porém, não sei se pelo fato de ser uma série, dividida em três livros, o autor optou por ter o primeiro livro como uma introdução a série, o que tornou o livro um pouco monótono.

Acho que as fotos que o livro traz, o mistério, tudo isso me deixou com muitas expectativas do que iria acontecer, e infelizmente muita coisa não aconteceu. Mas, o livro não é nem de longe ruim. Muito pelo contrário, ele dá a introdução a uma série que tem tudo pra ser muito boa. Eu só esperava um pouco mais dele eu acho, um pouco mais de descrição e definição dos pesonagens, suas histórias, uma exploração maior do tema “peculiares” e mais ação.

Além disso, o autor termina o livro com o clássico gancho, que nos deixa esperando pela leitura do próximo livro. Então é esperar pra ver se haverá de fato um desenvolvimento maior da história ao longo dos próximos livros da série.

– Nas Telonas –

O primeiro livro da série vai ganhar as telonas, em um filme de Tim Burton, com estreia prevista para janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros.

Confira o trailer:

– Orfanato ou Lar –

Uma das grandes questões que surgiu quanto a essa série, está em seu nome.

O primeiro livro, lançado pela Editora Leya no Brasil, traz como nome título do livro e da série “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Posteriormente, a Editora Intrínseca obteve os direitos de publicação da continuação da série no Brasil e lançou os livros Cidade dos Etereos e Biblioteca das Almas, sob a série “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”. Aqui nesse artigo a editora explica o motivo da mudança e o porque terem decidido pela palavra “Lar”. Leia AQUI o artigo da Ed. Intrínseca.

Aliás, a Editora Intrínseca anunciou ainda que adquiriu os direitos para publicar o primeiro livro da série sob seu selo, que seguirá o mesmo padrão dos outros dois, sendo “O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”, com capa dura – a nova moda entre algumas editoras – .

No meu post eu deixei como Orfanato, uma vez que o livro que eu comprei e li ainda é a versão publicada pela Editora Leya.

Aliás, não sei vocês mas eu tenho um leve toc, e ter a série na minha estante com formatos diferentes – por terem sido publicadas por editoras diferentes – me incomoda um pouquinho, mas fazer o que né.

#Livro 19/2016 e #MLI2016 – Tudo Pode Acontecer by Will Walton

Tudo Pode Acontecer.jpg

Título: Tudo Pode Acontecer

 Autor: Will Walton

Editora: V&R

Páginas: 248

Tretch Farm vive em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos onde todo mundo sabe da vida de todo mundo. O que torna ainda mais difícil o fato de ele estar apaixonado por Matt, seu melhor amigo. Matt não desconfia de absolutamente nada e Tretch não sabe se isso é bom ou ruim… Para ele o problema não é apenas com Matt. Sua família não tem ideia de quem ele realmente é e o que ele realmente pensa no auge dos seus quinze anos. sua mãe acredita que o filho está prestes a sair com uma garota. E Bobby Handel, que sempre insinua que Tretch é gay na escola, mal sabe que está bem perto da verdade. Aos poucos essa história revela que viver uma mentira pode não ser a melhor escolha para alguém que busca a felicidade. (retirado do skoob)

O livro conta a história de Tretch Farm, um menino que mora no interior dos EUA e que está passando por aquela fase da vida que todo adolescente passa. Dúvidas quanto a vida e quanto ao futuro, problemas sobre o amor, amizades.

O livro gira em torno de seu dia-a-dia, que abrangem suas relações familiares, os amigos e o amor, e a aceitação por parte dele mesmo da descoberta de que está apaixonado pelo melhor amigo, Matt.

Matt, seu colega de escola e melhor amigo, veio de Nova York e tem uma história interessante. Ele tem dois pais, e por esse motivo sofre bullying na escola. Mas para Tretch, isso não é nada demais. Aliás, Tretch esse que também sofre bullying na escola, principalmente por ser amigo de Matt.

Boatos e piadas são feitas quanto a relação dos dois, em decorrência do status dos pais e Matt, mas Tretch nem liga. E, para ele, no seu consciente, não tem muito o que fazer, uma vez que o responsável por liderar os ataques contra si, Booby Handel, é ninguém menos que o filho do sócio de seu pai.

No meio da confusão de sentimentos de Tretch, Matt se interessa por uma menina, Amy, e passa a requisitar a ajuda de Tretch para conquistá-la, uma vez que esse a conhece. Isso, devo dizer, corta o coração de Tretch, mas mesmo assim decide ajudar seu melhor amigo, sendo que podemos acompanhar durante o livro, ainda que de forma sutil, uma vez que não é um lado da história muito explorado, o crescimento da relação de Matt e Amy.

Um dos lados que mais gostei do livro é o fato de que Tretch tem um irmão mais velho, e esses são super próxims, conversando sobre tudo, sendo até mesmo ele a primeira pessoa para quem Tretch se abre, de forma honesta, quanto ao seus sentimentos e sua orientação sexual. O mesmo, infelizmente, não acontece com seus pais. Percebemos durante a narrativa, uma certa relutância dos pais de Tretch quanto aos pais de Matt, o que nos mostra que talvez, eles não fossem compreensivos quanto ao assunto, fato que trazia a relutância de Tretch em tocar no assunto com eles.

Outra coisa legal é a relação dele com seus avós. Eu tenho convívio presente com os meus, e acho muito importante essa relação. Aqui vemos mais um assunto difícil de lidar. O avô de Tretch descobre que tem câncer. Vemos a perspectiva de uma família ante a doença de um ente querido, não querendo ter que se preparar para o adeus.

O livro é bonitinho, e trata de um assunto sensível, de forma sensível. Não há uma super explaração do ‘sou gay’, mostrando Tretch como um adolescete que tem seus problemas de adolescente. Assim, acompanhamos essa transição de Tretch quanto a sua orientação sexual de forma leve.

O grande porém em Tudo Pode Acontecer é que, não aconteceu.

A escrita em si do autor é muito boa, ela flui, tornando a leitura fácil, e de fato, muito rápida. Apesar de, por ser um livro que apesar de tratar temas polêmicos, ao não se aprofundar neles, deixa a leitura mais fácil. Entretanto, o não aprofundamento em nenhuma das questões abertas no livro- homossexualidade, amor pelo melhor amigo, doença do avô, etc – é que de certa forma, parece com que não houveram respostas, deixando tudo muito solto, tudo muito sem final.

O autor começa o livro super bem, os personagens são muito reais, e você acaba se apegando a eles, porém, o autor não consegue desenvolver a história, não explorando muito os temas aplicados no livro, seja da descoberta de Tretch, a temática do bullying, e ainda, a temática do amor x amizade. Isso de certa forma me deixou um pouco decepcionada durante a leitura do livro, principalmente quando cheguei em seus capítulos finais.

P.S.: Finalmente voltei no ‘tempo’ e estou postando o último livro da maratona que foi, olha só, em agosto. Mas, aos poucos vou colocando as coisas em dia por aqui

[Resenha] #LIVRO 22 /2016 – HARRY POTTER AND THE CURSED CHILD BY J.K. ROWLING, JOHN TIFFANY E JACK THORNE

Cursed

Título: Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter #8)

Parts I & II (Special Rehearsal Edition)

 Autor: J.K. Rowling

John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Scholastic Inc.

Páginas: 320

 

The Eighth Story. Nineteen Years Later.

Based on an original new story by J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany, a new play by Jack Thorne, Harry Potter and the Cursed Child is the eighth story in the Harry Potter series and the first official Harry Potter story to be presented on stage. The play will receive its world premiere in London’s West End on July 30, 2016.

It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.

While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places. (retirado do skoob).

Como poucos devem ter percebido, eu sou um pouco viciada na série Harry Potter (você jura? Lol) e como não podia deixar de ser, estava mais do que ansiosa para ler Harry Potter and the Cursed Child desde o dia em que ele foi anunciado. Então, não deu pra segurar a ansiedade e eu acabei comprando ele em inglês mesmo. Esperar até o lançamento nacional ia me matar de ansiosidade.

Antes de mais nada, gostaria de esclarecer, para as pessoas que acompanham minha jornada dos 42 livros, que sim, eu pulei os outros livros que deveria resenhar, para vir falar de Harry Potter! Sim, pretendo voltar e resenhar os outros livros que faltam, mas como eu tenho meu controle de leituras, decidi deixar as numerações originais, por isso, meus post pularam do livro 18 para o 22. Em seguida, vou voltar postando eles com suas respectivas numerações. – Agradecemos a compreensão! – .

Primeiramente, vou comentar aqui o fato de que quando peguei esse livro para ler, alguns amigos já tinham realizado a leitura e todos eles me disseram que eu leria o livro em questão de meia hora, que seria uma leitura rápida! E não deu outra. Quando eu comecei a ler, não conseguia mais parar, e só o fiz quando o livro terminou.

Antes de falar da história em si, vou comentar a estrutura do livro.

O livro físico:

A capa dele é só um revestimento de papel, como vemos ali na foto. Um pouco ruim, para pessoas que como eu que  gostam de carregar o livro na bolsa, mas a vantagem é que, como podemos ver segunda imagem, o livro é lindo sem esse revestimento. Bem aqueles livros antigos que a gente vê em biblioteca. Fiquei encantada.

Sobre o livro em si:

Como alguns já sabem, Harry Potter and the Cursed Child surgiu como uma peça de teatro, e supostamente, não deveria ter um livro. Muitos fãs que não teriam a chance de ver a peça reclamaram e por fim a publicação do livro foi anunciada. Por que isso é importante?

O livro foi lançado como surgiu, como o roteiro de uma peça de teatro. Então, diferente dos outros livros em que tudo é muito bem detalhado e escrito, Cursed Child é baseado em suma em diálogos, em que as ações silenciosas dos personagens se dá por simples passagens descritivas: “tal personagem entra em cena e se junta aos demais”, “tal personagem envia um correio coruja”.

Confesso, de início é meio estranho esse formato, e levei um tempo para me acostumar, mas, devo dizer que essa forma traz uma leitura mais dinâmica, um dos motivos pelo qual a leitura do livro é rápida.

Agora, a história.

Desde o começo eu havia tirado todas as expectativas que eu tinha sobre ela, e foi a melhor coisa que fiz. Com isso, pude aproveitar muito o enredo do livro e adorar.

Primeiro, temos que ter em mente que o livro não é continuação da série Harry Potter em geral, então não vão ler o livro achando que vão ver aventuras do famoso trio como foram nos outros sete livros. Aliás, nesse livro Harry Potter nem mesmo é o personagem principal, assim como os demais personagens originais da série, eles são todos apenas parte de uma história muito maior.

O livro começa examtamente no trecho em que o Relíquias da Morte terminou: Albus Severus, o segundo filho de Harry e Gina está embarcando para seu primeiro ano em Hogwarts, em que o menino está ansioso quanto ao seu futuro: “E se eu cair na sonserina?” ele questiona.

A narrativa se passa em torno do dia-a-dia de Albus Severus Potter, filho de Harry Potter e Gina Weasley. Nascido em uma era em que seu pai é um grande herói, o menino se vê perdido quanto a sua própria identidade.

Albus é descrito como um menino quieto, inseguro, inocente e incompreendido. Sonserino, passa a ser o melhor amigo de ninguém menos que Scorpios Malfoy, menino que devido à sua origem sofre com o preconceito de outros bruxos.

Aqui nasce mais uma história de amizade incondicional. A tradicional caracterísica da saga, que focou muito nesse tema.

Nesse meio tempo, o mal, aquele que foi vencido com a derrota de Voldemort, parece estar tentando voltar e ganhar forças. No meio disso tudo, rumores de que Voldermort deixou na Terra um herdeiro se tornam cada vez mais fortes.

O livro foca também nos personagens da série original tentando se adptar ao mundo adulto, trabalhar para o ministério, ter a vida atribulada e claro, tentar ser pais responsáveis na criação dos filhos.

Principalmente Harry, que tem dificuldades de alcançar Albus. E é a partir da insatisfação do relacionamento deles que toda história começa. Aliás, uma das coisas que detestei no livro. Passei muita raiva com as atitudes de Harry, que dava muitos foras no quesito ser pai. Que coisa, dava vontade de dar uns socos nele pra ver se ele acordava pra vida.

Harry Potter and the Cursed Child é sim um bom livro, quando você passa a perceber que ele não é uma continuação da famosa série, e passa a aceitá-lo como uma história paralela. Eu gostei muito. Foi muito legal, depois de tantos anos, poder ter de novo contato com os personagens que fizeram parte da minha adolescência inteira.

[Livros em Série] Maze Runner – Correr ou Morrer (e previsão de lançamento de livro novo à vista!)

A saga Maze Runner –  Correr ou Morrer é uma série de livros da vertente Ficção Científica com doses – muito boas, aliás – de ação, de autoria de James Dashner. A série é composta por seis livros, sendo que cinco já foram publicados, na ordem:

– Correr ou Morrer

– Prova de Fogo

– A Cura Mortal

– Ordem de Extermínio

– Arquivos

– O Código da Febre

E mais, a Editora V&R Editoras Brasil acabou de anunciar o lançamento do sexto livro da série, “O Código da Febre”, para o mês de OUTUBRO desse ano!

A editora postou em seu twitter @VREditorasBR a seguinte imagem:

MazeRunner-OCódigodaFebre

Influenciada por essa notícia – até o momento, maravilhosa, já que eu sou super fã da série – resolvi fazer um post especial aqui sobre essa saga que eu tanto gosto.

Um lembrete: desses livros, Arquivos é exatamente isso, arquivos que fazem referência a diversas passagens dos três primeiros livros da série, que conta com detalhes algumas cenas importantes, com detalhes, ou visão de outro personagem envolvido.

A série começa com a história de Thomas, um menino que não consegue se lembrar de nada da sua vida, além de seu nome, que acorda em uma caixa metálica, com destino a um local onde encontra diversos meninos que o acolhem e o apresentam a um local conhecido como “A Clareira”, um lugar cercado por gigantescos muros, em que ninguém sabe ao certo o por quê de estar ali, sendo que todos chegaram ao local da mesma forma que Thomas, apenas com a memória do próprio nome e mais nada, sem saber o motivo e como terem ido ali parar. Tudo que sabem é que as paredes que o cercam dão forma a um gigantesco labirinto, sendo que as portas de pedra deste se abrem todas as manhãs e se fecham de noite. Além disso,  a cada trinta dias, um menino é ntregue, sempre seguindo a mesma forma. Ainda, o Labirinto é habitado por criaturas horrendas, que tiram a vida daqueles que ali se perdem à noite.

Até que, após Thomas, todos recebem com surpresa um novo habitante no lugar, uma menina. A única a ser enviada desde sempre ao local, esta traz consigo uma mensagem que abala toda rotina criada pelo meninos que ali habitam, revelando assim o papel de suma importância de Thomas naquele local. Mas para isso, ele precisa descobrir os segredos sombrios que estão escondidos dentro de sua própria mente. E correr, e muito, dentro desse tal Labirinto.

Eu já resenhei os quatro primeiros livros da série aqui no blog:

“Sua vida anterior já não existe mais.

Uma nova se inicia.

Lembre. Corra. Sobreviva.”

Livro 01 – Correr ou Morrer

“O Labirinto foi só o começo.

O pior está por vir.

Lembre. Corra. Sobreviva.”

Livro 02 – Prova de Fogo

“O tempo de mentiras acabou.

Corra. Fuja.

Não há mais tempo.”

Livro 03 – A Cura Mortal

Livro 04 – Ordem de Extermínio

– Nas Telonas –

Além dos livros, a série foi adaptada ao cinema, sendo que A Cura Mortal e Prova de Fogo já tiveram seus filmes exibidos nas telonas. O série enfrentou grandes problemas em seu terceiro filme, A Cura Mortal, em decorrência de um acidente que aconteceu no set de filmagens em que o ator que faz o personagem Thomas, Dylan O’Brien, ficou bastante machucado, tendo a finalização do filme e ainda, sua estréia, sido inclusive questionados.

Tem o fato de que a equipe de produção do filme também foi indicada como responsável pelo acidente, dentre outros detalhes. E ainda, o fato de que a atriz Kaya Scodelario, que faz a personagem Tereza, ter anunciado sua gravidez, durante o tempo em que as gravações estavam interrompidas pelo acidente de Dylan.

Assim , para desespero dos fãs, a estréia do filme estava com estréia indefinida.

Mas, esse mês de agosto, a produtora do filme soltou uma nota com uma nova data de estréia para o filme: 11 de janeiro de 2018.

Apesar do alívio para os fãs da série, em saber que o filme da franquia vai de fato chegar as telonas, mas, sim, a espera será torturante, uma vez ser num futuro tão distante.

 

– Considerações Pessoais –

 

Maze Runner é uma série incrível, que eu gosto muito. Os livros são muito bons, principalmente os três primeiros. A pre-sequel, Ordem de Extermínio, não me contagiou tanto.

Os personagens são super bem construídos e completamente cativantes. E os filmes foram muito bem adaptados – eu gostei – apesar de sim, terem grandes mudanças quanto aos livros, como sempre acontece nesses casos.

Super recomendo.

E agora, é a hora pior pro fã, a espera do lançamento do novo livro da série. Outubro tá chegando!!!