[Resenha] #Livro 24/2018 – O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)  by Tana French

O Canto dos Segredos

Título: O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)

 Autor(a/es): Tana French

Editora: Rocco

Páginas: 608

Um detetive ambicioso em busca de uma chance de ascender profissionalmente; um homicídio que envolve adolescentes de um prestigiado internato católico de Dublin; uma investigadora durona com fama de poucos amigos. Ganhadora do prêmio Edgar e sensação do romance policial dos últimos tempos, a irlandesa Tana French junta, em O canto dos segredos, investigação policial, suspense e personagens muito bem construídos para contar uma história apontada como “um triunfo assombroso” pelo The Washington Post. Mais bem-sucedido livro da autora, no ranking do New York Times por semanas, O canto dos segredos tem início quando a adolescente Holly Mackey procura o detetive Stephen Moran com uma pista sobre o assassinato de um jovem nas dependências do tradicional colégio Sta. Kilda, um ano antes. Para solucionar o caso (e alcançar a posição que almeja na Divisão de Homicídios), Moran trava uma luta surda com a difícil Antoinette Conway, inicialmente encarregada do caso, numa trama que perpassa temas como as relações de amizade e poder, os excessos da juventude, vaidade, lealdade e diferenças sociais. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje no livro que trago para vocês é O Canto dos Segredos (Dublin Murder Squad #5)  da autora Tana French. A primeira observação que devo fazer sobre esse livro é o fato dele fazer parte de uma série, a Dublin Murder Squad. Quando eu li o livro não sabia desse detalhe e apenas li ele como sendo uma obra única, e posso afirmar que ele é um livro independente, não há a necessidade de se ler os livros anteriores da série para entendê-lo.

Em o Canto dos Segredos temos  um internato para meninas que tenta ir de encontro com a ideia atual da evolução tecnológica, em que o acesso à internet é limitado e controlado. Assim, a única forma de expressão das alunas – suprindo o papel das redes sociais – é um painel que fica em um canto da escola em que podem ser colocados segredos de forma anônima, como uma forma de expressão livre.

Até que um dia Chris Harper aparece morto no campus do colégio, um grande mistério uma vez que o internato é frequentado apenas por meninas. Para completar o estranho caso, surge um papel no mural dos segredos com os dizeres “Eu sei quem matou”.

Diante a resistência da escola quanto ao crime, uma vez querer evitar problemas com a mídia e com os pais das internas, a adolescente e aluna da escola Holly Mackeyy resolve levar o papel para o detetive Moran, com que teve contato no passado quando fora testemunha de um outro crime.

Moran, que trabalha em um setor considerado inútil pelos próprios integrantes da polícia, decide aproveitar a oportunidade para tentar alavancar a carreira, motivo pelo qual entra em contato com a investigadora Anoinette Conway, responsável pela investigação do assassinato de Harper.

A narrativa se divide entre os pontos de vista do detetive Moran, da Investigadora Conway e de Holly, o que traz um ponto muito interessante para o leitor pois através de cada um deles podemos ter uma visão diferente de todo o fato.

Por Holly conseguimos entender a ligação de Harper com o internato e com as alunas, assim como alguns de seus passos antes do fatídico que tirou sua vida. A investigadora Conway está pressionada a resolver o problema, sendo uma pessoa focada no trabalho, acompanhamos a dificuldade da investigação em acontecer frente a resistência da diretora do internato, e o detetive Moran, um policial que consegue se ligar aos envolvidos no caso, fazendo com que este consiga de fato conversar com os envolvidos e tirar deles as informações necessárias para a investigação, quebrando as resistências enfrentadas por Conway.

Além disso, o detetive tem um instinto investigativo que o ajuda a ligar os pontos entre as provas e os depoimentos e ainda, das desconfianças do que é verdade ou não nas falas de cada envolvido, assim como pressentir quem está ou não escondendo algo.

O grande ponto da narrativa é o fato de que a morte de um adolescente não parece ser grande preocupação para os envolvidos com o internato, que se preocupam muito mais com a imagem do local – uma escola cara e de prestígio – .

Só fazer que sim já me deu uma sensação de atrevimento. Santa Kilda: o tipo de colégio do qual gente como eu supostamente nunca ouviu falar. Nunca teria ouvido falar, se não fosse a morte de um rapaz.” (pág.14)

Com o desenrolar das investigações muito se é revelado sobre esse mundo, em que temos famílias muito ricas, meninas com histórias variadas e nem sempre felizes. Combinados a isso temos os temas comuns da adolescência, principalmente por se tratar de meninas criadas dentro de suas bolhas de alta sociedade, mas que estão longe da perfeição. Os encontros com meninos da escola ao lado – da qual Harper era aluno – a astúcia dos alunos em burlar a segurança dos internatos para se encontrarem, a descoberta da vida sexual e ainda, o bullying.

Temos expressos no livro os sentimentos desses adolescentes, que dão toda a base para a narrativa que aborda o assassinato de Harper. Quem teria motivos, por que e como tudo teria acontecido. O leitor fica preso na narrativa desses fatos tentando descobrir quem no meio de todo aquele drama adolescente teria sido responsável pelo crime.

A única coisa ruim do livro para mim foi o fato de que a autora se perdeu em alguns momentos, deixando a narrativa com excesso de informação, e por esse motivo, muito truncada. A leitura em alguns momentos simplesmente não fluía.

E, não posso deixar de mencionar outro ponto negativo, que foi o fato de que a autora fugiu do aspecto real da história, colocando alguns pontos de fantasia na narrativa que claramente não foram desenvolvidos, ficando a sensação de que eles só foram introduzidos no livro para que a autora conseguisse desafogar ou solucionar algum plot criado por ela no livro e que não teria como concluir pelas vias normais.

A parte fantástica, pelo menos para mim, poderia ter sido evitada.

No mais, o livro é realmente interessante. Um livro de investigação policial que tem uma narrativa mais leve por se passar em uma narrativa adolescente, mas sem deixar de ter seus pontos positivos de mistério, que faz com que valha a pena sua leitura, e tentar sobreviver aos pontos baixos.

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[Resenha] #Livro 22/2018 – Aluga-se Uma Namorada by K.M. Mendes

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Título: Aluga-se Uma Namorada

 Autor(a/es): K.M. Mendes

Editora: Independente

Páginas: 110

Matt Miller está em uma tremenda enrascada. Seu irmão iria se casar com a garota que ele amou a adolescência inteira. Não querendo ficar por baixo Matt prometeu que levaria a sua namorada para o casamento. O que não seria um problema, a menos que, essa namorada, ainda não exista.

Matt não tinha ideia de como iria arrumar uma namorada tão rapidamente, além do fato de querer que sua namorada fosse perfeita. Então lhe surge à ideia de por um anúncio em um jornal. Várias garotas aparecem, porém somente uma lhe chama atenção.

Uma brasileira e um garoto de Nova York, ambos fingem estar apaixonados, porém até quando esse amor pode não ser real?. (retirado do skoob).

Aluga-se Uma Namorada  foi uma leitura que fiz em que a todo momento questionei o que exatamente estava lendo. Era uma mistura de diversas informações e culturas pop em uma miscelânea saída do mundo das fanfics mal escritas.

Descobri esse livro em algum recomendado de algum site e arrisquei mesmo sabendo ser uma publicação independente no site da Amazon. A sinopse me deu a ideia de um romance jovem daqueles bem estilo água com açúcar, que propunha uma leitura leve, o que de fato muito me atraiu.

Aliás, considerando minha menção acima, eu já li algumas fanfics que tem a mesma temática desse livro e que são muito bem escritas – inclusive, se não fossem com personagens já existentes criados por outros autores, poderiam muito bem ser publicados como livros – e por isso imaginei que a leitura poderia ser agradável.

Mas, o que encontrei foi uma narrativa fraca, com personagens sem desenvolvimento e ainda, certos comentários da autora em relação a algumas situações eram desnecessários e outros possuíam ainda conotação homofóbica e preconceituosa. Englobando temáticas como o yaoi, kpop e outros, a autora não teve noção nenhuma na hora de escolher e medir as palavras para tratar de certos assuntos. A forma como ela explicita o desgosto dos personagens quanto à certos temas, como o fato de insinuar que a pessoa que ouve kpop é ‘esquisita’ ou ainda, em que toda uma família ‘tira sarro’ de um familiar pelo fato dele ser solteiro e que todos acreditam que ele seja ‘homossexual’ – entre aspas mesmo porque a conotação dada á palavra é totalmente sarcástico, uma ofensa.

Li em algum lugar que a autora – da qual não achei perfil na internet, apesar de ter procurado, apenas a página dela na Amazon, que consta que ela possui hoje 23 anos – era muito nova quando escreveu esse livro, o que justificaria que um pouco da fraqueza  de sua escrita daria à sua pouca experiência.

Se fosse pra recomendar a leitura de uma história nessa temática, com certeza escolheria alguma das fanfics que ando lendo.

[Resenha] #Livro 21/2018 – O Estranho Caso de Benjamin Button by F. Scott Fitzgerald

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Título: O Estranho Caso de Benjamin Button

 Autor(a/es): F. Scott Fitzgerald

Editora: Presença

Páginas: 80

Scott Fitzgerald teve uma actividade literária prolífica e celebrizou-se com romances como O Grande Gatsby, já publicado pela Presença, e Tender Is the Night, além de cerca de 160 short stories. O Estranho Caso de Benjamim Button foi publicado em 1922 e foi uma das histórias fantásticas através da qual o autor recolheu o aplauso unânime da crítica. Neste conto comovente onde o humor é uma nota dominante, Fitzgerald criou a história de um homem que desafia as leis naturais da vida ao nascer velho e com o passar dos anos em vez de se tornar ainda mais idoso, assiste progressivamente ao rejuvenescimento do seu corpo e mente até terminar a vida sob a forma de uma criança. Com setenta anos, sofre a incompreensão por parte do pai que procura por todos os meios camuflar a sua estranha aparência, esperando que a alta sociedade a que pertence feche os olhos a tão grande despropósito. Os anos vão passando, e para Benjamim crescer equivale a desenvelhecer. Quando atinge os cinquenta anos uma rapariga de vinte apaixona-se por ele e chegam a casar e a ter um filho, mas quando Benjamim se torna mais novo, com vinte anos, desapaixona-se da mulher, entretanto velha e em processo de decadência. O tempo vai passando e agora Benjamin experimenta as agruras da adolescência, as humilhações de não ser adulto até que se torna criança. Uma vida inusitada que contraria a ordem natural das coisas até ao inevitável fim. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Depois de um longo período de ausência, estou de volta e trago hoje a resenha do livro “O Estranho Caso de Benjamin Button” do autor F. Scott Fitzgerald, e que se trata de um livro bastante conhecido e extremamente reconhecido pela crítica.

Em “O Estranho Caso de Benjamin Button” nos enveredamos em uma narração sobre a visa de Benjamin, um homem que nasceu velho e que, ao contrário das leis naturais da vida em que nascemos jovens e envelhecemos, passa a rejuvenescer com o passar dos anos.

Acompanhamos a evolução contrária de Benjamin que aos setenta anos, mal começou a vida, uma  vez que acabara de nascer, mas que , com a aparência de um velho, enfrenta os julgamentos da sociedade e a vergonha de seu pai, que não consegue aceitar a bizarrice que é ter um filho que já nasceu velho.

Com o tempo Benjamin ‘desenvelhece’, fato que trás consequências extremas para sua vida, como por exemplo o fato de ter se casado aos cinquenta com uma jovem de vinte anos, mas que com o passar dos anos, Benjamin no ápice de sua juventude, se vê casado com uma mulher velha.

Como vive do contrário, Benjamin atinge a adolescência quando todos à sua volta são adultos e/ou velhos, alcançando a infância quando deveria estar inciando a vida adulta, até seu inevitável fim.

Benjamin sofre com a rejeição do pai ao longo da vida, que com a vergonha que sente por ter um filho ‘estranho’, tenta esconder a todo custo a sua existência. Benjamin sofre ainda com a rejeição de seu filho, que não aceita a condição do pai.

O livro é ainda uma grande metáfora, que é muito usada comumente pelas pessoas para expressar as fases de nossas vidas – em que o curso natural que se segue é o de nascer um bebê, crescer, ser criança, amadurecer, passar pela adolescência, alcançar a vida adulta, velhice e falecer – , mas que é retratado pelo autor no sentido contrário, mas que nos mostra que o ciclo seguido é exatamente o mesmo, o de se ter um começo, um meio e um fim.

Tenho uma conhecida que trabalha como cuidadora de idosos e às vezes como babá de crianças, e que costumava dizer que ser um bebê e ser um velho bem velho é praticamente a mesma coisa. Dependemos das pessoas para nos locomovermos, nos alimentarmos, trocar nossas fraldas. E isso é bem verdade, realidade. E é exatamente o que expressa o livro de F. Scott Fitzgerald.

Em ínfimas oitenta páginas, o autor é bastante objetivo, sendo a narrativa bastante direta, ou seja, relata a vida de Benjamin sem e apegar a grandes detalhes ou explicações. O tempo passa em uma velocidade incrível, de forma que, se o leitor não estiver atento ao que lê, pode se perder na estrutura da linha de tempo desenvolvida pelo autor, que em certas ocasiões passa os anos em uma mera mudança de parágrafo.

Ainda que em certos aspectos essa objetividade seja um tanto quanto frustrante para o leitor – para mim foi um pouco – o autor consegue transmitir suas intenções com o conto, especialmente no que concerne à não aceitação da sociedade para com aquele que nasce diferente do que se espera, do comum.

                                                                              – Nas Telonas –                           

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O livro de F. Scott Fitzgerald foi adaptado aos cinemas como “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que teve seu lançamento no dia 25 de dezembro de 2008, sob a direção de David Fincher, tendo como atores principais Brad Pitt e Cate Blanchett.

O filme foi altamente recebido pela crítica, tendo recebido 13 nomeações ao Oscar, das quais venceu em três categorias: Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte e Melhor Maquiagem.

Devo dizer que assisti ao filme e que esses é um daqueles raros casos em que o filme é melhor que o livro. Isso, no que diz respeito ao meu gosto pessoal. Digo isso pois gosto de livros que tenham desenvolvimento de enredo, e o estilo objetivo do conto, que não se apega a detalhes ou descrições me deixou um pouco frustrada em alguns momentos com a leitura. Já no filme, temos toda aquela magia retratada pelos efeitos especiais que nos mostra os detalhes que o livro não foi capaz de nos fornecer.

Ainda assim, apesar de recomendar e super o filme, ainda recomendo a leitura do livro também, que não deixa de ser um clássico.

Vou deixar o trailer legendado do filme aqui embaixo pra quem quiser conferir :

E segue aqui o filme completo dublado para quem tiver interesse em conhecer a obra:

 

 

[Resenha] #Livro 18/2018 –  Fiquei Com o Seu Número by Sophie Kinsella

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Título: Fiquei Com o Seu Número

Autor(a/es): Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 488

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Fiquei Com seu Número” da autora Sophie Kinsella. A primeira vez que tive contato com essa autora foi com o livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” que li faz bastante tempo e do qual gosto muito. Assim, comecei a ler esse livro com altas expectativas.

Em “Fiquei Com o seu Número” conhecemos Poppy Wyatt, uma mulher pra lá de atrapalhada, que está prestes a se casar com o homem perfeito! Se não fosse por um pequeno contratempo: após realizar um chá da tarde em um hotel, onde reuniu as amigas para comemorar sua despedida de solteira, Poppy perdeu o anel de noivado – que é ‘apenas’ uma relíquia da família do noivo, uma tradição de anos!

E agora? Dali a alguns dias irá se encontrar com a família do noivo, os prestigiados e intelectuais Tavish, com quem Poppy não tem exatamente um relacionamento muito confortável. Isso porque Poppy sente que não está na mesma altura que a família do noivo, que são pessoas cultas, ‘estudadas’, intelectuais e praticamente celebridades.

Além disso, Poppy perdeu o celular! Como fazer para manter contato com as pessoas à sua volta, para que tenha notícias do bendito anel antes que a família do noivo – e o noivo – descubram?

Poppy então está em seu dia de sorte! Encontra um celular abandonado no hotel onde se encontra hospedada!

Decidida, Poppy pega o celular que encontra e utilizando seu número, pede que o hotel entre em contato com ela de forma urgente para que lhe informem sobre o anel. Enquanto isso, bola um plano mirabolante, em que finge ter machucado a mão para não ter que mostrar aos sogros que havia perdido o anel relíquia da família.

“Não quero entrar numa discussão sobre o motivo de estar agarrada desesperadamente a um celular qualquer que achei numa lata de lixo”

Quem não gosta nada dessa ideia é Sam Roxton, o proprietário do celular, que foi jogado no lixo por sua assistente quando esta abandonou o emprego. Tentando convencer Sam de que é essencial que o celular fique em sua propriedade, Poppy faz um acordo com ele, em que irá encaminhar sem falta tudo que for passado ao celular de sua antiga assistente, como se fizesse esse papel.

“— Perdi meu anel de noivado. — Mal consigo suportar falar em voz alta. — É muito antigo e valioso. E depois meu celular foi roubado, e fiquei completamente desesperada, então passei por uma lata de lixo e ele estava lá. No lixo — acrescento, para dar ênfase. — Sua assistente jogou o aparelho fora. Quando uma coisa vai para a lata de lixo, é pública, sabe? Qualquer um pode ficar com ela.”

A partir daí, o que se desenrola é uma grande onda de confusão, onde Poppy precisa lidar com a organização do seu casamento, uma família do noivo não exatamente calorosa, “amigas”, o papel de assistente de um homem que vive para o trabalho, e ainda, com o fato de que a empresa de Sam se encontra na encruzilhada, ao ser colocada em uma suspeita muito grave, onde sua reputação está sendo colocada a prova, o que pode levá-la à falência ou mais, até mesmo à prisão de seus chefões por corrupção.

Além disso, Poppy precisará lidar com o fato de que talvez seu noivo não seja um homem tão perfeito assim e ainda, com o fato de que ter a presença de Sam Roxton em sua vida possa ser algo que ela queira mais do que imagina.

Posso dizer, ao ler mais uma obra de Sophie Kinsella, que sou fã da escrita da autora. Seus livro apresentam bastante coisa  acontecendo ao mesmo tempo, mas sua forma de narrar não deixa com que tudo vire uma confusão para o leitor, nem que a leitura fique muito pesada ou entediante. Muito pelo contrário. A leitura do livro “Fiquei Com seu Número” é leve e flui de uma forma tão natural que as 400 e poucas páginas do livro parecem ser 100!

A única ressalva que eu tive com esse livro foi o fato de que ele poderia ter evitado um ou dois dramas que ali ocorreram.

A autora Sophie Kinsella possui protagonistas mulheres, independentes e fortes, mas  ao mesmo tempo super desajeitadas, do mesmo jeito que a mulher real, com que podemos facilmente nos identificar. Porém, com tendências à escolhas que levam sempre à uma confusão maior e maior.

O fato de a autora sempre levar suas personagens ao limite da confusão antes de tentar concluir suas narrativas pode ser um pouco cansativo para quem lê mais de um livro dela. Pode ser que eu esteja fazendo um julgamento antecipado de valores, uma vez que li apenas dois livros dela, mas posso afirmar que essa característica é bem marcante em ambos.

Fora isso, a leitura é recomendadíssima, por se tratar de um livro leve, totalmente para aqueles momentos em que precisamos de um pouco de paz, um momento para relaxar e ter algo positivo em nosso dia a dia (considerando os dias atuais que estamos vivendo, momentos assim são sempre importantes e bem-vindos!).

P.S.: Gente, sumi. Mas ando tão ocupada e paranoica com meus estudos que sempre que parava para escrever uma resenha, me sentia culpada por não estar estudando e não conseguia concluir. Essa vida de estudar e viver pra estudar está me deixando doida.

Estou tentando colocar a vida nos eixos, e acho que em breve devo conseguir! Vou tentar aproveitar o feriado para escrever e adiantar as coisas por aqui, mas não posso prometer!

Para os que resistiram às teias de aranha e ainda frequentam o blog, meu muito obrigada!

[Resenha] #Livro 17/2018 –  Carta ao Pai by Franz Kafka

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Título: Carta ao Pai

Autor(a/es): Franz Kafka

Editora: Martin Claret

Páginas: 112 (a edição que eu comprei tem três livros do autor que totalizam 112 páginas, “Carta ao Pai” deve ter umas 13 páginas ao todo, mas não estou certa dessa informação.)

A Carta ao pai é uma peça fascinante da obra de Franz Kafka. Dificilmente algum filho pôde escrever ao pai carta mais pungente do que esta. Nela o grande escritor realiza um ajuste de contas memorável com o tirano familiar Hermann Kafka. O móvel do confronto é uma tentativa de casamento do filho que o pai desaprova, mas o texto abrange toda a relação entre ambos, num ritmo dolorosamente ágil. Como sempre, a capacidade de análise e argumentação do escritor surpreende. Aqui ela transforma uma carta em documento perene da literatura universal. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje, o livro que trago é “Carta ao Pai” do autor Franz Kafka, que acredito eu, dispensa apresentações. E, apesar disso, esse foi o primeiro livro dele que li. Na versão que eu comprei são três os ‘contos’ do autor: “Carta ao Pai”, “Artista da Fome” – que eu já li tem um tempo, mas preciso me preparar para resenhar – e a famosa obra do autor “Metamorfose”, que ainda tenho que ler.

“Carta ao Pai”, como o título do livro em si já indica, é uma carta escrita pelo autor Franz Kafka ao seu pai Hermann Kafka (1852 – 1931), na qual desabafa sobre como se sentia quanto a relação deles de pai e filho, e a forma como enxergava a figura do pai, bem como expõe o porquê de sempre ter se sentido pequeno através das nuances desse relacionamento, que nos mostra ainda, o quanto o autor se torna frágil diante de tal circunstância.

“Carta ao Pai” provavelmente deve ser o livro mais transparente e sincero do autor. Li pouco dele, mas pelo que conheço, acredito ser esse o livro no qual o autor mais colocou de si; em que mais expôs sua verdadeira forma. Aqui, Franz Kafka fala sobre seus anseios e medos, sobre o fato de sempre se sentir pequeno, fraco e fora do normal, coisas que sempre estão presentes em seus textos, mas de forma crua. Aqui, o fraco é Franz Kafka, aquele que possui medo do pai, e não um ser – personagem – que possui outras formas de escape dessa realidade.

Desde o começo, Franz Kafka deixa claro que a relação com o pai não era ideal. Nas primeiras linhas da carta temos a afirmação do autor de que tinha medo do pai.

“Querido pai,

Tu me perguntaste recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente. (…)”

Em verdade, Kafka temia muitas coisas. O medo que sentia do pai e sua relação falha com ele, era apenas um entre tantos outros fatos que o desconcertavam. Mas, podemos ver que talvez, esse relacionamento ruim fora na verdade o primeiro desses fatos.

“Eu magro, fraco, franzino, tu forte, grande, possante. Já na cabine eu me sentia miserável e na realidade não apenas diante de ti, mas diante do mundo inteiro, pois para mim tu eras a medida de todas as coisas.”

Uma das motivações da ‘carta ao pai’ vem do fato de que ao anunciar ao pai seu casamento  este reagiu de forma fria e desinteressada. Para Kafka, o medo do pai ia além das nuances físicas, ainda que fossem um fator de grande consideração. Mas iam além, no aspecto da capacidade. O pai era o provedor da família, no aspecto econômico, o que permitiu que o autor estudasse. Porém, lhe faltava a aptidão sentimental. O pai era grosseiro, frio e duro. Não apenas com o filho, mas com toda a família. Os comentários que fazia eram raramente comedidos ou pensados, sempre carregando duras críticas à todos ao seu redor.

“Seja como for, éramos tão diferentes e nessa diferença tão perigosos um para o outro, que se alguém por acaso quisesse calcular por antecipação como eu, o filho que desenvolvia devagar, e tu, o homem feito, se comportariam um em relação ao outro, poderia supor que tu simplesmente me esmagarias sob os pés, a ponto de não sobrar nada de mim…”.

Outro ponto de grande impacto entre pai e filho se dava pelo fato de Hermann Kafka não aceitar muito bem a profissão do filho. No entanto, a desaprovação se dá principalmente pelo desinteresse. Seu pai nunca se importou em parar para ler o que Kafka havia escrito.

Kafka desenvolveu ainda, diante do medo da figura do pai, sempre tão frio e autoritário, no qual faltavam momentos de afeto paternal no relacionamento entre ambos, um grande medo de firmar-se emocionalmente e constituir a própria família. O receio de se tornar como o próprio pai para sua família o impediu de casar-se, mesmo que tenha noivado por duas vezes ao longo de sua vida.  A necessidade da aprovação do pai quanto ao seu casamento também trazia ao autor uma disposição a fugir dos relacionamentos sérios e duradouros.

Para Kafka, ele nunca seria uma figura de respeito diante do pai, e nunca alcançaria o suficiente para merecer o seu respeito. E, o fato de que suas irmãs e sua mãe conseguiam desenvolver suas vidas emocionais, mesmo com a presença e o convívio com uma figura como o pai/marido, trazia uma grande culpa para Kafka – que era muito mais afetado que elas pelas atitudes do pai – , por não conseguir se adaptar e prosseguir com sua vida, e muito menos conseguir corresponder a algum tipo de afeto trazido pelo pai.

“Carta ao Pai” é um grande estudo. Franz Kafka possuía fragilidades aos montes, mas ao lermos sua carta à seu pai, encontramos o cerne da vida de um gigante da literatura. De “Carta ao Pai” muito podemos extrair. Kafka possui aquela capacidade de nos fazer conectar com seu texto. Ainda que a relação falha entre pai e filho seja muito extrema, podemos em algum momento, nem que seja por um trecho seque, nos identificar à sua história. Não apenas quanto ao medo do pai, ou quanto a existência de uma figura fria e autoritária, mas ainda, quanto às fragilidades e ansiedades que Kafka possuía e externava no que concerne à vida como um todo.

P.S.: Demorei mas apareci. Confesso que aliada à preguiça de escrever, a verdade é que estive bastante ocupada. Viajei no feriado, mas sobre a viagem eu falo logo mais, uma vez que comprei livros e devo trazer um post para falar um pouco deles – apesar de eu não tê-los lido ainda – e também, fiquei doente, precisei me reestabelecer em uma rotina pós-viagem, a bad de ter voltado bateu, dentre outras coisas. Mas a mais difícil das dificuldades – eita! – foi sentar para resenhar Kafka. A complexidade de seus textos me travou de um tanto, que ando cogitando não resenhar ou outro livro dele que li, “Um Artista da Fome”. Se já foi difícil escrever algo que preste de um livro que eu gostei, imagina de um que eu não gostei? Mas isso eu resolvo depois.

É bom estar de volta, apesar da preguiça e dos percauços!

[Resenha] #Livro 15/2018 –  Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin

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Título: Aqueles que se Afastam de Omelas

(The Ones Who Walk Away From Omelas)

Autor(a/es): Ursula K. Le Guin

Editora: Creative Education

Páginas: 32

Do your students enjoy a good laugh? Do they like to be scared? Or do they just like a book with a happy ending? No matter what their taste, our Creative Short Stories series has the answer.We’ve taken some of the world’s best stories from dark, musty anthologies and brought them into the light, giving them the individual attention they deserve. Each book in the series has been designed with today’s young reader in mind. As the words come to life, students will develop a lasting appreciation for great literature.

The humor of Mark Twain…the suspense of Edgar Allan Poe…the danger of Jack London…the sensitivity of Katherine Mansfield. Creative Short Stories has it all and will prove to be a welcome addition to any library. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que trago hoje para vocês é “Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas)” da autora  Ursula K. Le Guin. “Aqueles que se Afastam de Omelas” é na verdade um conto, que se colocado em texto apenas em linhas corridas, não deve possuir mais do que 04 (quatro) páginas de word (se configurado como Times New Roman, 11). E nossa, como um texto tão curtinho pode dizer tanto? Essa é apenas uma das muitas reflexões que fiz após terminar essa leitura.

O conto ficou muito popular recentemente, após aparecer no clipe musical do grupo de k-pop (pop coreano) chamado BTS. É de conhecimento das fãs que o grupo usa de diversas inspirações para os conceitos de seus álbuns – deixando todo mundo doido desenvolvendo teorias para o conceito e histórias dos clipes e músicas, aliás -, como por exemplo o clássico de Herman Hesse, Demian, o qual eu já resenhei por aqui. Como eu adoro uma referência e indicação de leitura, após ver o clipe da música “Spring Day” do grupo BTS, decidi procurar o conto para ler. A titulo de curiosidade, vou deixar o link aqui para quem quiser assistir o clipe de “Spring Day”. [https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=xEeFrLSkMm8]

Mas, aquém dessa recente popularidade, o conto é um clássico que faz parte da obra “As Doze Quadras do Vento” da autora Ursula K. Le Guin, uma coletânea de 12 contos publicada em 1973, tendo o conto ganhado o prêmio “Hugo Award for Best Short Story” em 1974, sendo esse um dos mais prestigiados prêmios dos gêneros da ficção científica e fantasia.

Omelas soa em minhas palavras como uma cidade em um conto de fadas, tempos atrás e muito longe, era uma vez. (Aqueles que se Afastam de Omelas (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

No conto, a autora nos apresenta uma cidade em que todos são felizes, classicamente felizes. Onde todos possuíam o necessário para viver, em uma cidade alegre, cheia de prazeres para aqueles que ali viviam. Não havia um rei, não se usavam espadas e não se mantinham escravos. A cidade era linda, com o seu céu azul, ares de montanhas, jardins lindos, observados em um andar tranquilo de seus moradores pelas ruas de  Omelas.

Porém, para que aquela felicidade permanecesse existindo, para que Omelas fosse sempre uma cidade próspera, um acordo fora firmado a longos anos passados, como uma condição que deve ser mantida pelos moradores de Omelas.

Para que se mantenha a prosperidade de Omelas, deve-se manter presa em um calabouço uma criança, que deve viver desprovida de qualquer forma de felicidade, aquela felicidade toda desfrutada pelos cidadãos de Omelas.

E, todos que ali moram sabem da condição e tem ciência da existência dessa criança. Todos são cúmplices.

Eles gostariam de fazer algo pela criança. Mas não tem nada que possam fazer. (…)

Esses sãos os termos.

Trocar toda a bondade e graça de cada vida em Omelas por aquela única e pequena melhora: jogar fora a felicidade de milhares pela possibilidade de felicidade de um: isso seria deixar a culpa dentro das paredes, de fato. (The Ones Who Walk Away From Omelas) by  Ursula K. Le Guin)

Quem lê o texto normalmente se chocaria ao ler que para a manutenção de uma cidade feliz, se faz necessário tirar de uma criança, toda a sua vida. Mas uma cidade inteira no conto, o faz. Pelo bem de todos, o sacrifício de um. Parece para eles então, algo razoável. E mais, não sou eu, então porque não?

E então, aqueles que não concordam com a condição, ao perceber dentro de si a culpa de ser feliz em troca da felicade de outro, ainda mais de uma criança, de uma inocente vida, partem de Omelas.

Essa crítica da autora, em sua obra de 1973, não foge muito da nossa realidade atual. Vemos todo dia na televisão as notícias nos telejornais. Pessoas preocupadas apenas com seu próprio bem-estar, que não se incomodam com o que de ruim possa acontecer com os outros, desde que o seu seja garantido. A realidade do mundo moderno.

A falta de empatia que presenciamos nos dias atuais é claramente o retrato que Ursula K. Le Guin retrata em seu conto, que apesar de ter sido escrito anos atrás, é completamente aplicado ao momento atual.

Na minha opinião, a leitura desse conto é altamente recomendada! E mais, por se tratar de um conto curtinho, pode ser uma leitura encaixada em diversas ocasiões em que precisamos esperar, ou nos deslocar – desde que não estejamos dirigindo, logicamente – dentre outros. Alguns sites disponibilizam o conto em pdf para baixar e tem até a versão traduzida para o português em alguns blogs! Leitura rápida e de fácil acesso e que contém um conteúdo enorme!

[Resenha] #Livro 13/2018 –  Matilda by Roald Dahl

MATILDA

Título: Matilda

Autor(es): Roald Dahl

Editora:Martins Fontes

Páginas: 254

Matilda adorava ler. Passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas, quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais viam televisão o tempo todo e achavam muito estranho uma menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois ela não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas. A história de Matilda até que poderia ser triste. Mas Roald Dahl conta as coisas de um jeito tão absurdo e exagerado, inventa tantas travessuras e aventuras malucas, que tudo acaba ficando engraçado. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “Matilda” do autor Roald Dahl. Tive contato com a história desse livro quando era muito nova, através da adaptação cinematográfica dele, um filme que passava direto na televisão. Qual foi minha surpresa em descobrir somente agora, anos depois, que um dos filmes que marcou minha infância era adaptado de um livro?

matilda

O livro “Matilda” versa sobre … Matilda! Uma menina com capacidades excepcionais, que com menos de dois anos de idada já sabia falar como gente grande, e que com três, já sabia ler, tendo aprendido sozinha.

Porém, apesar de todo brilhantismo de Matilda, essa nasceu em uma família diferente, em que o pai era um pilantra e a mãe uma pessoa que só ligava para a aparência e para o dinheiro, sendo ambos muito obtusos e sem cultura, não enxergando o potencial da filha. Inclusive, uma das críticas do livro o autor faz, ao ‘desenhar’ uma família que tinha como hábito fazer as refeições à frente da televisão, e pais que desestimulavam o gosto pela leitura que a filha tinha.

Aliás, o livro é cheio de insinuações, em que o autor usa alegorias para expressar suas críticas, que não são nada fúteis.

Para sorte de Matilda, ela encontra a Prof. Mel, sua professora da escola, que enxerga o potencial da menina e passa a ajudá-la, principalmente ao perceber a ignorância de seus pais. As duas tem que lidar ainda com a perversa diretora da escola, a Sra. Taurino.

O livro é do gênero infanto-juvenil, mas considero a leitura interessante para pessoas de qualquer idade. A forma de narração do autor é muito bem escrita, o que torna a leitura fácil, que flui de um jeito que você nem percebe que está chegando ao fim.

O livro é altamente recomendado! O enredo é muito bem elaborado e mistura de forma fantástica a fantasia com a realidade e ainda, com críticas sociais, de forma a contar uma história mas ao mesmo tempo deixar uma lição no ar.

– Nas Telonas –

matildafilmes

Matilda foi lançado nos cinemas no ano de 1996 – aqui fica explicado o que eu disse antes, de ter crescido assistindo esse filme que passava quase todo mês na televisão lol -, dirigido por Danny DeVito, que inclusive faz o papel do pai de Matilda.

Uma coisa interessante desse filme é que o roteiro dele é praticamente 100% fiel ao livro! Eu li o livro depois de anos após ter visto o filme e fiquei chocada durante a leitura em como o enredo abrangeu até mesmo os pequenos detalhes do livro. Poxa, o cinema atual não podia seguir esse exemplo não? xD

[Resenha] #Livro 12/2018 –  Inventei Você? by Francesca Zappia

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Título: Inventei Você?

Autor(es): Francesca Zappia

Editora: Verus

Páginas: 346

Alex está no último ano do ensino médio e trava uma batalha diária para diferenciar realidade de ilusão. Armada com uma atitude implacável, sua máquina fotográfica, uma Bola 8 Mágica e sua única aliada — a irmã mais nova —, ela declara guerra contra sua esquizofrenia, determinada a permanecer sã o suficiente para entrar na faculdade.

E Alex está bem otimista com suas chances, até se deparar com Miles. Será mesmo aquele garoto de olhos azuis com quem ela compartilhou um momento marcante no passado? Mas ele não tinha sido produto da sua imaginação?

Antes que possa perceber, Alex está fazendo amigos, indo a festas, se apaixonando e experimentando todos os ritos de passagem tipicamente adolescentes. O problema é que ela não está preparada para ser normal.

Engraçado, provocativo e emocionante, com sua protagonista nada confiável, Inventei você? vai fazer os leitores virarem as páginas alucinadamente, tentando decifrar o que é real e o que é invenção de Alex. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro que eu trago hoje é “Invetei Você?” da autora Francesca Zappia, um livro de ficção que traz em sua temática uma realidade. A autora trabalha em sua narrativa a esquizofrenia, uma doença sobre a qual muitos já ouviram falar, mas pouco sobre ela sabem, existindo muitos mitos rondam essa doença e aqueles que por ela são acometidos.

Através da narrativa acompanhamos o dia-a-dia de Alex, uma estudante do esino médio, porém que não pode ser considerada típica, uma vez que, por causa de sua condição, esta passa boa parte do seu tempo tentando diferenciar se o que se passa a sua volta é realidade ou ilusão.

Disposta a conseguir seguir em frente e viver uma vida ‘normal’, Alex conta com sua máquina fotográfica, uma bola 8 mágica e com sua irmã mais nova, sua grande aliada, nessa luta contra a doença. Alex decide enfrentar o mundo e a doença com um único objetivo em mente: entrar na faculdade.

Até que, ao começarem as aulas em sua nova escola, Alex se depara com Miles, um menino que a faz lembrar do garoto de olhos azuis com o qual, quando criança, compartilhou uma de suas lembranças mais marcantes da vida, mas que sempre lhe fora dito, tratar-se apenas de um produto de sua imaginação. E então? Será Miles realmente o menino com quem causou uma revolução no passado, sendo suas lembranças reais ou seria tudo apenas uma ilusão e Miles apenas um menino que lembrava o garoto de suas lembranças?

Mas, agora não era o momento ideal para essas divagações. Alex está ali para provar para as escolas, faculdades, aos pais, à terapeuta e a si mesma, que tem condições sim de ir para a faculdade.

Então, quando Alex percebe, está fazendo amigos na escola, frequentando festas e eventos sociais, e claro, se apaixonando. Tudo que uma adolescente normal vive no ensino médio. Mas, Alex não é uma menina normal, ou é? Aquilo tudo é mesmo real?

“Invetei Você?” conta a história através do ponto de vista de Alex, o que torna a narrativa por si só muito interessante. Por termos como narrador uma pessoa que sofre de esquizofrenia, temos que ter a atenção na leitura, sobre o fato de que não podemos nunca ter certeza de que o que está sendo contado é real ou fruto da doença de Alex.

O toque que essa dúvida sobre o que é real e o que é alucinação deixa a leitura mais cativante, pois nos faz sempre ter uma segunda opinião sobre tudo que está sendo narrado.

O que mais marca no livro é claro, além da luta de Alex com sua doença, é o relacionamento dela com Miles. Entre saber se ele é mesmo personagem de seu passado, conviver com ele na escola e ambos descobrirem que são mais do que apenas amigos, vemos o desenvolver de um relacionamento que é muito mais do que um romance de escola. Todas as condições que os cercam levam a um interessante desenvolvimento para o casal.

A luta de Alex para mostrar ao mundo que pode sim realizar seu sonho se dá principalmente em casa. Temos retratados aqui pais de uma menina com uma condição especial, a esquizofrenia, que não estão de maneira alguma preparados para esse papel. E vemos e acompanhamos esse relacionamento, por vezes frustrante, entre pais e filha.

Muita coisa acontece na vida de Alex e temos muitas reviravoltas na história, que em momento algum fica monótona. Temos uma personagem principal que luta contra uma condição com a qual precisa conviver, sem ter o poder da escolha, mas que se recusa a aceitar destinos impostos por tal condição. Alex quer mais, quer tudo e mais um pouco. É bem legal o fato da autora ter escolhido um tema tabu, e colocado com personagem central uma menina forte, que luta pelo seus sonhos.

Eu não sei o quanto de verdade o livro tem quanto a doença pois não tenho muito conhecimento sobre ela, mas posso dizer que o livro é muito interessante, tratando de um tema difícil, de uma forma até leve. Leitura recomendada!

[Resenha] #Livro 08/2018 – A História do Mundo em 50 Frases – Uma viagem pela nossa história, desde a antiguidade até os dias atuais by Helge Hesse

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Título: A História do Mundo em 50 Frases – Uma viagem pela nossa história, desde a antiguidade até os dias atuais

Autor: Helge Hesse

Editora: Casa da Palavra

Páginas: 271

Este livro convida a uma viagem diferente através da História Universal: partindo de cinquenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos, leva-nos aos momentos-chave e retrata, de um modo vivido, as diversas épocas, desde a Antiguidade aos nossos dias. Helge Hesse ilumina o Império romano com os dados que César lançou, a política do Renascimento com a aposta de Maquiavel num fim sem olhar a meios, ou na Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy. Cada um destes aforismos representa uma época da História Universal que o leitor pode visitar em cinquenta instrutivos capítulos (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

O livro sobre o qual eu vou falar hoje é um pouquinho diferente dos que eu já resenhei antes aqui no blog. Isso porque hoje eu trago o livro “A História do Mundo em 50 Frases – Uma viagem pela nossa história, desde a antiguidade até os dias atuais” da autora Helge Hesse.

Mas e daí né? O que esse livro tem de diferente? Eu explico!

Esse livro se trata de uma coletânea das mais famosas frases de impacto que circulam pelo mundo, em discursos, livros, trabalhos, na boca do povo, etc.

Mas, muito mais do que um compilado de frases céleres, “A História do Mundo em 50 Frases” é exatamente isso. Em um trabalho minucioso, a autora nos apresenta as famosas frases em ordem cronológica, as situando em seu espaço no tempo. E mais, nos traz a sua origem, quem as disse, o porque e como, nos trazendo um aparato completo, que ao final das 50 frases, nos dão uma viagem completa na história do mundo.

A origem de frases como a famosa “Os fins justificam os meios” de Maquiavel e a popular e amplamente usada “Carpe Diem”, nos mostrando que certas frases de influência têm seu impacto significativo na ciência, política e economia. Como exemplo, a clássica “E, no entanto, ela move-se”, de Galileu Galilei, que traz consigo ainda, um conjunto de descobertas e um avanço astronômico nos estudos sobre a Terra, um revolucionário à sua época.

É difícil explicar o motivo em acreditar na riqueza dessa leitura, mas para isso, me darei ao direito de usar as palavras da própria autora, em seu discurso constante no livro, pois o que não mais apropriado do que o uso de uma citação da autora de um livro sobre citações para explicá-lo?

Como acontece em qualquer viagem, cada pessoa deve escolher sempre aquilo em que quer deter-se, o que deseja visitar e o que quer deixar de lado. Debruçando-se sobre a história da humanidade, esta obra inclui apenas frases literárias que remetem a um acontecimento político ou social relevante. É provável que existam lugares onde gostaríamos de permanecer por mais tempo, apesar de os nossos passos nos conduzirem já por outros caminhos. Esta viagem não pretende ser nem exaustiva nem equilibrada, o que aliás seria impossível, pelo fato de, entre outras coisas, nem todos os acontecimentos importantes da história universal terem dado lugar a uma frase célebre. O objetivo primordial deste livro é estimular no leitor o prazer pela história, para que, numa segunda fase, animado pela leitura e desejoso de aprofundar algum episódio, consulte a bibliografia onde estão incluídas as fontes de cada uma das frases. Uma última indicação: cada capítulo tem um começo e um fim. Assim, e embora o livro esteja organizado por ordem cronológica, temos a possibilidade de saltar qualquer frase que nos desperte menos interesse, como poderemos regressar à referida frase se, por acaso, na nossa vida cotidiana,viermos a tropeçar nela. Espero saber conquistar a sua confiança como “guia” desta viagem pela história universal em cinquenta frases célebres. Espero também que este livro consiga mostrar quão emocionante a história é. Divirta-se!

HELGE HESSE

P.S.: Falhei em postar semana passada, pois, ainda que feriado, tive dias corridos. Mas, satisfeita pois consegui tirar um tempo livre para ler um pouco, coisa que não andava conseguindo fazer. Ainda assim, o fantasma da meta de leitura atrasada ainda me persegue a toda. Mas, vamos que vamos.

Por enquanto, ainda sem mouse no meu notebook, fica difícil fazer os posts sobre os curtas recomendados, mas espero poder em breve voltar a postá-los.

[Resenha] #Livro 06/2018 – Poemas e Cartas a um Jovem Poeta by Rainer Maria Rilke

rilkepoemas

Título: Poemas e Cartas a um Jovem Poeta

Autor: Rainer Maria Rilke

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 115

(…) Em Poemas toda a criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo, o relacionamento entre os homens, a solidão, além de outras questões tão humanas, são abordadas pelo poeta em páginas de sublime reflexão e beleza. (retirado do skoob).

Olá, kika here again!

Hoje o livro que eu trago é o “Poemas e Cartas a um Jovem Poeta” do autor Rainer Maria Rilke. Em verdade, “Cartas a um Jovem Poeta” já foi resenhada AQUI no blog.

Dessa vez, parei para ler então os poemas de Rilke. Em parte, eu havia evitado os poemas pois não é muito meu estilo de leitura. Eu queria gostar mais de poemas e poesia, e por isso, coloquei como um dos meus desafios do “Book Challenge” de 2018, ler um livro desse gênero. E, quem não melhor que Rilke para cumprir essa meta?

O livro que eu tenho é da coleção “Clássico para Todos” que abrange os poemas de Rilke e Cartas a um Jovem Poeta. O livro da Editora Nova Fronteira contém uma seleção de poemas de Rilke que, de acordo com o prefácio de Geir Campos, pertencem ao “Livro de Imagens” de Rilke, com trabalhos dos anos de 1899 à 1905.

Os poemas de Rilke transmitem autoanálise, em que se tem muito do tato, do descobrir. E ainda, a existência dos objetos, definição de plantas e animais, dentre tantos outros símbolos que inspiravam Rilke na sua escrita.

Dos poemas presentes nessa edição, um dos meus favoritos foi “A Solidão”.

A Solidão

A solidão é como chuva.

 

Sobe do mar nas tarde em declínio;

das planícies perdidas na saudade

ela se eleva ao céu, que é seu domínio,

para cair do céu sobre a cidade.

 

Goteja na hora dúbia quando os becos

anseiam longamente pela aurora,

quando os amantes se abandonam tristes

com a desilusão que a carne chora;

quando os homens, seus ódios sufocando,

num mesmo leito vão deitar-se: é quando

a solidão com os rios vai passando …

Essa edição é interessante ainda, pois possui um capítulo chamado “Notas sobre os poemas” em que os responsáveis pela compilação trazem análises e comentários sobre os poemas escolhidos para essa publicação, o que é bem legal para comparar o que cada poema significou para quem o leu para com as análises de especialistas e ainda, nas palavras do próprio autor que esses trazem.

Eu, como uma grande fã de “Cartas a um Jovem Poeta”, posso dizer que me tornei fã da escrita de Rilke como um todo, não apenas de um livro, e pretendo buscar mais sobre ele e ler ainda mais de suas obras. Ao meu ver, altamente recomendado!